Tuesday, 30 September 2014, 08:48 AM

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Glossary: Glossário Ecológico
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e (Pedologia) Símbolo que indica escurecimento da parte externa dos agregados por matéria orgânica não associada a sesquióxidos. Utilizado quando ocorre no horizonte B ou na parte inferior do horizonte A espesso

ecobiose Ramo da Ecologia que trata das relações do meio físico-químico com os seres vivos

ecocida Substância que tem a capacidade de matar todos os componentes de um sistema biológico

ecoespécie Subdivisão de uma cenoespécie que é capaz de livre intercâmbio de genes entre os seus membros, sem prejuízo da fertilidade. Pode ser mais ou menos capaz de realizar cruzamentos com geração de descendentes férteis com membros de outras subdivisões da cenoespécie

ecologia Ciência que estuda todas as relações entre os organismos atuais e os ambientes envolventes, a distribuição dos organismos nestes ambientes, bem como a natureza das suas interações

ecologia da paisagem (ing. landscape ecology) Ver geoecologia

ecossistema Sistema integrado e autofuncionante que consiste em interações dos elementos bióticos e abióticos, e cujas dimensões podem variar consideravelmente

ecótipo Conjunto de indivíduos de uma comunidade que apresentam o mesmo padrão genotípico

ecótono Mistura florística entre tipos de vegetação (contato entre tipos de vegetação) ou região de transição entre dois tipos fisionômicos distintos onde ocorre maior diversidade florística devido a existência de tipos de vegetação pertencentes a um e outro

ectomicorrizo Associação fúngica mutualística com as raízes dos vegetais, de modo que os fungos criam uma cobertura que circunda a parte externa da raiz

ectoparasita Parasita que se desenvolve sobre a superfície do hospedeiro, aderindo a ele através de órgãos especiais, podendo ser; temporário ou permanente edulcorante Substância orgânica artificial, não glicídica, capaz de conferir um sabor doce aos alimentos.

2 2.

efêmera (Fitogeografia) Planta que completa seu ciclo de vida, desde a germinação da semente até a produção de novas sementes, em um prazo muito curto de tempo, com algumas gerações por ano . Em vista disto tem sistema radicular pouco desenvolvido e se abastece de água superficial

efemérides Publicação que apresenta as coordenadas equatoriais celestes dos astros para determinadas épocas correspondentes a intervalos de tempo regularmente espaçados

efeito chaminé Fenômeno que consiste na movimentação vertical de uma massa gasosa localizada ou do fluxo de gases devido à diferença de temperatura ou pressão com relação ao meio circundante

efeito de Coriolis Fenômeno devido à rotação da Terra que produz uma aceleração nas massas de ar, variável em função do local em que se encontram (equador, trópicos, polos, etc.). A força gerada desloca os ventos à direita no hemisfério norte, e à esquerda no hemisfério sul

efeito do íon comum udança no equilíbrio químico de uma solução causado pela adição de um composto que possui um íon em comum com as substâncias dissolvidas

efeito Doppler Mudança aparente na freqüência da energia radiante, quando existe variação na distância entre a fonte emissora e o receptor. 4 efeito estufa Capacidade que a atmosfera da Terra apresenta de reter parte da radiação térmica emitida pela superfície do planeta. A luz solar atravessa a atmosfera e após ser interceptada e parcialmente absorvida pelas superfícies sólidas e massas d’água, é reemitida como radiação térmica (calor), que encontra dificuldade para sair da atmosfera. A atmosfera é transparente a luz, mas translúcida ao calor. O Efeito Estufa garante temperaturas mais altas na superfície da Terra, e minimiza as variações diárias e estacionais de temperatura. Sem este fenômeno a temperatura do planeta seria bem mais baixa. Entre os gases responsáveis pelo Efeito Estufa estão o CO , o CH e o vapor d’água. Embora seja um fenômeno natural, a ação do Homem pode intensificá-lo, promovendo um aumento significativo da temperatura na superfície do planeta. Isto pode levar a reorganização climática, com derretimento de geleiras, elevação do nível dos mares, inundação de áreas, etc, com prejuízos a boa parte da população humana. A interferência do Homem neste fenômeno se dá, principalmente, pela queima de combustíveis fósseis e de florestas (biomassa), com o lançamento na atmosfera de grandes quantidades de CO efeito Tyndall Fenômeno que consiste na difração dos raios luminosos que atravessam uma solução coloidal, em face das partículas de um colóide apresentarem diâmetro médio superior ao comprimento de onda dos raios. Este efeito torna visível um feixe de raios luminosos, quando o observador encontra-se em posição perpendicular ao trajeto dos raios

eflorescência (Pedologia) Denominação utilizada para a ocorrência de sais sob a forma de revestimentos, crostas e bolsas, após período seco, nas superfícies estruturais, nas fendas e na superfície do solo, podendo mostrar um aspecto pulverulento, como pó de giz

efluente Qualquer tipo de água ou líqüido, que flui de um sistema de coleta, ou de transporte, como tubulações, canais, reservatórios, e elevatórias, ou de um sistema de tratamento ou disposição final, com estações de tratamento e corpos de água receptores.

efluente estável Despejo tratado que contém oxigênio suficiente para satisfazer sua demanda de oxigênio

eixo da zona (Cristalografia) Linha imaginária que passa através do centro de um cristal e que seja paralela às linhas de interseção das faces

eixo de simetria (Cristalografia) Linha imaginária ao redor da qual um cristal pode ser rotacionado de modo que suas faces, linhas ou ângulos idênticos, possam ser vistos pelo menos duas vezes durante uma rotação completa

eixos cinemáticos Sistema triortogonal de eixos constituintes do elipsóide de deformação recebem a designação de X (eixo de estiramento máximo), Y (eixo intermediário) e Z (eixo de encurtamento máximo), de tal modo que X>Y>Z

eixos cristalográficos Linhas imaginárias que passam pelo centro de um cristal ideal como eixos de referência, sendo tomados paralelamente às arestas de interseção das faces principais do cristal. Todos os cristais, com exceção dos pertencentes ao sistema hexagonal, são referidos aos três eixos cristalográficos

eixos fiduciais Linhas que unem as marcas de fé opostas de uma fotografia aérea o eixo X é, em geral, considerado, aproximadamente, paralelo à linha de vôo

eixos geométricos Sistema triortogonal de eixos referenciais arbitrários, utilizados na direção de estruturas, principalmente no caso de dobras, e correntemente referidos através das letras abc ou ABC

ejetólito acessório Ver ejetólito cognato

ejetólito acidental Fragmento derivado do embasamento subvulcânico e, deste modo, podendo apresentar qualquer composição

ejetólito cognato Fragmento derivado de rochas vulcânicas co-magmáticas originado de erupções anteriores, provenientes do mesmo vulcão. Ejetólito acessório

ejetólito juvenil Fragmento oriundo diretamente da erupção magmática, e consistindo de partícula densa ou inflada da fusão resfriada, ou de cristal presente no magma antes da erupção

el niño Fenômeno natural e cíclico que reaparece em intervalos irregulares de 3 a 5 anos e que consiste no aquecimento anômalo das águas superficiais do oceano Pacífico equatorial no setor centro-oriental. Resultado de uma interação entre o oceano e a atmosfera, o fenômeno provoca modificação no fluxo de calor o que acarreta fortes alterações nas condições do tempo em várias partes do mundo

elemento climático Uma das propriedades ou condições da atmosfera, tais como precipitação, temperatura, pressão, nebulosidade, ventos etc, que juntas especificam o estado físico do tempo meteorológico ou clima em um dado lugar, para qualquer momento ou período de tempo

eletrodo Denominação genérica dos polos condutores de corrente elétrica de um sistema que gera ou consome energia elétrica

eletroforese Fenômeno que consiste na migração das partículas coloidais quando submetidas a ação de um campo elétrico. Os colóides podem possuir cargas elétricas, por estarem eles mesmos carregados ou pelo fato de adsorverem eletrólitos. Cataforese

eletrólito Substância que ao ser dissolvida na água, forma uma solução capaz de conduzir eletricidade.

elétron Partícula elementar leve que apresenta carga elétrica negativa, sendo encontrada nas camadas que cercam o núcleo dos átomos. Sua interação com os elétrons vizinhos cria os laços químicos que unem os átomos como moléculas

elétrons de valência Elétrons mais externos de um átomo que participam das ligações químicas

elétrons não ligantes Elétrons de valência que não estão fazendo ligação covalente

eletronvolt Energia adquirida por um elétron ao atravessar uma diferença de potencial de 1 volt

eletroosmose Fenômeno eletrocinético no qual um líqüido é movido em relação a uma superfície carregada estacionária, por efeito de um campo elétrico

elipsóide de deformação Configuração geométrica do estado deformado de uma figura originalmente esférica, pertencente a um corpo submetido a um campo de tensões. élitro Asa superior, própria de muitos insetos, que foi transformada e fortemente quitinizada, servindo para proteger a asa inferior, a quem cabe a função de voar. 0 elongação Porcentagem de extensão (elongação positiva) ou contração (elongação , sendo L negativa) sofrida por um corpo, sendo obtida pela fórmula e=L-L 0 o comprimento inicial e L o comprimento final

elutriação Contínuo ultrapassar de umas partículas por sobre as outras durante seu transporte

eluviação Remoção de material do solo, em suspensão ou em solução, de qualquer horizonte ou camada

eluvião Material detrítico resultante da desintegração da rocha matriz, e que permanece in situ. Pode o material ser deslocado ou mesmo arrastado por águas encosta abaixo, por uma certa distância, porém não pode ser transportado por uma corrente

embaiamento (Petrologia) Reação descontínua que ocorre entre minerais formados precocemente e o líqüido magmático, conduzindo à sua dissolução ou absorção. Tais efeitos incluem o arredondamento das arestas e a formação de entradas (embayment) que penetram nos cristais

emballonuridae Nome de uma família de mamíferos voadores, representada por alguns tipos de morcegos

embasamento (Geologia) Complexo ou complexos de rochas metamórficas e/ ou ígneas que serviram de substrato para a deposição de sedimentos, intercalados ou não com materiais vulcânicos

emberezidae Nome de uma família das aves, representada pelas andorinhas, saíras, cardeais, trinca-ferros, sanhaços, azulões, curiós, tico-ticos, entre outros

emersão Denominação utilizada para indicar que uma área anteriormente submersa passou a condições subaéreas, devido a descida do nível do mar ou ao levantamento do continente

emergente (Fitogeografia) Árvore mais alta que as demais, e cuja copa se estende acima do dossel da floresta.

emissário Coletor que recebe o esgoto de uma rede coletora e o encaminha para um ponto final de despejo ou de tratamento

emissário submarino Sistema utilizado em cidades litorâneas para canalizar os esgotos e promover o seu lançamento em alto mar através de uma tubulação submersa

empolamento Aumento do volume ocupado pelo material, à medida que se fragmenta ou se desagrega, em relação a um estado anterior de maior adensamento

emulsão Mistura líqüida heterogênea constituída de duas ou mais fases, normalmente não miscíveis entre si, mas que são mantidas em suspensão uma na outra, graças a uma forte agitação ou devido a emulsionantes que modificam a tensão superficial

emulsificação Propriedade apresentada por um detergente de atuar sobre óleos e gorduras, transformando-os em pequenas gotículas que permanecem em suspensão coloidal na água

enantiômeros Isômeros ópticos, que apresentam todas as propriedades físicas e químicas iguais, mas desviam o plano da luz polarizada para lados diferentes

enclave Corpo de rocha que apresenta formas e dimensões variadas, englobado por uma rocha magmática da qual difere pelo aspecto composicional e/ou textural

encrinito Rocha carbonatada de origem bioclástica, constituída essencialmente de fragmentos de crinóides encrostamento Fenômeno que consiste na orientação e empacotamento das partículas dispersas do solo na camada mais superficial, tornando-a relativamente impermeável à água. Impermeabilização superficial

encruamento Fenômeno produzido pela excessiva secagem artificial da superfície da madeira, levando ao seu endurecimento, impedindo deste modo que haja a secagem do interior da madeira

encurtamento Fenômeno de diminuição de um determinado comprimento horizontal, resultante da aplicação de esforços compressionais

encurtamento de radar Fenômeno que ocorre quando as pendentes estão voltadas para a antena (reflexão frontal aguda). Devido aos seus posicionamentos terão um único retorno, mostrando-se brilhantes (tons brancos no Radar de Visada Lateral), e apresentando-se sob a forma de linhas ou traços grossos

endêmica Característica das espécies que tem sua ocorrência limitada a um único local ou região

endemismo Caráter restrito da distribuição geográfica de determinada espécie ou grupo de espécies que vive limitada a uma área ou região

endoálico Solo que apresenta saturação por alumínio trocável igual ou superior a 50% na maior parte dos horizontes subsuperficiais, e inferior a 50% no horizonte ou horizontes superficiais

endocarpo Camada mais interna do pericarpo do fruto. Pode ser espessa e dura ou membranácea

endoderma (Embriologia) A mais interna das três camadas germinativas presentes em embriões animais (ecto, meso e endoderma). O endoderma origina, entre outros, o tubo digestivo e a bexiga.

endodistrófico Solo que apresenta saturação por bases inferior a 50% na maior parte dos horizontes subsuperficiais

endoenzima Enzima formada intracelularmente e não excretada no meio de cultura

endoeutrófico Solo que apresenta saturação por bases igual ou superior a 50% na maior parte dos horizontes subsuperficiais e inferior a 50% no horizonte ou horizontes superficiais

endófilo Vegetal que se desenvolve no interior de outro vegetal, podendo esta associação ser simbiótica ou parasítica

endomicorriza Associação mutualística entre fungos do solo e raízes de plantas, com aumento da superfície de absorção de água e nutrientes e da eficiência deste processo. Na endomicorriza, ao contrário da ectomicorriza, o fungo penetra nas células da raiz da planta

endoparasito Parasito que vive no interior dos tecidos ou encontra-se presente na corrente sangüínea de seus hospedeiros

endopedon Denominação aplicada para horizontes que se formam sob a superfície do solo, podendo contudo em alguns locais estar presente imediatamente abaixo de uma camada de detritos vegetais, ou ainda estarem expostos na superfície por truncamento do perfil. Horizonte diagnóstico subsuperficial

endopetroplíntico Solo que apresenta em sua massa uma quantidade de petroplintita superior a 500g/kg de solo e inferior a 900g/kg de solo, a partir de 40cm de profundidade

endorréico Que drena para bacias interiores

endossomo Organela ligada à membrana, em células animais, que transportam materiais recém ingeridos por endocitose, e transferem muitos deles para degradação nos lipossomos

endotermia Capacidade apresentada por um indivíduo em manter a temperatura de seu corpo aproximadamente constante, independentemente da variação da temperatura externa, através da geração metabólica de calor

endotoxina Toxina encontrada no interior da célula bacteriana, mas não em filtrados livres de células de bactéria. As endotoxinas são liberadas pelas bactérias quando sua célula se rompe

endotrófico Organismo que recebe nutrientes no interior de outro organismo, como no caso dos fungos microrrízicos associados às plantas

energia reticular Energia requerida para separar completamente um mol de um composto sólido iônico em seus íons gasosos

engolimento (Hidrologia) Vazão máxima que é permitida a uma turbina hidráulica, para uma determinada queda

enleiramento Ato que consiste basicamente em amontoar ou empilhar o material vegetal derrubado, em leiras ou camadas contínuas, cujo espaçamento depende da declividade do terreno, da densidade do material derrubado e do tipo de equipamento utilizado.

enrocamento Acúmulo de fragmentos de rocha, utilizado como volume principal de uma barragem ou como proteção do parâmetro de montante (rip-rap), como proteção do aterro na encosta de uma ponte para evitar a erosão fluvial, em molhe e outra construções

ensaio (Mineração) Determinação da quantidade de metal contido em um minério

enseada Parte côncava de um litoral, que se apresenta com a forma de uma meialua, delineando uma baía muito aberta

enterococos Bactérias do grupo de cocos, incluídas entre os estreptococos fecais, cujo ambiente natural é o intestino do homem ou dos animais de sangue quente ou que apresentam temperatura constante

entissolo Ordem do sistema abrangente de classificação americana de solos, que reúne classe de solos minerais pouco desenvolvidos pedologicamente, e evidenciado pela ausência de horizontes diagnósticos superficiais

entomofauna Conjunto das espécies de insetos que vivem em uma determinada região

entomofilia Polinização realizada por insetos atraídos pelas inflorescências entomófilas que são geralmente vistosas e elaboram néctar, desprendendo odores

entrecasca Parte interna da casca das árvores

entropia Quantidade relativa da energia dissipada de modo natural e inevitável em um sistema físico-químico, conforme a segunda lei da termodinâmica. Enquanto esta energia perdida vai aumentando, o sistema vai se aproximando cada vez mais de seu estado de equilíbrio. Deste modo, a entropia pode ser considerada como uma medida de degeneração termodinâmica

enxertia Método de propagação vegetativa das plantas que consiste na inserção de um garfo (pedaço de ramo com várias gemas) ou de uma borbulha (pedaço de ramo com uma única gema) em cortes feitos no porta-enxerto, de modo a ficarem os respectivos câmbios em perfeito contato

enxerto Pedaço de ramo (garfo) ou a borbulha que foi, ou vai ser, inserido no porta-enxerto para dar origem à planta com as características desejadas

enxó Instrumento constituído de um cabo curvo de madeira e uma chapa de aço, utilizado para desbastar madeira

enzima Proteína de elevado peso molecular, dotada de propriedade catalítica, que torna possível a maioria das reações químicas desenvolvidas nos seres vivos

enzima adaptativa Enzima sintetizada por um microrganismo em resposta à presença de determinado substrato ou de uma substância de estrutura molecular semelhante

enzima constitutiva Enzima cuja síntese não depende da presença de substrato específico

enzima reprimível Enzima cuja taxa de produção é inversamente proporcional à concentração intracelular de certos metabólitos

enzootia Presença constante ou prevalência usual de uma doença ou de seu agente infeccioso na população animal de uma dada área geográfica.

eobionte Denominação aplicada as primeiras formas de vida, que supostamente existiram nos oceanos primitivos, sendo intermediárias entre as moléculas que flutuavam livremente e as formas definitivas de vida

epiálico Solo que apresenta saturação por alumínio trocável igual ou superior a 50% no horizonte ou horizontes superficiais e inferior a 50% na maior parte dos horizontes subsuperficiais

epicarpo Camada mais externa do pericarpo do fruto. Corresponde ao comumente chamado de casca

epicentro Ponto da superfície terrestre que se encontra situado exatamente sobre o local de origem do terremoto no interior da crosta

epiclástico Fragmento de natureza vulcânica produzido pelo intemperismo e erosão de rochas vulcânicas, podendo ser ou não originado de um vulcanismo penecontemporâneo

epicótilo Região do primeiro entrenó das plântulas dos espermatófitos que se encontra sobre a inserção dos cotilédones

epidemia Manifestação, em uma coletividade ou região, de um número de casos de uma enfermidade que excede claramente a incidência prevista. O número de casos que indica a existência de uma epidemia varia com o agente infeccioso, o tamanho e as características da população exposta, sua experiência prévia ou falta de exposição à enfermidade e o local e a época do ano em que ocorre. A epidemia guarda relação com a freqüência comum da enfermidade em uma região, população e estação do ano. O aparecimento de um único caso de doença transmissível que durante um lapso de tempo prolongado não havia afetado uma população, ou que invade pela primeira vez uma região, requer notificação imediata e uma completa investigação de campo; dois casos dessa doença associados no tempo ou no espaço podem ser evidência suficiente de uma epidemia

epidemia maciça Ver epidemia por fonte comum

epidemia por fonte comum Epidemia em que aparecem muitos casos clínicos dentro de um intervalo igual ao período de incubação clínica da doença, o que sugere a exposição simultânea (ou quase simultânea) de muitas pessoas ao agente etiológico. O exemplo típico é o das epidemias de origem hídrica. Epidemia maciça ou epidemia por veículo comum.

epidemia por fonte propagada Ver epidemia progressiva

epidemia por veículo comum Ver epidemia por fonte comum

epidemia progressiva Epidemia na qual as infecções são transmitidas de pessoa a pessoa ou de animal a animal, de modo que os casos identificados não podem ser atribuídos a agentes transmitidos a partir de uma única fonte. Epidemia por fonte propagada

epidendra Planta que vive sobre as árvores, como acontece com as orquídeas e as bromélias

epidistrófico Solo que apresenta saturação por bases inferior a 50% no horizonte ou horizontes superficiais, sendo subsuperficialmente álicos ou eutróficos

epídoto Grupo de minerais constituído por diversos silicatos complexos de alumínio e cálcio - clinozoisita, epídoto, allanita, idocrásio e prehnita - que cristalizam nos sistemas monoclínico e ortorrômbico, e apresentam fórmula geral X2Y3O (SiO ) (Si2O7) (OH). A zoisita que cristaliza no sistema ortorrômbico, é dimorfa com a clinozoisita

epieutrófico Solo que apresenta saturação por bases igual ou superior a 50% no horizonte ou horizontes superficiais e inferior a 50% na maior parte dos horizontes subsuperficiais

epifauna Denominação aplicada aos animais bentônicos adaptados a viverem nas superfícies do substrato rochoso ou de sedimentos arenosos ou argilosos presentes nos fundos lacustre ou marinho

epífita Autótrofo não parasita que vive apoiado em outra planta, sem ter ligação com o solo, e pertencendo geralmente as famílias das Bromeliaceae, Araceae e Orchidaceae dentre outras

epigéia Tipo de germinação de sementes em que os cotilédones elevam-se acima da superfície do solo, funcionando como as primeiras folhas da plântula

epilímnio Camada superficial turbulenta da água de um lago, situada acima da termoclina, e sem estratificação termal permanente .Ver também termoclina

epimácio Disco ou envoltório carnoso que circunda parcialmente o óvulo e depois a semente em algumas gimnospermas, como Podocarpus

epímeros Tipo de isomeria óptica em que substâncias diferem umas das outras apenas pela configuração à volta do carbono 2

epinécton Organismo aquático que se fixa em elementos do nécton ou é parasita dos mesmos

epinerítico Porção do ambiente marinho que se estende desde o nível da baixamar até a profundidade de cerca de 40m

epipedon Horizonte ou conjunto de horizontes situados na parte mais superficial do solo e enriquecido de matéria orgânica. Não corresponde exatamente aos horizontes O ou A, pois pode ser menos espesso que o A e também pode incluir alguma parte do B mais rico em matéria orgânica. Horizonte diagnóstico superficial

epiplâncton Organismo que vive sobre os constituintes permanentes ou acidentais do plâncton

epitélio Tecido celular que reveste uma superfície livre ou uma cavidade, e que se compõe de uma ou mais camadas de células muito próximas umas das outras. O termo é utilizado tanto para tecidos animais quanto vegetais

epixenólito Xenólito que encerra fragmentos oriundos da rocha encaixante situada no mesmo nível onde ocorreu a cristalização magmática. época Equivalente cronoestratigráfico da série. A época correspondente a uma série toma o seu nome, salvo para os termos inferior, médio e superior, que pode ser substituídos por eo (ou antigo), meso e neo (ou tardio) ao se fazer referência à época

epóxi Denominação aplicada a compostos que contém átomos nas suas moléculas que fazem parte de 3 elementos. São éteres cíclicos.

epsomita Mineral que cristaliza no sistema ortorrômbico, classe biesfenoidal, com composição MgSO47H2O . Incolor a branca, apresenta sabor muito amargo, sendo facilmente solúvel na água. Comumente apresenta-se em massas botrioidais e crostas delicadamente finas. épura Conjunto das projeções de uma figura sobre dois planos perpendiculares

equador magnético Linha da superfície terrestre que une todos os pontos que apresentam mergulho magnético igual a zero

equinócio Um dos dois pontos da interseção da eclítica e do equador celeste, ocupados pelo sol, quando sua declinação é 00

equinodermos Animais triploblásticos, de simetria radial, geralmente pentarradial, exclusivamente marinhos, dotados de um endoesqueleto de natureza calcária - formado de placas soldadas ou articuladas ou de peças separadas - e providos de um sistema hidrovascular que emite pequenas projeções (pés) para o exterior e que se comunica com o meio externo através de poros, ao menos nos estágios jovens. Muitos apresentam o corpo coberto por espinhos, motivo de sua designação. As formas mais antigas remontam ao Período Cambriano. São equinodermos as estrelas do mar, os ouriços do mar, os lírios do mar, etc

eqüística Ciência que se dedica ao estudo dos assentamentos humanos

eremófila Planta que habita lugares solitários, desérticos

erethizontidae Nome de uma família dos mamíferos roedores, representada pelos ouriços

 

erosão de ravinamento Ver erosão em sulcos

 

erosão em sulcos Tipo de erosão que ocorre nas linha de maior concentração das águas de escoamento superficial, resultando em pequenas incisões no terreno, as quais com a evolução do processo podem se transformar em voçorocas . Erosão de ravinamento

 

erosão em sulcos freqüentes Erosão em que os sulcos ocupam menos de 75% da área do

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f (Climatologia) Símbolo que, na classificação de Köppen, significa um clima sempre úmido e com chuva o ano todo.

f (Pedologia) Símbolo utilizado com os horizontes A, B e C para designar concentração localizada (segregação) de constituintes secundários de minerais ricos em ferro ou alumínio, sendo, contudo, pobre em matéria orgânica em mistura com argila e quartzo.

fábrica (ing. fabric) (Sedimentologia) Denominação utilizada para indicar a orientação espacial primária dos componentes de um sedimento. Corresponde a um dos aspectos da textura.

face de pirâmide (Cristalografia) Face que corta todos os eixos cristalográficos.

face de praia Porção submersa da praia, sendo que sua superfície é constituída de barras e canais longitudinais, paralelos à costa. Ver também praia.

face de prisma (Cristalografia) Denominação aplicada a face que corta dois eixos cristalográficos, sendo paralela ao terceiro eixo.

fácies lênticas (Ecologia) Denominação aplicada as águas doces estagnadas ou sem movimento.

fácies lóticas (Ecologia) Denominação aplicada as águas doces que se movimentam constantemente, conhecidas também como água corrente.

fácies metamórfica Conceito que designa um grupo de rochas caracterizadas por apresentar um conjunto definido de minerais formados em condições metamórficas particulares.

fácies sedimentar Conjunto de todas as características litológicas e paleontológicas de uma rocha sedimentar, do qual se pode inferir sua origem e seu ambiente de formação.

facólito Corpo magmático intrusivo que possui forma convexo - côncava . Mostra em seção um aspecto que lembra uma foice, estando localizado geralmente na parte superior das anticlinais

faiscação Trabalho individual em que são utilizados instrumentos rudimentares, aparelhos manuais ou máquinas simples e portáteis, para a extração de metais nobres nativos em depósitos eluvionares ou aluvionares, fluviais ou marinhos

faisqueira Local onde é feita a faiscação

faixa intertropical Região da Terra compreendida entre os Trópicos de Câncer, situado no hemisfério norte, e o de Capricórnio, no hemisfério sul

faixa móvel Região crustal, em geral estreita e alongada, caracterizada por ser ou ter sido sede de intensa atividade tectônica associada geralmente a magmatismo e metamorfismo regional

falconidae Nome de uma família das aves, representada pelos falcões, acauãs, caracarás e afins

falconiformes Nome de uma ordem da Classe aves, representada pelos falcões, águias, gaviões e afins

falésia Escarpa originada pela erosão fluvial ou marinha e que se encontra ainda sob a influência destes agentes, implicando necessariamente na existência de porções continentais soerguidas e/ou rebaixamentos eustático para sua formação

falésia marinha ativa Falésia que está atualmente sendo atacada pelas ondas, isto é, encontra-se ainda em formação. Falésia marinha viva

falésia marinha viva Ver falésia marinha ativa

falésia morta Rebordo costeiro, íngrime ou suavizado, resultante da erosão marinha que não mais está atuando no local, em virtude da formação de uma planície marinha ou fluviomarinha . Paleofalésia

falha Fratura ou cisalhamento presentes em blocos de rochas que sofreram deslocamentos um em relação ao outro, ao longo de planos

falha de empurrão Descontinuidade na crosta terrestre originada por esforços compressivos, normalmente envolvendo feições de baixo ângulo. Os limites das massas em movimento são as rampas, sendo que as rampas frontais apresentam um ângulo de mergulho > 450, as rampas oblíquas um mergulho intermediário e movimentação oblíqua e as laterais, um ângulo de mergulho > 450 e movimentação transcorrente

falha inversa Falha gerada por movimentação compressional em que a capa sobe e a lapa desce

falha normal Falha cujo teto aparentemente desceu em relação ao muro, e originada por movimentação extensional

falha transcorrente Falha em que o movimento preferencial ocorreu paralelamente à direção de seu plano, e cujos campos de tensões apresentam os tensores compressivo e extensional horizontais ou próximos da horizontal

falha transformante Tipo particular de falha transferente que se desenvolve para acomodar a movimentação divergente das dorsais meso-oceânicas. O deslocamento ao longo da falha acompanha o deslocamento das placas oceânicas

falhas lístricas Falhas normais que se apresentam curvadas com a forma de pá ou colher, e que separam cunhas, lascas ou escamas acunhadas que se aplainam horizontalmente em direção à zona de deslocamento, produzindo uma concavidade voltada para cima

falhas pivotantes Ver falhas rotacionais falhas rotacionais Falhas cujos blocos giram segundo um eixo de rotação que é perpendicular à falha. Falhas pivotantes

falhas transferentes (ing transfer faults) Falhas transcorrentes cujos trends são praticamente perpendiculares (700 - 900) à direção geral da faixa tectônica em que

se situam, interligando falhas normais ou falhas de empurrão. Tais falhas transferem de um ponto da bacia para outro a movimentação de blocos divergentes ou convergentes, relacionados a falhas interligadas. Desenvolvem-se para acomodar a deformação compressiva ou distensiva

falhamento distributivo Falhamento em que o movimento diferencial é caracterizado através de deslocamentos sistemáticos, de pequena grandeza, ao longo de numerosas fraturas pouco espaçadas

família de solos Denominação que corresponde ao 50 nível categórico na estruturação das classes de solos do Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, sendo utilizado para atender funções pragmáticas. Na classificação desse nível categórico deve ser priorizado o emprego de características e propriedades que afetam o uso e o manejo do solo

família radioativa Seqüência de elementos radioativos, em que cada nuclídeo é resultante da desintegração do anterior

fanerófito Planta lenhosa que apresenta gemas e brotos de crescimento protegidos por catáfilos situados acima de 0,25m do solo. De acordo com suas alturas médias são classificados em macrofanerófitos (30 a 50m); mesofanerófitos (20 a 30m); microfanerófitos (5 a 20m) e nanofanerófitos (0,25 a 5m)

fanerófito suculento Vegetal caracterizado pela ausência de folhas e pela presença de tecidos que armazenam água ou acumulam reservas, sendo carnoso ou suculento

fanerógrama Denominação utilizada para indicar plantas que apresentam órgãos sexuais aparentes . Este grande grupo inclui todas as plantas que produzem flores

fanglomerado Brecha que apresenta alguns componentes arredondados, e depositados nas partes superiores dos cones aluviais das regiões semi-áridas

faraday Carga contida em um mol de elétrons, e equivalente a 96487 coulombs

faretrone Calcisponja - esponja que apresenta espículas calcárias predominantemente constituídas por calcita e raramente aragonita - que mostra parede espessa e espículas anastomosadas, formando um esqueleto rígido

farinha de falha (ing. fault gouge) Rocha cataclástica sem coesão, que contém menos de 30% de porfiroclastos

fascículo (Botânica) Tipo de inflorescência em que as flores se inserem apertadamente no mesmo nó caulinar

fatia de falha Denominação genérica aplicada a blocos de rocha que foram aprisionados entre as paredes da falha. A denominação horse é utilizada quando a falha aprisionante é de gravidade. Estrangulamento

fatores climáticos Condições físicas ou geográficas que condicionam o clima interagindo nas condições atmosféricas, tais como a latitude, altitude, as correntes marítimas, a distribuição das terras e mares, a topografia, a cobertura vegetal etc

fatores ecológicos Fatores que agem diretamente nos seres vivos, limitando seu território, modificando suas taxas de reprodução e, por vezes, fazendo aparecer, no seio de uma espécie, variedades que apresentam exigências ecológicas diferenciadas

os fatores ecológicos podem ser climáticos, edáficos, bióticos, hídricos etc.

febre paratifóide Infecção bacteriana que se caracteriza por febre contínua, eventual aparecimento de manchas róseas no tronco e comumente diarréia. Embora semelhante à febre tifóide, sua letalidade é muito mais baixa

febre tifóide Doença infecciosa caracterizada por febre contínua, mal-estar, manchas rosadas no tronco, tosse seca, prisão de ventre mais freqüente do que diarréia e comprometimento dos tecidos linfóides. O agente etiológico é a bactéria Salmonella typhi. É uma doença de veiculação hídrica, cuja transmissão se dá através da ingestão de água e moluscos contaminados, assim como do leite e derivados, principais alimentos responsáveis pela sua transmissão

feldspatóides Grupo de aluminossilicatos tridimensionais de potássio, sódio e cálcio, com quantidades subordinadas de outros elementos químicos. Semelhantes aos feldspatos, diferenciam-se desses, quimicamente, pelo fato de apresentarem uma menor quantidade de sílica

feldspatos Um dos grupos minerais mais importantes, que cristalizam nos sistemas monoclínico ou triclínico, e constituídos por silicatos de alumínio com potássio, sódio e cálcio e, raramente bário, e em menor extensão o ferro, o chumbo, o rubídio e o césio. São aluminossilicatos que resultam da substituição parcial do silício pelo alumínio na estrutura dos tectossilicatos. Formam três grupos principais: os feldspatos potássicos, os feldspatos calco - sódicos e os feldspatos báricos, todos com essencialmente a mesma estrutura. Os feldspatos comuns podem ser considerados como soluções sólidas dos três componentes: ortoclásio, albita e anortita

felidae Nome de uma família de mamíferos carnívoros, representada pelas onças, jaguatiricas, tigres e afins

felogênio Camada meristemática do caule das plantas responsável pela produção da periderme

félsicos Denominação aplicada a minerais, magmas e rochas que contêm porcentagens relativamente baixas em elementos pesados e, consequentemente, mostram-

se enriquecidos em elementos leves tais como silício, oxigênio, alumínio e potássio. Os minerais félsicos são comumente claros e possuem pêso específico inferior a 3, sendo os mais comuns o quartzo, a muscovita e o ortoclásio

fenação Processo que consiste em ceifar os capins e leguminosas herbáceas forrageiras e deixá-los secar ao sol. Excepcionalmente pode ser feito o mesmo com ramas de árvores forrageiras

fenantreno Carbohidrato aromático policíclico, isômero do antraceno, presente no alcatrão da hulha

fenética Qualquer característica de ordem morfológica, fisiológica ou bioquímica apresentada por um organismo no momento da observação

fenóis Compostos orgânicos que contém um grupo hidróxi (- OH) ligado diretamente a um átomo de carbono em um anel de benzeno. Ao contrário dos álcoois normais, os fenóis são ácidos devido à influência dos anéis aromáticos

fenologia Estudo das relações entre os processos biológicos e o clima, como o que ocorre na brotação, frutificação e floração nas plantas

fenótipo Termo que indica a aparência externa do indivíduo, o seu aspecto próprio, podendo ser ou não transmissível.

2 fermentação Forma de respiração anaeróbica, em ausência de O que ocorre em certos microrganismos, compreendendo uma série de reações bioquímicas através das quais o açucar é convertido em etanol e dióxido de carbono. A fermentação também ocorre em células animais em condições especiais, como por exemplo a fermentação lática em células musculares

feromônio Infoquímico mediador de uma interação entre organismos da mesma espécie (ação intraespecífica), produzindo uma resposta comportamental ou fisiológica adaptativamente favorável ao receptor, ao emissor ou a ambos os organismos da interação. Os principais feromônios são: feromônio de agregação, feromônio de alarme, feromônio marcador de trilha e feromônio sexual

feromônio de agregação Responsável pelo fenômeno de agregação em alguns insetos

feromônio de alarme. Característico dos insetos sociais, tem como função alertar os indivíduos da colônia sobre o perigo, e desencadear a reação agressiva sobre o intruso

feromônio marcador de trilha. Utilizado para marcar as trilhas de forrageamento ou migração em insetos

feromônio sexual. Produzido por um dos sexos para atração do parceiro para cópula

fermi Unidade de medida que corresponde a 10-13 cm. É uma homenagem ao físico italiano Enrico Fermi

ferro férrico Ferro que se apresenta no estado trivalente (Fe+3)

ferro ferroso Ferro que se apresenta no estado bivalente (Fe+2)

fertilizante Substância natural ou artificial que contém elementos químicos e propriedades físicas que aumentam o crescimento e a produtividade dos vegetais, melhorando a fertilidade natural do solo ou devolvendo os elementos que foram retirados do solo pela erosão ou por culturas anteriores. Adubo fetch Área onde se formam as vagas nos oceanos, lagos ou reservatórios, sob a ação do vento. Sua extensão é medida na direção do vento

feto (Botânica) Denominação comum a todos os pteridófitos da ordem Filicales

feto arborescente Denominação aplicada aos pteridófitos de porte arbustivo ou arbóreo, como o xaxim (Dicksonia sellowiana) ficocianina Pigmento verde - azulado, presente nas algas azuis, que se encontra associado à clorofila a ao caroteno

ficoeritrina Pigmento vermelho, que nas algas vermelhas se encontra associado à clorofila e à ficocianina

ficomicetos aquáticos Fungos cujo habitat natural é a água. São geralmente saprófitos, podendo contudo apresentar algumas espécies que são parasitas de plantas e outras que causam doenças em peixes. Apresentam sempre esporângios, que são órgãos de reprodução assexual, podendo produzir esporos móveis, flagelados ou esporos desprovidos de movimento, sem flagelos

filão Zona de fissuras aproximadamente paralelas, espaçadas, e preenchidas por minério e rocha parcialmente substituída.

filarenito Arenito lítico com mais de 50% das partículas de rochas constituídas de ardósia, filito e micaxisto, isto é, rochas nas quais predominam os filossilicatos

filete (Botânica) Haste terminal que sustenta a antera

filler Ver pó de pedra

filme falsa-cor Filme que apresenta os objetos com cores diferentes das que possuem na natureza

filme negativo Imagem fotográfica formada ao ser impressionado diretamente um filme, chapa ou papel, e na qual os tons claros ou escuros do objeto aparecem invertidos

filme pancromático Filme que é sensível a toda a porção do espectro visível

filo Categoria taxionômica mais elevada do reino animal, e que corresponde a um grupo de animais que obedecem a um plano similar de organização, resultante de uma ascendência comum. Em Botânica, sua congênere é a divisão

filódio Pecíolo achatado que substitui a lâmina foliar, nas situações em que esta é totalmente eliminada

filogenia Em um sentido ontológico, a história das relações filogenéticas de um grupo. Em um sentido cognitivo, o nome genérico para qualquer dendrograma que expresse relações filogenéticas, seja um cladograma, uma árvore filogenética ou um cenário evolutivo

filozona Ver zona de linhagem

filtração Processo físico adotado para o tratamento da água que é destinada ao abastecimento, e que consiste na utilização de um leito artificial, usualmente de areia e pedra, sobre o qual a água bruta ou a água decantada é distribuída, havendo a retenção de partículas finas e/ou flocos na passagem por esse meio filtrante

filtração (Química) Processo mecânico de separação de partículas sólidas, de uma mistura líquido/sólido através da utilização de um filtro. Na filtração à vácuo, o líqüido é retirado através de um filtro por uma bomba de vácuo

filtração biológica Processo que consiste na utilização de um leito artificial constituído de material grosseiro, tal como pedra britada, escórias de ferro, ardósia, tubos, placas finas ou material plástico, sobre os quais às águas residuárias são distribuídas, constituindo filmes, favorecendo a formação de limos (comunidade de organismos aeróbicos) que floculam e oxidam a matéria orgânica presente na água residuária

filtragem espacial de freqüência Técnica utilizada em processamento digital de imagens de sensoriamento remoto para facilitar a interpretação de feições com freqüências específicas (alta, média ou baixa)

filtro Meio poroso que permite a separação e a retenção de partículas sólidas ou líqüidas de um fluido

filtro biológico Leito de areia, cascalho, pedra britada ou outro meio, através do qual a água residuária sofre filtração biológica

filtro de nitrificação Filtro biológico que é empregado para proporcionar condições de tratamento do efluente de uma estação de lodos ativados ou de um filtro biológico, com a finalidade de completar a oxidação do nitrogênio amoniacal para nitrato.

filtro dedal Filtro que apresenta forma cilíndrica, sendo fechado em uma das extremidades e construído geralmente de material cerâmico ou celulósico, e utilizado em poluição do ar

filtro-membrana Filtro de malha rígida, de material polímero na forma de uma película, com poros de tamanho uniforme e determinados com precisão. Filtro molecular

filtro molecular Ver filtro-membrana

fiorde Termo norueguês aplicado a baías estreitas de um sistema montanhoso, que adentram profundamente em terra firme, com extensões que podem alcançar até 10 vezes a sua largura. As encostas são abruptas, onde são reconhecidas antigas linhas de costa, dispostas em várias séries. Formado pela ação das geleiras, é encontrado somente em altas latitudes

fissão nuclear Fragmentação de um núcleo atômico pesado em um núcleo de menor massa. Este processo é acompanhado de grande liberação de energia, sendo usado para a geração de energia em usinas nucleares

fiterisia Processo de migração e competição entre os vegetais

fitoalexina Substância hormonal produzida por certas plantas, em resposta a uma agressão mecânica ou biológica por fungos ou bactérias, a qual inibe o desenvolvimento dos agentes agressores. Por se tratar de um composto biocida natural, a fitoalexina tem sido intensamente pesquisada para controle biológico de pragas e doenças

fitocenose Comunidade de plantas que ocupa determinado habitat

fitoecologia Ramo da ecologia voltado ao estudo das relações entre os vegetais e o ambiente ou entre as diferentes espécies de uma comunidade sem referência ao ambiente

fitófago Denominação utilizada para animais que comem plantas, sendo geralmente aplicado aos insetos

fitogeografia Ramo da Ecologia que se ocupa do estudo da distribuição e das relações existentes entre os vegetais e o ambiente

fitonose Infecção transmissível ao homem cujo agente infeccioso tem vegetais como reservatórios

fitoplâncton Denominação utilizada para indicar organismos fotossintetizantes, de vida livre, em geral microscópicos que flutuam no corpo de águas marinhas, ou doces. O fitoplâncton é o grande responsável pela produção primária em ambiente marinho. Ver também zooplâncton

fitossociologia Ciência voltada ao estudo das comunidades vegetais, envolvendo o estudo de todos os fenômenos relacionados com a vida das plantas dentro das unidades sociais. Retrata o complexo vegetação, solo, clima. É a parte da ecologia que estuda as associações e inter-relações entre as populações vegetais

flambagem (ing. buckling) Situação particular na deformação coaxial dúctil em que o encurtamento é paralelo à feição planar

flaser Estrutura de uma rocha em que lentes e cristais estirados, geralmente constituídos por quartzo, muitas vezes com extinção ondulante, encontram-se separados por

bandas de material que se apresenta finamente cristalizado, comumente puro. Cristais ovóides, normalmente de feldspatos ou máficos, podem ocorrer na matriz da rocha sob a forma de megacristais facoidais, em torno dos quais a foliação se acomoda

flavina Composto heterocíclico, que se mostra como um importante grupo de substâncias minerais muito sensíveis à luz, tal como a riboflavina

flavorizante Substância que confere ou intensifica o sabor e o aroma dos alimentos

flexão Curvatura ou arqueamento imposto a um corpo devido à atuação de forças verticais perpendiculares ao eixo ou à superfície desse corpo. Pode ser considerada também, como causada por tração e compressão simultâneas agindo desigualmente em partes diferentes de um corpo

flint (Petrografia) Variedade dura de chert, que apresenta fratura conchoidal, cor cinza ou preta, sendo constituído por calcedônia ou quartzo criptocristalino, porém sem a presença de opala

floculação (Pedologia) Precipitação da fase dispersa de um colóide, pela união de partículas individuais, formando pequenos grumos ou agregados. Utilizado comumente com referência à fração argila do solo

floculação Método destinado ao tratamento de esgotos industriais, mais precisamente a sua parte não biodegradável, através da adição de produtos químicos ao esgoto, com o intuito de provocar a formação de flocos que retém os poluentes

floema Tecido condutor da seiva elaborada nas plantas vasculares, e situado entre a casca externa e o lenho. Líber

flogisto Denominação utilizada nos primórdios da Química para algo que deveria estar presente em todas as substâncias que ardiam (queimavam). 3 flogopita Mineral do grupo das micas, que cristaliza no sistema monoclínico, classe prismática, de composição KMg (AlSi3 O10), e apresentando-se normalmente em cristais prismáticos cônicos ou em placas hexagonais com lâminas flexíveis e elásticas e coloração freqüentemente parda-amarela. Contém usualmente cerca de 3% de flúor substituindo a hidroxila e algum ferro ferroso no lugar do magnésio

flor Conjunto das estruturas reprodutivas (androceu e gineceu) das plantas superiores, e que encontram-se envolvidas por estruturas protetoras, ditas perianto, constituídas de cálice e corola. Quando estes não são distinguíveis merecem a designação de perigônio

flora Conjunto de entidades taxonômicas vegetais (espécies, gêneros etc.) que compõe a vegetação de um território de dimensões consideráveis, como por exemplo, a flora do cerrado

flora adventícia Conjunto de vegetais, presentes em uma determinada região, cuja chegada deveu-se ao homem

floração Denominação aplicada ao desabrochamento dos botões florais

floresta Conjunto de sinúsias dominado por fanerófitos de alto porte, e apresentando quatro estratos bem definidos: herbáceo, arbustivo, arvoreta e arbóreo. Deve ser também levada em consideração a altura, para diferencia-la das outra formações lenhosas campestres.

floresta homogênea Formação florestal plantada, constituída por apenas um ou poucas espécies de árvores

floresta plantada Formação florestal composta por espécies exóticas e/ou nativas, plantadas com objetivos específicos

floresta primária.. Floresta que nuca sofreu derrubada ou corte, sendo uma remanescente das florestas originais de uma região. Floresta não alterada pela ação do homem

floresta ripária Floresta que orla um ou os dois lados de um curso d’água, em uma região onde a vegetação característica não é florestal

floresta secundária.. Floresta em processo de regeneração natural após ter sofrido derrubada ou alteração pela ação do homem ou de fatores naturais, tais como ciclones, incêndios, erupções vulcânicas

florestamento Constituição de uma floresta onde não existiam formações arbóreas precedentemente

florestania Neologismo criado para representar um novo conceito de desenvolvimento e de cidadania no contexto da floresta amazônica. Implementa-se a cidadania dos povos da floresta mediante investimentos do estado em educação, saúde, lazer e em formas de produção extrativista, preservando a floresta

florística Parte da fitogeografia que trata particularmente das entidades taxonômicas encontradas em um determinado território

flórula Conjunto de entidades taxonômicas vegetais (espécies, gêneros etc.) que compõe a vegetação de um território de dimensões limitadas, como por exemplo, flórula da Reserva de Águas Emendadas

flotação Processo de separação de partículas minerais que explora diferenças nas características de superfície entre as várias espécies existentes. A seletividade do processo de flotação é baseado no fato da superfície das espécies minerais poder apresentar diferentes graus de hidrofobicidade

flotação em óleo Processo de concentração mineral por flutuação na presença de bolhas de ar, água e óleo. As partículas finas aderem inicialmente às gotas de óleo dispersas na fase aquosa, e os agregados óleo/partículas são então coletados pelas bolhas de ar

fluidização Processo pelo qual um fluxo de gases, passando através de um depósito ou camada de partículas finas, misturam-se às mesmas, arrastando-as e promovendo sua fluxão como líqüido, bem como facilitando reações químicas no interior desta mistura. É um fenômeno comum em erupções vulcânicas

fluorescência Propriedade apresentada por alguns minerais de se tornarem luminescentes durante a exposição à luz ultravioleta, raios-x ou raios catódicos

fluoretação Adição de flúor à água sob a forma de fluoretos com o intuito de prevenir a cárie dentária, à razão de 0,5mg/l a 1,0mg/l de flúor. 2 fluorita Mineral que pertence à classe química dos halóides e cristaliza no sistema isométrico, classe octaédrica, possuindo hábito cúbico, mas também podendo ocorrer na forma maciça, colunar, de granulação grossa ou fina. Em geral é transparente a translúcido, com brilho vítreo e cores bastante variáveis, apresentando dureza 4 na escala de Mohs, clivagem perfeita, e composição CaF . Pode apresentar o fenômeno da flourescência.

fluxo de lama (ing. mudflow) Fluxo de fragmentos de origens diversas, lubrificado com grande quantidade de água, e usualmente seguindo o curso principal de uma drenagem

fluxo gênico Ver escape gênico

fluxo laminar Tipo de fluxo em que as partículas de fluido deslocam-se em camadas paralelas lisas; ou seja, as linhas de fluxo não se entrecortam. As perdas de carga são proporcionais às velocidades (linearmente); as forças de resistência principais são as viscosas. É o fluido típico das águas subterrâneas

fluxo superplástico Deformação extensiva que se verifica em resposta a uma tensão aplicada, anômalamente pequena

fluxo turbulento Fluxo no qual as linhas de fluxo se cruzam de maneira confusa, através da mistura heterogênea das correntes, tanto na vertical quanto na horizontal

fluxos gravitacionais Depósitos formados pelo transporte de sedimentos paralelamente ao substrato, por efeito da ação da gravidade, onde as partículas são mantidas dispersas. Existem quatro tipos de fluxos gravitacionais, diferenciados com base no modo como os grãos são sustentados: fluxo de turbidez; fluxo granular; fluxo fluidificado e fluxo de detritos

fluxoturbidito Depósito sedimentar formado por mecanismo intermediário entre o deslizamento submarino e as correntes de turbidez

flysch Potente seqüência de areia e argila interestratificadas, com os arenitos mostrando em geral base erosiva e seleção dos grãos, e as argilas encerrando uma fauna marinha. Definido pela primeira vez nos Alpes, tem sido aplicado a rochas similares dos cinturões geossinclinais de qualquer idade e de todas as partes do mundo

foco (Sismologia) Ponto situado no interior da Terra onde é liberada a energia sísmica por ocasião dos terremotos

foco artificial Território onde uma doença transmissível se instalou e circula devido a condições propiciadas pela atividade antrópica

foco natural Pequeno território, compreendendo uma ou várias paisagens, onde o agente causal de uma doença estabeleceu-se e circula a um tempo indefinidamente longo, sem sua importação de outra região. No foco natural o agente infeccioso, o vetor específico e o hospedeiro existem a muitas gerações, sem a interferência do homem. O foco natural é uma entidade geográfica, seus limites podem ser demarcados em um mapa

foehn Tipo de vento local, quente e seco, que desce a sotavento das montanhas, sendo originalmente empregado a um vento peculiar que sopra ao norte dos Alpes

posteriormente passou a designar ventos similares em outras partes do globo

fogo (Gemologia) Denominação utilizada para as cintilações que apresentam as cores do espectro refletidas pelas facetas de uma gema lapidada, e devida à dispersão da luz

fogo abafado Fogo que se propaga vagarosamente, sem fazer chama

fogo controlado Técnica que utiliza o uso deliberado do fogo com o intuito de queimar detritos agrícolas ou florestais em uma determinada área, de modo a promover o descarte destes materiais, e reduzir os riscos de incêndios florestais.

fogo de encontro Fogo que é lançado em oposição a um incêndio, objetivando impedir sua propagação. Muito usado no combate a incêndios florestais

fogo rasteiro Fogo que se propaga lentamente, geralmente com chamas pequenas

folha (Botânica) Órgão lateral fundamental, comumente com forma laminar, cor verde, que brota do caule ou dos ramos de plantas, e cuja função principal é realizar a fotossíntese, com a produção de carboidratos. De uma maneira geral é constituída pela base foliar ou lâminas e limbo foliar, sendo que este forma um coxinete que se dilata e dá lugar à bainha

folha caduca Folha que dura menos de um ano, caindo de forma sincronizada durante a estação desfavorável (seca e/ou fria) fazendo com que a árvore se apresente sem folhagem durante um determinado período do ano. É de ocorrência comum em árvores de florestas estacionais

folha composta Folha cujo limbo é dividido em partes ditas folíolos

folha imparipinada Folha composta que termina com um só folíolo no ápice

folha paripinada Folha composta que termina com dois folíolos no ápice

folha suculenta Folha verde que se transforma em órgão adaptado ao armazenamento de água, apresentando desta maneira característica carnosa

folhelho betuminoso Rocha de granulação fina, normalmente laminada, contendo matéria orgânica, na qual quantidades apreciáveis de petróleo podem ser extraídas por aquecimento. A maior parte do conteúdo orgânico desses folhelhos encontra-se na forma de querogênio

folhelho oleígeno Folhelho que apresenta um teor de matéria orgânica superior a 10%

folhosa Espécie florestal que apresenta madeira dura e fibra curta

foliação (Botânica) Denominação aplicada ao desabrochar das folhas, que se processa após o período de repouso fisiológico da planta

foliação (Geologia Estrutural) Denominação aplicada para todas as feições planares presentes nas rochas metamórficas. Corresponde a vários tipos de estruturas tais como: xistosidade; clivagem de crenulação; bandamento composicional; clivagem de transposição e foliação milonítica

foliação milonítica (Geologia Estrutural) Arranjo paralelizado de minerais e agregados minerais produzido pelo fluxo plástico durante o cisalhamento dúctil

folículo Fruto simples originário de gineceu superovariado, monocarpelar, com uma ou mais sementes e aberto na maturação pela separação dos bordos carpelares, folíolo Cada elemento foliáceo que constitui a folha composta pinada

foliólulo cada elemento foliáceo que constitui a folha composta bipinada

fonte Surgência natural de água, em superfície, a partir de uma camada aqüífera

nascente ou olho d’água

fonte de falha Surgência natural de água, relacionada à existência de uma falha

fonte surgente Fonte cuja água emerge em decorrência da interseção da superfície topográfica com o nível freático.

foraminíferos Organismos dotados de pseudópodes muito finos, anatomosados, e que elaboram uma testa, isto é, um tipo de concha, secretada pelo citoplasma ou constituída por aglutinação de material estranho captado pelos pseudópodes, os quais tem a função de locomoção, fixação e captura de alimentos. São predominantemente marinhos e bentônicos, sendo que um grupo relativamente restrito é plantônico. São em geral microscópicos

forésia Hábito apresentado por um animal em fazer-se transportar deliberadamente por outro de maior porte, como observado entre alguns artrópodes

força corporal Força que atua através do espaço, prescindindo do contato direto com o corpo, sendo proporcional à sua massa, e definida em função da magnitude e do sentido da posição do corpo no campo de força. Força de ação à distância

força de ação à distância Ver força corporal

força de contato Ver força superficial

força nuclear forte Força fundamental da natureza que mantém unidos os quarks, e mantém os núcleons (compostos de quarks) junto com os núcleos dos átomos

força nuclear fraca Força fundamental da natureza que governa o processo de radioatividade. É geralmente explicada pela teoria eletrofraca

força superficial Força que exerce uma ação direta na superfície do corpo, isto é, em contato direto com o mesmo. Força de contato

forças de dispersão Forças de atração que surgem como resultado de dipolos instantâneos induzidos pelos átomos ou moléculas. Forças de London

forças de London Ver forças de dispersão

forças intermoleculares Forças de atração fracas que existem entre moléculas, responsáveis pela alteração de suas propriedades físicas

forças intramoleculares Forças que mantém unidos átomos de uma molécula

forma (Cristalografia) Face ou grupo de faces que possuem relações iguais para com os eixos cristalográficos

formação (Fitogeografia) Conjunto de formas de vida vegetal de ordem superior que compõem uma fisionomia homogênea, apesar de sua estrutura complexa

trata-se de uma comunidade de espécies vegetais interrelacionadas, surgida de forma natural e que perdura enquanto as condições naturais que lhe deram origem se mantém

formação (Geologia) Unidade fundamental da classificação litoestratigráfica.Trata-se de um corpo rochoso caracterizado pela relativa homogeneidade litológica, forma comumente tabular, geralmente com continuidade lateral e mapeável na superfície terrestre ou em subsuperfície

formicariidae Nome de uma família das aves, representada pelas tovacas, papaformigas, chocas, pintos-do-mato e afins

fosfatação Reação química que permite a obtenção de éster fosfórico

fosfatagem Aplicação de adubação fosfatada, geralmente a lanço (jogada) com o objetivo de aumentar o teor de fósforo disponível para as plantas no solo.

fosfolipídio Denominação aplicada a qualquer substância pertencente ao grupo dos lipídios que apresenta um grupo fosfato e um ou mais ácidos graxos. Os fosfolipídios formam a estrutura básica das membranas biológicas

fosfonação Reação química ou seqüências de reação química que permitem introduzir em uma molécula um ou mais radicais fosfônicos, pela ligação direta carbono/fósforo

fosforescência Propriedade apresentada por alguns minerais de continuarem luminescentes mesmo pós a interrupção dos raios excitantes

fosforito Rocha fosfática sedimentar de natureza marinha, que apresenta mais de 10% em volume de grãos individuais de fosfato de Ca, Al ou Fe e pertencentes a série da apatita

fossa oceânica Maior depressão da superfície terrestre, situada entre a placa subductante e a placa superior. O preenchimento sedimentar depende da velocidade de suprimento de detritos, existindo situações de fossas sem assoreamento, enquanto outras estão quase atulhadas por sedimentos hemipelágicos e depósitos de correntes de turbidez

fossa negra Escavação sem revestimento interno, na qual os dejetos caem no terreno, sendo que parte se infiltra e parte sofre decomposição no fundo. Não existe nenhum deflúvio, mostrando-se portanto como um dispositivo perigoso, e que somente deve ser utilizado em última instância

fossa seca Escavação cujas paredes são revestidas de tábuas não aparelhadas com o fundo em terreno natural e cobertas na altura do piso por uma laje onde é instalado o vaso sanitário

fossa séptica Tanque de sedimentação e digestão, no qual é depositado o lodo constituído pelas matérias insolúveis das águas residuárias que passam pelos mesmos, sofrendo decomposição pela ação de bactérias anaeróbicas

fossildiagênese Denominação que abrange todos os eventos pós-deposicionais ligados à preservação de restos de organismos ou dos vestígios deixados por esses restos

fóssil-guia Organismo que teve larga distribuição geográfica no passado, embora tenha vivido em curtos períodos de tempo, e cujos restos não apenas se conservaram em abundância como também são fáceis de serem identificados

fóssil-vivo Denominação aplicada a certos animais e vegetais que, já desaparecidos como grupo, existem na forma de poucas espécies atuais

fossilização Conjunto de processos através dos quais são conservados os restos ou vestígios de animais e vegetais

fotocromismo Alteração de cor que ocorre em certas substâncias quando espostas à luz

fotoíndice Mapa índice elaborado através da união das fotografias aéreas em suas devidas posições, sendo tirada uma cópia fotográfica do conjunto em escala reduzida

fotolimo Pequeno ecossistema aquático existente nas folhas de algumas plantas, como as bromélias. Tais folhas apresentam aspecto de um copo, onde armazenam certa quantidade de água na qual se desenvolve um pequeno ecossistema.

fóton Partícula do campo eletromagnético com massa em repouso nula, constituída por um quantum de radiação eletromagnética ou uma partícula de luz

fotoperiodismo Resposta sazonal dos organismos à mudança no comprimento do período diurno (no tempo de duração da luz), sendo que a floração, a germinação de sementes, a reprodução e a migração, por exemplo, estão freqüentemente sob controle fotoperiódico. 2 2 2 fotossíntese Processo bioquímico realizado pelos seres clorofilados (entre eles a quase totalidade dos vegetais), em que a energia luminosa é convertida em energia química, e armazenada em carboidratos. Os carboidratos são sintetizados à partir de substâncias simples: gás carbônico (C O ) e água (H O). Como subproduto da fotossíntese há a liberação de oxigênio (O ) para a atmosfera. Os seres que realizam a fotossíntese são denominados autótrofos e a energia fixada neste processo é que mantém a imensa maioria dos seres vivos da Terra

fototaxia Movimentos de deslocamento apresentados por determinados organismos quando estimulados pela luz. Pode ser positiva, quando o organismo se aproxima da luz, ou negativa, quando se afasta

fouling Formação gelatinosa que algumas vezes é observada nas canalizações de água potável, em decorrência da ação de microrganismos

fração molar Relação do número de moles de um componente de uma mistura com o número total de moles de todos os componentes da mesma

fragipã Horizonte mineral subsuperficial, com 10cm ou mais de espessura, usualmente com textura média ou algumas vezes arenosa e raramente argilosa, que pode estar, mas não necessariamente, subjacente a um horizonte B espódico ou horizonte álbico. Apresenta um conteúdo muito baixo de matéria orgânica, e uma densidade alta em relação aos horizontes sobrejacentes. Mostra-se aparentemente cimentado quando seco, tendo então consistência dura, muito dura ou extremamente dura

fragmentos bioclásticos Fragmentos constituídos por restos orgânicos, sendo mais freqüentes as conchas de moluscos

fragmento hidroclástico Variedade de piroclástico formado pela explosão de vapor que ocorre na interface magma-água, e também devido à fragmentação mecânica, causada pelo rápido resfriamento resultante do contato da lava com a água ou com sedimentos saturados de água

franja capilar Parte inferior da zona de aeração do solo, e que contém água em maior grau de saturação

franklinita Mineral que cristaliza no sistema Isométrico, classe hexaoctaédrica, mostrando hábito caracteristicamente octaédrico. Apresenta brilho metálico e cor preto do ferro, sendo ligeiramente magnética. Sua composição é dominantemente ZnFe2O4, no entanto existe sempre a substituição por ferro ferroso e manganês na posição A e por manganês trivalente na posição B

fratura (Geologia Estrutural) Descontinuidade que aparece isoladamente em uma massa rochosa, não correspondendo portanto nem a uma junta e nem a uma falha

fratura de tensão (ing. tension gash) Plano de partição presente em uma rocha, o qual não envolve deslocamento, encontrando-se preenchida, característica esta

indicativa de dilatação ou distensão. No campo forma um sistema de veios cônicos paralelos e freqüentemente com disposição escalonada. Desenvolve-se, em geral, perpendicularmente ao tensor extensional

fratura inferior Fratura formada por esforço divergente dentro do bloco continental. As feições dominantes são horsts e grabens

freatófita Planta ávida por água, que cresce principalmente ao longo dos rios e cujas raízes profundas alcançam a franja de capilaridade

freatomagmática Erupção vulcânica de caráter explosivo resultante da interação da água superficial ou subterrânea com o magma

fregatidae Nome de uma família das aves, representada pelos tesourões

frente (Meteorologia) Superfície de descontinuidade que se forma quando do encontro entre duas massas de ar com características distintas. Como diferenças em densidades freqüentemente são causadas por diferenças em temperaturas, frentes normalmente separam massas de ar com temperaturas de contraste. Geralmente, uma massa de ar é mais quente e úmida do que a outra. Massas de ar estendem-se horizontalmente e verticalmente; consequentemente, a extensão ascendente de uma frente é chamada de superfície frontal ou zona frontal

frente de onda Superfície que passa por todos os pontos que estão na mesma fase, nas ondas geradas em um instante determinado

frente estacionária (Meteorologia) Superfície frontal entre duas massa de ar de temperaturas diferentes que quase não se desloca. Uma frente estacionária forma-

se quando uma frente avançando retarda ou pára sobre uma região. Em um mapa do tempo, a posição na superfície é representada por uma linha com triângulos estendidos para o ar mais quente em um lado e semicírculos estendidos para o ar mais frio no outro. Uma mudança em temperatura e/ou uma troca de direção de ventos são geralmente observados quando atravessa-se de um lado da frente para o outro

frente fria Frente formada quando a superfície frontal se move em direção a uma massa de ar mais quente devido a maior intensidade de ação da massa fria. A substituição do ar quente pelo ar frio provoca mudanças rápidas na direção e intensidade dos ventos e, geralmente, são acompanhadas de aguaceiros fortes porém de curta duração. Em um mapa do tempo, a posição na superfície é representada por uma linha com triângulos ou dentes estendidos para o ar mais quente

existem grandes diferenças de temperatura em qualquer lado da frente. Também existe uma troca de vento do sudeste adiante da frente fria para nordeste atrás dela. A troca de vento é causada por um cavado de pressão baixa

frente oclusa Frente complexa onde uma frente fria se encontra com uma frente quente. Em um mapa do tempo, a posição na superfície é representada por uma linha alternada com triângulos e semicírculos estendidos em direção de movimento. As condições de tempo associadas com este tipo de frente são geralmente complexas. A maioria de precipitação é produzida pelo ar quente levantado no alto. Quando as condições são suficiente, a nova frente sozinha tem a capacidade de iniciar precipitação

frente oclusa de tipo fria Denominação utilizada quando o ar atrás da frente avançada é mais frio do que o ar deslocado. Freqüentemente com um tipo frio, o ar quente no alto e a precipitação associada seguem a frente na superfície.

frente oclusa de tipo quente Denominação utilizada quando o ar atrás da frente avançada é mais quente do que o ar substituído. A situação deste tipo é o reverso da frente oclusa de tipo fria. O ar quente no alto e a precipitação freqüentemente precedem a frente na superfície com um tipo quente

frente polar Frente atmosférica quase permanente, presente nas latitudes médias, e que separa o ar polar do ar tropical

frente quente Frente formada quando a superfície frontal se desloca para o interior de uma massa mais fria e a desloca devido a maior intensidade de ação da massa quente. O deslocamento do ar frio pelo ar quente geralmente provoca precipitação contínua, mudança na direção dos ventos e aumento da temperatura

em um mapa do tempo, a posição na superfície é representada por uma linha com semicírculos estendidos para o ar mais frio. Assim que o ar frio retrocede, a fricção com a terra reduz extremamente o avanço da posição na superfície da frente comparando com a sua posição no alto. Consequentemente, o limite separando estas massas de ar requer uma inclinação muito gradual. A inclinação média de uma frente quente é somente 1:200. Isto quer dizer que viajando à 200 km adiante da posição na superfície de uma frente quente, a superfície frontal estará a 1 quilômetro acima. 3 freons Denominação comercial dos compostos clorofluocarbonados, tais como CFCl , CF2Cl2, C2F3Cl3 e C2F4Cl2, destruidores da camada de ozônio

friabilidade (Pedologia) Facilidade de desagregação do material de solo, quando úmido

friagem Denominação regional para a queda brusca da temperatura, ocasionada pela invasão do anticiclone polar de trajetória continental, durante o período de outono - inverno, no centro-sul da Região Centro-Oeste e no sudoeste da Região Norte

fringillidae Nome de uma família das aves, representada pelos pintassilgos e afins

frontogênese Processo responsável pela formação de uma frente ou pela intensificação de uma frente já existente

frontólisis Processo através do qual uma frente já existente tende a se dissipar

fruto Órgão originado do ovário das angiospermas. Contem as sementes que dão origem a novas plantas

fruto carnudo Fruto que apresenta o pericarpo volumoso, carregado de substâncias sucosas variáveis sendo constituído por três partes provenientes da parede do ovário: o epicarpo, o mesocarpo e o endocarpo

fruto múltiplo Fruto que se origina nos diversos ovários livres da mesma flor

fruto seco Fruto que apresenta o pericarpo seco e delgado

fruto simples Fruto proveniente de um único ovário de uma só flor

frutose Monossacarídeo que apresenta propriedades redutoras, isômero da glicose, presente de um modo geral nos frutos e no mel. Pertence à classe das hexoses e apresenta fórmula: C6H12O6.

fulereno Alótropo do carbono, também denominado Buckyball (C 60) representado por uma esfera de 60 átomos de carbono distribuídos em 12 pentágonos e 20 hexágonos, semelhante a uma bola de futebol

fulgurito Pequeno tubo de material vítreo, formado pela fusão da areia pela ação de raios, podendo alcançar 40cm de comprimento por 5cm a 6cm de diâmetro. 2 2 fumarola Emanação de gases vulcânicos, com temperaturas compreendidas entre 8000C e 2500C, contendo H O, SO e HCl e que produzem depósitos principalmente de NaCl, Fe2O3 e FeCl3

fumigação Aplicação de substâncias gasosas capazes de destruir a vida animal, especialmente insetos e roedores. A fumigação é muito usada no controle de pragas

fumigação do solo Tratamento do solo com substâncias voláteis ou gasosas, que eliminam total ou parcialmente a microfauna e a microflora do solo

fumigante Substância química, ou mistura de substâncias, que apresentam propriedades de volatilização, sendo capazes de exterminar insetos ou roedores. Deve ser utilizada em ambientes que possam ser fechados, de modo a reterem o produto resultante da fumigação

fundo marinho Região dos oceanos situada abaixo da linha média da baixa-mar e constituída por duas unidades maiores: margem continental e fundo oceânico

fundo oceânico Região da crosta oceânica situada abaixo da isóbata de 4 000m, sendo dividida em : planície abissal, dorsal oceânica e fossa oceânica. Ver também fundo marinho

fungicida Substância que mata fungos e seus esporos

fungos Eucariotas heterotróficos que produzem esporos, não possuem clorofila, sendo incapazes de sintetizar seu próprio alimento, dependendo portanto de outros organismos para completar sua nutrição. Podem viver de matéria orgânica morta, ocasionando ou auxiliando na sua decomposição. São especialistas da decomposição de material vegetal. Podem ainda parasitar outros seres vivos, alimentando-

se do protoplasma das células hospedeiras e também formar associações com seres como as algas ou raízes de vegetais superiores. O conjunto dos fungos forma o Reino Fungi

fungos do solo Ver geofungos

funículo (Botânica) Pequeno e delicado cordão que une a semente à parede do fruto

furacão Tempestade ciclônica tropical com ventos superiores a 118km/h, e força 12 da Escala de Beaufort

furnariidae Nome de uma família das aves, representada pelos joões-de-barro, joões-tenenéns e afins

furo (Hidrologia) Denominação aplicada a um braço d’água que liga um curso d’água a outro, ou a um lago

fusão nuclear Interação na qual os núcleos de 2 ou mais átomos são fundidos, criando novos núcleos atômicos e liberando energia.

fusão parcial (ing. partial melting) Principal processo de formação de magma provocado por fluxo de calor na crosta ou no manto, calor este produzido por radioisótopos e/ou descompressão adiabática

fusão por pressão adiabática Fusão de material da crosta ou do manto terrestre que ocorre como resposta a descompressão adiabática

fusênio Substância similar ao carvão vegetal, formada por madeira carbonizada e responsável pelo aspecto sujo do carvão mineral comum, pois é extremamente friável e portanto facilmente reduzida a um pó fino. Ocorre principalmente como manchas ou lentes

fuste Parte da árvore que emerge do solo e cresce em direção oposta à das raízes, e compreendida entre o colo e os primeiros galhos, ou seja, a parte compreendida entre o pé a as primeiras ramificações. Tronco.

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la niña Fenômeno oposto ao el niño, ou seja, um fenômeno que ocorre nas águas do pacífico equatorial e altera as condições climáticas de algumas regiões do mundo. Se caracteriza pelo resfriamento anômalo da superfície do mar na região equatorial do centro e leste do pacífico. A pressão na região tende a aumentar e uma das conseqüências é a ocorrência de ventos alísios mais intensos. Tem duração de aproximadamente de 12 a 18 meses

lã de rocha Produto obtido a partir da fusão de certos tipos de rochas, submetidas a determinados processos que permitem a passagem do estado líquido para o estado sólido fibroso

lacitíferos Vasos que contém o látex, e percorrem todo o corpo da planta como uma rede de tubos, sendo que neles se juntam grãos de amido e materiais de excreção

lacólito Massa intrusiva que apresenta forma lenticular plano-convexa, lembrando um cogumelo. A rocha situada acima da intrusão mostra-se abaulada em cúpula, enquanto as camadas inferiores continuam na posição original

lago Corpo de água parada, em geral doce, embora possam existir aqueles com água salgada, como acontece nas regiões de baixa pluviosidade

lago amítico Lago que não apresenta circulação, em virtude da existência de uma camada de gelo na superfície

lago desértico (ing. playa lake) Lago, em geral temporário, que ocorre freqüentemente nas depressões internas das bacias desérticas, onde o nível de base da erosão eólica alcança o nível da água subterrânea. Acumula o excesso temporário da água, acolhe sedimentos das correntes formadas pelas raras e concentradas chuvas e está sujeito à intensa evaporação. Pode apresentar depósitos semelhantes aos varvitos, bem como, quando da evaporação das águas, marcarem presença os evaporitos

lago dimítico Lago que apresenta dois períodos de circulação, acompanhados de ruptura da termohalina

lago distrófico Lago pobre em nutrientes e rico em matéria orgânica dissolvida, de origem húmica, que lhe confere uma coloração marrom escura ou preta, de alta transparência. Apresenta condutividade elétrica baixa, bem como o pH também baixo, situado entre 4,0 e 5,5

lago efêmero Lago que seca anualmente durante a estiagem ou em anos particularmente secos

lago eutrófico Lago rico em nutrientes orgânicos e inorgânicos, geralmente N e P, e que apresenta alta produção primária, florescimento de algas planctônicas (cianofíceas), e um déficit de oxigênio no hipolímnio devido a decomposição da matéria orgânica.

lago exorreico Lago que se caracteriza por um escoamento permanente decorrente do excesso da vazão afluente, inclusive aquela devido a precipitação, sobre as perdas globais em água

lago fechado Lago, geralmente localizado em regiões áridas, que perde só água por evaporação ou através de fugas

lago mesotrófico Lago que contém quantidades moderadas de nutrientes para o fitoplâncton e para a fauna aquática

lago oligotrófico Lago deficiente em nutrientes para o fitoplâncton e para a fauna aquática, apresentando geralmente abundante oxigênio dissolvido e sem estratificação acentuada

lagoa aerada Lagoa artificial ou natural, usada para o tratamento de esgotos, na qual a aeração, que pode ser mecânica ou através de ar difuso, é utilizada para suprir a maior parte do oxigênio necessário para degradar a matéria orgânica presente nos esgotos

lagoa aeróbia Lagoa de oxidação de esgotos, na qual o processo biológico de tratamento é predominantemente aeróbio, tendo sua atividade orgânica baseada na simbiose entre algas e bactérias. As bactérias ao decomporem a matéria orgânica produzem gás carbônico, nitratos e fosfatos que nutrem as algas, as quais pela ação da luz solar transformam o gás carbônico em hidratos de carbono, liberando oxigênio que é reutilizado pelas bactérias, criando assim um ciclo

lagoa anaeróbica Lagoa de oxidação na qual o processo biológico de tratamento é predominantemente anaeróbico. Nesta lagoa é realizado o processo de decomposição anaeróbica dos lodos ou dos dejetos orgânicos, sendo que a estabilização da matéria orgânica não conta com o concurso do oxigênio dissolvido, de modo que os organismos existentes precisam remover o oxigênio dos compostos das águas residuárias, a fim de obterem a energia necessária para sua sobrevivência

lagoa de estabilização Lagoa artificial, para onde é canalizado o esgoto após passar por um pré-tratamento que retira a areia e a matéria orgânica sólida não degradável . No interior das lagoas o esgoto passa por uma série de etapas de depuração- com o tempo de retenção ou permanência calculada- que simulam o processo que ocorreria naturalmente em um curso de água. A diferença é que as lagoas permitem um controle do processo de maneira mais eficiente e menos nociva ao meio ambiente. Lagoa de oxidação

lagoa de decantação Reservatório constituído especialmente para captar resíduos industriais, cujo produto final, obtido através de transformações bioquímicas e evaporação da água, pode ser utilizado como adubo orgânico

lagoa de maturação Lagoa utilizada como refinamento do tratamento prévio dos esgotos efetuado em lagoas ou outro processo biológico, reduzindo bactérias, sólidos em suspensão, nutrientes, porém ainda restando uma parcela negligenciável de DBO (demanda bioquímica de oxigênio)

lagoa de oxidação Ver lagoa de estabilização

lagoa facultativa Lagoa de oxidação onde ocorrem simultaneamente o processo aeróbico nas camadas superiores do líqüido e o processo anaeróbico nas regiões mais profundas, junto ao fundo

laguna Corpo de águas rasas e calmas, que mantém em geral uma comunicação restrita com o mar, e apresentando uma salinidade que pode variar desde quase doce até hipersalina. Albufeira.

lama (Mineração) Mistura contendo colóides e ultrafinos, produzida durante a lavra e o beneficiamento de um minério. Caracteriza-se por apresentar uma sedimentação muito lenta

lama amarela Sedimento terrígeno marinho de composição semelhante à lama azul, sendo que devido as condições climáticas da área fonte mostra cor amarela possivelmente devida ao hidróxido de ferro

lama azul Lama que contém mais de 75% de materiais terrígenos com dimensões inferiores a 0, 3 mm de diâmetro, presente em profundidades compreendidas entre 229m e 5124m. A cor azul é atribuída a presença de matéria orgânica e sulfetos de ferro disseminados. O carbonato de cálcio está presente em quantidades variáveis, em geral acima de 35%

lama marrom Lama pelágica com coloração chocolate devido à capacidade de oxidação das águas profundas, já que está presente em profundidades superiores a 4 000m

lama negra Lama depositada em lagunas ou baías, nas quais a oxigenação é pobre em virtude da circulação ser restrita. A coloração preta é devida a presença de sulfetos e matéria orgânica vegetal

lama vermelha Lama de coloração avermelhada presente nas proximidades das desembocaduras de rios que transportam grandes quantidades de sedimentos terrígenos avermelhados

lamelas de Boehme Lamelas de deformação descontínua, isto é, restritas a grãos individuais, verificadas no quartzo, consistindo de pequenas cavidades ou inclusões com uma orientação planar

laminação convoluta Estrutura caracterizada por forte amarrotamento, provocando dobras intrincadas no interior de uma unidade de sedimentação bem definida, e não perturbada. Sua amplitude pode variar dentro da unidade, desaparecendo gradativamente para cima e para baixo. É caracterizada por anticlinais estreitos e agudos e sinclinais largos

laminação plano-paralela Laminação formada pela alternância de lâminas paralelas e quase horizontais, distintas entre si por variações na composição e/ou no tamanho dos grãos

laminado Peça que consiste de chapas ou lâminas de madeira unidas através de colas adesivas ou meios mecânicos

lamito (ing. mudstone) Lama endurecida que se assemelha a um argilito, diferindo deste pelo fato de apresentar uma proporção compreendida entre 15% a 50% de partículas sílticas. Quando ricas em matéria carbonosa vegetal muitos lamitos podem mostrar cores cinza ou preta

lanterna de Aristóteles Denominação adotada para indicar o aparelho mastigatório dos ouriços (equinodermos), composto de 40 peças calcárias, das quais cinco correspondem a fortes dentes

lapa (Geologia) Denominação aplicada ao bloco situado abaixo do plano de uma falha, quando esta é inclinada ou horizontal. Quando a falha é vertical essa distinção não existe. Piso lapachol Substância insolúvel na água, que se apresenta sob a forma de cristais aciculares diminutos, de coloração amarela e que passa ao vermelho-sanguíneo sob a ação dos álcalis. É própria dos ipês e da peroba-de-campos, onde abunda no lenho.

lapiás (fr. lapiés) Caneluras ou rasgos paralelos que esculpem a superfície das rochas calcárias

lapilli Fragmento produzido por erupções vulcânicas de caráter explosivo, com diâmetro compreendido entre 4mme 32mm. 4 lápis-lazúli Designação comumente utilizada para uma mistura de lazurita - (Na, (Al SiO Ca) 4)3 (SO4,S, Cl) - com pequenas quantidades de calcita, piroxênio e outros silicatos, além de pirita disseminada

lapout Termo utilizado em Sismoestratigrafia para indicar, de um modo geral, qualquer terminação sucessiva de estratos contra uma superfície discordante, seja na base ou no topo de uma seqüência deposicional. É dividido em dois tipos: baselap e toplap

laridae Nome de uma família das aves, representada pelas gaivotas e trinca-réis

larva planctotrófica Larva que se alimenta de organismos do plâncton, principalmente do fitoplâncton, sendo que mais de 80% das espécies de invertebrados marinhos bentônicos tropicais possuem tais larvas

larvitrampas Recipiente com água onde se observam as larvas dos mosquitos após a eclosão

latência Período, na evolução clínica de uma doença parasitária, no qual os sintomas desaparecem, apesar de estar o hospedeiro ainda infectado, e de já ter sofrido o ataque primário, ou uma ou várias recaídas. Terminologia utilizada com freqüência em relação à malária

laterito Rocha formada ou em fase de formação através de intenso intemperismo químico de rochas preexistentes, inclusive lateritos antigos, sob condições tropicais ou equivalentes. É caracteristicamente rico em Fe e Al e pobre em Si, K e Mg se comparado à composição da rocha-mãe. Pode ser compacto, maciço, coeso ou incoeso, terroso ou argiloso, com coloração vermelha, violeta, amarela, marrom até branca. Sua composição mineralógica envolve geralmente oxi-hidróxidos de ferro, alumínio, titânio e de manganês, além de argilominerais, fosfatos e resistatos

látex Suco leitoso originado de certas plantas, à partir do qual é obtida a borracha. Freqüentemente possui uma substância orgânica coloidal denominada cautchu

latifolio Vegetal que apresenta folhas largas

latifloro Vegetal que apresenta flores largas

latitude Distância linear ou angular medida ao norte ou ao sul do equador, em uma esfera ou esferóide

latolização Processo pedogenético próprio de climas quentes e úmidos, onde a sílica e os cátions básicos são lixiviados, com a conseqüente concentração residual de óxidos de Fe e de Al

latossólico Designação utilizada para indicar que uma determinada unidade taxonômica de solo possui características intermediárias para um latossolo

latossolo Denominação utilizada para solos constituídos por material mineral, com horizonte B latossólico imediatamente abaixo de qualquer um dos tipos de horizonte diagnóstico superficial, exceto horizonte H hístico. Apresentam um avançado estágio de intemperização, são muito evoluídos, e virtualmente destituídos de minerais primários ou secundários, menos resistentes ao intemperismo.

laurásia Um dos dois continentes resultante da fragmentação do super continente Pangea, na Era Paleozóica

lavra Fase da mineração representada pelo conjunto de operações que tem como objetivo a extração econômica das diversas substâncias minerais úteis de uma jazida até o seu beneficiamento primário. Explotação

legislação ambiental Conjunto de regulamentos jurídicos destinados especificamente às atividades que afetam a qualidade do meio ambiente

légua Medida de comprimento que corresponde a 6,6 km

lei da constância do ângulo interfacial Os ângulos interfaciais medidos entre faces iguais são constantes para todos os cristais de uma dada substância, sob condições físicas constantes, a despeito da forma da face

lei da reflexão Os ângulos de incidência e reflexão, medidos a partir de uma normal à superfície refletora, são iguais e situam-se no mesmo plano, denominado plano de incidência

lei da sucessão faunística Os organismos fósseis sucederam-se no tempo geológico de acordo com uma ordem definida e reconhecível, não havendo reversibilidade na evolução

lei de Bravais A freqüência com que uma dada face é observada em um cristal, é aproximadamente proporcional ao número de nós que nela jazem

lei de Coulomb Entre qualquer par de íons providos de cargas contrárias, existe uma força de atração eletrostática diretamente proporcional ao produto de suas cargas e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre seus centros

lei de Darcy A quantidade de fluxo que passa através de um meio poroso é proporcional à permeabilidade, à área da seção transversal ao fluxo e ao gradiente hidráulico. É expressa pela fórmula Q=KiA ou Q/A=v=Ki, onde Q= taxa de fluxo (m3/dia); K= coeficiente de permeabilidade (m/dia);i= gradiente hidráulico; A = área da seção transversal ao fluxo (m2) e v= velocidade de fluxo (m/dia)

lei de Hess O calor liberado ou absorvido em uma reação química é o mesmo, quer o processo tenha uma ou mais etapas, dependendo tão-somente dos estados inicial e final

lei de Hilt Em qualquer seqüência vertical normal de carvão húmico, o conteúdo de carbono aumenta com a profundidade

lei de Stefan-Boltzman O fluxo de radiação de um corpo negro é diretamente proporcional à quarta potência de sua temperatura absoluta

lei de Steno Os ângulos entre faces equivalentes de cristais da mesma substância, medidos à mesma temperatura, são constantes

leite homogeneizado.. Leite que foi submetido a um processo mecânico onde a gordura é triturada e fortemente misturada, criando um leite mais digestivo, cremoso e saboroso, sem alterar suas características

leite longa vida Leite que foi tratado por um processo denominado ultrapasteurização, UAT (Ultra Alta Temperatura) ou UHT (do inglês Ultra High

Temperature). O leite utilizado para a fabricação do Leite Longa Vida tem a mesma origem que o leite utilizado na fabricação do leite pasteurizado, em pó, iogurtes e outros. Foi no entanto submetido a rigorosas análises para assegurar sua qualidade

o processo de ultrapasteurização é o aquecimento do leite à temperatura de aproximadamente 150ºC por um tempo muito curto, cerca de quatro segundos, seguido por um rápido resfriamento. Tanto os agentes causadores de doenças, que possam estar presentes no leite, quanto os agentes não nocivos à saúde, são eliminados

esta é a principal diferença entre o leite longa vida e o leite pasteurizado

leite pasteurizado.. Leite que foi submetido a um processo térmico onde uma brusca variação de temperatura elimina todos os agentes causadores de doenças, sem a necessidade de adição de qualquer substância química. Essa tecnologia consiste em aquecer o leite à temperaturas entre 72 e 75oC por um tempo que pode variar de 15 a 20 segundos. Após esse tratamento térmico, o leite é resfriado à 5oC e, em seguida, é embalado e estocado em câmaras refrigeradas

leito fluvial Parte mais baixa do vale de um rio, modelado pelo escoamento da água, ao longo da qual se deslocam, em períodos normais, água e sedimentos

leito maior Calha ocupada pelo rio, por ocasião das cheias

leito menor Calha ocupada pelo rio, quando da época de seca

lençol de areia Depósito psamítico tabular cujas bordas são bem definidas, mas que diferentemente das dunas, não apresenta faces com deslizamento de areia

lenha Denominação aplicada a madeira picada ou desdobrada em pedaços com dimensões próprias, para ser queimada ou transformada em carvão

lenho Conjunto de tecidos de sustentação, condução e reserva que constituem o xilema dos caules e raízes

lente (Geologia) Corpo rochoso caracterizado por dimensões longitudinais acentuadas, limitado por superfícies curvas convergentes, com espessura decrescente do centro para as extremidades

lente (Ótica) Dispositivo ótico utilizado para refratar a luz, confeccionado de substâncias transparentes isótropas. Dependendo do modo pela qual a luz é refratada, as lentes podem ser convergentes (positiva) ou divergentes (negativa)

lente aplanética Lente que transmite a luz, sem aberração esférica

lente composta (Ótica) Lente que consiste em duas ou mais lentes individuais, configuradas de tal maneira, que as aberrações de uma parte do sistema são compensadas pelas da outra parte. Na prática, entretanto, é quase impossível a construção de uma lente composta que supere todos os vários tipos de aberrações

lente de Amici-Bertrand Lente cuja finalidade é trazer a figura de interferência para o plano focal da ocular do microscópio. Encontra-se localizada entre a ocular e o analisador e pode ser introduzida ou retirada do sistema ótico, por rotação ou translação, dependendo do microscópio

lente de ôlho Denominação aplicada a lente da ocular do microscópio, situada mais próxima do olho do observador lente coletora Denominação aplicada a lente da ocular do microscópio que recebe o raio de luz proveniente da objetiva.

lente côncavo-convexa Lente que apresenta a superfície côncava com maior curvatura, sendo a outra convexa

lenticela (Botânica) Excrescência de formato elíptico, circular ou alongado, preenchida por tecido frouxo, que se forma na superfície de raízes, troncos e ramos de muitas espécies de plantas e que permite a realização de trocas gasosas entre o vegetal e a atmosfera

lentículas (Botânica) Formações de tecido frouxo, visíveis na periferia da casca, através das quais o ar circula, facilitando a respiração dos tecidos vegetais

sua localização é relacionada com a dos estômatos da epiderme

lepidodêndron Gênero das pteridófitas caracterizado por apresentar troncos cilíndricos, dicótomos, alcançando por vezes grandes dimensões - 25m a 30m - cobertos de cicatrizes de forma losângica (almofadas foliares), dispostos em espiral. As folhas que se associavam a tais troncos eram uninervadas e alcançavam comprimentos de até 50cm. Viveram no Carbonífero e no Permiano Inferior

lepidoptera Nome de uma ordem dos insetos, representada pelas borboletas e mariposas

leptodactylidae Nome de uma família dos anfíbios, representada pelos sapos e rãs

leptoma (Palinologia) Área delgada do esporoderma, que funciona como uma abertura, porém não tão distintamente delimitada como as aberturas típicas

leptotermal Depósito hidrotermal originado em profundidade e temperatura moderadas, posicionado no limite entre o epitermal e o mesotermal

leque aluvial (ing. aluvial fan) Depósito de material detrítico que se apresenta com a forma de um segmento de cone, distribuído radialmente, encosta abaixo, a partir de ponto onde os cursos d’ água deixam as montanhas. Em geral associa-se a escarpas de falha. Cone aluvial ou Leque de dejeção

leque de dejeção Ver leque aluvial

lessivage Transporte, em suspensão, de material fino presente na parte superior do perfil do solo para o seu interior

levantamento de reconhecimento de solos Tipo de levantamento executado para fins de avaliação qualitativa e semi - quantitativa do recurso solo, visando estimativa de potencial de uso tanto agrícola como não agrícola. Subdivide-se em três tipos: baixa intensidade, média intensidade e alta intensidade

levantamento detalhado de solos Tipo de levantamento que visa a obtenção de informações sobre os solos em áreas relativamente pequenas, para decisões localizadas, onde está previsto o uso efetivamente intensivo do solo

levantamento exploratório de solos Tipo de levantamento utilizado usualmente quando existe a necessidade de serem obtidas informações de natureza qualitativa do recurso solo, com a finalidade de serem identificadas áreas com maior ou menor potencial, prioritárias para o desenvolvimento regional

levantamento semidetalhado de solos Tipo de levantamento que tem por objetivo a obtenção de informações básicas para a implantação de projetos de colonização, loteamentos rurais, estudos integrados de microbacias, planejamento local de uso e conservação de solos em áreas de desenvolvimento de projetos agrícolas, pastoris, além de projetos prévios para engenharia.

levantamento ultradetalhado de solos Tipo de levantamento planejado para atender problemas específicos de áreas muito pequenas, como parcelas experimentais e áreas residenciais ou industriais

leveduras Fungos cuja forma de desenvolvimento normal e dominante é unicelular e não filamentosa, ocorrendo com freqüência em locais ricos em substâncias fermentáveis. Inclui espécies usadas na fabricação da cerveja e de pães, e também espécies patogênicas, isto é, espécies que causam doenças

lezíria Terreno alagadiço adjacente a uma rio, sujeito a inundações repetidas

lianas Plantas lenhosas e/ou herbáceas reptantes (cipós) que apresentam as gemas e os brotos de crescimento situados acima do solo e protegidos por catáfilos

líber Ver floema

ligação covalente Ligação em que os átomos se combinam compartilhando seus elétrons

ligação de Van Der Walls Ligação fraca que une moléculas neutras e unidades de estrutura essencialmente desprovidas de carga, em um retículo, em virtude das pequenas cargas residuais existentes em uma superfície. É a mais fraca das ligações químicas

ligação fosfodiéster Ligação química covalente formada quando dois grupos hidroxila são unidos em ligação éster ao mesmo grupo fosfato, como em nucleotídeos adjacentes no RNA ou DNA

ligação iônica Ligação em que os íons se mantém unidos, devido à atração elétrica das cargas opostas

ligação metálica Ligação em que os núcleos atômicos estão unidos pela carga elétrica agregada de uma nuvem de elétrons que os rodeia. Um elétron não pertence a qualquer núcleo em particular, sendo livre para mover-se através da estrutura ou mesmo inteiramente fora dela sem romper o mecanismo de ligação

lignina Substância orgânica incrustante, que acompanha a celulose nas paredes de alguns tipos de células vegetais. É o principal constituinte da madeira

limite de liquidez Método para determinar o teor de umidade de um solo referente à mudança do estado líqüido para o estado plástico, utilizando-se a energia de resistência ao cisalhamento

limite de pegajosidade Método para determinar o teor de umidade de um solo no momento em que a pasta saturada com água apresenta aderência máxima a uma superfície estranha, indicando que o solo se encontra no estado plástico

limite de plasticidade Método para determinar o teor de umidade de um solo referente à mudança do estado plástico para o estado semi-sólido através de ensaio mecânico

limnologia Ciência voltada ao estudo das condições físicas, químicas, biológicas e meteorológicas dos corpos de água doce, principalmente os lagos e lagoas

limo Substância muscilaginosa de natureza orgânica, normalmente formada pela ação de microrganismos

lineação (Geologia Estrutural) Feição que se apresenta na superfície das rochas sob a forma de linhas, as quais são penetrativas e mantém uma orientação preferencial.

lineação de estiramento Lineação caracterizada pela elongação de minerais ou agregados minerais durante a deformação cisalhante. Como está contida no plano XY, se associa ao plano de foliação milonítica

lineação mineral Lineação conferida pela orientação de minerais com forma alongada, que foram gerados por recristalização metamórfica durante o processo deformativo. Comumente é paralela à lineação de estiramento

lineação principal Designação utilizada para a lineação de estiramento e lineação mineral que se apresenta com disposições paralelas no plano S1. Marca a orientação do eixo X do elipsóide de deformação finita

linha aclínica Linha que une os pontos da superfície terrestre onde a inclinação da agulha magnética é nula

linfócito Célula sangüínea branca que produz uma resposta imune quando ativado por uma molécula estranha (um antígeno). Linfócitos T desenvolvem-se no timo e são responsáveis pela imunidade celular. Linfócitos B desenvolvem-se na medula óssea em mamíferos e são responsáveis pela produção de anticorpos circulantes

linfócito B (célula B) Tipo de linfócito que produz anticorpos

linfócito (célula T) Tipo de linfócito responsável pela imunidade mediada por células (imunidade celular); inclui as células T citotóxicas e as células T helper

linha de Becke Fenômeno caracterizado pelo aparecimento de uma linha de luz estreita, associada ao contato vertical de duas substâncias com índices de refração diferentes, observadas sobre a platina de um microscópio. É melhor visualizada quando é utilizada uma objetiva de aumento médio e quando a abertura do diafragma íris, situado abaixo da platina, estiver praticamente fechada. Quando a linha de Becke se movimentar em direção à substância quando o tubo do microscópio for levantado, esta terá então um índice de refração maior do que a substância circundante

linha de contorno Limite até onde se estende a ação efetiva da maré. É um caso particular da linha de costa, correspondente à situação de preamar

linha de costa Linha que limita a margem das águas do mar, correspondente ao nível máximo da preamar em zona costeira aberta

linha de deixa (ing. swash mark) Estrutura constituída por cordões anastomosados, freqüentemente encontrados em praias, e formados pelo acúmulo de materiais leves (fragmentos de conchas, madeiras, algas etc) e que acompanham aproximadamente a linha do litoral. É, em geral curva, mostrando a convexidade voltada em direção ao continente

linha de descendência de líqüidos Linha que representa, em um diagrama geoquímico de variação, o curso da evolução química dos líqüidos magmáticos, formados em razão da cristalização fracionada ou fusão parcial progressiva

linha de falha Linha situada na interseção do plano de falha com a superfície do terreno. Traço de falha

linha de marmorização Zona que marca a passagem dos escarnitos para os mármores, constituindo-se em uma região preferencial de concentração de sulfetos, muitas vezes representando as zonas mais ricas dos depósitos.

linha de pedras Concentração de seixos que normalmente marcam a base das coberturas das superfícies pediplanadas, e que evidenciam a alta energia dos processos erosivos associados ao desenvolvimento de tais superfícies

linha das neves eternas Linha acima da qual, mesmo no verão, a neve não chega a desaparecer

linha cotidal Linha que em um mapa une os pontos onde a preamar ocorre simultaneamente

linhas vasculares Canalículos ou cavidades alongadas, que aparecem como linhas interrompidas, mais ou menos paralelas, na superfície da madeira, resultando do corte longitudinal dos vasos

linhagem evolutiva (Biologia) Encadeamento de espécies ou gêneros, dispostos em sucessão cronológica, com o objetivo de mostrar sua descendência a partir de um determinado táxon, considerado como fonte de origem da linhagem em apreço

linhito Carvão acastanhado, encontrado em formações Cenozóicas ou Mesozóicas, formado por restos vegetais variados em que se destacam fragmentos lenhosos

sua densidade situa-se entre 1,1 e 1,3, o teor de carbono varia entre 65% a 75 %, o de água entre 10% e 30% e o poder calorífico entre 4 000 e 6 000 calorias

linímetro Instrumento utilizado para medir o nível da superfície da água

lipase Enzima que decompõe as gorduras em glicerina e ácidos graxos, facilmente encontrada na natureza, com pH muito variável, insolúvel na água e nos solventes comuns, sendo destruída em meio aquoso a 400C

lípedes Substâncias de origem vegetal e animal, nas quais predominam ésteres de ácidos graxos superiores

lipídio Molécula orgânica, insolúvel em água, que se dissolve prontamente em solventes orgânicos apolares. Uma classe, a dos fosfolipídios, formam a base estrutural das membranas biológicas

liquefação (Sedimentologia) Mudança de comportamento de um sedimento incoerente que passa a comportar-se como se fosse um líqüido. O fenômeno tem lugar quando grãos frouxamente unidos se separam, mantendo-se suspensos no próprio fluido-intersticial, até que este se reduza quantitativamente, de modo significativo, por força da evorsão

líquen Associação mutualística entre fungos e algas microscópicas que ocorre de uma maneira tão íntima em termos de interdependência funcional e tão integrada sob ponto de vista morfológico, que é formado um terceiro indivíduo que não se assemelha a nenhum de seus constituintes. Tanto os fungos quanto as algas microscópicas que se associam para formar os líquens pode viver de forma independente

liquidus Curva ou superfície que separa áreas ou volumes onde não existem sólidos presentes, daquelas nos quais coexistem sólidos e líqüidos. É a curva que define o início da cristalização de um magma, ou o término de fusão de um sólido

lira (Palinologia) Aresta estreita situada entre as estrias dos grãos de pólen ou esporos estriados.

liteira Ver serrapilheira

litificação Processo através do qual um sedimento inconsolidado transforma-se em rocha endurecida

litoclasto Fragmento carbonatado clástico formado e depositado mecanicamente, derivado de rochas carbonatadas antes constituídas, seja no interior, seja fora da bacia de sedimentação

litófilos Elementos químicos que se concentram em fases minerais silicatadas da crosta e do manto

lito-horizonte Termo litoestratigráfico informal, que designa uma superfície de mudança do caráter litoestratigráfico

litólico Classe de solo que agrupa solos rasos (< 50cm até o substrato rochoso) e com horizontes na seqüência A - C - R

litoral Faixa de terra que abrange a costa e o estirâncio

litosfera Capa rígida do planeta com viscosidade de 1020-21Pa.s, envolvendo o interior dúctil, cuja viscosidade é da ordem de 1022Pa.s (Astenosfera). Engloba a crosta continental, com sua porções superior e inferior, a crosta oceânica e o manto litosférico

litozona (Estratigrafia) Unidade litoestratigráfica informal utilizada para denominar um corpo rochoso identificado, de maneira geral, por caracteres litoestratigráficos insuficientes (em quantidade ou necessidade) para justificar sua designação como unidade formal

lixão Ver vazadouro a céu aberto

lixo Restos das atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis. Normalmente, apresentam-se sob estado sólido, semisólido ou semilíquido (com o conteúdo líquido insuficiente para que este possa fluir livremente)

lixo tóxico Denominação aplicada a qualquer resíduo industrial de origem química ou radioativa, que oferece risco ao meio ambiente

lóbulo (Palinologia) Denominação utilizada para indicar as expansões arredondadas de exina, e que são originadas por um aumento de espessura da sexina, na formação das aberturas do grão de pólen

lodo Denominação utilizada para os sólidos acumulados e separados dos líqüidos - água ou água residuária - durante um processo de tratamento, ou depositados no fundo dos rios ou outros cursos d’ água

lodo ativado Floco de lodo produzido em água residuária bruta ou sedimentada, formado pelo crescimento de bactérias do tipo zoogléia e outros organismos, na presença de oxigênio dissolvido. O lodo é mantido em concentração suficiente, pela recirculação de flocos previamente formados

lodo bruto Lodo depositado e removido dos tanques de sedimentação, antes que a decomposição esteja avançada. Lodo não digerido lodo digerido Lodo digerido sob condições anaeróbicas ou aeróbicas até que os conteúdos voláteis tenham sido reduzidos ao ponto em que os sólidos tornem-se relativamente não putrescíveis e inofensivos.

lodo líqüido Lodo contendo água suficiente, geralmente mais de 85%, para permitir escoamento por gravidade ou bombeamento

lodo não digerido Ver lodo bruto

lodo primário Lodo constituído pelos sólidos removidos do esgoto, por sedimentação no decantador primário

lodo químico Lodo obtido através do tratamento dos despejos com substâncias químicas

lodo recirculado Lodo ativado, sedimentado, que retorna para se misturar com a água residuária bruta ou de sedimentação primária

lodo removível Lodo que pode ser retirado de um leito de secagem, normalmente com 75% de umidade

lodo secundário Lodo decantado, proveniente do efluente de um filtro biológico ou lodos ativados, e que é sedimentado no decantador secundário

lodo séptico Lodo de um tanque séptico ou lodo que foi parcialmente digerido de um tanque imhoff ou digestor

loess Depósito sedimentar essencialmente siltoso, inconsolidado, sem estratificação, de natureza eólica, proveniente, na maioria das vezes, de áreas periglaciais ou desérticas, e mostrando enorme capacidade de formar encostas verticais

lopólito Forma intrusiva de grandes dimensões, lenticular, concordante, comprimida na sua parte central, e presente de um modo geral nas porções inferiores das sinclinais

loxodroma Linha que em um mapa ou carta, secciona cada meridiano no mesmo ângulo, e que é oblíqua ao Equador

lucívago Vegetal que precisa de muita luz para o seu desenvolvimento e, que não pode subsistir por tempo indeterminado se estiver sombreado

lúmen Potência luminosa que é emitida por uma fonte pontual que apresenta intensidade igual a 1 candela

lúmen (Palinologia) Espaço entre os muros de um retículo

luminescência Qualquer emissão de luz produzida por um mineral, que não seja resultado direto de incandescência. É classificada em termoluminescência, eletroluminescência, quimiluminescência, triboluminescência e cristaloluminescência

lunação Intervalo de tempo que separa duas luas novas consecutivas. Uma lunação dura 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 2,976 segundos. Por extensão, intervalo de tempo que separa duas fases quaisquer consecutivas

lutito Rocha sedimentar cuja maioria dos constituintes detríticos mostra dimensões inferiores a 63 microns

luvissolo Denominação que compreende solos minerais, não hidromórficos, com horizonte B textural ou horizonte B nítrico, com argila de atividade alta e saturação por bases alta, imediatamente abaixo do horizonte A fraco ou horizonte A moderado, ou horizonte E.

luz polarizada Luz que apresenta todas as vibrações em um único plano. Um vetor que represente as vibrações da luz comum tomará todas as direções, ao passo que um que represente as vibrações da luz polarizada, tomará apenas uma direção

luz polarizada linearmente Ver luz plano polarizada

luz plano polarizada Luz que vibra em uma linha ao longo de um plano, formando ângulos retos com a direção de propagação. Luz polarizada linearmente

lycaenidae Nome de uma família dos insetos, representada pelas borboletas, geralmente pequenas, delicadas e freqüentemente pardas, com olhos bordejados de branco.

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m (Pedologia) Símbolo utilizado com os horizontes B e C para designar cimentação pedogenética extraordinária e irreversível (mesmo sob prolongada imersão em água), contínua ou quase contínua, em horizontes cimentados em mais de 90%, embora apresente fendas ou cavidades

maar Cratera rasa de um vulcão embrionário, do qual apenas explodiu a chaminé, sem contudo ter havido derramamento de lava

macega Capinzal impenetrável que cresce bastante unido, apresentado-se ressequido

maceral Denominação aplicada aos constituintes orgânicos do carvão, reconhecíveis microscopicamente, sem forma cristalina característica e composição química constante. Originam-se dos restos de diferentes órgãos e tecidos das plantas, sendo que suas propriedades físicas e químicas mudam à medida que a carbonificação se processa. Os macerais diferem entre si, microscopicamente, em função de diferentes propriedades tais como reflectância, cor, morfologia, volume, anisotropia e dureza

macroclimatologia Estudo voltado aos aspectos do clima de amplas áreas da superfície terrestre e com os movimentos atmosféricos em larga escala que afetam o clima

macromaré Maré que apresenta uma amplitude superior a 4m

macronutriente Nutriente essencial ao desenvolvimento dos vegetais, usualmente encontrado em quantidades relativamente grandes na massa seca das plantas (%). São considerados macronutrientes os elementos químicos: nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S)

madeira aglomerada Composto de partículas de madeira ou outro material fibroso-

celulósico, aglomerado com resinas sintéticas termo-durecíveis e moldado em forma de lâminas mediante a aplicação de calor e pressão

madeira aparelhada Madeira em peças cujas faces e cantos estão aplainados

madeira aplainada

madeira aplainada. Ver madeira aparelhada

madeira branca Denominação vulgar dada a toda madeira que independentemente de sua coloração, apresenta baixa resistência à ação dos agentes deterioradores

madeira de lei Denominação vulgar dada a toda madeira que apresenta alta resistência à ação dos agentes destruidores.

madeira mole Madeira que apresenta baixa densidade, pouca consistência, baixa resistência ao ataque dos insetos, geralmente branca, e que é proveniente das coníferas, como os pinheiros, e de outras árvores como a imbaúba e o marupá etc

madeira verde Madeira recém -cortada e que portanto apresenta teor de umidade maior que o da madeira seca ao ar

magma Matéria rochosa movediça e à elevada temperatura, constituída no todo ou em parte apreciável, por uma fase líqüida, que apresenta a composição de uma fusão silicatada. Pode conter uma fase gasosa ou se constituir quase inteiramente em fases sólidas e cristalinas

magma parental Magma derivado de outro ou de outros magmas que já desapareceram, correspondendo, em uma suíte magmática, a fácies cuja composição mineralógica e química é a mais primitiva

magma primário Magma gerado diretamente da fusão parcial de material da crosta ou do manto, que não sofreu qualquer processo posterior que provocasse alteração em sua composição original

magnetita Mineral que cristaliza no sistema Isométrico, classe Hexaoctaédrica, apresentando-se comumente em cristais de hábito octaédrico, e com cor preto do ferro. Mostra composição Fe3O4, sendo que por ser fortemente magnética, comporta-

se como um imã natural. É um dos mais importantes minérios de ferro

magnetização espontânea Ver magnetização remanescente

magnetização induzida Magnetização gerada em um magneto, corpo rochoso ou depósito mineral quando submetido à presença de um campo magnético externo, ou no caso de minerais e rochas, o campo magnético da Terra. A intensidade induzida de magnetização ou momento magnético por unidade de volume é dado pela fórmula: I=k.H, sendo k a suscetibilidade volumétrica de cada material ou corpo induzido e H à intensidade do campo magnético externo ou campo magnético da Terra

magnetização permanente Ver magnetização remanescente

magnetização remanescente Magnetização gerada em um magneto, corpo rochoso ou depósito mineral por um campo magnético pretérito. Uma vez retirada a ação desse campo, o magneto, corpo rochoso ou depósito mineral permanece magnetizado. Magnetização permanente ou espontânea

malacostráceos Grupo de crustáceos a que pertencem os camarões, as lagostas e os caranguejos, sendo constituídos de 20 segmentos, dos quais: 5 cefálicos (soldados), 8 torácicos; 6 abdominais; e o telso. Seus melhores fósseis conhecidos estão presentes no calcário litográfico de Solnhofen, do Período Jurássico, na Alemanha. 2 3 2 malaquita Mineral supérgeno que cristaliza no sistema monoclínico, classe prismática, e com composição Cu CO (OH) . Apresenta cor verde brilhante e formas comumente botrioidais

mamíferos Tetrápodes homeotérmicos (sangue quente) que se apresentam cobertos de pêlos, dotados de glândulas mamárias, e possuindo dois côndilos ocipitais. Os dentes são diferenciados em caninos, incisivos e molares

manancial Qualquer corpo d’água superficial ou subterrâneo, que serve como fonte de abastecimento.

manejo Interferência planejada e criteriosa do homem no sistema natural, para produzir um benefício ou alcançar um objetivo, favorecendo o funcionalismo essencial desse sistema natural. É baseado em método científico, apoiado em pesquisa e em conhecimentos sólidos, com base nas seguintes etapas: observação, hipótese, teste da hipótese e execução do plano experimental

manejo florestal Ramo da ciência florestal que trata da prévia aplicação de sistemas silviculturais que propiciem condições de uma exploração anual ou periódica dos povoamentos, sem afetar-lhes o caráter de patrimônio florestal permanente

manguezal Ecossistema litorâneo que ocorre em terrenos baixos sujeitos à ação das marés e localizados em áreas relativamente abrigadas, tais como baías, estuários e lagunas (ambientes estuarinos de baixa energia). São normalmente constituídos de vasas lodosas recentes, às quais se associam um tipo particular de flora e fauna

manta Tecido fabricado com fibra de amianto e resistente ao fogo e ao calor. É confeccionado em camadas de feltros ou papel de amianto, impregnados com asfalto

manta orgânica florestal Camada orgânica resultante da paulatina deposição de detritos vegetais da floresta. É constituído de uma camada superficial de matéria orgânica não decomposta, ou em início de decomposição e de outra camada inferior, humífera, enegrecida e de consistência de manteiga, totalmente decomposta (humus), além das fases intermediárias, de transição

manto Parte do globo terrestre que se estende desde a Descontinuidade de Mohorovicic até a profundidade de 2 900km, ocupando 83% do seu volume e 67% de sua massa. Sua densidade varia de 3,5g/cm3 até 5,5g/cm3 nas proximidades do Núcleo, mostrando contudo uma significativa modificação em profundidades de 400km e 650km. Divide-se em Manto Superior e Manto Inferior, havendo uma zona de transição situada a 400km e 650km de profundidade onde ocorre um aumento da velocidade das ondas sísmicas. O Manto Superior estende-se até 900km de profundidade, possuindo uma estrutura diferenciada uma vez que a cerca de 50 a 100km as ondas sísmicas sofrem brusca diminuição de velocidade (zona de baixa velocidade) e que se estende até 150 a 200km sob as regiões oceânicas

manto glacial Solo formado por materiais de origem glacial, depositados diretamente por geleiras ou indiretamente por correntes glaciais, lagos glaciais ou pelo mar

mantenedor de espuma Substância que aumenta a estabilidade de suspensão de bolhas de gás em um meio líqüido, mantendo a espuma

mapa de contorno estrutural Mapa que expressa o relevo de um determinado horizonte estratigráfico através das linhas denominadas de contorno estrutural, que unem pontos de mesma cota do horizonte considerado

mapa de isópacas Mapa que registra a variação da espessura de uma camada rochosa ou de um pacote de camadas rochosas

mapa esquemático de solos Mapa que fornece informações generalizadas sobre a distribuição geográfica e a natureza dos solos, de grandes extensões territoriais

mapa-múndi Mapa que representa a superfície terrestre em seu conjunto, com a separação dos hemisférios, tendo em geral escala igual ou inferior a 1:10 000 000.

maprock Estrutura constituída por minúsculos cilíndros de limonita e hematita alinhados, que se cruzam em ângulos retos, sobre a superfície de acamamento, formando desenhos que se assemelham ao traçado de uma cidade

maqui Denominação aplicada à vegetação xerófila encontrada na bacia do mar Mediterrâneo, em que algumas árvores crescem até 5m de altura enquanto uma grande variedade de plantas herbáceas se estende sob o substrato arbóreo

mar Corpo de água salgada menor do que um oceano

mar de littorina Mar mediterrâneo que ocupava entre 7 500 e 4 000 anos atrás uma posição aproximadamente correspondente ao atual Mar Báltico mar interior Mar circundado por um continente ou por águas rasas, de modo que a comunicação com o oceano aberto é restrita a um ou poucos estreitos

mar ilhado Bacia implantada no interior da áreas continentais, não associada a arcos vulcânicos, em que falta total ou parcialmente a crosta superior. Pode ser circundado por crosta continental integral, como no Mar Cáspio, ou parcialmente ilhado, isto é, quase completamente circundado por costa continental integral, como o mar Negro e Golfo do México

mar mediterrâneo Denominação aplicada a um mar que adentra profundamente no continente, comunicando-se com o oceano através de um ou mais estreitos. Apresenta fluxos fracos e salinidade distinta daquela dos oceanos

mar residual Testemunho de um mar antigo que ocupava áreas bem maiores, e que atualmente está restrito a lagos salgados e lagunas, que com a elevação da salinidade vão precipitando diversos sais

marauíto Combustível fóssil do tipo bog head, sapropelito formado por algas, com a presença de esporos, pólens e cutículas de plantas, apresentando-se no estágio de carbonização equivalente a um linhito

marca de carga (ing load cast) Estrutura resultante da deposição de material arenoso ou síltico sobre uma camada de material argiloso que se encontra ainda em estado plástico. Devido à heterogeneidade da carga sobrejacente, o material argiloso desloca-se lateralmente e para cima, originando uma superfície de contato irregular. O material argiloso adquire formas bulbosas, mamilares e papiliformes

marca de deixa (ing. swash mark) Feição que corresponde a cristas finas e ondeantes, que coincidem com os limites máximos alcançados, sucessivamente, pelas ondas no decorrer da maré vazante

marca espigada (ing. chevron marks) Marca contínua devida a objeto flutuante, constituída por uma impressão em forma de V, alinhada e paralela à corrente. O vértice aponta para a frente da corrente que a originou

marca frondescente Marca constituída por uma série de sulcos que geralmente se ramificam a jusante, lembrando galhos de uma árvore. As cristas são crenuladas e finamente estriadas

marcas de fé Ver marcas fiduciais

marcas de onda Ondulações rítmicas que se desenvolvem na superfície das camadas, sob a ação de correntes ou ondas.

marcas fiduciais Marcas-índice, geralmente em número de quatro, rigidamente associadas à lente da câmara, uma vez que são parte integrante da própria câmara, as quais transmitem ao negativo as suas respectivas imagens, com o objetivo de poder ser definido o ponto principal de uma imagem. Marcas de fé. 2 marcassita.. Mineral que cristaliza no sistema ortorrômbico, classe bipiramidal, apresentando brilho metálico e cor que vai desde o amarelo do bronze até quase branco. Composição Fes , com os geminados por vezes apresentando grupos sob a forma de crista de galo e de ponta de lança

maré Fluxo e refluxo periódico das águas dos oceanos, grandes lagos e rios que, duas vezes por dia, sobem e descem alternadamente, resultantes da ação gravitacional da Lua e do Sol sobre a Terra

maré alta Altura máxima alcançada durante cada fase de subida da maré

maré baixa Altura mínima alcançada durante cada fase de descida da maré

maré de águas vivas Ver maré de sizígia

maré de apogeu Maré de amplitude decrescida que ocorre quando a Lua se encontra no apogeu, isto é, no ponto de sua órbita mais afastado da Terra

maré de perigeu Maré que apresenta amplitude avantajada que ocorre quando a Lua se encontra no perigeu, isto é, no ponto de sua órbita mais próximo da Terra

maré de sizígia Maré de grande amplitude, que ocorre quando o Sol e a Lua estão em sizígia, isto é, quando estão alinhados em relação à Terra e a atração gravitacional entre os dois astros se soma. Ocorre por ocasião da lua nova. Maré de águas vivas

maré diurna Maré com uma preamar e uma baixa-mar em um ciclo de maré, isto é, em um dia lunar

maré estofa Estado de maré em que a corrente de maré apresenta velocidade inferior a 0,1 nó, isto é, praticamente sem movimentação

maré morta Maré de pequena amplitude que ocorre duas vezes ao mês, no primeiro e no terceiro quartos da Lua

maré vermelha (Ecologia) Concentração extremamente elevada de dinoflagelados no oceano, trazendo como conseqüência uma mudança na cor da água, conferindolhe uma coloração vermelho - acastanhada e uma alta toxidade, provocada por substâncias liberadas por esses protozoários. A acumulação de resíduos metabólicos tóxicos pode causar mortandade de peixes em grande escala

margem continental Extensão submarina dos continentes, e que se divide em Plataforma Continental, Talude Continental e Sopé Continental. Ver também fundo marinho

margem continental ativa Margem continental caracterizada por atividade tectônica de alta sismicidade e vulcanismo. Margem continental do tipo Pacífico

margem continental do tipo Atlântico Ver margem continental passiva

margem continental do tipo Pacífico Ver margem continental ativa

margem continental passiva Margem continental em que estão praticamente ausentes a sismicidade e os processos magmáticos. Margem continental do tipo Atlântico.

margem direita Lado direito de um curso d’água quando se olha para jusante

margem esquerda Lado esquerdo de um curso d’água quando se olha para jusante

margem recifal externa Área situada atrás de um recife orgânico, que o separa do continente, sendo em geral caracterizada por baixa energia. 4 3 marialita Membro sódico do grupo da escapolita, e que integra uma série de solução sólida que se estende da marialita - (Na,Ca)4Al3 (Al,Si)3Si6O24 (Cl,CO ,SO ) à meionita- (Ca,Na)4Al3 (Al,Si)3Si6O24 (Cl,CO3,SO4). Mineral que cristaliza no sistema tetragonal, classe bipiramidal. A designação de escapolita é utilizada para os membros intermediários da série mariolita-meionita

marimba Equipamento utilizado para abaixar e/ou seccionar o material vegetal a ser coletado, sendo constituído por uma corda com um peso amarrado a uma de suas extremidades

marina Conjunto de instalações necessárias aos serviços e comodidades dos usuários de um pequeno porto, destinado a prestar apoio a embarcações de recreio

maritimidade Efeito regulador de caráter térmico exercido pelos oceanos sobre as terras adjacentes, minimizando as amplitudes térmicas

marnéis Braços de lagoa de pouca profundidade, barradas pelos salineiros através de diques de terra, munidos de comportas para dar entrada às águas ou promover o seu esgotamento após as chuvas

martita Denominação dada à hematita (Fe2O3), quando ocorre como cristais octaédricos ou dodecaédricos, como pseudomorfo sobre magnetita ou pirita

marulho Agitação da água, em um rio, causada pela interação de correntes ou por uma corrente rápida que passa sobre um fundo irregular

massa atômica Massa de um átomo medida em uma escala convencional na qual a massa do nuclídeo C12 é o padrão que vale 12 unidades de massa

massa de ar Grande corpo de ar horizontal e homogêneo que desloca-se como uma entidade reconhecível, podendo ser tanto de origem tropical quanto polar. As características térmicas e hídricas dependem da região de origem e da superfície sobre a qual se encontra a massa de ar em seu deslocamento, podendo ser continental ou marítima, quente ou fria e seca ou úmida

mastofauna Conjunto das espécies de mamíferos que vivem em uma determinada região

mata ciliar Vegetação predominantemente arbórea que acompanha a margem dos rios

mata de galeria Floresta que orla um ou os dois lados de um curso d’água, em uma região onde a vegetação característica não é florestal

material de origem do solo Material intemperizado, não consolidado, de natureza mineral ou orgânica, que deu origem ou vai dar origem ao solum por processos pedogenéticos. Material parental do solo

material de solo fíbrico Material orgânico menos decomposto do solo, comumente com densidade muito baixa, alto teor de água quando saturado e com grande quantidade de fibras que identificam a sua origem vegetal.

material de solo hêmico Material orgânico do solo com grau de decomposição situado entre o material do solo fíbrico e o material do solo sáprico, sendo que suas feições morfológicas indicam valores intermediários quanto ao teor de fibras, densidade aparente e teor de água

material de solo sáprico Material orgânico do solo com grau avançado de decomposição, normalmente com menor teor de fibras, densidade mais elevada e conteúdo de água mais baixo, quando saturado material parental do solo Ver material de origem do solo

maturidade (Geomorfologia) Denominação adotada para caracterizar o estágio de evolução do relevo onde a erosão está desenvolvida o suficiente para que a rede de drenagem esteja organizada, e o trabalho das forças combinado com harmonia

maturidade (Sedimentologia) Medida da aproximação dos sedimentos clásticos de um tipo final estável, que está relacionada a processos de formação agindo sobre os mesmos. É um registro combinado do tempo através do qual os processos genéticos foram efetivos, e da intensidade da ação desses processos

mcleod Ferramenta utilizada no combate a incêndios florestais, conjugando enxada e ancinho com dentes largos

meandro Curva por vezes bastante apertada, produzida pela oscilação de um lado para o outro, de uma corrente de água, normalmente em decorrência de um aumento na velocidade de fluxo ou da sua capacidade de carga de sedimento. A corrente provoca erosão na margem côncava e deposição na margem convexa

meda Monte de feno exposto ao sol, em um terreno seco alto, não sujeito a enxurradas. Pode ser cônica, cilíndrica ou retangular

medição a vau Medição de descarga efetuada por um observador atravessando a pé o curso d’água

meia vida Tempo necessário para que uma substância radioativa perca 50% de sua atividade por desintegração

meio ambiente Conjunto dos agentes físicos, químicos, biológicos e dos fatores sociais susceptíveis de exercerem um efeito direto ou mesmo indireto, imediato ou a longo prazo, sobre todos os seres vivos, inclusive o homem

meio-graben Fossa de perfil assimétrico em que uma das bordas é limitada por falha normal mestra, enquanto a outra é definida por uma flexura, denominada de rool-over, normalmente segmentada por falhas antitéticas. Hemigraben

mélange Unidade rochosa de textura caótica formada em regiões de colisão de placas. Existem dois tipos de mélanges, os tectônicos e os sedimentares (olistromos). Ambos localizam-se sempre no espaço entre a fossa e o arco insular, no lado da fossa mais próxima do continente

mélange ofiolítica Mélange tectônica que inclui fragmentos da crosta oceânica e de outros sedimentos, que podem alcançar dimensões de até 1km, imersos em uma matriz argilosa

mélange sedimentar Unidade sedimentar de dimensões limitadas, composta por blocos de rochas sedimentares, provenientes de fontes diversas, mas não distantes, imersos em uma matriz pelítica. Tem sua origem em escorregamentos gravitacionais subaquáticos em depressões topográficas. Quando submetida a cisalhamento, sua distinção da mélange tectônica torna-se bastante difícil.

mélange tectônica Rocha presente no complexo de subducção, com aspecto brechóide e matriz argilosa, produzida por cisalhamento

melânico (Pedologia) Denominação que significa de coloração escura ou negra devido a incorporação de matéria orgânica ao solo

melanização (Pedologia) Escurecimento do material do solo pela incorporação de matéria orgânica, como um horizonte A chernozêmico

melitófitas Plantas que possuem flores perfumadas, nectaríferas, e portanto muito procuradas pelas abelhas

membrana impermeável Membrana que impede a passagem tanto do solvente quanto do soluto

membrana permeável Membrana que permite a passagem tanto do solvente quanto do soluto

membrana seletiva Membrana que permite a passagem de apenas algumas substâncias. Característica comum nas membranas biológicas

membrana semipermeável Membrana que permite a passagem do solvente mas não do soluto

membro (Estratigrafia) Parte integrante de uma formação, apresentando, contudo, características litológicas próprias que permitem distingui-lo das partes adjacentes da formação

mergulhia (Silvicultura) Técnica de propagação vegetativa que consiste em enterrar ramos ainda presos à planta no solo, para enraizamento e posterior aproveitamento como muda

mergulho (Geologia) (ing. dip) Ângulo diedro entre o plano de uma camada e um plano horizontal, sendo medido em um plano vertical imaginário perpendicular à direção da camada

mergulho de uma jazida Ângulo que faz a linha de maior declividade da superfície média de uma jazida com um plano horizontal

mericarpo Ver carpídio meridiano Linha de referência norte - sul, em particular o círculo máximo que passa através dos polos geográficos da Terra, de onde as longitudes e os azimutes são determinados

meristema Tecido caracterizado pela ativa divisão de seus elementos e que produz, por isso mesmo, as novas células necessárias ao crescimento do vegetal

meristema apical Meristema das extremidades em crescimento dos fustes e raízes das plantas

meronécton Organismo que participa do nécton apenas na fase larvar

meroplâncton Organismo que faz parte do plâncton apenas na fase larvar

mésico Habitats mais ou menos úmidos, isto é, sem escassez nem excesso de água no solo

mesoclimatologia Estudo do clima em áreas relativamente pequenas, entre 10 e 100km de largura, como por exemplo, o estudo do clima urbano e dos sistemas climáticos locais, severos, tais como os tornados e os temporais.

mesocoquina Calcário detrítico constituído por fragmentos de conchas fracamente cimentados e com granulação até areia, isto é, 2mm

mesoderma (Embriologia) Camada de células dos embriões de animais situada entre o ectoderma e o endoderma. Origina, entre outros, os tecidos conjuntivo e circulatório

mesodistrófico Solo com percentual de bases no complexo sortivo igual ou superior a 35% e inferior a 50%

mesoeutrófico Solo com percentual de bases no complexo sortivo igual ou superior a 50% e menor que 75%

mesoférrico Solo que apresenta um teor médio de óxido de ferro variando entre 8% e 18%

mesófita Planta que vive em locais que apresentam luz difusa e umidade média

mesohidrófita Planta que vive em regiões de clima temperado e com muita umidade

mesomaré Maré que apresenta amplitude entre dois e quatro metros

méson Partícula elementar cuja massa de repouso está situada entre a do elétron e a do próton. É instável e se forma em reações nucleares que envolvem energias elevadas

mesopausa Camada da atmosfera situada entre a mesosfera e a termosfera

mesoproterozóico.. Denominado antigamente de Proterozóico II, deve sua designação atual à K. A .Plumb, em 1991. A Era Mesoproterozóica se estende de 1.600 à 1.000 milhões de anos, sendo caracterizada pela ocorrência de extensas faixas de rochas metamórficas separando blocos estáveis mais velhos. Alguns exemplos dessas faixas, de evolução tipicamente longa, são a Província Grenville, na América do Norte e os cinturões da região central da Austrália. É dividido em três períodos: Calymmiano, Ectasiano e Steniano. Ao longo desses períodos uma sucessão de colisões entre placas e orogêneses foi responsável pela fusão de praticamente todas as áreas continentais em um gigantesco continente chamado Rodínia.O registro fóssil mesoproterozóico é limitado, constituído basicamente de estromatólitos e bactérias

mesosfera Camada situada na parte superior da estratosfera, onde a temperatura diminui com a altura até alcançar o mínimo de cerca de 900 C aos 80km. A pressão atmosférica é muito baixa e diminui aproximadamente de 1mb, na base da mesosfera aos 50km acima do solo, até 0,01mb na mesopausa, por volta dos 90km acima da superfície terrestre

meta Prefixo que designa rochas ígneas ou sedimentares metamorfoseadas, em que a petrotrama original ainda pode ser reconhecida

metais pesados (Ecologia) Metais como o cobre, o zinco, o cádmio, o níquel, o mercúrio, o selênio, a platina, o arsênio, o cromo e o chumbo, que são comumente utilizados na indústria, e que podem, se presentes em elevadas concentrações no ambiente, retardar ou até mesmo inibir processos biológicos aeróbicos ou anaeróbicos, e ser tóxico aos seres vivos

metamorfismo (ing. metamorphism). Processo pelo qual uma rocha para equilibrar-

se internamente, e com o meio em que se encontra, ajusta-se, estruturalmen-

te e/ou mineralogicamente, a condições de pressão e temperatura diferentes daquelas em que foi formada, sem o desenvolvimento de uma fase de silicatos em fusão. O metamorfismo confunde-se em baixas temperaturas com a diagênese sedimentar. Em altas temperaturas nos níveis mais profundos da crosta, passa gradualmente a um processo de anatexia pelo qual são gerados magmas primários

metamorfismo dinâmico Metamorfismo que se faz presente em planos de falhas ou zonas de cisalhamento. Como resultado, são produzidos cataclasitos se a deformação for rúptil, e milonitos, se a deformação for dúctil

metamorfismo dinamotermal Ver metamorfismo regional

metamorfismo regional Metamorfismo que apresenta extensão regional, quase sempre acompanhado por deformação, que se manifesta sob a forma de dobras e falhas de caráter diverso, exibindo, amiúde, uma estrutura planar bem pronunciada, caracterizada pelo paralelismo de minerais placóides, e em algumas situações, pelo alinhamento de minerais prismáticos. Metamorfismo dinamotermal

metassomatismo Processo de transformação química de uma rocha que, através da formação de novos minerais, com composição química diferente, resulta em uma nova rocha, com introdução de matéria a partir de uma fonte externa

metatexia Processo de segregação (usualmente de quartzo e de feldspato) através de diferenciação metamórfica e fusão parcial, levando à produção de uma rocha denominada metatexito, e que compreende três partes: paleossoma, leucossoma e melanossoma

meteorito Corpo metálico ou rochoso que, proveniente do espaço interplanetário ou interestrelar, chega até à superfície terrestre. Sua classificação baseia-se na composição química: holosiderito (Fe e Ni), siderólito ou palasito (Fe + silicatos) e assiderito (silicatos e pouco Fe)

metil-orange Substância utilizada como indicador nas medidas de alcalinidade, produzindo coloração amarela quando na presença de hidróxidos, carbonato normal ou bicarbonatos. Titulando-se com ácido sulfúrico é possível calcular quantitativamente a alcalinidade presente

método Bieler-Watson Método eletromagnético de prospecção geofísica que utiliza uma grande bobina deitada horizontalmente sobre o terreno como fonte do campo primário. A operação é baseada na hipótese de que o eixo maior da elipse de polarização, representando a componente maior do campo resultante, está aproximadamente na vertical, e o eixo menor, representando a componente imaginária, encontra-se na horizontal

método40 Ar -39Ar Método de datação radiométrica cujo valor interpretativo é similar àquele do método K- Ar. Difere deste por dispensar dosagem de K, uma vez que os minerais são irradiados por nêutrons em reator nuclear. As idades obtidas são consideradas mínimas, representando épocas relacionadas ao resfriamento das rochas para temperaturas inferiores àquelas temperaturas críticas dos minerais analisados

método 14 C (Método do radiocarbono) Método de datação radiométrica baseado no decaimento do 14C, que é um isótopo radioativo, para o isótopo radiogênico 14N, através da emissão de radiações b-.É utilizado normalmente na datação de ossos, troncos fósseis, conchas, etc., para um período máximo de 50.000 anos.

método da termoluminescência (TL) Método de datação de certos materiais rochosos, que se baseia na energia luminosa emitida por estes quando submetidos a aquecimento (2000C-4500C). Utilizado principalmente em materiais cerâmicos com idades inferiores a 14.000 anos

método das isótacas Método para determinar a vazão de um curso d’água através do cálculo das áreas entre isótacas consecutivas

método dos traços de fissão Método de datação que se baseia nos traços de fissão, traços estes que registram as trajetórias, nos minerais, das partículas de urânio, durante sua fissão espontânea, em que o átomo deste elemento químico se parte em dois íons filho que são ejetados em sentidos opostos, conforme a lei da conservação do movimento. Na rede cristalina dos minerais, tais partículas provocam uma desorganização profunda, ao longo de suas trajetórias ou traços. O tratamento químico acompanhado de irradiação de nêutrons térmicos (em reator nuclear) permite os cálculos de idade. Este método pode ser utilizado em qualquer material que contenha U: rochas vulcânicas, apatitas, fosfatos, etc.

método K - Ar Método de datação radiométrica fundamentado no decaimento do isótopo radioativo 40K para o isótopo radiogênico 40Ar, através de captura k. As idades obtidas são consideradas mínimas, representando os resfriamentos de minerais a temperaturas inferiores às suas temperaturas críticas, estas sendo da ordem de 5000C para anfibólios, 3000C para muscovitas e 2500C para biotitas

uma idade obtida pode representar, entretanto, a de formação do material estudado, se tal idade for próxima daquela do resfriamento desse material, como é o caso, por exemplo, das rochas vulcânicas. Normalmente são datados, por este método, micas, anfibólios, feldspato potássico, plagioclásios, glauconitas, etc...Pode, através dele, também ser datada rocha total

hF método Lu - Hf Método de datação radiométrica que se baseia no decaimento do isótopo radioativo 176Hf para o isótopo radiogênico 176 Hf. Utilizado principalmente como traçador petrogenético, permitindo determinação do parâmetro e , cujos valores negativos indicam reservatório crustal, enquanto os positivos indicam reservatório mantélico

método Pb - a Método de datação radiométrica que utiliza principalmente minerais acessórios de rochas ígneas (zircão, monazita, xenotimo, etc.), em que todo Pb é considerado radiogênico e medido por espectrografia ótica, sendo U e Th determinados através da atividade a. Método muito utilizado nas décadas de 50 e 60. As idades obtidas devem ser consideradas como mínimas, uma vez que não é feita correção de Pb, cuja difusão é bastante comum

método Pb - comum (modelo) Método de datação radiométrica normalmente aplicado em galenas, utilizando modelos que supõem uma composição primitiva, fixa, de Pb formado durante a constituição do sistema solar, bem como quantidade de U e Th semelhantes e homogêneas na Terra como um todo. A maior importância desse método está no fato de que ele permite deduções a respeito da gênese das rochas

método Pb - Pb Método de datação radiométrica que utiliza diagramas isocrônicos Pb-Pb acoplados a linhas de evolução do Pb, considerando diferentes estágios de evolução deste elemento, desde a origem da Terra até a época de formação da rocha. A idade obtida refere-se a tal época de formação. As razões 238U/204Pb determinadas, chamadas valores m 1, representam importantes parâmetros petrogenéticos. Tais razões, quando entre 7,5 e 8,2, indicam origem mantélica do material datado.

método Rb - Sr Método de datação radiométrica baseado no decaimento do isótopo radioativo 87Rb para o isótopo radiogênico 87Sr, através da emissão de radiações b-. Pode envolver a datação de uma única amostra de rocha, obtendo-se neste caso uma idade dita convencional onde a razão 87Sr/86 Sr é estimada, ou de várias amostras de rochas cogenéticas, obtendo-se desta feita uma idade dita isocrônica. Esta idade se evidencia através de uma reta traçada em diagrama binário, no qual são considerados, em ordenada, os valores da razão 87Sr/86Sr, e em abcissa, os valores da razão 87Rb/86Sr. O método permite a datação da formação de rochas graníticas e assemelhadas, bem como a datação de processos tais como granitização, anatexia, migmatização, metamorfismo da fácies anfibolito ou granulito, etc. O valor obtido para a razão 87Sr/86Sr inicial, relativo a formação de rocha, constitui importante parâmetro petrogenético, que permite muitas vezes distinguir rochas oriundas da crosta superior daquelas originadas da crosta inferior / manto superior. O método pode ser aplicado, ainda, em minerais que sejam portadores de Rb, tais como micas e feldspatos potássicos dentre outros, retratando os resultados obtidos, neste caso, épocas relativas ao resfriamento dos materiais estudados (resultados similares aos que poderiam ser obtidos pelo método K- Ar)

dM ND método Sm - Nd Método de datação radiométrica baseado no decaimento do isótopo radioativo 147 Sm para o isótopo radiogênico 143 Nd, através da emissão de radiações a. Importante ferramenta para o estudo de materiais tanto da crosta superior e inferior, quanto do manto superior. É utilizado em minerais, obtendose diagramas isocrônicos que revelam nesse caso idades relativas à formação dos materiais estudados. (Os sistemas rocha total não mostram, por esse método, boas distribuições dos pontos analíticos nos diagramas isocrônicos). Normalmente são obtidas, por essa sistemática de datação, idades denominadas modelo (T ), que permitem caracterizar épocas de derivação do manto superior dos protolitos crustais que originaram as rochas datadas. Um importante índice petrogenético (e ) pode ser também por essa sistemática obtido, índice este que indica, se positivo, material derivado do manto, se negativo, material de fonte crustal

método U - He Método de datação radiométrica proposto originalmente por Rutherford, que se fundamenta na premissa de que todo gás He (Hélio) produzido através do decaimento a do U e do Th é retido pelos minerais. Tal premissa nem sempre é correta, uma vez que o referido gás pode escapar dos retículos cristalinos

método U - Pb Método de datação radiométrica baseado no decaimento do U a isótopo estável de Pb. Utiliza principalmente minerais portadores de U (compatível na estrutura cristalina) e cujo Pb primário (incompatível na estrutura cristalina) não seja significativo. Tais minerais são geralmente acessórios em rochas ígneas, metamórficas e sedimentares - zircão, monazita, apatita, titanita, badeleíta, rutilo, etc...O zircão é o preferido, pois além de conter U em quantidades mensuráveis, praticamente não possui Pb. Adicionalmente, apresenta boa resistência química e física, estando presente em todos os tipos de rochas. As idades, por esta metodologia, são normalmente obtidas através de diagramas binários onde há uma curva teórica denominada Concórdia, sobre a qual os dados analíticos podem-se posicionar, caracterizando épocas relacionadas à formação dos zircões. Quando não se posicionam sobre tal curva, os dados alinham-se segundo uma reta denominada Discórdia que intercepta a curva Concórdia num ponto correspondente à época de formação dos zircões

método elétrico Método de propecção geofísica que depende das propriedades elétricas e eletroquímicas das rochas e minerais.

método hodográfico Método para estudar problemas de escoamento bidimensional da água subterrânea, em que se representa o domínio do escoamento em um plano matemático auxiliar, cujas coordenadas são as componentes da descarga específica ou do gradiente hidráulico

metoxicloro Inseticida constituído de hidrocarboneto clorado, ligeiramente solúvel na água, solúvel no xileno e muito solúvel no álcool. Apresenta pouca toxidade e pequena taxa de acumulação para os mamíferos e aves

mica pisciforme Mica que se apresenta em algumas rochas com uma geometria em forma de espinha de peixe

micela Estrutura constituída por moléculas complexas de colóides, podendo apresentar propriedades cristalinas e ser capaz de aumentar ou diminuir de tamanho, sem variar a sua natureza química

micélio Filamento resultante de germinação dos esporos e que serve de suporte às aglomerações de esporângios. É o talo, ou por assim dizer, o caule dos fungos. É a parte vegetativa dos fungos

micorriza Associação íntima da raiz de uma planta superior e o micélio de um fungo especializado, com benefícios para ambas as partes

micra Unidade de medida equivalente a milionésima parte do metro. Micro

micrito Calcário afanítico constituído quase que exclusivamente por um mosaico de cristais de calcita interpenetrados com diâmetro compreendido entre 1 e 4 mícrons. É constituinte fundamental do chamado calcário litográfico

micro. Ver micra

microclima Condição climática de uma pequena área resultante da modificação das condições climáticas gerais, por diferenças locais em elevação ou exposição

microcoquina Calcário detrítico, fracamente cimentado, constituído principalmente por fragmentos de conchas com dimensões inferiores a 2mm

micrólito Cristal incipiente, extremamente diminuto, mostrando birrefringência

micromaré Maré que apresenta amplitude inferior a 2m

microplaca Bloco crustal-litosférico, que possui dimensões reduzidas com relação às placas tectônicas principais, sendo caracterizada por uma dinâmica própria em relação às regiões circunvizinhas, em um determinado período de tempo geológico

migração Movimento de população de um local para outro, quer seja por um tempo determinado quer para uma fixação permanente. Abrange a imigração e a emigração. A imigração é a chegada de uma população em novo local, ou em um novo país, para aí se fixar. Já a emigração é a saída de uma população para outro local ou outro país, onde irá se fixar milleporidae Nome de uma família dos cnidários, representada pelos corais

mimetismo Capacidade que assumem ou possuem certos organismos (mímicos) de imitar uma parte ou o todo de outro animal objetivando confundir seus predadores ou ainda para predar, parasitar ou obter alguma vantagem. O mimetismo pode ser do tipo batesiano, mertesiano, mulleriano ou wasmanniano.

mimetismo batesiano Forma de defesa em que o organismo imitador (mímico), que não possui uma forma eficaz de defesa, se assemelha ao animal imitado (modelo), que possui um meio de defesa

mimetismo mertesiano Forma de defesa em que o organismo imitador (mímico), pouco venenoso, se assemelha ao animal imitado (modelo), que é mais venenoso mimetismo mulleriano Forma de defesa em que duas ou mais espécies animais, que possuem uma forma eficaz de defesa, se assemelham mutuamente, formando o anel mimético, que é conhecido como complexo mimético

mimetismo tátil.. Ver mimetismo wasmanniano

mimetismo wasmanniano Mimetismo no qual o organismo mímico confunde a comunicação tátil do animal modelo, para lograr benefício, como por exemplo, o ácaro do gênero Planodiscus, que imita a ultraestrutura do tegumento e a distribuição da tíbia da formiga de correição Eciton para obter transporte. Mimetismo tátil

mina Jazida mineral em lavra, ainda que suspensa

mineral Elemento ou composto químico de ocorrência natural formado como produto de processos inorgânicos

mineral acessório Mineral que ocorre em pequena quantidade em uma rocha e cuja presença ou ausência não afeta a análise dessa rocha

mineral diamagnético Mineral que é repelido ao longo das linhas de força de um campo magnético para pontos onde o campo é de menor intensidade. Mineral não - condutor

mineral dielétrico Mineral que demanda longo tempo para o escoamento ou arranjo das cargas recebidas ou induzidas

mineral essencial Mineral cuja presença é indispensável para deduzir-se o nome de uma determinada rocha

mineral ferromagnético Mineral que apresenta elevado paramagnetismo. A característica usualmente considerada para caracterizar o ferromagnetismo é a retenção do magnetismo após o mineral ser retirado do campo. Esta propriedade de magnetismo residual é conhecida como magnetismo remanescente, sendo que dela são originados os ímãs permanentes

mineral-índice Mineral neo-formado que aparece durante o metamorfismo de sedimentos pelíticos (argilas e folhelhos), em uma seqüência definida, segundo o aumento do grau metamórfico. Em muitos terrenos metamórficos, a seguinte sucessão de minerais-índices pode ser observada com o aumento do grau metamórfico: clorita, biotita, granada, almandina, cianita, estaurolita e silimanita

mineral insaturado Mineral que nunca, ou só excepcionalmente, está associado com o quartzo nas rochas ígneas, pois é instável nas condições magmáticas quando o ácido silícico está presente

mineral isotrópico Mineral no qual os raios de luz se propagam com a mesma velocidade em todas as direções, de modo que possui apenas um índice de refração

mineral magnético Mineral que é atraído ao longo das linhas de força de um campo magnético para pontos onde o campo apresenta maior intensidade. Mineral paramagnético

mineral-minério Mineral do qual pode ser extraído economicamente um ou mais metais

mineral não-condutor Ver mineral dielétrico

mineral paramagnético Ver mineral magnético

mineral reversível Mineral que apresenta instabilidade de comportamento, agindo ora como condutor, ora como não-condutor, em função da polaridade do eletrodo

mineral reversível negativo Mineral que aparentemente desenvolve apenas carga induzida negativa

mineral reversível positivo Mineral que aparentemente desenvolve apenas carga induzida positiva

mineral saturado Mineral que se desenvolve na presença de um excesso de sílica

mineral sinantético Mineral que ocorre no contato entre dois minerais, sendo as bordas que circundam estes minerais, denominadas de bordas quelifíticas, ou coroas de reação

mineralogia Ciência que estuda o modo de formação, as propriedades, a ocorrência, as transformações e a utilização dos minerais

mineralóide Substância amorfa de ocorrência natural

minério Agregado natural de mineral-minério e ganga que, no atual estágio da tecnologia, pode ser normalmente utilizado para a extração econômica de um ou mais metais

minério de ferro pelotizado Material obtido por aglomeração e queima do minério de ferro, com o objetivo de lhe conferir características de granulometria e resistência compatíveis à sua utilização

miriápodes Classe de artrópodes cuja denominação provém do elevado número de pés, mostrando corpo alongado e fino, dividido em duas partes: cabeça e tronco. A cabeça apresenta um par de antenas e os somitos, do tronco, um ou dois pares de pernas cada um

mirmecobromo Planta que fornece alimentação para as formigas

mirmecófita Planta que possui adaptações que permitem o abrigo das formigas

mirmequita Intercrescimento que se caracteriza pela presença de massas de quartzo diminutas, sob a forma de vermes ou dedos inclusos no plagioclásio sódico, usualmente o oligoclásio, em zonas de contato entre este mineral e o feldspato alcalino

mispíquel Ver arsenopirita mississipiano Também conhecido como Carbonífero Inferior, teve duração de aproximadamente 35 milhões de anos, entre 355 e 320 milhões de anos, compreendendo os andares Tournaisiano, Viseano e Serpukhoviano. Sua denominação é devida ao americano Alexander Winchell, em 1869, ao se referir aos estratos mais baixos presentes no curso superior do Rio Mississipi. Durante o Mississipiano a vida animal, tanto os vertebrados como os invertebrados, consolidaram sua posição no meio terrestre, o mesmo que as plantas o fizeram durante o Devoniano. Os

continentes Euramérica e Gondwana ocidental se moveram em direção ao norte, provocando a Orogenia Variscana - Herciniana, na Europa. Em 1891 H. S. Williams dividiu o Carbonífero, em Pensilvaniano e Mississipiano. O termo Mississipiano usado pelos geólogos e paleontólogos americanos não obteve aceitação na Europa, onde o termo Carbonífero Inferior prevalece. O Mississipiano assistiu a formação dos montes que formam atualmente a porção ocidental da América do Norte. O Continente Gondwana, submetido agora a uma forte glaciação, semelhante a da Antártida atual, se aproxima do sul da Laurásia, e continua sua colisão com a Europa primitiva, sendo que como resultado da Orogenia Herciniana, grandes montanhas se formam no sul da Europa. Artrópodes, corais, briozoários, crinóides, e moluscos floresceram nos mares quente e rasos. Equinodermos, especialmente Crinóides são extremamente numerosos. Os Trilobitas encontram-se agora muito reduzidos em número, limitando-se a uma única Superfamília, a Proeteacea. O último dos graptozoários desapareceu

mixotrófico Denominação utilizada para seres unicelulares que podem se nutrir tanto de forma autotrófica (realizando fotossíntese) quanto heterotrófica (consumindo matéria orgânica ou outros seres)

moagem Processo de cominuição no qual o material é fragmentado entre duas superfícies móveis que não possuem entre si qualquer dependência

moagem a seco Moagem sem adição de água, sendo que a expressão a seco, geralmente se refere ao mineral que contém umidade insuficiente para agregar as suas partículas e que não sofreu adição de água

moagem a úmido Moagem em que é adicionada ao mineral uma quantidade de água necessária para que a polpa adquira a adequada fluidez para poder ser manipulada com mais facilidade, especialmente no que se refere a sua passagem através do moinho

moagem autógena Moagem em que é usado o granulado do próprio minério como elemento moedor

mobile core Porção central de um cinturão móvel

mobilidade geoquímica Maior ou menor facilidade com que um elemento químico se move em um meio natural específico

mobilismo Crença fundamentada na concepção de que a Terra é constituída por placas rígidas que se movem sobre a astenosfera. Base da teoria da tectônica de placas

modelado Grupamento de formas de relevo que apresentam similitude de definição geométrica em função de uma gênese comum e da generalização dos processos morfogenéticos atuantes

modelo Airy Modelo que considera ter a crosta da Terra densidade constante, e que as variações topográficas são compensadas proporcionalmente na base da crosta (profundidade de compensação), criando feições tais como raiz para compensar montanhas, ou anti-raiz para depressões

modelo de tubos capilares Modelo que compara o escoamento através do solo com o escoamento através de um feixe de tubos paralelos (capilares)

modelo Pratt Modelo que considera que as densidades laterais da crosta terrestre e da subcrosta são variáveis, sendo porém constante a profundidade de compensação. Assim, as regiões elevadas devem ter densidade crustal menor do que as regiões baixas.

modelo sanduíche Designação aplicada para indicar o arranjo da litosfera, em que a porção dúctil, a crosta inferior, está situada entre duas porções rígidas, a crosta superior e o manto superior

mofeta Exalação fria, com temperatura por volta de 400C, de gases vulcânicos, contendo CO2

molassa Denominação adotada para sedimentos clásticos de depressões orogênicas internas ou marginais, formadas pela elevação rápida do núcleo orogênico e abaixamento das depressões. Formam-se assim espessas camadas de sedimentos clásticos grossos, arenitos continentais com estratificação cruzada, e marcas de onda e sedimentos de água doce, seguida de grande espessura de areias avermelhadas, folhelhos e evaporitos. Os sedimentos tornam-se tanto mais finos quanto mais afastados da cadeia central

molde de drenagem (ing. rill mark) Canalículo dendriforme formado pelo escoamento de pequena quantidade de água, que se espalha como um lençol em um fundo relativamente plano

molécula Menor partícula na qual um composto pode ser dividido mantendo as suas propriedades

molhe Denominação aplicada para indicar uma estrutura de terra, blocos de rocha ou outro tipo de material, geralmente revestida e ligada ao continente e que pode desempenhar o papel de um quebra-mar ou atracadouro

molibdenita Mineral que cristaliza no sistema Hexagonal, Classe bipiramidal – dihexagonal, com brilho metálico e cor cinza de chumbo. Untosa ao tato, apresenta composição MoS2

molinete hidrométrico Instrumento utilizado para medir a velocidade de uma corrente em um determinado ponto, através da contagem do número de revoluções das conchas ou da hélice contra as quais a corrente incide

moluscos Animais de corpo mole, simetria bilateral, com exceção dos Gastrópodas, não segmentados, cobertos por um delgado manto, que na grande maioria das formas segrega uma concha calcária formada por aragonita ou calcita

estão presentes desde o Cambriano até os dias de hoje, ocorrendo em ambiente marinho, de água doce, salobra e até mesmo em terra firme

momme Unidade de peso que é utilizada para as pérolas cultivadas, eqüivalendo a 3,75g

momotidae Nome de uma família das aves, representada pelas juruvas e udus

mônade (Palinologia) Unidade isolada de uma tétrade

monadnock Elevação residual de pequenas dimensões, constituída de rochas mais resistentes ao intemperismo e aos processos de denudação do que aquelas que as rodeiam

monazita Mineral que cristaliza no sistema monoclínico, classe prismática, com composição (Ce,La,Y,Th)PO4, coloração castanho-amarelada a avermelhada, translúcida e brilho resinoso

monção Vento de circulação geral da atmosfera caracterizado pela persistência estacional de uma dada direção do vento e pela variação marcante dessa direção de uma estação para outra, em função das diferenças térmicas entre áreas de terra

e água o que provoca mudanças na localização dos centros de alta e baixa pressão

são ventos que seguidamente sopram para a costa durante o verão e para o alto mar durante o inverno

monda Tipo de poda referido apenas ao corte das plantas secas, velhas, doentes ou fracas

mondongo Denominação regional da Ilha de Marajó para terrenos alagadiços, atolentos, em grande parte submersos, vestígios de antigos lagos ou canais, que pelo processo de colmatagem vão sendo povoados por uma vegetação pioneira de caráter edáfico, com fisionomia arbustiva, densa e cerrada

monitoramento ambiental Acompanhamento periódico através de observações sistemáticas de um atributo ambiental, de um problema ou situação através da quantificação das variáveis que o caracterizam. O monitoramento determina os desvios entre normas preestabelecidas (referenciais) e as variáveis medidas

monóica Planta que possui flores hermafroditas ou então flores masculinas e femininas no mesmo indivíduo

monólito de solo Seção vertical de um perfil de solo, que foi removida e montada para ser submetida a estudo ou exposição monopodial Ramificação caracterizada pela existência de apenas um eixo primário, a partir do qual inserem-se as ramificações da base para o ápice

monossacarídeos Denominação genérica aplicada a todos as açúcares que não se hidrolisam

monossialitização Individualização da caulinita no meio natural sob condições de drenagem livre, nas regiões intertropicais monotremado (Palinologia) Esporos ou grãos de pólen que apresentam uma única abertura

montanha Elevação que apresenta encostas íngremes, com declividade maior do que 15% e altitudes superiores a 300m

morena Denominação aplicada à carga sedimentar transportada por uma geleira, e qualificada após sua deposição de acordo com a posição ocupada na geleira, como morena lateral, mediana, interna, basal e terminal

morfoestrutura Feição em que a forma de relevo e a drenagem estão estreitamente relacionados à estrutura geológica, seja ela de caráter dobrado, falhado ou lineagênico, podendo apresentar feição positiva ou negativa, ou ainda estar à superfície ou então inumada por espessa seqüência sedimentar

morganita Variedade de berilo – Be3Al2 (Si6018) – que apresenta coloração rósea, com tons desde claros até intensos

morro Elevação que apresenta encostas suaves, com declividade menor do que 15%, e altitudes que variam entre 100 e 300m

morro testemunho (fr. buttes-témoin) Colina de topo plano situada diante de uma escarpa de cuesta, mantida pela camada resistente. Representa um fragmento do reverso, sendo, portanto, um testemunho da antiga posição da cuesta antes do recuo do front

morrote Elevação que apresenta encostas íngremes, com declividade maior do que 15% e altitudes superiores a 100m.

morte catastrófica Mortalidade em massa que ocorre em um curto intervalo de tempo, e que propicia farto material aos processos de fossilização

mosaico controlado Mosaico que é obtido através da união de imagens com base em pontos de controle no terreno e triangulação radial, de modo a reduzir ao mínimo as distorções inerentes ao imagiamento

mosqueado (Pedologia) Pontos ou manchas de cor ou tonalidade diferente entremeadas com a cor dominante da matriz de um horizonte do solo. Pode ocorrer em vários horizontes ou camadas de solo, especialmente em zonas de flutuação do lençol freático (drenagem imperfeita), podendo ser também decorrente de variações no material de origem

motacillidae Nome de uma família das aves, representada pelos caminheiros

movimento de massa Movimento que envolve uma massa ou volume de solo ou rocha que se desloca em conjunto. Difere da erosão por ser este um fenômeno que ocorre grão a grão

movimento tectônico Deslocamento de massa rochosa originado por forças induzidas pela dinâmica interna do planeta que impõe tensão aos maciços rochosos

muck Material orgânico altamente decomposto, não permitindo o reconhecimento de nenhuma parte do vegetal. Além de conter mais matéria orgânica, é usualmente mais escuro que o peat

mud flow Deslocamento rápido encosta abaixo, devido a chuvas pesadas, de material superficial de granulação fina, em áreas com pouca vegetação, típicas de regiões semi-áridas e áridas. Mud flows de origem vulcânica são conhecidos como lahars

mudança textural abrupta (Pedologia) Considerável aumento no conteúdo de argila dentro de uma pequena distância (menos de 17cm) na zona de transição entre o horizonte A ou E para o horizonte subjacente B

muito argiloso (Pedologia) Classe textural que especifica um solo ou material de solo que apresenta mais de 60% de argila

mulch Cobertura morta, constituída por uma camada natural ou artificial de resíduos de plantas ou outro material orgânico, que é colocada na superfície da terra para proteção do solo e das raízes das plantas, protegendo-os contra os efeitos das chuvas e do vento, retendo a umidade e reduzindo a insolação e a erosão. Camada protetora

muro (Geologia Estrutural) Ver teto

muro (Mineração) Superfície limitante de uma jazida, situada entre o corpo mineralizado e a lapa

muro (Palinologia) Aresta que separa os lúmens em um retículo normal

murundu Pequena elevação ou montículo de origem biogenética que apresenta dimensões métricas (aproximadamente 1m de altura por 4m a 6m de diâmetro), geralmente erguido por cupins ou formigas

muscicapidae Nome de uma família das aves, representada pelos sabiás, balança-

rabos, bicos-assovelados dentre outras.

musgo Vegetal de pequeno porte, provido de caule e folhas, pertencente ao grupo das briófitas

mustelidae Nome de uma família dos mamíferos carnívoros, representada pelas lontras, ariranhas dentre outros

mutualismo Tipo de relação harmônica interespecífica onde dois seres de espécies diferentes vivem intimamente associados, realizando trocas de alimentos e de produtos de metabolismo, com o benefício de ambos. Havendo grande interdependência é chamado de mutualismo obrigatório. São exemplos de mutualismo os cupins e os protozoários digestores de madeira, as leguminosas e as bactérias fixadoras de nitrogênio e as algas e os fungos que formam o líquen

myrmecophagidae Nome de uma família dos mamíferos desdentados, representada pelos tamanduás

mytilus Bivalve que apresenta a camada externa (camada prismática) da concha constituída de calcita e a interna (camada nacarada) de aragonita, constituindo-se em exceção no grupo dos bivalves, cuja concha constitui-se normalmente de apenas um desses dois minerais.

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n (Pedologia) Símbolo utilizado com os horizontes H, A, B e C para designar acumulação de sódio trocável, expresso por 100Na/CTC 8%, acompanhada ou não de acumulação de magnésio trocável

nadadeiras actinopterígias Nadadeiras pares que possuem base larga, sendo que seu esqueleto consiste de uma série de barras (raios) ósseas ou cartilaginosas paralelas, relativamente curtas

nadadeiras crossopterígias Nadadeiras pares que possuem a forma de uma folha, sendo que seu esqueleto consiste de um eixo central com ramos laterais dispostos simetricamente

nadir Ponto da esfera terrestre situado diretamente abaixo do observador

nanoplâncton Denominação aplicada ao plâncton composta de organismos que apresentam diâmetro inferior a 0,005mm

nappe de charriage Feição que se caracteriza pelo adelgaçamento do flanco inverso de uma dobra recumbente, promovendo um rompimento através de uma superfície de cisalhamento subhorizontal, denominada carreamento

nascente Ver fonte náuplio Forma larval distinta, geralmente presente nos crustáceos

nebulosidade Proporção do céu coberto por qualquer tipo de nuvens, sendo expressa em décimos de céu coberto. Cobertura de nuvens neck Forma de relevo testemunho de uma antiga chaminé vulcânica. É o conduto de um vulcão preenchido por lava solidificada, exposto e topograficamente realçado pela erosão seletiva que desgastou as rochas que constituíam o cone

nécton Organismos aquáticos flutuantes capazes de nadar por movimentos próprios, como por exemplo peixes, anfíbios, entre outros

nemertinos Vermes pequenos, bilateralmente simétricos e com cílios cobrindo-

os externamente. Apresentam uma probóscide extensível, em forma de tubo, situada dorsalmente em relação ao intestino e utilizada para a captura do alimento

seu sistema excretor, e os elementos musculares e coordenadores são semelhantes aos dos platielmintes

neodarwinismo Teoria da evolução que combina seleção natural com genética de população, e na qual o conceito darwiniano de variação expontânea é explicado em termos de mutação e recombinação gênica

neontologia Ramo da biologia voltada ao estudo dos organismos modernos, isto é, ainda viventes.

neopalinologia Ciência voltada ao estudo dos grãos de pólen e esporos de briófitas e pteridófitas de plantas atuais

neotectônica Ramo da tectônica relacionado com os movimentos atuais da Terra, podendo representar uma continuidade dos movimentos do passado. As estruturas neotectônicas desenvolvem-se no regime tectônico corrente, incluindo-se aí o estado de deformação que prevalece dentro de uma região intraplaca

neotrópico Região florística compreendida entre o sul da América do Norte (México) e a Patagônia. O território brasileiro faz parte desta região

nereites Tipo de rastro meandriforme presente em turbiditos depositados em águas ainda mais profundas que aquelas que abrigam os zoophycos

nervo (Mineração) Porção da rocha encaixante que subsiste englobada no corpo do minério. 4 nesossilicatos Silicatos cujos tetraedros de SiO apresentam-se isolados, estando unidos entre si através das ligações iônicas, pelos cátions intersticiais

netunismo Crença, a partir dos estudos do alemão Abraham G. Werner, um dos fundadores da Geologia, de que todas as rochas da Terra se formaram na, ou da água

neuston Microrganismo que vive e nada em contato com a película superficial da água

nêutron Partícula com carga elétrica nula, constituinte do núcleo do átomo e cuja massa de repouso corresponde a aproximadamente 1,008 uma (unidade de massa atômica). Fora do núcleo é uma partícula instável que se dissocia espontaneamente, em 12 minutos. De acordo com suas energias os nêutrons são classificados em : térmicos, intermediários, rápidos e relativísticos

neviza (al. firn) Estado intermediário entre a neve e o gelo. É uma substância mais antiga e compacta que a neve, porém não sendo ainda totalmente uma massa de gelo. A neve se transforma em neviza após o degelo do verão e se forma quando a permeabilidade se reduz a zero, devido a recristalização e compactação da neve, o que conduz a uma diminuição da porosidade e aumento da densidade

névoa Fenômeno que reduz a transparência da atmosfera ocasionado pela concentração de finas partículas de sal dos oceanos, poeiras ou gotículas da água em suspensão na baixa atmosfera quando o ar apresenta-se estável

névoa seca Denominação genérica utilizada para os materiais particulados secos em suspensão, quando a visibilidade horizontal é superior a 1 000m e a umidade relativa é inferior a 80%

névoa úmida Fenômeno meteorológico semelhante a um nevoeiro tênue, no qual as partículas são mais dispersas e em geral menores, enquanto a visibilidade horizontal é superior a 1 000m

nevoeiro Fenômeno meteorológico caracterizado pela presença de partículas de água muito pequenas, produzidas próximo à superfície terrestre, e que reduzem a visibilidade horizontal a menos de 1 000m

nevoeiro advectivo Nevoeiro formado quando o ar relativamente quente, úmido e estável se move sobre uma superfície terrestre ou aquática fria

nevoeiro de montanha Ver nevoeiro de vertente.

nevoeiro de radiação Nevoeiro que se forma sobre a terra, em noites límpidas e calmas, com ar úmido

nevoeiro de vertente Nevoeiro que se forma em vertentes de montanhas de barlavento, pela subida forçada de ar estável e úmido até que seja atingida a saturação, como resultado do resfriamento adiabático por expansão. Nevoeiro de montanha

nexina (Palinologia) Parte interna, geralmente não esculturada, da exina

nicho ecológico Local restrito de um habitat onde existem condições especiais de ambiente

nictigamia Fenômeno vegetal no qual a flor se abre à noite e se fecha durante o dia

nim Árvore pertencente à família Meliaceae, como a santa-bárbara, ou cinamomo, o cedro, o mogno, etc., é originário do Sudeste da Ásia e é cultivado em todos os países da África, na Austrália e América Latina. É utilizada há séculos na Ásia, principalmente na Índia, como planta medicinal. Tem diversos usos, em especial antisséptico, curativo ou vermífugo; sendo também colocada em sabões medicinais, cremes e pastas dentais. Seu uso como inseticida se tornou bastante conhecido nos últimos 30 anos, quando seu principal composto, a azadiractina, foi isolado. Os inseticidas naturais de nim são biodegradáveis, portanto não deixam resíduos tóxicos nem contaminam o ambiente. Possuem ação repelente, anti-alimentar, reguladora de crescimento e inseticida, além de acaricida, fungicida e nematicida. Por sua natureza, os extratos de nim são mundialmente aprovados para uso em cultivos orgânicos. A planta possui mais de 50 compostos terpenóides, a maioria com ação sobre os insetos. Todas as partes da planta possuem esses compostos tóxicos, sendo no entanto no fruto que se encontra a maior concentração

esses compostos são solúveis em água e podem ser preparados de maneira simples e barata, por pequenos e médios produtores

ninfas Estágio pré-adulto nos insetos que não possuem o estágio de pupa

nitossolo Solo constituído por material mineral, com horizonte B nítico de argila de atividade baixa, textura argilosa ou muito argilosa, estrutura em blocos subangulares, angulares ou prismática moderada ou forte, com a superfície dos agregados reluzentes, relacionada a cerosidade e/ou superfícies de compressão

nitrificação Processo de conversão da amônia em nitratos, passando por nitritos como etapa intermediária, pela atuação de bactérias aeróbicas denominadas nitrobactérias. Este processo é utilizado como indicador de poluição, sendo que a presença de nitritos indica poluição recente, enquanto a de nitratos indica poluição mais remota

nitrilas Compostos orgânicos que apresentam o grupamento funcional cianogênio diretamente ligado à cadeia carbônica, sendo derivadas teoricamente do HCN, pela substituição do átomo de hidrogênio pelo radical alcoíla ou arila

nitrobactéria Bactéria autotrófica e quimiossintetizante, que oxida nitrito a nitrato, para obtenção da energia necessária à síntese de alimento orgânico

nitrofenois Pesticidas orgânicos sintéticos que contém em sua molécula, átomos de carbono, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio

nitrófila Planta adaptada aos solos onde são abundantes os compostos amoniacais e os nitratos.

nitrossomona Bactéria autotrófica quimiossintetizante, que oxida amônia a nitrito, para obtenção de energia necessária à síntese orgânica

nível de base Nível abaixo do qual não pode ocorrer erosão pelas águas superficiais

o nível de base final é considerado como sendo o nível do mar

nível de energia Energia cinética relativa a um ambiente aquático devido a ação das ondas e/ou correntes. De acordo com esse nível, os ambientes aquáticos são classificados em ambientes de alta energia e ambientes de baixa energia

nível dinâmico Posição do nível da água dentro da área de influência de um poço submetido a bombeamento

nível estático Posição do nível da água de um poço, quando este não está sendo submetido a bombeamento, e que alcançou o equilíbrio com a pressão atmosférica

nó Unidade de velocidade utilizada em navegação e que corresponde a 1 milha náutica (1852 m) por hora nó (Botânica) Ponto de inserção das folhas no caule

nódulo (Pedologia) Corpo cimentado que pode ser removido intacto do solo, carecendo de uma organização interna ordenada

nódulo algálico Nódulo constituído por carbonato de cálcio com diâmetro inferior a 20cm,apresentando formas discoidal ou esferoidal, originado por atividade vital de algas verdes

normal climatológica padrão Valor médio de dados referentes a qualquer elemento meteorológico calculado para períodos padronizados de trinta anos, correspondente aos seguintes períodos consecutivos: 1901-1930; 1931-1960; 1961- 1990. A normal serve como um padrão para que valores de um dado ano possam ser comparados, a fim ser conhecido o seu grau de afastamento da normal

notocorda Estrutura dorsal em forma de bastonete, presente em certos cordatos simples, jovens e adultos, e apenas nos embriões dos cordados superiores, isto é, os vertebrados

núcleo Subdivisão da Terra que se estende desde 2 900km, limite com o Manto Inferior, até cerca de 6 700km. Sua massa representa 32,4% da massa total de Terra. Divide-se em Núcleo Externo, que se apresenta em um estado físico líqüido e alcança até 5 200km, sendo que a partir dessa profundidade está presente o Núcleo Interno, sólido

núcleo metalogenético Área mineralizada de forma isométrica ou irregular, e cuja mineralização está situada em torno de um centro magmático, ou então confinada a uma feição tectônica local bem definida, com ou sem presença de magmatismo

número de Froude Número que caracteriza o índice da influência da força de gravidade em situações de fluxo, onde existe uma inter-relação entre um meio líqüido e um gasoso, como em um canal fluvial aberto. É dado pela expressão Fr=V/(g.D)1/2, onde V é a velocidade média, g a aceleração da gravidade e D a profundidade

número de massa Número de prótons e nêutrons (núcleons) presentes no núcleo de um elemento.

nunatak Nome esquimó utilizado para indicar a parte alta, rochosa, que sobressai do manto de gelo e neve, comportando-se como se fosse uma ilha rodeada de gelo

nuvem Agregado constituído por gotículas de água, extremamente pequenas, de cristais de gelo, ou de uma mistura de ambas, que apresenta sua base bem acima da superfície terrestre. A nuvem é formada principalmente devido ao movimento vertical do ar úmido, como na convecção, ou ascensão forçada sobre áreas elevadas, ou ainda no movimento vertical em larga escala associado a frentes e depressões. Com base no aspecto, estrutura, forma ou aparência e também altura de ocorrência, as nuvens são classificadas em dez tipos básicos

nuvem ardente (fr. nueé ardent) (Vulcanologia) Massa volátil constituída de gases vulcânicos e material sólido, parcialmente incandescente. Em sua base, se encontra uma zona de alta temperatura, com domínio de material sólido. Toda a massa é de alta mobilidade e se comporta de modo semelhante a uma massa líqüida

nuvem cirriforme Nuvem alta constituída por cristais de gelo e que se apresenta com aparência fibrosa. Inclui os Cirrus, os Cirrocumulus e os Cirrostratus

nuvem cumuliforme Nuvem média que se apresenta empilhada, mostrando desenvolvimento vertical, grande extensão, surgem isoladas e apresentam precipitação forte, em pancadas e localizadas, como os Altocumulus

nuvem de desenvolvimento vertical Nuvem que pode se estender a partir da superfície terrestre até uma altura de 6 000m, como os Cumulus e os Cumulonimbus

nuvem estratiforme Nuvem baixa estável que se apresenta em camadas mostrando desenvolvimento horizontal, pouca espessura e cobrindo grande área, sendo representada pelos Stratus e Altostratus

nyctibiidae Nome de uma família das aves, representada pelos urutaus e mãesda-

lua

nymphalidae Nome de uma família dos insetos, representada pelas borboletasde-

quatro-pernas.

:

p (Pedologia) Símbolo utilizado com os horizontes O ou A para indicar modificações da camada superficial devido ao cultivo, pastoreio, ou outras pedoturbações

 

pã (Pedologia) Horizonte ou camada de solo que encontra-se fortemente compactado, endurecido ou com conteúdo de argila muito elevado

 

pahoehoe Lava que apresenta um fluxo mais lento e menor espessura que a lava aa . Ao longo do seu deslocamento, forma ondulações e feições que se assemelham a cordas ou tranças, formando, com freqüência, pequenos túneis. Ver também aa

 

paleoclima Clima de um período pré-histórico cujas principais características podem ser inferidas a partir de evidências na crosta terrestre, tais como evidências biológicas, litogenéticas e morfológicas

 

paleoecologia Ramo da Paleontologia voltado ao estudo das relações entre os organismos e seus ambientes de vida em épocas que antecederam o Holoceno

 

paleofalésia Ver falésia morta

 

paleontologia Ciência que estuda os fósseis, isto é, restos ou vestígios de animais ou vegetais que viveram em épocas passadas, e que mostram-se conservados nas rochas

 

paleopavimento Depósito antigo que corresponde muitas vezes a cascalheiras e baixos terraços, relacionados às oscilações climáticas, normalmente marcadas por linhas de pedras (stone lines)

 

paleossolo Solo formado em épocas que antecederam o Holoceno

 

palinograma Representação visual do grão de pólen ou esporo provida de seus principais caracteres como; polaridade, forma, tamanho, âmbito, aberturas, textura do esporoderma, ornamentação da exina, etc

 

palinologia Ciência integrante da paleobotânica, e voltada ao estudo dos pólens e esporos, tanto fósseis quanto atuais. Seu estudo é facilitado pelas características apresentadas pelos pólens e esporos, que possuem : grande resistência à degradação, o que facilita a preservação como fósseis; dimensões geralmente inferiores a 150 micra, o que facilita o transporte e a deposição em conjunto com sedimentos finos; complexidade morfológica, permitindo distinguir e caracterizar diferentes formas; e produção em elevado número, facilitando estudos estatísticos

 

palinomorfo Parte preservada de diversos organismos ou estruturas orgânicas, cujas dimensões variam de 10 micra a 500 micra, estando incluídos esporos, pólens, microrganismos planctônicos e bentônicos com carapaça mineralizada (dinoflagelados, quitinozoários e acritarcas) .A esporopolenina, principal com-

 

ponente das paredes dos palinomorfos é provavelmente um dos componentes orgânicos mais inertes do ponto de vista químico

 

palmito Porção do topo das palmeiras, geralmente comestível, correspondente ao meristema apical e primórdios foliares da planta

 

paludícola Vegetal que vive em ambiente paludoso, isto é, nos charcos, pântanos ou brejos

 

pandemia Epidemia de uma doença que afeta pessoas em muitos países e continentes

 

panthalassa Oceano primitivo que circundava o supercontinente Pangea, antes da sua fragmentação

 

pantófago Ver onívoro

 

pantotremado (Palinologia) Designação utilizada para indicar um grão de pólen que apresenta aberturas distribuídas mais ou menos uniformemente por toda a sua superfície

 

pão de açucar Forma de relevo residual que apresenta feições variadas, encostas predominantemente convexas, desnudadas e com elevadas declividades. Pontão

 

papilionácea (Botânica) Corola formada de uma pétala superior maior e geralmente maculada, duas pétalas medianas menores e livres, e duas inferiores e soldadas

 

o conjunto em muitas situações lembra uma borboleta

 

papilionidae Nome da família dos insetos, representada pelas borboletas brilhantemente coloridas

 

par estereoscópico Conjunto constituído por duas imagens consecutivas de uma mesma faixa do terreno, e que apresentam uma superposição suficiente para permitir a visão em terceira dimensão

 

para (Geologia) Prefixo que indica que a rocha metamórfica foi originada de uma rocha de natureza sedimentar

 

paraconglomerado Conglomerado com arcabouço muito fechado, com excesso de matriz sobre megaclastos, sendo, na realidade, lamitos com seixos e calhaus dispersos. Em muitos casos os seixos formam apenas 10% da rocha

 

paragênese Denominação utilizada para indicar uma associação de minerais que coexistem em equilíbrio. No entanto, quando se trata de rochas metamórficas, a paragênese somente pode ser considerada em relação a minerais que encontram-

se em contato mútuo, sendo excluídos os produtos de alteração

 

paralaxe Deslocamento aparente da posição de um corpo em relação a um ponto ou sistema de referência, devido a mudança do ponto de observação

 

paralaxe de radar Mudança aparente de posição de um alvo, em virtude da mudança do ponto de observação. De modo distinto das fotografias aéreas, que apresentam uma distorção radial, as imagens de radar provocam um deslocamento das feições positivas em direção à antena, ocorrendo o inverso com as feições negativas. A soma do deslocamento de relevo, evidenciada nos canais próximo e remoto, constitui a paralaxe, graças à qual pode ser obtida a estereoscopia de Radar

 

paralelismo (Biologia) Tendência apresentada por organismos estreitamente aparentados de se desenvolverem de modo similar nos mesmos tipos de ambiente.

 

paralelo Círculo da superfície da Terra, paralelo ao plano de equador, e que une todos os pontos de mesma latitude

 

paralelo de altura Ver almocântara

 

parálico Ambiente de sedimentação situado próximo ao litoral, e cujos sedimentos apresentam simultaneamente características marinhas e continentais

 

paramorfo Cristal cuja estrutura interna modificou-se, adquirindo uma forma polimorfa, sem que houvesse qualquer alteração em sua forma externa

 

paraná Denominação amazônica de origem indígena e que significa o braço de um grande rio, formando uma grande ilha. Quando de pequenas proporções é chamado Paraná-Mirim

 

parápside Denominação aplicada ao crânio dos répteis em que o orifício temporal tem posição imediatamente acima dos ossos pós frontal e supra temporal

 

parasita Organismo, geralmente microrganismo, cuja existência se dá às expensas de um hospedeiro. Existem parasitas obrigatórios e facultativos; os primeiros sobrevivem somente na forma parasitária e os últimos podem ter uma existência independente do hospedeiro

 

parasitas heteroxenos Parasitas que necessitam de dois tipos diferentes de hospedeiros para completar o seu ciclo de vida: o hospedeiro definitivo e o intermediário

 

parasitas monoxenos Parasitas que necessitam de um só hospedeiro para completar seu ciclo de vida

 

parênquima Conjunto de células isodiamétricas ou paralelepipedais, presentes no tecido de vários vegetais, com a função de armazenar e distribuir substâncias nutritivas

 

parque estadual Área de domínio público estadual, delimitado por atributos excepcionais da natureza, a serem preservados permanentemente, que está submetida a regime jurídico de inalienabilidade e indisponibilidade em seus limites inalteráveis, a não ser por ação de autoridade do Governo Estadual, de modo a conciliar harmonicamente os seus usos científicos, educativos e recreativos com a preservação integral e perene do patrimônio natural

 

parasita heteroxeno Parasita que necessita de dois tipos diferentes de hospedeiros para sua completa evolução : o hospedeiro intermediário e o hospedeiro definitivo

 

parasita monoxeno Parasita que necessita de um só hospedeiro para alcançar sua evolução completa

 

parasita oportunista (Biologia) Organismo que, vivendo normalmente como comensal ou de vida livre, passa a atuar como parasita, geralmente em decorrência da redução da resistência natural do hospedeiro eventual. São parasitas facultativos

 

parasitismo (Biologia) Interação entre indivíduos pertencentes a duas espécies diferentes, na qual um se beneficia e o outro sofre algum prejuízo

 

parasseqüência (Estratigrafia) Sucessão relativamente concordante de camadas ou conjunto de camadas, geneticamente relacionadas, limitada por superfície de inundação marinha.

 

paratáxon (Paleontologia) Denominação utilizada para certos tipos de fósseis que pelas suas peculiaridades não podem ser referidos a uma família ou mesmo a categorias supra familiares, empregando-se então sistemas de classificação artificiais. É o que ocorre com os esporomorfos e com os icnofósseis, dentre outros

 

parsec.. Unidade de comprimento que corresponde a 3,26 anos-luz

 

partenogenêse Reprodução sem fertilização por gametas masculinos, geralmente envolvendo a formação de óvulos diplóides cujo desenvolvimento é iniciado espontaneamente. Em alguns casos óvulos haplóides também dão origem a novos indivíduos. É um tipo de reprodução assexuada

 

partição (Cristalografia) Tendência apresentada por certas substâncias cristalinas de se romperem ao longo de superfícies lisas, que não são necessariamente paralelas às faces do cristal

 

partículas elementares do solo Partículas de solo que se individualizam com tratamento padrão de dispersão, procedimento este indispensável para determinação da classe textural do solo. Partículas primárias do solo

 

partículas primárias do solo Ver partículas elementares do solo

 

passeriformes Nome de uma ordem das aves, representada pelos passarinhos, tais como sabiás, anambés, etc

 

pasta de madeira Madeira triturada mecanicamente ou digerida quimicamente, para ser utilizada na fabricação de papel e de produtos derivados

 

paucifloro Vegetal dotado de poucas flores

 

pavimento de erosão Camada constituída por fragmentos grosseiros, como areia e cascalho, que permanecem na superfície do terreno após a remoção das partículas finas (argila e silte) pela erosão

 

pavuna Denominação aplicada a um vale profundo e escarpado

 

peat Material inconsolidado de solo consistindo predominantemente de matéria orgânica ligeiramente ou mesmo não decomposta, que foi acumulada sob condições de excesso de umidade

 

pé Unidade de medida linear, inglesa, correspondendo a 12 polegadas, e aproximadamente 30,48cm

 

pecíolo Parte da folha que une a lâmina foliar ou as pinas, nas folhas compostas, ao ramo ou caule

 

ped Unidade de estrutura do solo, tal como um agregado, prisma, bloco ou grânulo, formada por processos naturais

 

pedicelo (Botânica) Haste que sustenta a flor

 

pedimento Depósito sedimentar originado pela erosão e conseqüente recuo paralelo das vertentes (escarpas) nos processos de pediplanação

 

pediplanação Processo que leva, em regiões de clima árido a semi - árido, ao desenvolvimento de áreas aplainadas, ou então superfícies de aplainamento

 

pediplano Superfície que apresenta topografia plana a suavemente inclinada e dissecada, truncando o substrato rochoso e pavimentado por material alúviocoluvionar.

 

pedogênese Modo pelo qual o solo se origina, com especial referência aos fatores e processos responsáveis pelo seu desenvolvimento. Os fatores que regulam os processos de formação do solo são: material de origem, clima, relevo, ação de organismos e o tempo

 

pedologia Ciência que trata da origem, morfologia, distribuição, mapeamento e classificação dos solos

 

pedomorfose Retenção de características juvenis (larvais) por organismos adultos

 

pedon Corpo tridimensional de solo com dimensões laterais grandes o suficiente para permitir o estudo das formas e relações dos horizontes. Sua área varia de 1m2 a 10m2

 

pedra amarroada Pedra bruta obtida através de um marrão, e cuja dimensão permite o seu manuseio

 

pedra britada Material resultante da britagem de pedra, apresentando granulação compreendida entre 4,8mm a 100mm

 

pedra-da-lua (Mineralogia) Denominação utilizada para uma variedade da adulária que mostra um jogo de cores opalescente

 

pedra de cantaria Material rochoso utilizado para compor a estrutura de uma obra, podendo tanto ser submetida a esforços quanto proporcionar embelezamento. É empregada para meio fio, parapeitos de janelas, paredes, balcões, muros, além de blocos esculpidos para palácios e catedrais

 

pedra de revestimento Material utilizado principalmente para embelezar e secundariamente proteger uma superfície, facilitando deste modo tanto sua rápida limpeza quanto dificultando a ação do intemperismo

 

pedra dupla (Gemologia) Ver doblete

 

pedra jacaré Ver grês do Pará

 

pedra-pome Material piroclástico que se forma quando do resfriamento rápido de magma ácido ou intermediário saturado de vapores e gases. As vesículas são usualmente esféricas, podendo, contudo, ser estiradas formando tubos finos e dispostos muito juntos uns dos outros, conferindo aos fragmentos uma aparência fibrosa

 

pedregosidade (Pedologia) Proporção relativa de calhaus (material com 2cm-20cm de diâmetro) e matacões (material com 20cm-100cm de diâmetro) presentes na superfície do terreno ou imersos na massa do solo. Varia de não pedregosa até extremamente pedregosa, quando calhaus e matacões ocupam 50-90% da superfície do terreno ou da massa do solo

 

pedrisco Material resultante da britagem de pedra e cujas dimensões variam entre 0,075mm e 4,8mm

 

pedúnculo Haste que sustenta o fruto

 

pegada Marca originária da pressão do pé de um animal sobre um substrato inconsolidado, sendo que a sua preservação depende de uma rápida proteção através de uma cobertura sedimentar.

 

peixe Designação extensiva a nada menos do que 4 classes de vertebrados, cada qual possuindo características próprias. São animais aquáticos, pecilotérmicos (temperatura variável de acordo com o ambiente), dotados de um esqueleto interno ósseo ou cartilaginoso, e que se locomovem por meio de nadadeiras. Sua pele apresenta glândulas mucosas. Com raras exceções, respiram por meio de brânquias, vivendo tanto nos mares, como nas águas doces. Muitas formas se adaptaram à vida bentônica, mas a maioria é pelágica (nectônica). As formas viventes apresentam, freqüentemente, escamas. Certos grupos extintos foram dotados de um escudo ósseo protetor, além do esqueleto interno. Congregam o maior número de vertebrados hoje existentes, com cerca de 20 000 espécies

 

pelágico (Biologia) Denominação aplicada aos organismos que vivem em águas marinhas. Aqueles que flutuam ou são arrastados pelas correntes marinhas são ditos plânctons, enquanto os natantes são os néctons

 

pelecaniformes Nome de uma ordem da Classe Aves, representada pelos tesourões, pelicanos, atobás dentre outros

 

pelito Denominação aplicada a rochas sedimentares argilosas, do tipo argilito e folhelho

 

pellet Partícula de dimensões reduzidas, entre 0,03mm a 0,15mm, ovóide, esférica ou esferoidal, constituída de calcita microcristalina, sem estrutura interna visível

 

pelota fecal Excremento de invertebrados encontrado especialmente em sedimentos marinhos atuais e também como fóssil. Sua forma é geralmente ovóide, com diâmetro por volta de 1mm

 

peneplano Superfície de aplainamento desenvolvida em clima úmido

 

peneira Aparelho utilizado para ensaio granulométrico e tecido em fios de bronze ou aço inoxidável. Baseia-se apenas nas diferenças de tamanho entre as partículas para efetuar a sua separação

 

peneira de classificação Peneira vibratória, utilizada para graduar materiais que apresentem tamanhos que se enquadrem em faixas predeterminadas

 

peneira rotativa Aparelho que apresenta uma estrutura de forma cilíndrica ou ligeiramente cônica, constituída por crivos ou telas, enrolados sobre a estrutura metálica que gira em torno de um eixo longitudinal. Geralmente apresenta malhas seriadas segundo uma escala crescente, podendo ser operado a seco ou a úmido

 

peneira vibratória Aparelho dotado de movimentos adequados para produzir o fluxo das partículas através da superfície de peneiramento (horizontal ou inclinada)

 

o mecanismo de acionamento produz uma vibração cujo movimento pode ser circular, linear ou elíptico

 

penessalino Ambiente marinho que apresenta uma salinidade intermediária entre a normal e a hipersalina, havendo uma precipitação de carbonatos evaporíticos freqüentemente intercalados por gipsita e anidrita

 

península Massa continental que se encontra circundada quase que completamente pelas águas, e ligada ao continente por uma faixa estreita de terra. Ver também istmo.

 

penitente de gelo Bloco de gelo com forma grosseiramente prismática, originado no topo e no front das geleiras, devido à interseção de dois ou mais sistemas de fraturas (crevasses), e provocando freqüentes desmoronamentos em virtude de seu precário estado de equilíbrio

 

pensilvaniano.. Também denominado de Carbonífero Superior, teve duração de aproximadamente 25 milhões de anos, entre 320 e 295 milhões de anos, tornando-

se o ponto mais alto da evolução dos anfíbios, especialmente durante o Bashkiriano e épocas do Moscoviano. Compreende os andares Bashkiriano, Moscoviano, Kazimoviano e Gzheliano. Durante este tempo evoluíram os primeiros répteis, que rapidamente se diversificaram. Ao final do período, os répteis especialmente os Pelicossauros se diversificaram, suplantando os anfíbios como a forma de vida dominante no meio terrestre. Durante esta época os continentes da Laurussia e da Sibéria colidiram para formar a Laurásia; enquanto isso o Continente Gondwana se deslocava do sul para o norte. Como resultado da colisão do Gondwana e da Laurásia, formou-se o Supercontinente Pangea. Em terra, extensas florestas cobriram grandes áreas equatoriais. Estas florestas consistiam em plantas diversas, inclusive uma samambaia de 15 metros de altura, a Calamites, uma versão gigantesca da atual cavalinha. Licopódios, como o lepidodêndron que atingiam uma altura de 30 metros, um grupo extinto de plantas denominado de pteridosperma e uma forma primitiva de Conífera (Cordaites) chegaram a alcançar 40 metros de altura . A atmosfera era úmida e rica tanto em oxigênio como em insetos voadores, sendo que alguns chegaram a atingir grandes proporções, como o Meganeura, com uma asa de 70 centímetros de envergadura. As grandes jazidas de carvão são do Carbonífero Superior ou Pensilvaniano

 

peptídeo sinal Pequena seqüência de aminoácidos que determina a localização final de uma proteína na célula. Um exemplo é a seqüência N - terminal de aproximadamente 20 aminoácidos, que direciona proteínas nascentes, secretora ou transmembrana, ao retículo endoplasmático

 

peptídeos Amidas resultantes da reação entre os grupos amínicos e carboxílicos dos aminoácidos. O grupo amida NHCO, nestes compostos, é designado freqüentemente, como ligação peptídica

 

percée Abertura feita por um rio conseqüente ao atravessar uma frente de cuesta

 

percolação Ato de um fluido passar através de um meio poroso

 

perenifólia Planta ou comunidade vegetal em que o processo de queda de folhas se dá de forma paulatina, na mesma proporção do surgimento de folhas novas, nunca ficando totalmente desprovida de folhagem

 

perereca Batráquio que, após sua fase larvar (girinos), vive nas árvores, e apresenta ventosas nas pontas dos dedos perférrico Solo que apresenta teor elevado de ferro, isto é, igual ou superior a 36%

 

perfil do solo Seção vertical do solo através de todos os horizontes pedogeneticamente inter-relacionados e também as camadas mais profundas, ou mesmo próximas à superfície, que tenham sido pouco influenciadas pelos processos pedogenéticos

 

perfil geológico Ver seção geológica

 

perfil truncado Perfil do solo que perdeu parte do horizonte A ou de todos os horizontes superficiais, ou mesmo, parte do horizonte B.

 

pericarpo Fruto com exclusão das sementes. Basicamente, constitui-se de três partes: epicarpo, mesocarpo e endocarpo

 

periderme Denominação aplicada à casca dos vegetais, sendo subdividida em epiderme, mesoderme e endoderme

 

perifiton Comunidade constituída de organismos de tamanho pequeno, que encontram-

se firmemente aderidos ao caule e folhas das plantas aquáticas com raízes

 

perigônio (Botânica) Envoltório protetor floral em que cálice e corola não se mostram distinguíveis uma da outra, sendo que as peças são denominadas tépalas

 

perina Camada mais externa do esporoderma, originada do tapeto, e situada acima da exina, principalmente em esporos de certas briófitas e pteridófitas

 

período de incubação Intervalo entre a exposição efetiva do hospedeiro suscetível a um patógeno e o início dos sinais e sintomas clínicos da doença nesse hospedeiro

 

período de maré Intervalo de tempo entre duas fases homólogas e consecutivas da maré

 

período de onda Tempo necessário para que duas cristas de onda consecutivas passem por um ponto fixo

 

período de transmissibilidade Intervalo de tempo durante o qual uma pessoa ou animal infectado elimina um agente biológico infectante para o meio ambiente ou para o organismo de um vetor hematófago, tornando possível, desta forma, a transmissão da enfermidade a outro hospedeiro

 

período prodrômico Lapso de tempo compreendido entre os primeiros sintomas da doença e o início dos sinais ou sintomas com base nos quais o diagnóstico pode ser estabelecido

 

peripatidae Nome da família de invertebrados, pertencente ao Subfilo Onychophora, representada por um vermiforme alongado, sem cabeça, conhecido como peripato

 

peristerita Intercrescimento microscópico ou submicroscópico de dois feldspatos, pertencentes à série estrutural dos plagioclásios de baixa temperatura, cujas composições são ricas em cálcio de um lado, e em sódio de outro

 

permeabilidade (Geologia) Propriedade apresentada por uma rocha em permitir a passagem de fluidos através dela, sem deformação estrutural ou deslocamento relativo

 

permiano.. Último período da Era Paleozóica com duração de aproximadamente 45 milhões de anos, entre 295 e 250 milhões de anos. Sua denominação advém da cidade de Perm, situada a oeste da Rússia, sendo devida ao geólogo escocês, Roderick Impey Murchison, em 1841. Compreende as subdivisões em Cisuraliano, Guadalupiano e Lopingiano. A separação entre a Era Paleozóica e a Era Mesozóica ocorreu ao final do Permiano, registrando a maior extinção na história da vida da Terra. Esta extinção atingiu muitos grupos de organismos nos mais variados ambientes, mas afetou principalmente as comunidades marinhas com maior intensidade, causando a extinção da maioria dos invertebrados marinhos do Paleozóico, entre os quais os Trilobitas que habitaram os mares desde o início da era Paleozóica. Alguns grupos sobreviveram a extinção maciça permiana, mantendo-se em números extremamente diminutos, nunca mais alcançando o domínio ecológico de

 

outrora. Na terra, uma extinção relativamente menor dos diapsídeos e dos sinapsídeos mudou o domínio das espécies, dando origem no Período Triássico a idade dos dinossauros. As florestas gigantes de pteridófitas cederam espaço definitivamente às florestas de gimnospermas. As coníferas modernas aparecem primeiro no registro fóssil do Permiano. A geografia global da época indica que o movimento das placas tectônicas tinha produzido o supercontinente conhecido como Pangea (somente a Ásia estava separada). A maior parte da superfície da Terra era ocupada por um único oceano conhecido como Panthalassa, e um mar menor à leste do Pangea, conhecido como Tethys. Existem indicações de que o clima da Terra mudou

 

permineralização Processo através do qual ocorre o preenchimento, por substâncias minerais, dos poros de conchas, ossos ou outras porções dos fósseis

 

permineralização celular Variedade de permineralização em que uma substância mineral penetra nos interstícios dos tecidos e nas células de um organismo, sendo que os minerais mais comuns nesse processo são a sílica e os carbonatos. As madeiras ditas petrificadas são o resultado desse processo

 

pesquisa mineral Conjunto de trabalhos coordenados, necessários para a descoberta de uma jazida, sua avaliação e determinação da sua viabilidade econômica. Compreende os trabalhos de prospecção

 

pesticida Agente químico empregado no controle de pragas. Na classificação de pesticidas estão incluídos: inseticidas para eliminação de insetos perigosos; herbicidas para controle de ervas daninhas; fungicidas para o controle de doenças das plantas; rodencidas para exterminar ratos e camundongos; germicidas para desinfecção e algecidas para controle de algas

 

pétala Denominação aplicada a cada peça da corola de uma flor

 

petrografia Descrição sistemática das rochas com base nas observações de campo, amostras de mão, e em lâminas ou seções delgadas petróleo Substância natural encontrada na crosta terrestre, especialmente em camadas sedimentares sob as formas líqüida, gasosa ou sólida, com cores diversas, podendo chegar até o preto, sendo contudo a mais comum, a verde oliva escura. Representa uma complexa mistura de hidrocarbonetos com pequenas quantidades de outras substâncias (compostos heteroatômicos) e que fornece através da destilação: gasolina, nafta, querosene, asfalto, dentre outros

 

petroplintita Material proveniente da plintita, que devido a atuação de repetidos ciclos de umedecimento e secagem sofre consolidação de forma irreversível, originando concreções ferruginosas de dimensões e formas variadas, individualizadas ou em aglomerados, podendo até mesmo configurar camadas maciças, contínuas, de espessura variável

 

pH Parâmetro químico que indica a concentração de íons de hidrogênio em uma solução aquosa; variando de 0 a 14, sendo 7 o neutro. Valores abaixo de 7, indicam uma solução ácida (corrosiva) e acima, básica (incrustante)

 

phaethontidae Nome de uma família das aves, representada pelos rabos-de-palha

 

phoenicopteridae Nome de uma família das aves, representada pelos flamingos

 

phyllostomidae Nome de uma família dos mamíferos voadores, representada por alguns tipos de morcegos.

 

physeteridae Nome de uma família dos mamíferos aquáticos, representada por alguns tipos de baleias, como a cachalote

 

pib verde Contabilização dos gastos com a preservação do meio ambiente no Sistema de Contas Nacionais, que é a principal referência sobre a economia dos países. O principal indicador do Sistema é o produto interno bruto (PIB), que inclui salários, importações, impostos, déficit orçamentário, gastos governamentais, depreciação do valor de máquinas, veículos e construções, e tem como objetivos acompanhar o comportamento das economias nacionais e fornecer bases para a formulação de políticas e a tomada de decisões econômicas. O sistema também é usado para comparar e classificar a performance das economias dos países. Inclui os gastos com a preservação do meio ambiente

 

picidae Nome de uma família das aves, representada pelos pica-paus

 

pico Cume montanhoso agudo, de forma piramidal ou cônica

 

pico de cheia (Hidrologia) Cota mais elevada alcançada pela água durante uma cheia. Ponta de cheia

 

picotita.. Variedade de espinélio de cromo com coloração variando de amarelada a castanho -esverdeada

 

pieridae Nome de uma família dos insetos, representada pelas borboletas brancas e amarelas

 

pillow lava Acumulações de lava de composição geralmente basáltica e com formas que lembram travesseiros, formadas quando o derrame se processa no oceano ou em outro meio aquoso

 

pilo (Palinologia) Pequenos processos da sexina, constituídos de uma cabeça mais ou menos espessada e de um colo semelhante a um bastão

 

pimelodidae Nome de uma família de peixes de água doce, representada pelos bagres

 

pinacóide (Cristalografia) Denominação aplicada à face que corta apenas um eixo cristalográfico, sendo paralela aos outros dois

 

pioneira Planta especializada em colonizar áreas desnudadas, com vegetação de primeira ocupação de caráter edáfico ou, onde a vegetação primitiva foi de alguma forma alterada, iniciando o processo de recobrimento do terreno com recomposição da paisagem. Geralmente é heliófila, de rápido crescimento e grande capacidade de proliferação. Invasora

 

pipa Batráquio da família dos pipídeos, que não possui nem língua e nem dentes

 

pipridae Nome de uma família das aves, representada pelos tangarás, dançadores, rendeiras dentre outras

 

piracema Período de desova dos peixes, durante o qual grandes cardumes sobem em direção às nascentes dos rios, para se reproduzirem

 

pirâmide (Cristalografia) Forma constituída de 3, 4, 6, 8 ou 12 faces não paralelas que se encontram em um ponto

 

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q (Pedologia) Símbolo utilizado com os horizontes B ou C para designar acumulação de sílica secundária (opala e outras formas)

quadriculado UTM Sistema de quadriculado cartográfico com base na projeção transversa de Mercátor, destinado às cartas da superfície terrestre até as latitudes de 840 N e 800 S

quarentena. Período de isolamento objetivando prevenir a propagação de uma doença. Este período era inicialmente de 40 dias, mas atualmente varia em função do tipo de doença. 2 quartzo Mineral do grupo da sílica, com composição SiO , que se apresenta sob as forma de baixa e alta temperaturas, quartzo alfa e quartzo beta, o primeiro cristalizando no sistema hexagonal-R e o segundo no sistema hexagonal, classe trapezoédrica. Os cristais terminados usualmente por uma combinação de romboedros positivo e negativo, são desenvolvidos de uma maneira tão igual que dão a impressão de uma bipirâmide hexagonal. Pode apresentar uma ampla gama de cores, devido a impurezas, além de possuir acentuadas propriedades piezelétricas e pirelétricas, e uma dureza 7 na escala de Mohr

quase-cráton Estágio de transição a que é submetida uma região cratônica com o desenvolvimento de movimentação de blocos em regime essencialmente distensivo, com a formação de extenso vulcano-plutonismo predominantemente da natureza ácida a intermediária, e sedimentos associados

quaternário Período mais recente da Era Cenozóica, e que se estende desde aproximadamente 1,75 milhões de anos até os dias atuais. Sua denominação é devida ao geólogo francês Jules Desnoyers em 1829, para caracterizar os depósitos recentes da Bacia do Sena, na França em analogia com as eras Primária, Secundária (atualmente Paleozóica e Mesozóica) e Terciária (atualmente com status de período). É subdividido em Pleistoceno e Holoceno, esta época tendo seu início há aproximadamente 11 000 anos. Uma das características mais marcantes é a ocorrência de sucessivos períodos de glaciação denominadas Günz, Mindel, Riss e Würm

quebra-ventos Método que consiste em estabelecer uma barreira densa de árvores, colocadas a intervalos regulares no terreno, em regiões sujeitas a fortes ventos, de modo a formarem anteparos contra os ventos dominantes, impedindo deste modo a erosão eólica. Os mais eficientes são aqueles que possuem diferentes espécies de plantas, com as de menor porte colocadas na frente, com o aumento gradual do porte

quelação Ligação química de uma substância (agente quelante) com um íon metálico de forma a retirá-lo do meio, ou solubilizá-lo, ou ainda modificar suas propriedades físicas, químicas ou biológicas.

quelônios Répteis que possuem uma carapaça dorsal constituída, externamente, de escudos córneos, correspondentes às escamas reptilianas, e, internamente, de placas ósseas. Além da carapaça existe um plastrão, ligados entre si através de uma ponte. As tartarugas verdadeiras surgiram no Triássico, sendo que os quelônios modernos não apresentam dentes

queratina Proteína fibrosa presente nos vertebrados, que contém entre 3% e 5% de enxofre, constituindo-se no principal componente das unhas, cabelos, penas, epiderme e outros tecidos córneos

querosene Líqüido resultante da destilação do petróleo entre 1500C e 3000C, gerado entre a gasolina e o óleo diesel, utilizado como combustível e como base de certos inseticidas. É constituído principalmente de parafinas que contém de 10 a 16 átomos de carbono na molécula. Imiscível na água. 5 2 quiastolita Variedade da andaluzita (Al SiO ) cujas inclusões carbonosas escuras, dispostas de maneira regular, configuram um desenho em forma de cruz

quilate Unidade de medida utilizada tanto para gemas como para o ouro. No primeiro caso é uma unidade de massa equivalente a 200mg ou 100 pontos, enquanto para o ouro, é uma medida da porcentagem deste metal em ligas. Deste modo o ouro puro (100%) contém 24 quilates

quilha de dobra (Geologia Estrutural) Linha que passa através dos pontos mais baixos de uma camada, em um número infinito de seções transversais da dobra. O plano imaginário que passa através das quilhas sucessivas é denominado plano de quilha

quimeras Peixes pertencentes a classe Chondrichthyes, subclasse Holochephali

são os únicos peixes cartilaginosos que possuem apenas uma fenda branquial de cada lado. Apresentam um focinho pequeno e arredondado e uma barbatana caudal pontiaguda e longa. A segunda barbatana dorsal estende-se a partir das duas barbatanas pélvicas que estão na origem da barbatana caudal

quimiossíntese Processo de nutrição autotrófica que utiliza reações químicas como fonte de energia, em vez de luz. É realizada pelos microrganismos quimiotróficos

quimiotróficos Microrganismos que usam a energia das reações de oxidaçãoredução de compostos inorgânicos, na ausência de luz, para produzir matéria orgânica e manter seu metabolismo. São autotrófos

quimiotropismo Crescimento de um organismo induzido ou orientado por um estímulo químico

quimosina Enzima capaz de provocar a coagulação da caseína do leite pela formação de paracaseína

quinina Principal alcalóide que é extraído da casca das quinas, apresentando-se como um pó branco, inodoro, de sabor amargo é fórmula: C20H24N2O2. É utilizada no tratamento da malária

quitinozoários Fósseis microscópicos (30micra-1500 micra) dotados de testas orgânicas de natureza quitinóide com a forma de taça e que, por vezes, aparecem unidos em cadeias lineares. Seu habitat é marinho, estando presentes em terrenos de idade ordoviciana a devoniana.

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r (Pedologia) Símbolo utilizado com o horizonte C para designar camada de rocha subjacente, intensamente ou pouco alterada, desde que branda ou semibranda, sendo que em qualquer caso permanecem bastante preservadas as características morfológicas macroscópicas, inerentes à rocha original. O material pode ser cortado com uma pá

rã Batráquio que, após a fase larvar na água, mostra predileção pela vida aquática e vive à beira dos charcos, cacimbas e outros tipos de água onde de ordinário se oculta. Possui dentes, e um corpo mais esbelto e pernas mais longas que a dos sapos, sendo bem adaptada ao salto. Recebe regionalmente as denominações de gia e caçote raça Conjunto de indivíduos pertencentes a uma mesma espécie, descendentes de um ancestral comum e possuidores de caracteres diferenciados que os identificam como um grupo dentro da espécie

racemo (Botânica) Inflorescência alongada cujas flores, sempre pediceladas, são mais novas no ápice. Vulgarmente conhecido como cacho

radar layover Feição semelhante a um ferro de engomar que aparece nas imagens de Radar de Visada Lateral (RVL), e que ocorre comumente no canal próximo, devido a maior proximidade do topo da feição, do que à sua base, em relação à antena

radargeologia Técnica utilizada na interpretação geológica em imagem de Radar de Visada Lateral (RVL), em qualquer banda, tanto orbitais como aerotransportados

radiância Fluxo radiante por unidade de ângulo que deixa uma fonte em uma determinada direção, por unidade de área, perpendicular a direção considerada

radioatividade Variação nuclear expontânea caracterizada pela emissão de uma radiação. É a transformação (imprevista) de um nuclídeo em outro, a qual independe de condições físicas e químicas

radiolarios Protozoários exclusivamente marinhos, predominantemente planctônicos, sendo seus depósitos conhecidos como vasas de radiolários. Sua conchas variam de 0,1mm a 0,5mm, sendo constituídas predominantemente de sílica (opala) podendo, contudo, ser de acantina e de sulfato de estrôncio

raias Peixes pertencentes a classe Chondrichthyes, subclasse Elasmobranchii, cartilaginosos, à semelhança dos tubarões. Apresentam um corpo deprimido dorso - ventralmente, nadadeiras peitorais muito largas e delgadas, conferindo-lhes um aspecto discóide. As brânquias, dispostas em cinco pares de fendas branquiais, localizam-se na face ventral do corpo. A cauda é normalmente longa e afilada,

com a aparência de um chicote. Na superfície dorsal encontram-se os espiráculos (aberturas que levam água às cavidades branquiais), um par de olhos bem desenvolvidos mas incapazes de ver as cores, uma vez que não possuem cones (células responsáveis pela percepção de cor). São animais, na sua grande maioria, sedentários, vivendo enterrados ou sobre fundos de areia ou lodo. A função do espiráculo, neste caso é importante, já que a água levada às brânquias para respiração não entra pela boca como nos outros peixes. Isto porque a boca das raias é ventral e está em contato direto com os sedimentos. Muitas espécies possuem ferrões venenosos na cauda, utilizados contra predadores e agressores. Estes quando introduzidos na vítima provocam graves ferimentos e dores intensas. Alimentam-se de animais como crustáceos e moluscos. Os dentes apresentam-se em várias fileiras, formando placas funcionais para a trituração. A bexiga natatória, órgão equilibrador, presente nos peixes ósseos, não existe nas raias e nos tubarões. As escamas são placóides, pequenas e numerosas, de origem endodérmica. Diferentemente dos peixes ósseos, as raias copulam, sendo a fecundação interna. Posteriormente os ovos são libertados na água, envoltos em bolsas coriáceas. O desenvolvimento dos ovos é muito lento, podendo demorar mais de 1 ano e meio, quando então eclodem os alevinos. Apesar da grande maioria das raias ser bentônica, ou seja, viver no fundo, existem algumas poucas espécies mais adaptadas à vida pelágica, como é o caso da famosa raia jamanta (Manta birostris), que pode alcançar até 8 metros de largura por 5 metros de comprimento e pesar cerca de 3 toneladas. Apesar de seu tamanho, alimenta-se de microorganismos planctônicos e pequenos peixes que captura nadando de boca aberta e direcionando com os dois grandes lobos carnosos (nadadeiras cefálicas) presentes na frente da cabeça. Existem 350 espécies (30 ocorrem no Brasil) de raias nos oceanos e rios em todo o mundo, divididas em 7 famílias, Pristidae, Dasyatidae, Myliobatidae, Torpedinidae, Rajidae, Mobulidade e Rhinobatidae

raio (Meteorologia) Descarga elétrica da atmosfera acompanhada por um clarão de luz. Relâmpago

raio (Botânica) Denominação aplicada a cada faixa radiada formada de parênquima, observada no lenho secundário em seção transversal

raio de luz Percurso que uma onda de luz segue ao se deslocar de um ponto a outro em um determinado meio. Um raio não é a energia luminosa que percorre um caminho linear, mas sim o percurso seguido por ela

raios cósmicos Partículas altamente energéticas, principalmente sob a forma de mésons, neutrinos e núcleos leves, do hidrogênio ao ferro, provenientes do espaço cósmico

raio extraordinário (Cristalografia) Raio luminoso, que nos cristais não uniaxiais apresenta velocidade que varia com a direção de propagação, mostrando deste modo diferentes índices de refração

raio ordinário (Cristalografia) Raio luminoso, que nos cristais uniaxiais se desloca com a mesma velocidade em qualquer direção

raiz Órgão normalmente subterrâneo, de que o vegetal se serve para a fixação ao solo, e para absorção de água e substâncias nutritivas, transportando-as para as partes superiores, onde a seiva bruta se transforma em seiva elaborada. Algumas raízes também atuam como órgãos de armazenamento de água, nutrientes e carboidratos para as plantas

raiz adventícia Qualquer raiz que não se origina de radícula do embrião ou da raiz principal por ela formada.

raiz axial Raiz central ou principal que se formou mediante o crescimento da radícula do embrião. É uma raiz primária muito desenvolvida

raiz escora Raiz adventícia que se desenvolve a partir de uma determinada altura do tronco, dirigindo-se vertical ou obliquamente para o solo

raiz pivotante Raiz mestra de uma árvore, que penetra diretamente no solo, com ou sem ramificações, até alcançar uma camada impermeável ou uma profundidade em que falta o oxigênio ou umidade, impossibilitando seu crescimento

raiz primária Raiz procedente do crescimento da radícula embrionária

raiz tabular Raiz lateralmente achatada, como tábua, grande, que em certas espécies arbóreas tropicais assume o aspecto de contraforte ou escora na base do tronco

ramifloro Variedade de vegetal caulifloro em que as flores nascem nos ramos mais grossos

rampa (Geologia Estrutural) Descontinuidade que constitui os limites das massas em movimento em um cinturão compressivo, desenvolvida para acomodar a movimentação compressiva. As rampas podem ser frontais, laterais e oblíquas

rampa de erosão Feição topográfica que apresenta declividade bastante suave, associada a áreas de baixa encosta

ramphastidae Nome de uma família das aves, representada pelos tucanos e araçaris

rápido Ver corredeira

raptatória. Primeiro par de pernas do louva-a-deus. O fêmur e a tíbia possuem perfeita adaptação, além de numerosos espinhos que auxiliam na apreensão do alimento

raque (Botânica) Eixo principal de uma folha composta ou de uma inflorescência

ravina Sulco produzido na superfície da terra, em que o agente responsável pela erosão é a água da chuva

rawinsonde Radiossonda rastreada por dispositivo de radiogoniometria para determinar a velocidade do vento nas alturas

rbv Sistema instalado a bordo dos satélites Landsat I e II, consistindo de três câmeras de televisão com resolução de 40m x 40m, a mesma do sensor do escaner multiespectral (MSS) . Como o sistema não continha filme, as imagens eram armazenadas em uma superfície foto sensível instalada no interior da câmera, esta superfície era então escaneada na forma de raster por um feixe de elétrons produzindo um sinal de vídeo

reação (Ecologia) Influência que os organismos exercem sobre seus biótopos

pode ser construtora, como quando no meio terrestre se acumulam folhas e cadáveres de animais que acabam constituindo o humus. Uma reação destruidora se caracteriza pelo ataque ao biótopo, como fendas abertas nas rochas por vegetais, e na terra por organismos animais como térmitas e minhocas. As reações modificadoras são as que abrem caminho para que se instale qualquer uma das mencionadas.

reação do solo Grau de acidez ou alcalinidade de um solo, usualmente expresso como um valor de pH

reação irreversível (Química) Reação que termina quando foi consumido, pelo menos, um dos reativos

reação reversível (Química) Reação na qual os produtos formados podem reagir entre si para reconstituírem o reagente primitivo. Na reação reversível a transformação química é incompleta

realce (Mineração) Abertura subterrânea decorrente da lavra, geralmente com dimensões muito maiores que as de uma galeria

realgar.. Mineral que cristaliza no sistema Monoclínico, classe Prismática, translúcido a transparente, brilho resinoso e cor vermelho- alaranjado. Composição AsS, sendo utilizado no passado para quando misturado ao salitre do Chile, conferir uma luz branca brilhante aos fogos de artifício. Atualmente é utilizado para este fim o sulfeto de arsênico artificial

realimentação Ver recarga

rebaixamento (Hidrogeologia) Distância vertical entre o nível estático e o nível dinâmico, em um dado instante do bombeamento

rebaixamento específico Ver coeficiente de drenagem

recalque Movimento vertical de uma estrutura, provocado pelo próprio peso ou devido à deformação do subsolo por outro agente, tal como remoção do confinamento lateral, efeito de bombeamento de água e efeito do rebaixamento generalizado do lençol freático

recarga Quantidade de água recebida por um aqüífero durante um ano, na sua área de afloramento, diretamente a partir da precipitação pluviométrica, ou a partir da rede hidrográfica. Realimentação

recessivo (Biologia) Gene que só se expressa quando acompanhado por outro alelo recessivo. Quando em presença de alelo dominante, o alelo recessivo não se manifesta

recife de baixio Recife que se apresenta em forma de manchas irregulares e desenvolvido entre baixios submersos de detritos de calcários

recife de barreira Recife formado a grandes distâncias da costa, da ordem de vários quilômetros, apresentando-se como uma barreira ou quebra-mar protegendo uma laguna interior, que mostra um fundo relativamente chato, e com pouca profundidade

recife de franja Recife que se apresenta como uma plataforma de coral, com largura superior a 500m, construída na borda de uma massa de terra e que se encontra em continuidade com a costa, como pode ser observado por ocasião da maré baixa

recife suspenso Recife orgânico situado acima do nível do mar, indicando que o nível do mar alcançou uma posição mais elevada

recife tabular Recife que se apresenta com pequenas dimensões, com forma tabular, e desprovido de uma lagoa interior.

recristalização Mudanças na estrutura cristalina dos minerais, inclusive com neoformação, para que possam adaptar-se à imposição de condições de pressão e temperatura diferentes daquelas em que foram formados

recuperação (Hidrogeologia) Tempo necessário, após o término do bombeamento, para que o nível da água de um poço volte a alcançar o nível estático original

recurso explotável (Hidrogeologia) Volume de água que pode ser economicamente extraído, sem provocar exaustão ou degradação do aqüífero como meio de armazenamento natural ou artificial de água. Em escala regional adota-se como correspondendo de 1/3 a 2/3 das reservas reguladoras, ou, no máximo, um volume anual equivalente a essas reservas

recursos hídricos Quantidade das águas superficiais e/ou subterrâneas, presentes em uma região ou bacia, disponíveis para qualquer tipo de uso

recursos naturais Denominação aplicada a todas as matérias - primas, tanto aquelas renováveis como as não renováveis, obtidas diretamente da natureza, e aproveitáveis pelo homem

red beds Assembléia de rochas sedimentares caracterizadas pela coloração vermelha, resultado de sua formação em um ambiente altamente oxidante. A coloração é devida mais ao ferro férrico do que ao ferro ferroso

rede hidrológica Conjunto de estações hidrológicas e de postos de observação situados em uma determinada área, que pode ser a bacia de um rio ou uma região administrativa, instalados de modo a permitir o estudo do regime hidrológico

redução Aquisição de elétrons, ou aumento do número negativo de valência ou diminuição do positivo, de uma átomo

reflectância Propriedade apresentada por um objeto, de refletir a energia radiante. É uma grandeza admensional, com valor variando de 0 a 1

refração de clivagem Mudança da atitude da clivagem, ao passar de uma camada para outra com propriedades físicas diferentes

refulgor (Gemologia) Fenômeno provocado pela reflexão da luz nas camadas internas de uma gema

reg Região desértica coberta por fragmentos de rochas, geralmente heterogêneas, com as partículas menores tendo sido levadas pelo vento, restando os seixos maiores, os quais sofrem os efeitos da abrasão eólica

regeneração Processo através do qual porções de áreas cratônicas perdem sua estabilidade, passando a fazer parte da faixa móvel adjacente. Afetando mais comumente a periferia dessas áreas, esse processo ocorre a níveis crustais/ litosféricos profundos, traduzindo-se por retrabalhamento termal, tectônico e magmático

região bentônica Divisão do ambiente marinho, correspondente ao fundo oceânico em toda a sua extensão. Divide-se nas zonas litorânea, nerítica, batial, abissal e hadal

região ecológica Conjunto de ambientes marcados pelo mesmo fenômeno geológico de importância regional, que foram submetidos aos mesmos processos geomorfológicos, sob um clima também regional, que sustentam um mesmo tipo de vegetação.

região geomorfológica Grupamento de unidades geomorfológicas que apresentam semelhanças resultantes da convergência de fatores de evolução

região metalogenética Área mineralizada disposta em uma Província ou Cinturão Metalogenético, confinada a uma estrutura particular e com o desenvolvimento de um tipo predominante de mineralizações e de jazimentos minerais característicos

sua forma é irregular e as dimensões podem alcançar 400 000 Km2

região natural Área com características geográficas e ecológicas precisas, constituindo um complexo edafo-climato-biótico

região pelágica Divisão do ambiente marinho que compreende todo o corpo de água dos oceanos, sendo dividida de acordo com a profundidade em seis zonas: epipelágica (até a profundidade de 100m), mesopelágica (100m a 180m), infrapelágica (180m a 500m), batipelágica (500m a 2000m), abissopelágica (2000m a 6000m) e hadopelágica, que abrange as águas situadas abaixo dos 6000m

região periglacial Região continental vizinha aos polos, ocupada permanentemente por geleiras, na qual é notada claramente a influência do gelo

regime compressivo Regime tectônico relacionado com zonas de convergência de placas litosféricas, e onde se reconhecem os estágios finais do ciclo de Wilson: subducção e consumo da placa oceânica, obducção, colisão continente-arco e continente-continente. Regime convergente, de cavalgamento, de empurrão, contracional ou de encurtamento

regime contracional Ver regime compressivo

regime convergente Ver regime compressivo

regime de cavalgamento Ver regime compressivo

regime de empurrão Ver regime compressivo

regime de encurtamento Ver regime compressivo

regime de estiramento Ver regime distensivo

regime direcional Ver regime transformante regime distensivo Regime tectônico relacionado com zonas de divergência de placas litosféricas, onde são reconhecidos os estágios iniciais do ciclo de Wilson: soerguimento, rifteamento, abertura de oceano e deriva continental. Regime divergente, normal, extensional ou de estiramento

regime divergente Ver regime distensivo

regime extensional Ver regime distensivo

regime normal Ver regime distensivo

regime transcorrente Ver regime transformante

regime transformante Regime tectônico relacionado com as bordas conservativas de placas litosféricas: as zonas transformantes. Regime direcional ou transcorrente

regra das fases A variação do número de graus de liberdade (F) de um sistema químico em equilíbrio é igual ao número de fases (P) menos o número de componentes (C) + 2, de modo que F= C-P+2. Assim, no caso de três componentes, três fases em equilíbrio permitem apenas dois graus de liberdade, isto é, a T (temperatura) e a P9 pressão) podem variar dentro de certos limites, independentemente uma da outra.

regra de Gladstone e Dale Cada líqüido tem uma energia refrativa específica, composta das energias de refração específicas de seus elementos componentes, modificada pela maneira da combinação e não afetada pelas mudanças de temperatura, e que o acompanha quando misturado com outros líqüidos. O produto desta energia refrativa específica pela densidade é, quando adicionado à unidade, o índice de refração

régua de Biltmore Instrumento utilizado para o cálculo de diâmetro em trabalhos que não exigem grande precisão. Mostra graduação em polegadas, sendo que na medição é colocada encostada e perpendicularmente ao fuste da árvore. É necessário que o olho do observador fique a 25 polegadas de distância, quando da leitura

rejeito (Mineração) Um dos produtos do tratamento de minérios, que contém maior proporção de ganga ou minerais de valor secundário em relação aos demais produtos obtidos em uma dada operação

rejeito de falha Deslocamento relativo de pontos previamente adjacentes nos lados opostos da falha. É medido no plano da falha

rejeito radioativo Todo e qualquer material resultante de atividades humanas que contenha radionuclídeos em quantidades superiores aos limites estabelecidos, no Brasil, pela CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear, e cuja reutilização é imprópria ou não prevista. Resolução CONAMA nº 024, de 07 de dezembro de 1994 rejeito total (ing. net slip) Deslocamento total, isto é, a distância que é medida no plano de falha entre dois pontos adjacentes situados nas paredes opostas, antes do falhamento, sendo também definido através do ângulo que esta distância faz com uma linha horizontal situada no plano de falha

relação C/N Relação existente entre as massas do carbono orgânico e do nitrogênio total, em solos ou em materiais orgânicos

relâmpago Ver raio

relay Arranjo de elementos estruturais que aparecem com uma superposição inconsistente entre si, sendo todos aproximadamente paralelos entre si e à zona alongada em que ocorrem

reófito Vegetal que habita a margem dos cursos d’água, aparecendo também no contorno de ilhas ou em fendas de rochas emersas nesses cursos

reologia Ciência que estuda o comportamento da matéria sob influência de esforços, como por exemplo, rigidez, plasticidade etc. Os seus resultados técnicos podem ser aplicados com cautela em estudos tectônicos

repicagem Transplante das mudas da sementeira para os recipientes onde irão se desenvolver até serem plantadas no local definitivo

represa Ver barragem

reptação Deslocamento lento das partículas de um solo devido às variações de temperatura e umidade, sendo que esta contribui para aumentar a plasticidade do solo. Outro fator que contribui para o deslocamento, é o congelamento e o posterior degelo da água contida no solo

reptante Planta cujo caule cresce rente ao solo ou ao seu suporte, rastejando.

reseqüente Rio cujo curso dispõe-se no mesmo sentido da drenagem conseqüente, porém situado em um nível topográfico mais baixo

reserva biológica Área de domínio público, compreendida na categoria de Áreas Naturais Protegidas, criada com a finalidade de preservar ecossistemas naturais que abriguem exemplares da flora e da fauna nativas

reserva florestal Área extensa, em estado natural, protegida pela legislação federal ou estadual, sem ocupação humana até que possa ser objeto de pesquisa e ter seus recursos sustentavelmente utilizados

reserva indicada (Geologia Econômica) Reserva cuja tonelagem e teor do minério são computados parcialmente, através de medidas e amostras específicas ou de dados de produção, e, parcialmente, por extrapolação até distâncias razoáveis com base em evidências geológicas

reserva inferida (Geologia Econômica) Reserva cuja tonelagem e teor do minério são estimados com base no conhecimento dos caracteres geológicos do depósito mineral, havendo pouco ou nenhum trabalho de pesquisa

reserva legal Área de cada propriedade onde não é permitido o corte raso, devendo ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no Registro de Imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, ou de desmembramento da área

reserva medida (Geologia Econômica) Reserva cuja tonelagem de minério é computada pelas dimensões reveladas em afloramentos, trincheiras, galerias, trabalhos subterrâneos e sondagens, e na qual o teor é determinado pelos resultados de amostragens pormenorizadas, devendo os pontos de inspeções, amostragem e medida estarem tão proximamente espaçados e o caráter geológico tão bem definido que as dimensões, a forma, e o teor da substância mineral possam ser perfeitamente estabelecidos

reserva particular do patrimônio ambiental Unidade de conservação de uso indireto reconhecida pelo poder público, por iniciativa expressa de seu proprietário

os critérios para seu reconhecimento são : significativa importância para a proteção da biodiversidade; aspecto paisagístico relevante, e características ambientais que justifiquem ações de recuperação ou conservação de ecossistemas frágeis e ameaçados

reserva particular do patrimônio natural Área de domínio privado a ser especialmente protegida, por iniciativa de seu proprietário, mediante reconhecimento do Poder Público, por ser considerada de relevante importância pela sua biodiversidade, ou pelo seu aspecto paisagístico, ou ainda por suas características ambientais que justifiquem ações de recuperação. Poderão ser utilizadas para o desenvolvimento de atividades de cunho científico, cultural, educacional, recreativo e de lazer, observado o objetivo da proteção dos recursos ambientais representativos da região

reserva permanente (Hidrogeologia) Volume de água referente a porção do aqüífero situada abaixo da zona de flutuação anual ou estacional reserva reguladora (Hidrogeologia) Volume de água que se encontra na faixa de flutuação anual ou sazonal do nível de saturação do horizonte ou zona aqüífera e que corresponde ao volume de realimentação anual ou estacional.

reserva extrativista Área de domínio público, na qual os recursos vegetais podem ser explorados racionalmente pela comunidade local, sem que o ecossistema seja alterado. As reservas extrativistas são áreas destinadas à exploração sustentável e conservação de recursos naturais renováveis por uma população com tradição extrativista, como os seringueiros, os coletores de castanha – do- Pará ou os pescadores artesanais

resíduo seco Parâmetro químico que indica a quantidade de íons dissolvidos em soluções aquosas. É obtido por evaporação em estufa

resíduos sólidos Resíduos nos estados sólido e semi-sólido, que resultam de atividades da comunidade, de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição de ruas. Inclui ainda determinados líquidos cujas particularidades tornam inviável o seu lançamento na rede pública de esgotos ou em corpos de água, ou que exijam para isso soluções técnica e economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível

resiliência (Ecologia) Medida da capacidade de um ecossistema absorver tensões ambientais sem mudar seu estado ecológico, perceptivelmente, para um estado diferente

resinas Compostos químicos complexos, que incluem os terpenos, os ésteres, os álcoois, os fenóis e os ácidos resínicos. Apresentam geralmente coloração amarelada ou castanho - escura, são insolúveis em água, e com densidade variando entre 0,9 e 1,3.Classificam-se em bálsamos, gomas - resinas e resinas verdadeiras

resistência Conjunto de mecanismos tanto específicos como não específicos do organismo que servem de defesa contra a invasão ou multiplicação de agentes infecciosos ou contra os efeitos nocivos de seus produtos tóxicos. Os mecanismos específicos constituem a imunidade e os não específicos a resistência inerente ou natural

resistência à abrasão Los Angeles Desgaste sofrido por um corpo de prova, quando colocado em uma máquina denominada Los Angeles, juntamente com uma carga abrasiva, e submetido a 500 revoluções, à uma velocidade de 30rpm a 33 rpm. O desgaste sofrido é expresso em porcentagem em peso do material que, após o ensaio, passa em uma peneira de malha quadrada de 1,68 mm

resistência à britagem e esmagamento Comportamento dos materiais rochosos quanto à sua fragmentação, quando submetidos aos processos de cominuição ou a esforços de compressão

resistência ao choque Resistência oferecida por um corpo ao impacto de um peso que cai de uma certa altura

resolução (Sensoriamento Remoto) Capacidade apresentada por um sistema sensor de proporcionar a distinção entre respostas que são semelhantes espectralmente ou próximas espacialmente

ressumação Água que emerge do solo e o umedece sem apresentar escoamento perceptível. Exsudação

ressurgência Movimento vertical da água, normalmente próximo à costa, que traz nutrientes do fundo para as camadas superficiais. Geralmente é induzida por ventos que sopram da terra para o mar, empurrando as águas da plataforma continental, que são substituídas por uma corrente marinha ascendente .Este fenômeno geralmente provoca uma excepcional abundância de fitoplâncton, zooplâncton e peixes próximos à superfície.

restinga Ver barreira

restito (Geologia) Enclave que representa a porção que resistiu à fusão parcial e foi englobado pelo magma gerado durante este processo

restituição (Fotogrametria) Processo que consiste na elaboração de um mapa ou carta, a partir de fotos aéreas e de dados de controle geodésico, por meio de instrumentos fotogramétricos

retenção no canal (Hidrologia) Volume de água que se acumula temporariamente no canal, durante períodos de cheia

retroempurrão (Geologia Estrutural) Zonas de empurrão carreando massas rochosas que se deslocam em sentido inverso a movimentação geral

retrofossa Depressão oceânica situada no lado côncavo de um arco insular

rhinocryptidae Nome de uma família das aves, representada pelos tapaculos

ria Tipo de costa que apresenta vales largos com a foz em forma de trombeta, e cujos rios possuem a foz afogada em virtude de transgressões marinhas

rifte continental Vale tectônico limitado por falhas, que varia de 30km a 75km em largura e com poucas dezenas até milhares de quilômetros em comprimento

mostra uma fina crosta, com cerca de 20km-30km de espessura, sendo tal afinamento devido a abertura do rifte, permitindo com isso o aparecimento, por vezes, de crosta oceânica em sua porção central

rio intermitente Curso d’água que circula em certas épocas do ano, sendo alimentado por água de nascentes, por águas superficiais ou até mesmo pela fusão da neve. Comum em regiões semi – áridas

rio perene Rio cujo escoamento não é interrompido, nem no espaço e nem no tempo. Rio com água permanente

rip-rap Camada ou monte de fragmentos de rochas utilizadas para prevenção da erosão ou então proteção de outra estruturas

ripária Vegetação que cresce ou vive nas margens dos rios

ritidoma Camada mais externa da casca das árvores, constituída de tecidos mortos

ritmito Sedimento constituído por dois ou mais tipos litológicos, que se repetem inúmeras vezes

rizóbio Bactéria do gênero Rhizobium que possui a faculdade de se associar com raízes de leguminosas e realizar a transformação no nitrogênio atmosférico em nitritos e nitratos

rizóforo Órgão vegetal com forma e aspecto de caule ou ramo, que em certas plantas produz raízes

rizóide Formação pilosa que substitui as raízes em certas plantas, entre as quais as briófitas e as pteridófitas, podendo ainda servir como elemento de fixação em algumas algas

rizoma Caule subterrâneo, geralmente engrossado, provido de escamas, que emite brotos a determinados intervalos.

rizosfera Região do solo que sofre a influência das raízes das plantas

rocha Agregado natural de substância minerais, resultantes de um processo geológico determinado e que constitui parte essencial da litosfera

rocha ácida Rocha de natureza ígnea que apresenta 66% ou mais de sílica

rocha básica Rocha de caráter ígneo que apresenta um conteúdo de sílica compreendido entre 52% e 45%

rocha competente Rocha que se comporta de maneira rígida ante esforços deformantes

rocha hipabissal Rocha formada próxima à superfície, e que apresenta uma textura caracteristicamente porfirítica

rocha ígnea Rocha formada pelo resfriamento e solidificação do magma. Dependendo da profundidade de formação é denominada de plutônica, hipabissal ou efusiva (vulcânica)

rocha insaturada Rocha de natureza ígnea consistindo total ou parcialmente de minerais insaturados. Comporta uma divisão não-feldspatoidal e outra feldspatoidal, sendo que nesta os álcalis são total ou parcialmente insaturados, enquanto os minerais escuros podem ser ou não saturados

rocha intermediária Rocha de natureza ígnea que apresenta um teor de sílica compreendido entre 66% e 52%. 2 2 rocha metaluminosa Rocha que apresenta a seguinte relação entre óxidos: Na O+K O<Al2O3<Na2O+K2O+CaO. Contém alguns minerais ferromagnesianos moderadamente aluminosos, como a hornblenda, epídoto e melilita, ou ainda a presença de uma associação de minerais aluminosos com não aluminosos, tais como piroxênios e biotita, ou olivina e hornblenda. Significativamente, contém diopsídio (Di) e anortita (An) na norma

rocha milonítica denominação aplicada a um conjunto (série) de rochas que foram submetidas a cisalhamento dúctil, cujo processo de cominuição origina rochas muito diversas e que podem ser divididas em protomilonitos, milonitos e ultramilonitos

rocha ornamental Rocha que se apresenta passível de ser submetida a polimento e de ser utilizada na construção civil como revestimento de pisos, paredes e confecção de pias e outros objetos assemelhados. 2 rocha peralcalina Rocha em que existe um excesso de álcalis sobre a alumina, de modo que Na2O+ K O > Al2O3, ocasionando com isso a formação de piroxênios e/ou anfibólios sódicos. Contém acmita (Ac) e diopsídio (Di) na norma

rocha peraluminosa Rocha que apresenta um excesso de alumina de modo que Al2O3>Na2O+K2O+CaO. O excesso de alumina possibilita a formação de minerais como muscovita, biotita, coríndon, turmalina, topázio ou granada aluminosa (almandina e espessartita). Contém coríndon (C) e anortita (An) na norma

rocha plutônica Rocha formada em profundidade, mostrando uma granulação, em sua maioria, de média a grossa

rocha saturada Rocha de natureza ígnea, que não apresenta nem sílica livre nem qualquer outro mineral insaturado.

2 rubi espinélio. Ver rubi bala

rubi-estrêla Ver safira-estrêla.

rocha sedimentar Rocha formada por partículas minerais transportadas e depositadas pela água, vento ou gelo, que resultaram da precipitação química ou foram formadas pela ação biogênica, como nas acumulações orgânicas. É fundamentalmente constituída por três componentes que podem aparecer misturados em todas as proporções: os terrígenos, os aloquímicos e os ortoquímicos. 2 rocha subaluminosa Rocha que apresenta proporções quase iguais entre a alumina e os álcalis, de modo que Na O+K O=Al2O3, sendo que tal relação traduz-se no aparecimento de minerais pobres em Al2O3, tais como olivina e piroxênios

rocha supersaturada Rocha de natureza ígnea, que contém sílica livre de origem primária

rocha ultrabásica Rocha de natureza ígnea, que contém 45% ou menos de sílica

rocha vulcânica Rocha formada na superfície ou muito próxima a ela e apresentando uma granulação muito fina ou até mesmo vítrea

rodentia Nome de uma ordem dos mamíferos roedores, representada pelos ratos-

do-mato e ouriços

rodínia Denominação aplicada ao conjunto de terras reunidas em um único continente, no decorrer do Proterozóico, e que começou a ser fragmentado por volta dos 750 Ma. Uma de sua porções deu origem ao continente Laurentia

rodoficófita Alga vermelha (devido ao pigmento ficoeritrina) ou florídea, apresentando habitat dominantemente marinho, presente desde o Ordoviciano e que fornece o produto denominado ágar. É importante construtora de rochas, sendo que algumas formas podem apresentar talos calcários rígidos, fossilizáveis

rodolita Denominação aplicada a uma granada de coloração purpúreo ou vermelho-

róseo-pálido, sendo constituída de duas partes de piropo e uma de almandina

rombododecaedro (Cristalografia) Ver dodecaedro

romboedro (Cristalografia) Forma fechada constituída por seis faces, cujas arestas de interseção não formam ângulos retos entre si. Os romboedros estão presentes somente nos cristais de divisão romboédrica do sistema hexagonal

rotação de culturas Sistema de plantio que consiste em alternar em um mesmo terreno, diferentes culturas em uma seqüência de acordo com um plano definido. A escolha das culturas que deverão entrar em rotação deve levar em conta diversos fatores, tais como condições do solo, topografia, clima dentre outros

rubi Variedade de córindon (Al2O3) que se apresenta com cor vermelho intenso, devido a substituição do alumínio pelo cromo

rubi bala.. Denominação comercial de uma variedade de espinélio de magnésio, quase puro, que apresenta coloração vermelho. Rubi espinélio

ruderal Planta invasora que habita preferencialmente ruas, terrenos baldios, margens de estradas etc

rudistas Bivalves marinhos aberrantes que viveram do Jurássico Superior ao Cretáceo Superior, cimentando-se a um substrato bioclástico, sendo que numerosas espécies possuíam forma cônica semelhante a dos corais isolados. Foram os construtores predominantes de muitos biohermes.

rudito Rocha cuja fase detrítica terrígena encerra uma maioria de elementos com dimensões superiores a 2mm. Pode ser monogênico ou poligênico, este quando os materiais detríticos pertencem a várias espécies petrográficas

rúgula (Palinologia) Elemento de ornamentação que se mostra saliente e pelo menos duas vezes mais alto do que largo, com forma e distribuição irregular pela superfície do grão de pólen

rupícola Planta própria de terrenos rochosos, vivendo preferencialmente sobre as rochas

rúptil Comportamento através do qual uma rocha submetida a um campo de tensões sofre fraturamento.

:

S (Pedologia) Soma de bases trocáveis do solo, isto é, Ca2+ + Mg2++ K+ + Na+

s (Pedologia) Símbolo utilizado exclusivamente com o horizonte B para indicar relevante acumulação iluvial ou translocação lateral interna no solo de complexos organo-sesquióxidos amorfos dispersíveis, desde que, tanto a matéria orgânica quanto os sesquióxidos sejam significantes e o valor e o croma do horizonte sejam maiores que 3

saccharomyces Gênero de levedura que se reproduz tanto assexuadamente, por brotamento, como sexualmente, por conjugação. Mostra importância econômica na indústria cervejeira e na da panificação, sendo também largamente utilizada na engenharia genética e como um modelo de organismo simples para o estudo de biologia celular de células eucarióticas

saco Porção extensa e oblonga do mar, que tem início em um golfo e se propaga perpendicularmente à linha de costa, apresentando particularidades no tocante ao regime dos ventos, correntes etc

safira Variedade de cor azul do coríndon (Al2O3) devido à presença de cobalto, cromo e titânio, cristalizando no sistema hexagonal-R, classe escalenoédrica

safira-estrêla Variedade de coríndon (Al203)que apresenta uma opalescência estrelada quando vista na direção do eixo cristalográfico c. Rubi-estrêla

saibro Material proveniente da decomposição química incompleta de rochas feldspáticas leucocráticas (granitos e gnaisses), conservando vestígios da estrutura/

textura original. Intermediária entre o moledo e a argila (estágio final da decomposição). O saibro comum é muito poroso e permeável, sendo desmontável com enxadão. Quando mais resistente, só é desmontável com a utilização da picareta, fornecendo um produto encaroçado (fragmentos de feldspatos semidecompostos) conhecido como saibrão; semelhante ao moledo

sal cíclico Sal que foi removido da água do mar, na forma de aerosol, e levado para o interior do continente, retornando ao mar através da drenagem continental

sal de cozinha Ver halita

sal-gema Denominação utilizada comumente para indicar a halita (NaCl), mineral que cristaliza no sistema isométrico, classe hexaoctaédrica e que se apresenta em cristais ou como massas cristalinas granulares; incolor a branca, exibe, quando impura, tonalidades de amarelo, vermelho, azul e púrpura

salão (Pedologia) Denominação utilizada no nordeste brasileiro para solos salinos, que apresentam eflorescência de sais na superfície

salbanda Fina camada de material terroso, friável, encontrado no contato de um veio ou massa intrusiva com a rocha encaixante.

salcrete Crosta superficial de coloração branca a cinza de areia de praia, cimentada por halita e quantidades menores de outros sais marinhos, concentrados por evaporação de aerossol marinho que se dirige costa adentro, após a quebra das ondas

salicificação Processo de alteração que ocorre quando a água intercristalina contém sal (regiões litorâneas), podendo este cristalizar quando da variação da umidade ambiental. A cristalização, apesar de ser um processso químico, provoca na rocha um tipo de alteração mecânica, responsável pelo aumento da tensão interna da estrutura cristalina da rocha, cujo efeito é similar à da ação do gelo e do degelo

salinidade do solo Quantidade de sais solúveis em determinado solo. 3 salitre Denominação utilizada para o nitrato de potássio (KNO ), mineral que cristaliza no sistema ortorrômbico, classe bipiramidal, apresentando-se comumente como incrustações delgadas ou sob a forma de cristais aciculares sedosos. Caracterizado por seu gosto refrescante, distinguindo-se do salitre do Chile pela reação do potássio e por não ser deliqüescente. 3) salitre do Chile Denominação utilizada para o nitrato de sódio (NaNO , mineral que cristaliza no sistema hexagonal-R, classe escalenoédrica-hexagonal, e que se apresenta usualmente maciço, como uma incrustação ou em camadas. Mostra brilho vítreo, sabor refrescante, podendo ser incolor, branco, castanhoavermelhado, cinzento e amarelo

sâmara Fruto monocarpelar, monospermo, alado, com núcleo seminífero central ou situado em uma das extremidades

sambaqui Denominação utilizada para o acúmulo de moluscos marinhos, fluviais ou terrestres, feito pelos índios. Nesse jazigo de conchas são encontrados, correntemente, ossos humanos, objetos líticos e peças de cerâmica. Os sambaquis são monumentos arqueológicos, sendo que os chamados sambaquis de origem natural, melhor denominados concheiros, são depósitos produzidos pelos agentes geológicos

sanga Escavação profunda devida a ação erosiva das águas pluviais ou das águas subterrâneas

sapal Terra alagadiça, situada quase sempre a beira de cursos d’água

sapo Batráquio que, como a maioria dos anfíbios, faz sua evolução larvar na água, e quase sempre apresenta na fase adulta hábitos terrestres. Geralmente não possui dentes. Só procura a água na época da reprodução. Apresenta pernas em geral curtas, mais apropriadas para a marcha do que para o salto

saponinas Denominação genérica utilizada para certos glucosídeos ou heterosídeos, encontrados em vegetais, especialmente na saponaria. São solúveis na água, produzem abundante espuma, emulsionam óleos e resinas, sendo utilizadas na composição de lixívias, xampus etc

sapopema Raiz tabular, supra-terrestre, que irradia do tronco das árvores

sapróbio Designação genérica para indicar organismos, animais ou vegetais heterotróficos que se nutrem de matéria orgânica morta, ou parcialmente decomposta.

saprolito Manto de alteração constituído essencialmente de uma mistura de minerais secundários e primários derivados de rochas pela ação do intemperismo químico e que mantém vestígios da estrutura original da rocha, sendo reconhecido como um produto de alteração da rocha in situ, denominado horizonte C

sapropel Lama fétida proveniente da acumulação de restos orgânicos no fundo de bacias hidrográficas, lagoas, lagos, estuários, e até mesmo bordas dos oceanos

sarcopterígeos Peixes que se caracterizam por apresentarem uma comunicação entre as narinas e a cavidade bucal e pela posse de nadadeiras pares do tipo crossopterígio. Os celacantos fazem parte deste grupo de peixes

sarjeta Faixa de via pública, paralela e vizinha ao meio-fio. A calha formada é a receptora das águas pluviais que incidem sobre as via públicas e que para ela escoam

sarjetão Calha localizada nos cruzamentos de vias públicas, formada pela própria pavimentação e destinada a orientar o fluxo das águas que escoam pelas sarjetas

sarmentosas Trepadeiras que apresentam órgãos de fixação (gravinhas, raízes de fixadoras, etc.), e que portanto se esparramam por sobre qualquer suporte, podendo cobrir horizontalmente uma ampla superfície

saturação por alumínio (Pedologia) Relação entre o teor de Al trocável do solo e a soma de bases trocáveis do solo mais alumínio trocável do solo. É representada por m= Al/(S+Al)

saturação por bases (Pedologia) Participação da soma de bases trocáveis do solo em relação a capacidade de troca de cátions, representado pela letra T. É representado pela fórmula: V= 100S/T

saturnismo.. Ver plumbose

saussuritização Processo através do qual os feldspatos são alterados para uma mistura de zoisita, clinozoisita ou epídoto finamente divididos, acompanhados por albita, quartzo, calcita, clorita e ocasionalmente, granada

savana Vegetação xeromorfa preferencialmente de clima estacional, com aproximadamente 6 meses secos, não obstante poder ser encontrada também em clima ombrófilo. Reveste solos lixiviados aluminizados, apresentando sinúsias de hemicriptófitos, geófitos e fanerófitos oligotróficos de pequeno porte com ocorrência em toda a Zona Neotropical. É dividida em : Savana florestada (cerradão), Savana arborizada (campo-cerrado), Savana parque e Savana gramíneo-lenhosa. Cerrado

saxícola Planta que se desenvolve entre pedras. 4 scheelita Denominação utilizada para indicar o volframato (tungstato) de cálcio (CaWO )que cristaliza no sistema tetragonal, classe bipiramidal, e apresentando uma densidade bastante elevada (5,9-6,1) para um mineral de brilho não-metálico

mostra brilho vítreo a adamantino e cor branca, amarela, verde e castanha

scolopacidae Nome de uma família das aves, representada pelos maçaricos e narcejas

sebkha Depressão pequena e rasa, presente em ambiente desértico, produzida por deflação. Pode conter água, formando desse modo lagos efêmeros.

seca Fenômeno climático caracterizado pela ausência prolongada ou deficiência acentuada de chuvas

seção colunar Seção utilizada para expressar dados estratigráficos de seções medidas. Mostra a seqüência, as inter-relações e as espessuras das unidades estratigráficas, ilustrando as litologias através de símbolos convencionais

seção condensada (Estratigrafia) Fácies constituída por finas camadas marinhas, de sedimentos pelágicos ou hemipelágicos e que foram depositados segundo taxas muito lentas

seção geológica Representação, por projeção, de uma seqüência de unidades de rochas que ocorre em determinada região. Perfil geológico

seção-tipo Sucessão de estratos de rocha designada especificamente em uma seção ou em uma área, na qual está baseada a definição do caráter litológico da unidade

sedimentação Deposição de material sob a forma sólida em condições físicoquímicas normais na superfície terrestre. O material pode ser de origem inorgânica (proveniente da destruição de rochas preexistentes) ou de origem orgânica, por meio de processos biológicos. A sedimentação pode realizar-se em meio aéreo ou aquoso. Inicia-se quando a força de transporte é sobrepujada pela da gravidade (sedimentos clásticos) ou quando a água se torna supersaturada em um dos solutos (sedimentos químicos) ou por atividade ou morte de organismos (sedimentos orgânicos, stricto sensu)

sedimentação cíclica Repetição de uma sucessão de unidades de rocha, que se apresentam organizadas em uma determinada ordem sedimento ativo Material não consolidado que está sendo ou foi transportado mecanicamente na corrente de um rio por saltação, tração ou suspensão, juntamente com o material que foi quimicamente precipitado

sedimento de frente deltáica Sedimento das barras das desembocaduras dos rios e das baías entre canais distribuidores do delta. As barras desenvolvem-se formando depósitos com padrão distributivo, chamados areias de barras digitadas (bar finger sands)

sedimento eupelágico Sedimento de águas mais profundas (fundo oceânico), formado por material fino (argila) que precipita diretamente do corpo de água

sedimento fluvioglacial Sedimento estratificado produzido pelas correntes de água de degelo. No caso das calotas glaciais, tais correntes podem fluir sobre ou sob o gelo, no interior do mesmo e das margens das geleiras para a região fronteiriça

sedimento glácio-lacustre Sedimento glacígeno acumulado em lagos proglaciais, ou seja, corpos de água, geralmente subaéreos, alimentados por água de degelo e presentes na parte proximal da região periglacial

sedimento glácio-marinho Sedimento glacígeno levado ao mar por rios de degelo ou, em muitos casos, diretamente pelas geleiras. Estão também incluídos entre os sedimentos glácio-marinhos o material transportado por blocos de gelo flutuantes, e que é liberado quando o gelo se liqüefaz

sedimento inativo Material depositado marginalmente no trecho de maior velocidade da corrente, durante ou logo após o período das enchentes.

sedimento palimpséstico Sedimento relíquia que foi retrabalhado por processos físicos ou biológicos sob condições ambientais atuais

sedimento pelágico Denominação aplicada a todos os sedimentos de águas profundas, classificados em duas categorias: eupelágicos e hemipelágicos

sedimento suportado por grãos Sedimento em que os grãos estão em contato

na ausência deste contato é utilizada a denominação suportado pela matriz

sedimento supraglacial Sedimento constituído por detritos que foram transportados na superfície ou no interior da geleira e que quando da ablação são acumulados sob a forma de um manto sobre os depósitos subglaciais

sedimentologia Ramo das ciências geológicas dedicado ao estudo das rochas sedimentares ou sedimentitos, que se originam da consolidação de sedimentos

estes consistem na deposição de qualquer material sólido através da ação das águas, do gelo, dos ventos ou da gravidade. O estudo destas rochas permite a dedução da maioria dos detalhes relativos à história do passado geológico da Terra. Tem por objetivo a descrição, classificação e interpretação de um sedimentito, em função de suas propriedades fundamentais, relacionadas com o tamanho e forma das partículas constituintes, seu arranjo interno e sua composição mineralógica

seedling Denominação aplicada a muda desde a sua germinação até alcançar 3 pés de altura

seiche Oscilação livre ou permanente da superfície da água em um corpo aquoso fechado ou semi-fechado, provocada por mudanças atmosféricas, marés ou abalos sísmicos

seixo Partícula de sedimento clástico não consolidado, com diâmetro variando na escala de Wentworth entre 2 mm e 64mm

seleção estabilizadora Evolução que se processa em direção a uma média uniforme de características em uma população, que é alcançada através da eliminação daqueles indivíduos que apresentam características próximas dos extremos

semeadura Ato de aplicar no solo sementes de espécies vegetais

semeadura de lodo Inoculação da água residuária ou esgoto, com lodo biologicamente ativo, proporcionando deste modo uma aceleração do estágio inicial do processo de estabilização

semeadura em linha Método de semeadura que consiste na distribuição das sementes em linhas ou em sulcos. 2 semeadura em nuvens Introdução de partículas de material apropriado, tal como CO sólido ou cristais de Ag I, em uma nuvem, objetivando modificar sua estrutura para provocar chuva. Estes materiais funcionam como núcleos de condensação das gotas de chuva

semeadura por sementação Sementadura que se processa naturalmente através da queda das sementes provenientes da própria planta

semioquimícos. Substâncias químicas que transportam informações entre os organismos

também podem transportar toxinas e nutrientes

sensor ativo Sensor que produz sua própria radiação, como os radares, cuja energia radiante irá interagir com os objetos imageados.

sensor imageador Sensor que apresenta como resultado uma imagem da superfície que foi submetida a observação

sensor não-imageador Sensor que não fornece imagem da superfície que foi sensoriada, à semelhança dos radiômetros que apresentam saída em forma de dígitos ou gráficos

sensor passivo Sensor que depende de uma fonte de radiação externa para que possa operar

sensoriamento remoto Tecnologia que permite a aquisição de informações sobre objetos ou fenômenos através de ondas eletromagnéticas, sem que haja contato direto com os mesmos, e onde o homem não é parte essencial no processo de detecção e registro das informações

sépala Denominação aplicada a cada peça do cálice de uma flor

separador magnético Aparelho que, produzindo um campo magnético, permite a separação de partículas (cristais) de diferentes suscetibilidades magnéticas

seqüência basal (ing. bottomset) Conjunto de sedimentos argilosos e sílticos acumulados na plataforma continental por influência da atividade deltáica. Quase sempre possuem conchas marinhas e apresentam sinais de bioturbação

seqüência de Bouma Unidade turbidítica completa caracterizada por uma sucessão vertical de cinco intervalos, diferenciados por litologias e estruturas sedimentares, representadas da base para o topo como: a) divisão maciça ou com estratificação gradacional, b) divisão inferior com laminação paralela, c) divisão com laminação cruzada em marcas onduladas de corrente, d) divisão superior com laminação paralela e, e) divisão pelítica. Entre as divisões a e e ocorre uma granodecrescência ascendente

seqüência de topo (ing. topset) Depósitos efetuados na planície deltáica subaérea, inclusive na frente deltáica. Corresponde esta a uma zona de sedimentação de pequena amplitude vertical mas muito ativa, situada na quebra superior do talude deltáico

seqüência deposicional Sucessão relativamente conforme de estratos geneticamente relacionados, limitados por discordância ou suas concordâncias correlativas

implica em que a sedimentação se processa em episódios de duração variável, mas discretos no tempo, intercalados por períodos de erosão, não-deposição ou sedimentação passiva

sequum Seqüência englobando um horizonte eluvial e seu subjacente horizonte B. Quando duas seqüências estão presentes em um único solo podem ser chamadas bisequum

sere Seqüência de estágios que caracterizam as mudanças na composição da comunidade vegetal de uma região ou área, conduzindo em direção e um estado final estável, o clímax

série (Estratigrafia) Unidade cronoestratigráfica hierarquicamente superior a andar e inferior a sistema, podendo não ser subdividida em andares. Época é o seu equivalente geocronológico

série de reação de Bowen Série de minerais dos quais qualquer fase formada previamente tende a reagir com o material que permanece fundido, para produzir um novo mineral da série. Os dois ramos desta série são conhecidos como Série de Reação Contínua e Série de Reação Descontínua.

série magmática Associação de rochas ígneas que apresentam uma gênese comum, que pode ser prevista com base nos processos ditos de diferenciação

série radioativa Conjunto de elementos químicos originados por decaimento, a partir de um elemento inicial, dito radioativo ou pai, até um elemento dito radiogênico final (elemento estável). Assim, o elemento radioativo pai, U238, dá origem, por decaimento, a vários outros, até atingir a forma de Pb206, que é o elemento radiogênico final, estável, da série radioativa Urânio/ Chumbo

serrapilheira Denominação aplicada a camada superficial de material orgânico que se cobre os solos consistindo de folhas, caules, ramos, cascas, frutas e galhos mortos, em diferentes estágios de decomposição, em uma mata. Liteira

serviços ambientais Conceito associado a tentativa de valoração dos benefícios ambientais que a manutenção de áreas naturais pouco alteradas pela ação humana traz para o conjunto da sociedade. Entre os serviços ambientais mais importantes estão a produção de água de boa qualidade, a depuração e a descontaminação natural de águas servidas (esgotos) no ambiente, a produção de oxigênio e a absorção de gases tóxicos pela vegetação, a manutenção de estoques de predadores de pragas agrícolas, de polinizadores, de exemplares silvestres de organismos utilizados pelo homem (fonte de gens usados em programas de melhoramento genético), a proteção do solo contra a erosão, a manutenção dos ciclos biogeoquímicos, etc. Os serviços ambientais são imprescindíveis a manutenção da vida na Terra. Ver também Desenvolvimento Sustentável, Sustentabilidade

sesgoconglomerado Material rolado mais ou menos tabular disposto de tal maneira que sua elongação forma, com o plano de estratificação, um ângulo com acentuada inclinação

sésseis Organismos aquáticos que encontram-se fixos diretamente sobre um substrato consolidado, e não apresentam locomoção

set (Geologia) Conjunto ou reunião de feições (estruturais/ estratigráficas), ou de tipos ou seqüências de rochas

setor metalogenético Área mineralizada, que se mostra bem definida do ponto de vista geológico, com forma linear e limitada por falhamentos, estando situada em um tipo bem definido de estrutura dobrada

sexina (Palinologia) Parte externa, geralmente ornamentada da exina

sexina espessada (Palinologia) Sexina pelo menos duas vezes tão espessa quanto a nexina

sexina tênue (Palinologia) Sexina delgada, que apresenta espessura inferior a metade da espessura da nexina

shigelose Infecção bacteriana aguda, que acomete principalmente o intestino grosso, caracterizada por febre, náuseas e às vezes vômitos, cólicas e tenesmo. O agente etiológico são as bactérias do gênero Shigella, constituído por quatro espécies S.dysenteriae (grupo A), S. flexnere (grupo B), S. boydii (grupo C) e S

sonnei (grupo D). A infecção é adquirida pela ingestão de água contaminada ou de alimentos preparados com água contaminada

siderófilo Elemento que mostra maior afinidade pelo ferro do que pelo enxofre e oxigênio.

sideromelânio Vidro básico quase anidro que apresenta cores variáveis do amarelo ao preto e cujos índices de refração são mais elevados que 1,54. Quando contém água em grande quantidade é denominado palagonito, mostrando um índice refrativo inferior a 1,54

sienitóide Denominação geral utilizada para indicar o conjunto de rochas plutônicas cujas composições variam do sienito ao monzonito

sigillaria Licófita, uma das três divisões das pteridófitas, de grande porte, com mais de 30m de altura, diâmetro de até 1m, e caracterizada por troncos colunares com escassa ramificação. Os ramos terminavam em tufos de folhas alongadas (30cm-60cm). Presente no Carbonífero e Permiano, mostrando larga ocorrência no hemisfério norte. Não possui representantes atuais

sílex Rocha constituída principalmente por quartzo micro ou criptocristalino, contendo raras impurezas, como argila, calcita ou hematita, porém nunca ultrapassando 10%. 2 sílica Família de tectossilicatos, constituída por tetraedros de SiO , e cujos polimorfos são distribuídos em três categorias estruturais; o quartzo, com simetria mais baixa e retículo mais compacto; a tridimita, com simetria mais alta e estrutura mais aberta; e a cristobalita, com a simetria máxima e o retículo mais dilatado. A transformação de uma variedade na outra é um processo lento, todas podendo existir de modo metaestável na presença uma da outra. Cada tipo de estrutura tem modificações de alta e baixa temperaturas

sílica ativada Partícula coloidal carregada negativamente, e formada a partir da reação de uma solução diluída de silicato de sódio com uma substância ácida ou outro ativador

sill Corpo magmático intrusivo, concordante, paralelo ao acamamento, estratificação, foliação, ou xistosidade das rochas encaixantes

silte Partícula de sedimentos clásticos não consolidados, com diâmetro variando, na escala de Wentworth, entre 0,0039 mm e 0,062 mm

siluriano Período da Era Paleozóica situado logo após o Período Ordoviciano e abrangendo o espaço de tempo compreendido entre 435 e 410 milhões de anos. Compreende as épocas Llandoveriano, Wenlockiano, Ludlowiano e Pridoliano

sua designação deveu-se ao geólogo escocês Roderick Impey Murchison em homenagem aos Silures, antigos habitantes do País de Gales. Os recifes de corais fizeram sua primeira aparição durante este período, sendo também um período importante na evolução dos peixes, com o aparecimento dos peixes com mandíbulas. É também neste período que aparece a primeira evidência da vida no meio terrestre bem preservada incluindo parentes das aranhas e das centopéias, e também os fosseis mais antigos de plantas vasculares

siluriformes Nome de uma ordem de peixes, representada pelos bagres

silvicultura Manejo científico das florestas (nativas ou plantadas) para a produção permanente de bens e serviços

silvita Sal de potássio que cristaliza no sistema isométrico, classe hexaoctaédrica, apresentando composição KCl. Usualmente ocorre em massas cristalinas, granulares e com clivagem cúbica. Solubiliza-se rapidamente na água, permanecendo em solução após a precipitação de diversos outros sais, já que é um dos últimos a precipitar-se.

simbiose (Biologia) Associação de vida entre dois organismos diferentes, em que um só deles se beneficia (comensalismo), ou em que ambos de beneficiam (mutualismo)

simplectita Denominação aplicada a qualquer intercrescimento entre minerais, que se apresenta de forma irregular e com granulação fina. Um tipo especial de simplectita é a mirmequita, sendo que diversos intercrescimentos podem ocorrer entre anfibólio e espinélio, plagioclásio e magnetita, granada e quartzo, biotita e quartzo, diopsídio e espinélio, dentre outros

sinápside Denominação aplicada ao crânio dos répteis em que ocorrem orifícios temporais, um em cada lado, situados imediatamente abaixo dos ossos escamosos e pós - orbital

sincelos Depósitos de gelo constituídos por grãos que se encontram mais ou menos separados pelo ar aprisionado, sendo por vezes adornado com cristais ramificados.

sinclinal Dobra que se fecha para baixo, mostrando as rochas mais novas em seu núcleo

sinclinório Sinclinal complexa, constituída por diversas sinclinais subsidiárias

sinecologia Ramo da Ecologia que estuda as relações entre as comunidades orgânicas e os seus ambientes

sinergia Fenômeno químico no qual o efeito obtido pela ação combinada de duas substâncias químicas diferentes é maior do que a soma dos efeitos individuais dessas mesmas substâncias. Sinergismo

sinergismo Ver sinergia

sinforme Dobra que se fecha para baixo, sendo, contudo desconhecidas as relações estratigráficas entre suas rochas

sinomônio. Substância ou mistura química de substâncias usadas em comunicação (infoquímicos) no meio de indivíduos que pertencem a espécies diferentes

evoca uma resposta que é adaptativa, favorável para o emissor e para o receptor

sinúsia Parte de uma comunidade vegetal constituída por espécies pertencentes a um mesmo tipo de forma de vida e com exigências ecológicas semelhantes. Cada sinúsia é composta por plantas de estrutura e porte semelhantes. Em algumas situações o termo sinúsia é usado como sinônimo de estrato

sirenia Nome de uma ordem dos mamíferos, representada pelos peixes-boi e manatis

sismo Ver terremoto

sismoestratigrafia Estudo da estratigrafia e das fácies deposicionais de acordo com a interpretação de dados sísmicos

sistema ambiental Conjunto dos processos e das interações dos elementos que compõem o meio ambiente, incluindo, além dos fatores físicos e bióticos, os de natureza sócio-econômica, política e institucional

sistema coloidal Ver complexo coloidal

sistema de esgotos Conjunto de dispositivos e equipamentos utilizados para coletar e transportar a um local adequado as águas servidas, assim como as águas excedentes da superfície ou do subsolo.

sistema de gestão ambiental Instrumento organizacional que possibilita às instituições a alocação de recursos e a definição de responsabilidades quanto as questões ambientais; bem como a avaliação contínua de práticas, procedimentos e processos, buscando a melhoria permanente do seu desempenho ambiental. A gestão ambiental integra o sistema de gestão global de uma organização. Resolução CONAMA nº 306, de 5 de julho de 2002

sistema deposicional Unidade tridimensional constituída por uma associação de fácies específica, gerada por processos atuantes nos ambientes de uma mesma província fisiográfica ou geomorfológica. Um grupo de sistemas deposicionais contemporâneos é denominado trato de sistemas

sistema eruptivo piroclástico Sistema que compreende uma mistura de gás/ material piroclástico, que se prolonga desde o nível de desintegração da coluna de magma até a superfície da Terra, e uma coluna de erupção visível que se estende desde a superfície da Terra até mais de 50km de altura. São três os principais tipos: pliniano, havaiano e estromboliano

sistema hexagonal Sistema cristalino que inclui a variedade romboédrica, com os cristais possuindo um eixo de simetria único ternário ou senário. Dos quatro eixos cristalográficos, três são horizontais e iguais, cortando-se com ângulos de 1200. O quarto é perpendicular ao plano dos demais e apresenta comprimento diferente

sistema isométrico Sistema cristalino em que os cristais apresentam quatro eixos ternários de simetria, com os três eixos perpendiculares entre si e com comprimentos iguais

sistema monoclínico Sistema cristalino cujos cristais são caracterizados por um eixo de simetria único, binário, ou por um plano de simetria único, ou ainda pela combinação de um eixo binário e um plano de simetria. Os três eixos apresentam comprimentos diferentes, sendo que dois formam um ângulo oblíquo, enquanto o terceiro é perpendicular ao plano formado pelos outros

sistema ortorrômbico Sistema cristalino em que os cristais mostram apenas um único eixo de simetria quaternário, sendo que dos três eixos perpendiculares entre si, os dois horizontais são de igual comprimento

sistema sensor Denominação utilizada para indicar qualquer equipamento capaz de transformar alguma forma de energia em um sinal que pode ser convertido em informação sobre o ambiente. No sensoriamento remoto a energia utilizada é a radiação eletromagnética

sistema separador absoluto Sistema em que as águas residuárias são coletadas, na rede de esgotos, separadamente das águas pluviais

sistema tetragonal Sistema cristalino no qual os cristais apresentam três elementos de simetria binária, sendo que os três eixos com dimensões diferentes são perpendiculares

sistema triclínico Sistema cristalino em que os cristais apresentam apenas um eixo de simetria unitário. Os três eixos com dimensões diferentes formam, entre si, ângulos oblíquos

sistema unitário de esgotos Sistema em que as águas residuárias são coletadas juntamente com as águas pluviais, sendo que as galerias das águas pluviais fazem parte deste sistema.

sistemática (Biologia) Estudo dos tipos e da diversidade de organismos e de todas e quaisquer relações entre eles. Trata, portanto, não apenas do arranjo dos organismos em grupos taxonômicos, mas também, da denominação dos mesmos e das causas e origem desses arranjos

sitófagos Animais que se alimentam de sementes. São um subgrupo dos fitófagos

skolito Denominação aplicada para escavações em forma de tubos verticais, e que foram possivelmente habitados por vermes comedores de suspensão. É um icnofóssil comum em arenitos antigos depositados em águas marinhas rasas

slaking Processo de desagregação de rochas pelíticas, resultante da alternância de secagem e umedecimento

sliding Processo de deslizamento de massas sedimentares através de distâncias consideráveis. Recebe também a denominação genérica de slump structure

sliding reactions Denominação aplicada a reações que ocorrem quando reagentes e produtos coexistem dentro de um intervalo ilimitado de pressão e temperatura

slump Movimento ao longo de um plano de cisalhamento, onde a deformação interna da massa é mínima. Caso o material da borda do talude seja constituído de lama, uma parte do peso das partículas é sustentada pela água que fica retida no sedimento, a qual não tem tempo de ser expulsa quando o acúmulo de sedimento é contínuo, criando um excesso de pressão fluida que pode exceder à estabilidade da massa de lama, fazendo-a liqüefazer-se e deslizar pelo talude

smog Denominação aplicada ao fenômeno da mistura do nevoeiro com a poluição atmosférica

sobrepesca Captura de exemplares de uma espécie aquática em quantidade maior do que a capacidade de reposição natural da sua população

sociedade (Biologia) Tipo de relação harmônica intra-específica em que indivíduos da mesma espécie se agrupam em reuniões ou bandos, de forma permanente, com a obtenção de vantagens para o grupo com a atuação de cada indivíduo

são exemplos clássicos de sociedades a dos cupins, formigas e abelhas

sociosfera Termo empregado pelos modernos ecologistas para designar toda a trama de injunções políticas, tecnológicas, filosóficas e econômicas que determinam a conduta do homem e as tendências da comunidade. 4)3 Cl

sodalita Mineral da família dos feldspatóides que cristaliza no sistema isométrico, classe hexatetraédrica, apresentando comumente cor azul e composição Na4(AlSiO sodificação Processo de aumento do teor de sódio trocável de um solo é incrementado

soil taxonomy Sistema abrangente de classificação americana de solos onde os agrupamentos obtidos inicialmente são os chamados táxons, que agruparão os solos com uma quantidade de propriedades em comum. O táxon que constitui o esqueleto deste sistema, está definido com base em propriedades mensuráveis e observadas no campo. São seis as categorias utilizadas: ordem, subordem, grande grupo, subgrupo, família e série. 2 4 2 solfatara Emanação de gases vulcânicos, constituídos predominantemente por vapor d’água e escassas quantidades de CO2 e H S, com temperaturas compreendidas entre 2500C e 900C. Produz depósitos de S, FeS , NH Cl e H3BO3.

sólidos decantáveis Denominação aplicada a sólidos separáveis em um dispositivo para decantação, conhecido como cone de Imhoff, durante 60 minutos ou 120 minutos

sólidos filtráveis Sólidos que atravessam um filtro que possui a capacidade de reter sólidos com diâmetro maior ou igual a 1 mícron

sólidos platônicos Cinco poliedros regulares- tetraedro, octaedro, hexaedro, icosaedro e dodecaedro- que para Platão representavam os ideais estéticos e racionais

sólidos suspensos Sólidos que ficam retidos em um filtro que possui a capacidade de reter sólidos com diâmetro maior ou igual a 1 mícron

sólidos voláteis Sólidos que se volatilizam quando é alcançada a temperatura de 6000C

solidus Curva ou superfície que separa áreas ou volumes onde estão presentes apenas sólidos, daquela onde coexistem sólidos e líqüidos. Representa a curva que corresponde ao término da cristalização de um magma, ou o início da fusão de um sólido

solifluxão Movimentação lenta de solo ou de outros materiais soltos, saturados de água, encosta abaixo

solo Parcela dinâmica e tridimensional da superfície terrestre, que suporta e mantém as plantas. Seu limite superior é a superfície terrestre, e o inferior é definido pelos limites da ação dos agentes biológicos e climáticos, enquanto seus extremos laterais limitam-se com outros solos, onde se verifica a mudança de uma ou mais das características diferenciais

solo ácido Solo que apresenta valor de pH < 5,6

solo alcalino Solo que apresenta valor de pH igual ou superior a 7,4

solo alóctone Solo desenvolvido de material que não se originou diretamente da rocha subjacente

solo aluvial Solo oriundo de deposições aluviais e, portanto, jovem. Apresenta camadas superpostas, sem inter-relação genética. Tem textura variável desde arenosa até argilosa. A fertilidade pode ser baixa ou alta e, mediante tratos culturais racionais, é passível de boa produção

solo colapsível Solo que quando saturado de água entra em colapso, isto é, sofre recalque sem que haja aumento de carga. Os solos colapsíveis são geralmente representados por aluviões, coluviões e solos residuais submetidos a intensa lixiviação, que produz estruturas porosas

solo eluvial Solo cujo horizonte B se caracteriza por significativo aumento da fração argila em relação aos horizontes A ou E. Uma das feições indicativas desse tipo de solo é a presença de cerosidade

solo enterrado Solo coberto por um depósito de qualquer natureza, inclusive outro solo, usualmente situado a uma profundidade maior do que a espessura de seu solum

solo esgotado Solo em que houve perda da maior parte dos nutrientes disponíveis às plantas, tornando-se necessária a adição de fertilizantes para a recuperação da sua fertilidade.

solo esquelético Solo em que mais de 35% e menos de 90% em volume, de sua massa, é constituído por material mineral com diâmetro maior que 2mm

solo halomórfico Solo cuja qualificação genérica foi muito influenciada pelo excesso de sais, e cujo acúmulo é maior nas depressões

solo hidromórfico Denominação geral utilizada para solos formados sob condições de drenagem deficiente, em pântanos, brejos, áreas de surgência ou planícies, podendo ser orgânicos ou minerais

s olo incéptico Ver solo imaturo

s olo imaturo Solo que apresenta horizontes genéticos indiscriminados ou apenas levemente desenvolvidos, devido ao tempo relativamente curto, em que foi submetido aos processos de formação do solo. Solo incéptico. Solo jovem

solo jovem Ver solo imaturo

solo maduro Solo que apresenta horizontes bem desenvolvidos, produzidos pelos processos naturais de formação do solo, e estando essencialmente em equilíbrio com o meio ambiente atual

solo neutro Solo que apresenta valor de pH compreendido entre 5,6 e 7,4

solo residual Solo formado in situ pela desintegração e decomposição de rochas e a conseqüente intemperização dos minerais. Presume-se que este solo proceda da mesma rocha sobre a qual está assente

solódico Adjetivação utilizada para indicar solos que possuem saturação por sódio entre 6% e 15% no horizonte B ou C, no caso de solos com seqüência de horizontes A-C

solonetz Classe de solos que apresenta uma camada superficial bastante delgada e friável, seguida por outra camada de estrutura colunar, escura, usualmente muito alcalina

solstício Cada um dos pontos da órbita aparente do Sol, nos quais este alcança o seu máximo valor em declinação, e sendo denominados de solstício de verão e solstício de inverno

solução (Química) Mistura homogênea e íntima das partículas de duas ou mais substâncias diferentes, sendo que essas partículas podem ser: moléculas, átomos ou íons. Uma solução é uma mistura e não uma combinação, porque a quantidade dos componentes é variável. Em uma solução verdadeira os componentes só podem ser separados por uma mudança de estado

solução sólida Substituição iônica completa no interior da estrutura de um grupo isoestrutural

solução tampão Solução aquosa na qual a adição de ácidos ou bases resulta em pouca mudança na concentração do íon hidrogênio, ou seja, em pequena mudança de pH

solum Parte superior e mais intemperizada do perfil do solo, e que corresponde normalmente aos horizontes A e B

sombra de radar Zona de não retorno do retroespalhamento das ondas de radar, produzida em uma feição do terreno, quando o ângulo de depressão da frente de onda do Radar de Visada Lateral (RVL) for menor do que o ângulo da pendente da feição do terreno não voltada para a antena do radar.

subarbusto Ver arbúsculo.

somito Denominação utilizada para indicar cada um dos segmentos em que se divide o corpo dos artrópodes

sopé continental Região da margem continental situada entre as isóbatas de 3000m e 4000m, sendo menos inclinada do que a plataforma. Ver também margem continental. 4 sorossilicatos Silicatos caracterizados pela formação de grupos de tetraedros duplos, isolados, formados pelos dois tetraedros SiO compartilhando, entre si, um único oxigênio, situado em um vértice

sota-mar Sentido que coincide com o transporte litorâneo predominante dos sedimentos clásticos

sotavento Face de qualquer elemento geográfico que se encontra voltada para o lado oposto que sopra o vento

squamata Nome de uma ordem dos répteis, representada pelas cobras e lagartos

stockwork Rede entrelaçada de pequenos veios portadores de mineralização, dispostos em uma massa rochosa

stratabound Termo utilizado para indicar determinado depósito mineral que se encontra adstrito ou limitado a uma determinada camada ou estrato sedimentar

stringer Veio estreito ou filamento irregular de substância mineral atravessando uma massa rochosa

subandar Divisão do andar, que pode ser indiviso ou só parcialmente dividido em subandares. O equivalente cronológico do subandar deve ser chamado ainda de idade e não de subidade, termo que não é mais usado. O subandar é definido por meio de estratótipos – de limite

subdelta Porção de um complexo deltáico maior, onde podem desenvolver-se canais distributários com trajetórias mais curtas, com formação de novos lobos deltaicos

subfóssil Restos ou vestígios de organismos que apresentam menos de 6 000 anos

subgrupo (Estratigrafia) Unidade litoestratigráfica formal, constituída pela associação de algumas das formações integrantes de um grupo previamente definido e denominado. O grupo pode ser total ou parcialmente, mas não necessariamente, dividido em subgrupos

subirrigação Tipo de irrigação na qual a aplicação da água é feita abaixo da superfície do solo pela ascensão do lençol freático até a zona radicular das plantas

sublimação Processo físico através do qual uma substância sólida se converte em gás sem passar pelo estado líqüido

sublitorâneo Porção da zona bentônica que se estende desde o nível da maré baixa até a profundidade de cerca de 100m

subseqüente Rio cujo curso se desenvolve ao longo de uma linha de fraqueza, que pode ser uma fratura, uma discordância, um contato entre litotipos etc, apresentando, portanto, controle estratigráfico ou estrutural.

subsidência tectônica Resposta da litosfera, sob a forma de movimentação vertical negativa, a estímulos promovidos por campos de tensões de origem tectônica

subsolagem Processo mecânico utilizado para soltar e quebrar o material do subsolo, com profundidades superiores à 30cm, sem que ocorra a inversão das camadas do solo, permitindo que haja um aumento na infiltração da água de chuva, proporcionando uma maior penetração das raízes e melhorando a aeração escarificação

subsolifluxão Fenômeno de deslizamento de sedimentos submarinos, declive abaixo, por efeito gravitacional.

succívoros Animais que se alimentam de seiva. São um subgrupo dos fitófagos.

sucção capilar Fenômeno originado pela ação de forças capilares, através das quais um líqüido submetido a uma pressão inferior à atmosférica se introduz em um meio poroso.

sucessão ecológica Substituição seqüencial de espécies vegetais e animais em uma comunidade biótica. Compreende todas as etapas do processo, desde a chegada das espécies pioneiras até o clímax. Quando o processo se refere apenas a comunidade de plantas recebe a denominação de sucessão vegetal. O processo de sucessão permite que o ecossistema se recomponha após sofrer um impacto.

suíte Unidade litoestratigráfica formal, constituída pela associação de diversos tipos de uma classe de rocha intrusiva ou metamórfica de alto grau, discriminados por características texturais, mineralógicas ou composição química. As suítes intrusiva e metamórfica consistem de duas ou mais unidades de rochas ígneas ou de alto grau de metamorfismo, respectivamente, compatíveis com o nível hierárquico de formação.

sulco e camalhão Técnica de contenção de fenômenos erosivos que consiste em uma combinação de um pequeno canal com um pequeno dique de terra, depois de uma marcação prévia em contorno, sendo utilizados arados reversíveis.

sulcos de lavagem (ing. rill marks) Canalículos dendriformes, formados pelo escoamento de pequena quantidade de água, que se espalha como um lençol em um fundo relativamente plano.

sulfobactérias Bactérias fotoautotróficas (sulfobactérias púrpuras e verdes) e quimioautotróficas (sulfobactérias incolores), que geralmente obtêm energia a partir da oxidação do sulfeto de hidrogênio (H S) para sulfato. 2 sulfonação Reação química que permite introduzir, em uma molécula, um ou mais radicais sulfônicos pela ligação direta carbono/enxofre.

sulfonas Compostos orgânicos derivados dos ácidos sulfônicos pela substituição da hidroxila por radical alcoíla ou arila.

sumidouro Poço destinado a receber o efluente da fossa séptica e também permitir que haja infiltração deste efluente.

superfície de inundação marinha Superfície que separa estratos mais novos de estratos mais antigos, através da qual há evidências de um aumento abrupto na profundidade da água. Este aprofundamento comumente está acompanhado por erosão submarina de pequeno porte, devido ao rejuvenescimento da drenagem, ou a um deslocamento de fácies em direção à bacia, indicado por um pequeno hiato.

superfície de reativação Superfície de descontinuidade inclinada que corta as lâminas frontais, sendo originada pela oscilação ou mudança no mecanismo de fluxo.

superfície Lambertiana Superfície perfeitamente difusora onde a radiância não varia com a direção. A intensidade radiante da superfície Lambertiana varia com o co-seno do ângulo entre a direção de definição do ângulo sólido e à normal à superfície, ou seja, obedece à lei do co-seno de Lambert.

superfície piezométrica Representação da superfície geométrica das águas subterrâneas em aqüíferos artesianos cujos pontos estão a uma elevação igual a altura do nível piezométrico.

superfícies estratais Ver conformidades.

supergrupo Unidade litoestratigráfica formal, constituída pela associação de vários grupos ou de grupos e formações que possuam características litoestratigráficas significativas que os inter-relacionam.

superimposto Rio cujo curso corta as estruturas geológicas já existentes, sendo portanto mais jovem do que as referidas estruturas.

súpero (Botânica) Ovário que se encontra situado acima da inserção dos demais verticilos florais, sendo livre do perianto.

superplasticidade Fenômeno que consiste na deformação plástica continuada, devido a deslizamentos intracristalinos, em rochas muito finas, e que pode alcançar altos valores, ainda que sob tensões constantes.

surfactante Substância constituída de moléculas de caráter duplo, consistindo em um grupo polar e outro não-polar, destinada a modificar a tensão superficial.

surto Epidemia de proporções reduzidas, atingindo pequenas comunidades humanas.

muitos estudiosos restringem o termo para o caso de instituições fechadas, enquanto outros o usam como sinônimo de epidemia.

suscetível Qualquer pessoa ou animal que supostamente não possui resistência suficiente contra um determinado agente patogênico que a proteja da enfermidade caso venha a entrar em contato com este agente.

sustentabilidade Conceito associado ao Desenvolvimento Sustentável, envolve as idéias de pacto intergeracional e perspectiva de longo prazo. Sustentabilidade é a capacidade de um processo ou forma de apropriação dos recursos continuar a existir por um longo período. Ver também Sustentabilidade Ambiental, Sustentabilidade Social.

sustentabilidade ambiental Conceito associado ao Desenvolvimento Sustentável, envolve a utilização racional dos recursos naturais, sob a perspectiva do longo prazo. A utilização sustentável dos recursos naturais é aquela em que os recursos naturais renováveis são usados abaixo da sua capacidade natural de reposição, e os não renováveis de forma parcimoniosa e eficiente, aumentando sua vida útil. Em termos de energia, a sustentabilidade preconiza a substituição de combustíveis fósseis e energia nuclear por fontes renováveis, como a energia solar, a eólica, das marés, da biomassa, etc. A sustentabilidade ambiental é caracterizada pela manutenção da capacidade do ambiente de prover os serviços ambientais e os recursos necessários ao desenvolvimento das sociedades humanas de forma permanente. ver também Desenvolvimento Sustentável, Indicadores de desenvolvimento Sustentável, Serviços Ambientais, Sustentabilidade, Sustentabilidade Social.

sustentabilidade social Conceito associado ao Desenvolvimento Sustentável, envolve a melhoria e a manutenção do bem estar social, encarado numa perspectiva de longo prazo. Em termos sociais, sustentabilidade significa distribuição de renda mais eqüânime, aumento da participação dos diferentes segmentos da sociedade na tomada de decisões, eqüidade entre sexos, grupos étnicos, sociais e religiosos, universalização do saneamento básico e do acesso a informação e aos serviços de saúde e educação, etc. A sustentabilidade social está associada tanto ao bem estar material da população quanto a sua participação nas decisões coletivas.Ver também Desenvolvimento Sustentável, Indicadores de desenvolvimento Sustentável, Serviços Ambientais, Sustentabilidade, Sustentabilidade Ambiental.

synaeresis Gretas que se desenvolvem quando as argilas ainda estão submersas, devido à expulsão da água contida nos flocos, originalmente grandes e moles. A expulsão é devida ao efeito causado pelo peso dos flocos superpostos.

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T (Pedologia) Símbolo que representa a capacidade de troca de cátions no solo, sendo expresso pela fórmula T= S + H+ + Al+++

t (Pedologia) Símbolo utilizado exclusivamente com o horizonte B, para designar relevante acumulação ou concentração de argila (fração < 0,002mm), que tanto pode ter sido translocada por iluviação, como ter sido formada no próprio horizonte, ou por concentração relativa devido a destruição ou perda de argila do horizonte A . c Ta Denominação utilizada para argila de atividade alta, ou seja, aquela que determinada a pH 7,0 apresenta CTC igual ou superior a 27 cmol /kg de argila, sem correção para carbono orgânico. c Tb Denominação utilizada para argila de atividade baixa, ou seja, aquela que, determinada a pH 7,0 apresenta CTC< a 27 cmol /kg de argila, sem correção para carbono orgânico.

tabaiacu Nome indígena para indicar um recife alongado e pouco sinuoso, situado próximo da praia.

tabatinga Denominação regional utilizada para indicar material argiloso em geral, e com colorações diversas. Os indígenas usavam esta denominação apenas para o barro branco.

tafocenose Associação fossilífera representada por organismos resultantes da seleção de tamanhos e da necrofagia, seguida de soterramento por sedimentos.

tafonomia Ramo da Paleontologia voltado à investigação das condições e processos que propiciaram a preservação de restos de animais ou vegetais fósseis. 3 talco Mineral que cristaliza no sistema monoclínico, classe prismática e composição Mg (Si4O10) (OH)2. Apresenta dureza 1na escala de Mohs, mostrando brilho nacarado a gorduroso, cor verde-maçã, cinza ou branco, sendo untoso ao tato.

talófitas Vegetais desprovidos de raiz, caule e folhas, englobando as algas pluricelulares, e que juntamente com as briófitas constituem o grande grupo das plantas avasculares. O corpo das talófitas é chamado de talo.

talude Superfície inclinada do terreno na base de um morro ou de uma encosta de vale onde se encontra um depósito de detritos. O termo é topográfico e utilizado muita vezes em geomorfologia. Quando seguido de um qualitativo, adquire uma conotação genética, tal como talude estrutural, talude de erosão, talude de acumulação etc.

talude continental Porção integrante da Margem Continental, situado entre a Plataforma Continental e o Sopé Continental. Nas costas onde não se configura, o talude passa diretamente à Planície Abissal ou Fundo Oceânico. Sua inclinação é maior que as da plataforma e do sopé. Encontra-se situado entre as isóbatas de 180 m e 3 000 m.

talude insular Zona de declive do relevo submarino que vem em continuação ao planalto insular. Promove a ligação, por intermédio de um forte declive, da zona do planalto insular com a zona abissal

talvegue Linha que passa pelos pontos mais profundos de um vale.

tanatocenose Conjunto de fósseis, cuja associação ocorre somente após a morte dos organismos constituintes. É o que ocorre com o plâncton e o nécton, que se acumulam no fundo dos mares, misturando-se aos seres do bentos.

tanque de aeração Unidade na qual o ar é injetado na água residuária, com o objetivo de fornecer oxigênio necessário para a respiração dos microrganismos, que oxidam a matéria orgânica existente. O tanque de aeração é parte do processo de tratamento das águas residuárias.

tanque imhoff Tipo de decantador de águas residuárias, constituído de uma câmara superior, destinada à decantação, e outra inferior, destinada à digestão da matéria orgânica depositada.

tanque químico Tanque no qual as substâncias químicas são armazenadas em solução, antes de serem utilizadas nos processos de tratamento da água para consumo humano ou de águas residuárias.

tanque sifonado Tanque ou caixa que permite elevar até a superfície o material leve, e aí retê-lo até sua remoção, enquanto a água residuária escoa.

tantalita Mineral que cristaliza no sistema ortorrômbico, classe bipiramidal, composição (Fe,Mn) Ta2O6, cor preto de ferro e densidade 5,2 a 7,9, variando de acordo com o aumento da percentagem de óxido de tântalo presente. Constitui um série isomorfa contínua com a columbita, que apresenta composição (Fe, Mn)Nb2O6.

taquilito Denominação aplicada a uma variedade de vidro basáltico, quase anidro, parcial ou completamente constituído por micrólitos de óxido de Fe/Ti, e que se apresenta opaco quando observado em luz transmitida. Quando se mostra transparente é denominado sideromelano.

taquitélico (Biologia) Tipo de evolução que se processa a um ritmo mais rápido que o normal, para o grupo a que pertence a espécie em questão. A evolução do Homem foi rápida se comparada a de outros primatas.

tasmanite Microfóssil de algas unicelulares marinhas que apresenta forma esférica ou lenticular, com diâmetro de 100micra a 600 micra, e paredes espessas constituídas de matéria orgânica. Presente do Ordoviciano ao Terciário.

taxa de letalidade Coeficiente resultante da razão entre o número de óbitos decorrentes de uma determinada enfermidade e o número de pessoas que foram realmente acometidas pela doença, expresso sempre em percentual

taxon Qualquer unidade taxonômica, sem especificação da categoria.

taxonomia Estudo teórico da classificação, incluindo as suas bases, princípios, procedimentos e regras, sendo o termo táxon utilizado para designar um grupo de organismos de qualquer categoria.

taxonomia numérica (Biologia) Agrupamento de unidades taxonômicas em táxons por métodos numéricos, com base no estudo de seus caracteres. Os taxons são agrupados de acordo com a quantidade de características comuns que apresentam.

tectofácies Soma das características tectônicas primárias de um depósito, ou o aspecto tectônico de uma unidade estratigráfica.

tectônica Ramo da Geotectônica voltada a investigar a morfologia e a associação espacial das estruturas.

tectossilicatos Silicatos cujas estruturas apresentam todos os íons de oxigênio da cada tetraedro SiO , compartilhados com os tetraedros vizinhos. 4 tegumento Envoltório externo da semente. Testa.

telemagmático Depósito mineral hidrotermal localizado distante de sua fonte magmática.

telescopagem Fenômeno de superposição espacial de concentrações minerais, características de condições genéticas diferentes. É típico de regiões vulcânicas, ocorrendo também em jazidas plutogênicas epitermais, causado pela superposição de isogeotermas como conseqüência do baixo valor do grau geotérmico. É, portanto, um fenômeno resultante de gradientes geotérmicos rápidos, característicos de corpos ígneos que se resfriam bruscamente nas proximidades da superfície, causando a superposição de fases minerais de temperaturas diferentes, a exemplo do Au e Ag, e do Sn e Ag.

teletermal Depósito mineral hidrotermal formado em profundidade rasa e temperatura média, com pouca ou nenhuma alteração da rocha encaixante.

temperatura do ponto de orvalho Temperatura na qual ocorrerá saturação se o ar se esfriar a uma pressão constante, sem aumento ou diminuição da quantidade de vapor d’água.

temperatura fisiológica Temperatura experimentada por um organismo vivo, inclusive o homem, e que depende da temperatura do ar bem como da taxa de perda de calor proveniente deste organismo.

tempestito Depósito sedimentar de tempestade, mostrando evidências de violenta perturbação dos sedimentos preexistentes, seguida de sua rápida redeposição em ambiente marinho de águas rasas.

tenacidade Resistência que um mineral oferece ao ser rompido, esmagado, curvado ou rasgado, representando a sua coesão.

tensão (ing. stress) Força por unidade de área que tende a deformar um corpo em uma dada direção, sendo que a unidade de área inclui o ponto no qual a tensão é analisada.

tensiômetro Instrumento utilizado para medir a umidade do solo, sendo composto de um copo de cerâmica permeável, poroso, ligado através de um tubo a um manômetro. O aparelho é preenchido com água, introduzido no solo, sendo as leituras efetuadas com o manômetro.

tensoatividade Propriedade apresentada por uma substância, quando adicionada a uma meio líqüido, de modificar as características deste meio na sua superfície ou interface. É a capacidade de uma substância de alterar a tensão superficial de um liquido ao qual seja adicionada.

teor (Geologia) Quantidade de um determinado elemento presente em um mineral, minério ou rocha.

teor limite Teor mínimo do minério que pode ser recuperado economicamente.

teor recuperável Taxa de recuperação de minério, considerada com o processo de beneficiamento ou tratamento utilizado, como moagem, britagem etc.

teoria de Milankovitch Teoria segundo a qual as mudanças climáticas resultariam de flutuações nas distribuições geográficas e sazonais da insolação, determinadas por variações dos elementos orbitais da Terra, tais como, a excentricidade, o adernamento do eixo de rotação e a distância do periélio.

teoria de ruptura de Griffith A energia necessária para romper um corpo de prova não se distribui uniformemente pelo corpo, havendo enérgicas concentrações de tensões que se propagam a partir de fissuras microscópicas caoticamente distribuídas no material.

tépala (Botânica) Segmento do perigônio de uma flor. Denominação também dada ao conjunto cálice e corola quando os elementos que o constituem (sépalas e pétalas) não se distinguem, a não ser por sua posição.

tepee Estrutura sedimentar semelhante às tendas índias e que ocorre em carbonatos intermarés e supramarés. É constituído por bordas dobradas de megapolígonos em forma de prato, que são normalmente truncados antes da deposição da camada superior. É indicativa de exposição subaérea, clima árido a semi-árido e deposição atrás de uma barreira.

terciário Denominação atualmente em desuso, e anteriormente utilizada para indicar o período mais antigo da Era Cenozóica, a qual se estende desde 65 milhões de anos até os nosso dias. Modernamente foi substituído pelos períodos Paleogeno, incluindo as épocas referidas como Paleoceno, Eoceno e Oligoceno, e Neogeno, que se encerrou há aproximadamente 1,75 milhões de anos, e constituído pelas épocas denominadas de Mioceno e Plioceno.

teredo Ver gusano.

terminação periclinal Local, em um mapa, em que uma camada dobrada mostra sua máxima curvatura. Existe, portanto, um nariz para cada camada da dobra.

termo-osmose Escoamento de um líquido através de um meio poroso, causado por diferenças de temperaturas.

termoclina Camada de água de um lago situada entre o epilímnio e o hipolímnio, na qual o gradiente de temperatura ultrapassa 10 C por metro.

termoclina principal Termoclina situada a uma tal profundidade no oceano, que encontra-se livre das mudanças sazonais da temperatura atmosférica.

termoluminescência Propriedade apresentada por alguns minerais de emitirem luz visível quando aquecidos a uma temperatura abaixo do vermelho.

terapsídeos Répteis extintos que apresentavam alguns caracteres próprios dos mamíferos como os dois côndilos ocipitais e os dentes altamente diferenciados em incisivos, caninos e molares. Estiveram presentes do Permiano ao Jurássico.

terófitos Plantas anuais, cujo ciclo vital é completado por sementes que sobrevivem à estação desfavorável, ocorrendo em áreas campestres, desertos e regiões semi-áridas.

terra diatomácea Depósito terroso, friável, composto essencialmente de camadas de sílica amorfa, remanescentes de carapaças de diatomáceas.

terra fina seca ao ar Fração do solo utilizada normalmente nas análises químicas e físicas. Consiste na parte da amostra de solo que passa através a peneira de 2mm de abertura, após o mesmo ter sido colocado para secar ao ar, até alcançar o equilíbrio com o grau de umidade da atmosfera ambiente.

terra fina seca na estufa Amostra de terra fina seca ao ar seca em estufa a 1050C-1100C, por 24 horas, ou então até alcançar peso constante.

terra preta do índio Solo com horizonte A bastante espesso e escuro, normalmente com alto conteúdo de fósforo e matéria orgânica, e apresentando restos de cerâmica indígena.

terra roxa Nome genérico aplicado aos solos avermelhados, derivados principalmente de rochas básicas. Inclui a Terra Roxa Estruturada e o Latossolo Roxo.

terras raras Elementos químicos cujos números atômicos estão situados entre 57 (Lantânio) e 71 (Lutércio). Também denominados lantanídeos, estão contidos unicamente em minerais acessórios tais como zircão, monazita, allanita e apatita. Aqueles com número atômico entre 57 e 62 são denominados terras raras leves, enquanto os demais são chamados terras raras pesados.

terraceadora Plaina especial que apresenta lâmina de aço especial para executar serviços de terraceamento, sendo mais curta e compacta que a niveladora de estrada e com menor raio de curva, apresentando-se, portanto, melhor adaptada a executar as curvas de nível.

terraço Superfície horizontal ou levemente inclinada, constituída por depósito sedimentar, ou superfície topográfica modelada pela erosão fluvial, marinha ou lacustre, e limitada por dois declives no mesmo sentido. Pode ser classificado como marinho, lacustre, fluvial etc.

terraço de diversão Estrutura constituída por um canal e um camalhão de terra na parte de baixo, construída no sentido inverso do maior declive do terreno, e apresentando um pequeno caimento para orientar a enxurrada, em baixa velocidade, em direção ao local de escoamento desejado.

terraço-patamar Técnica utilizada em terrenos que apresentam forte inclinação, com o intuito de proteger culturas perenes de grande valor, como pomares, vinhedos dentre outras. Prática bastante antiga para conservação do solo de regiões montanhosas, sendo inclusive utilizada pelos Incas.

terral Ver brisa terrestre.

terremoto Perturbação que ocorre no interior da Terra, provocando numerosos tremores que alcançam a superfície, podendo ser de foco profundo e de foco pouco profundo (raso). As ondas de um terremoto são de três tipos : P (primárias), S (secundárias) e L (longas)

terreno metamórfico Grupo de rochas metamórficas que se comporta tectonicamente como uma entidade distinta, singular, no decorrer de um episódio orogênico, podendo incluir uma ampla variedade de tipos litológicos e graus metamórficos distintos.

terreno suspeito Corpo rochoso de extensão regional, limitado por falhas e caracterizado por seu conteúdo litológico, fossilífero e história geológica distintas daquelas das regiões vizinhas. Geralmente é considerado alóctone, incorporado às margens ativas por acreção às zonas cratonizadas, podendo em alguns casos ser considerado como uma microplaca.

teso Denominação regional da Ilha de Marajó para “ilhas de mata”, vistas em meio aos campos alagáveis, devido a sua posição um pouco mais elevada. São em sua maioria, formações florestais secundárias.

testa (Botânica) Ver tegumento.

teste presuntivo Teste bacteriológico que permite a identificação e a avaliação quantitativa das bactérias do grupo coliforme em águas, sendo baseado exclusivamente na capacidade que possuem esses seres de fermentar a lactose produzindo gás.

testudines Nome de uma ordem dos répteis, representada pelas tartarugas, cágados e jabutis.

teto (Palinologia) Camada mais externa da exina, formada pela união lateral dos processos radiais da sexina. Geralmente é camada mais ou menos homogênea da ectosexina, separada distintamente da nexina por uma zona baculada da endosexina.

teto (Geologia Estrutural) Bloco rochoso situado acima do plano de falha, quando este é inclinado. Quando a falha é vertical esta distinção não existe. Capa ou Muro.

teto (Mineração) Superfície limitante de uma jazida, situada entre o corpo mineralizado e a lapa.

teto espessado (Palinologia) Teto pelo menos duas vezes tão espesso quanto a endosexina.

teto tênue (Palinologia) Teto delgado, cuja espessura não excede a metade do comprimento dos báculos da endosexina.

tetracorais Grupo de celenterados que viveu no Paleozóico, apresentando esqueletos constituídos de calcita, ao contrário dos corais modernos (hexacorais), cujo esqueleto é de aragonita.

tétrade (Palinologia) Conjunto constituído de quatro esporos ou grãos de pólen, originados da mesma célula-mãe.

tétrade tetraédrica (Palinologia) Tétrade na qual três grãos de pólen estão situados em um mesmo plano, com o quarto em um plano diferente.

tétrade tetragonal (Palinologia) Tétrade na qual os quatro grãos de pólen estão situados em um mesmo plano.

tetraexaedro (Cristalografia) Forma composta de vinte e quatro faces, configuradas em um triângulo isósceles, cada uma das quais cortando um eixo à distância unitária, e cortando o segundo eixo segundo algum múltiplo, sendo paralela ao terceiro eixo.

textura (Sensoriamento Remoto) Combinação da magnitude e freqüência da variação tonal em uma imagem, sendo produzida pelo efeito conjunto de todas as pequenas feições que compõem uma área particular na imagem.

textura arenosa (Pedologia) Compreende a classe textural areia e areia franca.

textura argilosa (Pedologia) Compreende as classes texturais de solos ou parte delas, que apresentam na composição granulométrica de 35% a 60% de argila.

textura do solo Proporção relativa das frações granulométricas (areia, silte e argila) que compõem a massa do solo.

textura média (Pedologia) Compreende as classes texturais de solos ou parte delas, que apresentam na composição granulométrica menos de 35% de argila e mais de 25% de areia, excluídas as classes texturais areia e areia franca.

textura muito argilosa (Pedologia) Compreende classes texturais de solos que apresentam na composição granulométrica mais de 60% de argila.

textura siltosa (Pedologia) Compreende parte das classes texturais de solos que apresentam menos de 35% de argila e menos de 15% de areia.

thamnophilidae Nome de uma família das aves, representada pelas papa-formigas, papa-toacas, choquinhas, chororós dentre outras.

threskiornithidae Nome de uma família das aves, representada dentre outras pelos colhereiros e curicacas.

ticopotâmico Denominação aplicada à organismos aquáticos que crescem vigorosamente em águas estagnadas de rios ou riachos.

tidalito Sedimento resultante da deposição alternada de correntes, de tração de maré e decantação a partir de suspensão.

tigmotropismo Resposta de um organismo ao estímulo mecânico.

tignotropismo Resposta de um indivíduo ao contato com superfícies adjacentes.

tijuco Denominação aplicada a um terreno coberto de lama escura.

tilito Sedimento consolidado, depositado pela ação de geleiras.

tilo Proliferação de determinadas células de parênquima axial ou radial adjacentes ao vaso, cujo lúmen invade, através da cavidade das pontuações respectivas.

pode bloquear parcial ou totalmente o vaso.

tilóide (Geologia) Sedimento semelhante a um tilito, mas cuja origem é desconhecida.

tilóide Proliferação de uma célula epitelial de parede delgada, para o interior de um canal intercelular.

tinamiformes Nome de uma ordem da Classe Aves, representada dentre outras pelos macucos, inhambus, perdizes e codornas.

tindalização Método de esterilização que consiste em duas ou três autoclavagens sob vapor fluente a uma temperatura relativamente baixa, intercaladas com períodos de repouso com duração compreendida entre 12 horas a 24 horas em temperatura ambiente ou estufa a 370C. É empregada principalmente para a destruição da flora esporulada contaminante de meios ou soluções nutrientes instáveis às temperaturas compreendidas entre 1100C e 1200C.

tio-bacilos tio-oxidans Bactéria oxidante do enxofre, que, quando presente em esgotos, converte o enxofre em ácido sulfúrico.

tirantes Elementos que, ancorados em uma rocha ou em um solo estável e trabalhando sob tração, sustentam um muro de contenção. O elemento tracionador é constituído por barras ou fios de aço. 4 titanita Mineral que cristaliza no sistema monoclínico, com cores cinza, castanha, verde, amarela e preta, e composição CaTiO (SiO ). Mostra comumente brilho intenso e cristais configurados em cunha. Usualmente o ferro encontra-se presente em pequenas quantidades. Esfeno.

tolerância crítica (Ecologia) Concentração máxima de metais, a partir da qual os efeitos sobre os organismos passam a ser tóxicos.

tolerância de perda de solo Quantidade máxima de terra que pode ser perdida por erosão, expressa em toneladas por unidade de superfície e por ano, mantendo ainda o solo elevado nível de produtividade por longo período de tempo.

tolóide Cone em forma de domo encontrado no interior de uma cratera vulcânica.

tômbolo Barra de areia que une uma ilha ao continente, ou que conecta duas ou mais ilhas.

tonalidade(Sensoriamento Remoto) Cor ou brilho dos objetos que compõem uma cena, estando relacionado às propriedades de reflectância dos materiais e da porção do espectro eletromagnético coberto pela imagem. 2 topázio Mineral que apresenta composição Al (SiO4)(F,OH)2 e cristaliza no sistema ortorrômbico, classe bipiramidal, com dureza extremamente elevada, 8 na escala de Mohs, brilho vítreo e coloração variada: incolor, amarelo palha, róseo, amarelo vinho, azulado e esverdeado. As faces do prisma mostram-se freqüentemente estriadas. É utilizado como gema.

topázio oriental.. Denominação aplicada a uma variedade amarela do coríndon.

toposseqüência (Pedologia) Seqüência de solos relacionados que diferem uns dos outros, principalmente devido à topografia como fator de formação do solo.

torete Peça de madeira com ou sem casca, com diâmetro máximo, sem casca, inferior a 200 mm.

tornado Denominação aplicada a uma coluna giratória e violenta de ar que estende-

se para baixo de uma nuvem cumulonimbus. Sempre começa com a nuvem em forma de funil, sendo que somente é chamado de tornado quando toca a superfície da Terra. A maioria de tornados giram em sentido ciclônico quando observados de cima, mas alguns podem girar em sentido anti-ciclônico. São visíveis em virtude da poeira e sujeira levantadas do solo e pelo vapor d’água condensada. A pressão baixa dentro do funil provoca a expansão e o resfriamento do ar, resultando na condensação do vapor d’água. A maioria de tornados tem o diâmetro de 100 a 600 metros. Alguns apresentam poucos metros de largura, enquanto outros excedem os 1600 m.

tornado de múltiplos vórtices Tornado que contem dois ou mais pequenos e intensos remoinhos, chamados vórtices de sucção, orbitando o centro da circulação maior do tornado. Quando um tornado não contem mais poeira e sujeira, as vezes estes vórtices de sucção são magnificamente visíveis. Estes vórtices podem formar-se e desaparecer dentro de poucos segundos. Podem ocorrer em vários tamanhos de tornados.

torrão Massa compacta e coerente de material do solo, usualmente produzida artificialmente pela atividade do homem, quando do arar e escavar o solo.

toxafeno Mistura complexa de derivados do canfeno clorado, contendo cerca de 68% de cloro. É insolúvel na água, mas altamente solúvel nos solventes orgânicos e óleos. Possui uma elevada persistência no ambiente, e mostra-se tóxico para os peixes.

trabalho em contenção (Engenharia Genética) Qualquer atividade ou manipulação de OGMs (organismos geneticamente modificados) em condições que não permitam o seu escape ou liberação para o meio ambiente. Resolução CONAMA nº 305, de 12 de junho de 2002.

traçador (ing. spike) Substância cuja composição isotópica, perfeitamente conhecida, é totalmente diferente daquela de outra substância, que se deseja medir.

traço de falha Ver linha de falha.

traços de plumas Ver cadeias assísmicas.

trado Equipamento algo rudimentar, utilizado em sondagem pouco profunda de solos, até cerca de 15m, constituído por lâminas cortantes que podem se apresentar espiraladas ou convexas. Os tipos mais comuns são o trado holandês, o de rosca e o de caneco.

transferência gasosa Um dos processos de diferenciação magmática, na qual as bolhas dos gases ascendentes podem coletar e transportar, de um lugar para o outro, constituintes voláteis do magma.

transgênico Planta ou um animal que teve incorporado, de maneira estável um ou mais genes oriundos de outra célula ou organismo, os quais podem ser transmitidos para as gerações futuras.

transgressão marinha Invasão de uma grande extensão de terra pelo mar, com a conseqüente deposição de sedimentos marinhos em discordância com as rochas mais antigas.

transmissão (Biologia) Transferência de um agente etiológico vivo (patógeno) de uma fonte primária de infecção para um novo hospedeiro. A transmissão pode ocorrer de forma direta ou indireta.

transmissão direta Transferência do agente etiológico sem a interferência de veículos (vetores).

transmissão direta imediata Transmissão direta em que há contato físico entre a fonte primária de infecção e o novo hospedeiro.

transmissão direta mediata Transmissão direta em que não há contato físico entre a fonte primária de infecção e o novo hospedeiro. A transmissão se faz por meio das secreções oronasais (gotículas de flügge).

transmissividade (Hidrogeologia) Quantidade de água que pode ser transmitida horizontalmente por toda a espessura saturada do aqüífero.

transporte total Carga transportada por uma corrente sem que nenhuma porção fique em repouso.

trape Erupção de natureza basáltica, formadora de extensos platôs, que empilhados conferem à paisagem uma aparência de degrau devido às terminações bruscas de cada derrame.

trapezoedro (Cristalografia) Forma composta de vinte e quatro faces, configuradas em trapézio, cada uma das quais cortando um dos eixos cristalográficos, à distância unitária, e os outros dois, a múltiplos iguais. Trioctaedro tetragonal.

tratamento anaeróbico Estabilização de resíduos orgânicos, efetuada pela ação de microrganismos na ausência de oxigênio. Refere-se normalmente ao tratamento por fermentação metanogênica.

tratamento biológico Forma de tratamento da água residuária, na qual a ação bacteriológica ou bioquímica é intensificada para estabilizar, oxidar e nitrificar a matéria orgânica presente.

tratamento com carvão ativado Processo utilizado para remoção das substâncias orgânicas presentes na água bruta ou poluída, pela absorção destas substâncias pelo carvão ativado.

tratamento de água Conjunto de ações destinado a alterar as características físicas e/ou químicas e/ou biológicas da água, de modo a satisfazer o padrão de potabilidade adotado pela autoridade competente.

tratamento por oxidação Processo pelo qual, através da atuação de organismos vivos na presença de oxigênio, a matéria orgânica contida na água residuária é convertida em uma forma mais estável ou mineral.

travertino Calcário duro, denso, finamente cristalino, compacto ou maciço, por vezes concrecionário, de coloração branca, castanha amarelada, creme, muito vezes apresentando uma estrutura fibrosa ou concêntrica e fratura lenhosa (splintery), formado pela precipitação química rápida de carbonato de cálcio, a partir de soluções presentes em águas superficiais ou subterrâneas.

travessa (Mineração) Galeria sensivelmente horizontal e que faz ângulo acentuado com a direção da jazida.

trem de ondas Conjunto de ondas que apresentam a mesma direção e o mesmo sentido de propagação.

tríade (Palinologia) Conjunto constituído por três grãos de pólen originados por meiose irregular de uma célula-mãe.

triangulação Método de levantamento topográfico no qual as estações são pontos do terreno, que estão localizados nos vértices de uma cadeia ou rede de triângulos.

os ângulos dos triângulos são medidos através de instrumentos, e os lados escolhidos, denominados bases, apresentam comprimentos obtidos por medição direta no terreno.

triássico Período que inicia a Era Mesozóica, com duração compreendida aproximadamente entre 250 e 203 milhões de anos. Foi definido pelo geólogo alemão von Alberti, em 1834, em referência a tri = três, já que na sua localidade-tipo, na Alemanha, esse período é caracterizado por três tipos de rocha: Buntsandstein (arenito fluvial vermelho), Muschelkalc (calcário marinho fossilífero) e Keuper (evaporitos e arenitos continentais). É subdivido em Inferior, com os andares Induano e Olenekiano Médio, com os andares Anisiano e Ladiniano e Superior, com os andares Carniano, Noriano e Rhetiano. No início do Período Triássico, praticamente todos os continentes estavam aglomerados em um supercontinente chamado Pangea. Esse grande e único continente era circundado por um vasto oceano chamado Panthalassa (correspondente ao atual Oceano Pacífico), por um pequeno mar à leste chamado Tethys (correspondente ao atual Mar Mediterrâneo).

e por um proto - Oceano Ártico, à norte. A fauna marinha não é muito variada no Triássico, já que cerca de 90% das espécies haviam desaparecido na grande extinção do final da Era Paleozóica. As novas espécies, como corais modernos, moluscos bivalves e répteis marinhos, por exemplo, ainda não tinham proliferado e se diversificado o suficiente para povoar completamente os mares. Em terra, vários grupos de répteis apareceram, como crocodilos, répteis voadores e dinossauros. No final desse período também são encontrados os primeiros fósseis de mamíferos.

triboluminescência Propriedade apresentada por alguns minerais de se tornarem luminosos ao serem esmagados, riscados ou esfregados.

tributário Ver afluente.

trichechidae Nome de uma família dos mamíferos, representada pelos peixes-bois.

tridimita Polimorfo de alta temperatura do quartzo, e que ocorre usualmente como escamas ou cristais diminutos, delgados, tabulares, brancos ou coloridos. É estável entre 8700 C e 14700C, apresenta estrutura ortorrômbica (alfa-tridimita) em temperatura baixa, e uma estrutura hexagonal (beta-tridimita) em temperatura mais elevada.

trifina Camada mais externa do esporoderma, nos grãos de pólen, e formada pela deposição de restos do protoplasma do tapeto e glóbulos oleosos sobre a exina.

trihalometanos Compostos metano halogenados, que podem ser detectados nos sistemas públicos de abastecimento de água. São o resultado da reação química do cloro aplicado durante a desinfecção da água, com substâncias húmicas, resultantes da decomposição orgânica normal ou do metabolismo da biota aquática. O principal trihalometano presente nas águas dos sistemas públicos de abastecimento é o clorofórmio.

trilobita Artrópode marinho que viveu na Era Paleozóica, extinto ao final do Permiano. O corpo apresentava-se dividido em três partes: céfalo, tórax e pigídio, sendo que as duas últimas eram constituídas de somitos trilobados, motivo da denominação do grupo. O comprimento variava, em geral, entre 2cm e 10cm, sendo que, algumas formas, contudo, chegaram a alcançar 70cm (uralichas). Eram revestidos por uma carapaça quitinosa, mineralizada na porção dorsal (carbonato de cálcio e fosfato de cálcio).

trincheira Escavação longa e pouco profunda, com base geralmente retangular, executada em superfície.

trincheira de vedação Trincheira preenchida com material impermeável para evitar ou minimizar a percolação da água na fundação de uma estrutura, ou aumentar o caminho de percolação

trioctaedro tetragonal (Cristalografia) Ver trapezoedro

trochilidae Nome de uma família das aves, representada pelos beija-flores

trófila Planta adaptada às alternâncias da vida aquática e da vida ao seco . É encontrada em pantanais que enchem-se de água na época das chuvas e secam no verão.

tromba d’água Tornado que se forma ou passa por sobre a água. O funil é visível em virtude das nuvens de vapor d’água condensadas. As trombas d’água podem assumir muitas formas e freqüentemente ocorrem em séries ou famílias são mais freqüentes sobre águas tropicais e subtropicais

trona Mineral que se apresenta em depósitos lacustres salgados, com composição Na H(CO 3 3)22H2O e cristalizando no sistema monoclínico

tronco Ver fuste tropismo Orientação de um organismo em relação a um estímulo externo, que pode ser positivo, quando o organismo se aproxima do estímulo, ou negativo, quando se afasta do estímulo

tropopausa Parte superior da troposfera caracterizada pelas condições de inversão de temperatura que efetivamente limitam a convecção e outras atividades do tempo atmosférico. A altura da tropopausa não é constante, variando no tempo e no espaço. Contudo, sua altitude é mais elevada no Equador (16 km), onde existe aquecimento e turbulência convectiva vertical, e é mais baixa nos pólos, onde tem apenas 8 km

troposfera Camada mais baixa da atmosfera que contém cerca de 75% da massa gasosa total da atmosfera, e virtualmente a totalidade do vapor d’água e dos aerossóis. Portanto, é nela onde os fenômenos do tempo atmosférico e a turbulência são mais marcantes, e tem sido descrita como a camada da atmosfera que estabelece as condições do tempo. Por estas razões, torna-se de importância direta para o homem. Na troposfera a temperatura diminui a uma taxa de 6,50 C por quilômetro e pode ser dividida em três camadas, tendo como por base o mecanismo dominante para as trocas de energia, estas camadas são a camada laminar, a friccional e a atmosfera livre

trovão Ruído resultante do súbito aquecimento e da repentina expansão do ar ao longo da trajetória de um raio

trovoada multi-célula Trovoada formada quando uma corrente ar frio descendente de uma célula atinge a superfície, forçando o ar úmido e quente para cima

o ar em elevação condensa e gradualmente forma uma nova trovoada. Sendo assim, é possível que um grupo de trovoadas cresçam em estágios diferentes de desenvolvimento

trovoada super-célula Trovoada com a rotação de corrente de ar ascendente, chamada mesociclone. A maior diferença entre as trovoadas super-células e as multi - células é o elemento de rotação em super-células. O mesociclone é responsável pelas principais diferenças das super-células com relação aos outros tipos de trovoadas fracas. Como qualquer tipo de trovoada, uma super-célula precisa de ar úmido e quente nos níveis baixos da atmosfera elevando-se em um ambiente instável. Para tornar-se uma super-célula, uma trovoada precisa de ventos fortes de direções diversas em altitudes diferentes dirigindo-se e adentrando na nuvem. A combinação de velocidades e cisalhamento do vento permite a rotação do ar elevado. Embora trovoadas super-células sejam raras, elas são extremamente perigosas para pessoas e para à aviação

tsunami Nome japonês para onda gigante gerada no oceano, e causada por maremotos

tubérculo Órgão vegetal engrossado, rico em substâncias nutritivas armazenadas, podendo ser radicular, caulinar etc. A cenoura é radicular, enquanto a batatainglêsa é caulinar.

tubete Recipiente construído com polipropileno, utilizado para mudas, apresentando forma cônica e vazado em sua extremidade inferior, permitindo deste modo a drenagem do excesso de água e a poda natural das raízes. Apresenta estrias internas voltadas a orientar o crescimento das raízes para baixo, diminuindo desta maneira as chances de enovelamento

tubo calicino (Botânica) Tubo constituído de sépalas quando o cálice é gamossépalo

tubo estaminal (Botânica) Tubo formado de filêtes soldados em um androceu monadelfo, com o estilete passando por dentro.

túbulos (Palinologia) Canais extremamente finos situados no esporoderma.

tufo calcário Rocha carbonatada que apresenta estrutura cavernosa ou esponjosa, resultante de depósitos epigenéticos dispostos em torno de fontes freqüentemente rica em sulfato

tundra Planície suave ou ondulada, desprovida de árvores, caracterizada pela presença de musgos e líquens. É típica de regiões de clima polar.

túnel Galeria sensivelmente horizontal, com abertura na superfície, em ambas as extremidades. Nas minas é comum designar por túnel a galeria sensivelmente horizontal, que apresenta apenas uma abertura na superfície.

túnel de lava Túnel formado quando a superfície da lava em deslocamento se resfria e consolida, enquanto seu interior ainda em estado de fusão continua fluindo e escoando.

turbidito Sedimento ou rocha depositada a partir de uma corrente de turbidez. É caracterizada por apresentar estratificação do tipo graded bedding, seleção moderada e estruturas primárias bem preservadas na seqüência denominada de Ciclo de Bouma.

turboglifo (ing flute cast) Molde de sulco de erosão produzida em fundos lamosos por correntes de natureza turbilhonar, carregas de sedimentos. Os sulcos são curtos e dispostos segundo uma mesma direção, com formas diversas, uns sendo espatulados, enquanto outros são linguóides. Seu ápice está voltado, via de regra, para o lado da procedência da corrente

turboglifo intersepto (ing. furrow flute cast) Depressão com extremos bulbosos semelhantes à flute cast, dos quais diferem por serem alongados e separados entre si por tabiques estreitos e paralelos (sulcos na estrutura). Quando os extremos orientados em sentido contrário à corrente diminuem gradualmente em relevo, a estrutura é denominada furrow cast

turdidae Nome de uma família das aves, representada pelos sabiás

turfa Estágio inicial da carbonificação, e que passa desde a massa vegetal morta até o linhito, fase final. É utilizada com três finalidades : turfa energética, turfa carbonizada e turfa agrícola

turfa antrópica Turfa direta ou indiretamente formada ou que teve suas características modificadas pela ação do homem

turfa de microflora Turfa formada em ambiente aquoso, especialmente o lagunar e em grande parte constituída de algas e plânctons. É uma turfa fina muito comum nas lagoas intracontinentais ligadas ou não a cursos d’água. Pode também ocorrer nos lagos mixohalinos, represados atrás de restingas costeiras e, ainda, em lagoas fósseis. Turfa hídrica.

turfa fibrosa Turfa que ocorre na superfície do terreno devido à acúmulos orgânicos, naturais ou de origem antrópica. É constituída por fibras e filamentos pouco decompostos, imersos em matriz de aspecto gelatinoso ou subgranular . Apresenta cor escura ou marrom. Este tipo de turfa pode ser natural, antrópica ou mista turfa hídrica Ver turfa de microflora

turfa lenhosa Turfa formada por restos de vegetais de grande porte, como coníferas, arbustos e galhos. Os dois ambientes ecológicos apropriados para sua formação são as florestas do círculo polar ártico e as selvas tropicais úmidas

turfeira semi-seca Turfeira naturalmente drenada, ou cujo desenvolvimento inicial deu-se sobre terrenos elevados hidrófilos, apenas encharcados periodicamente. Recebe internacionalmente a denominação de turfeira elevada ou de hochmoor-turfa pela escola alemã. Geralmente apresenta-se solidificada e compactada

turmalina Mineral fortemente piezoelétrico e piroelétrico, podendo apresentar forte dicroísmo, e que cristaliza do sistema hexagonal-R, classe piramidalditrigonal sua composição é bastante complexa sendo representada por XY3Al6(BO3)3(SiO18)(OH4), onde X=Na, Ca e Y=Al,Fe+++, Li e Mg. Apresenta as faces dos prismas estriadas e a seção basal lembra um triângulo arredondado, mostra colorações diversas, sendo a turmalina branca ou incolor denominada acroíta; a preta, mais comum de todas, contendo elevados teores de ferro é chamada schorlita; a vermelha a roxa é a rubelita, a azul-escura é a indicolita. 6 turquesa Pedra preciosa de cor azul, verde-azulada ou verde, com brilho semelhante a cera e dureza 6. Cristaliza no sistema triclínico, classe pinacoidal e com- (PO posição CuAl 4)4(OH)82H2O, sendo que o ferro férrico pode substituir o alumínio, formando uma série completa que vai da turquesa à calcossiderita, quando então o ferro férrico suplanta o alumínio

tyrannidae Nome de uma família das aves, representada dentre outras pelos papa-moscas e bem-te-vis.

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u (Pedologia) Símbolo utilizado com os horizontes A e H para designar horizonte formado ou modificado pelo uso prolongado do solo como lugar de residência ou de cultivo, por períodos relativamente longos, com adição de material orgânico, material estranho e outros, tais como, ossos, conchas, cacos de cerâmica, em mistura ou não com o material original. údico Classe de regime de solo onde nenhuma parte da seção de controle do solo poderá permanecer seca por 90 dias ou mais cumulativos durante o ano, na maioria dos anos.

ultracataclasito Rocha cataclástica coesa que encerra menos de 10% de porfiroclastos

ultrametamorfismo Processo metamórfico que ocorre em condições de extrema pressão e temperatura, ocasionando fusão parcial ou total das rochas, com produção de magma

ultramicroterremoto Terremoto que apresenta uma magnitude igual ou menor do que zero na escala Richter. O limite é arbitrário, podendo variar de acordo com seu uso

ultra-som Som cuja freqüência é superior a 20 kHz

ultravulcanismo Erupção vulcânica caracterizada por violentas explosões gasosas de blocos e poeira líticas, com pouca ou nenhuma escória incandescente. É comumente observada quando da abertura ou reabertura de um vent (abertura secundária)vulcânico

umbela (Botânica) Inflorescência na qual os pedicelos partem de um mesmo ponto e as flores alcançam a mesma altura

umidade Termo utilizado para descrever a quantidade de vapor d’água contido na atmosfera. Não abrange outras formas nas quais a água pode estar presente na atmosfera, como na forma líqüida e na forma sólida (gelo)

umidade absoluta Massa total de água em um dado volume de ar. É expressa em gramas por metro cúbico de ar

umidade disponível do solo Quantidade de água presente no solo disponível para ser utilizada pelas plantas

umidade do solo Umidade presente na porção do solo situada acima da superfície do lençol freático, incluindo o vapor d’água presente nos interstícios

umidade específica Massa de vapor d’água por quilograma de ar.

umidade relativa Razão entre o conteúdo real de umidade de uma amostra de ar e a quantidade de umidade que o mesmo volume de ar pode conservar na mesma temperatura e pressão quando saturado. Geralmente é expressa na forma de porcentagem

ungüiculado (Botânica) Pétala que apresenta uma unha longa

ungulados Mamíferos herbívoros, normalmente dotados de cascos, e por vezes desprovidos dos mesmos, como os sirênios. Mostram alta adaptação dos dentes, podendo faltar os caninos, enquanto os molares possuem comumente coroas retangulares adaptadas à mastigação de folhas. Muitos ungulados apresentam chifres

unha (Botânica) Porção basal estreitada das pétalas

unidade bioestratigráfica Conjunto de camadas que contém tipos específicos de fósseis, preferencialmente contemporâneos à acumulação. São unidades reais, observadas. A zona é a unidade básica geral de classificação, existindo diferentes categorias, sendo que as cinco principais são a Cenozona, a Zona de Amplitude, a Filozona, a Epíbole e a Zona Diferencial Superior

unidade cronoestratigráfica Conjunto de estratos que constituem uma unidade, por conter as rochas formadas durante determinado intervalo de tempo geológico. As unidades cronoestratigráficas estão limitadas por superfícies isócronas. A categoria e a magnitude relativas das unidades na hierarquia cronoestratigráfica são funções da duração do intervalo de tempo representado por suas rochas e da espessura do conjunto de estratos que as formam. As unidades são Eonotema, Eratema, Sistema, Série, Andar e Cronozona

unidade de conservação Espaço territorial e seus componentes, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais relevantes, legalmente instituído pelo poder público, com objetivos de preservação e/ou conservação e limites definidos, sob regime especial de administração, ao qual se aplicam garantias adequadas de proteção. As unidades de conservação podem ser de uso indireto quando não envolvem consumo, coleta, dano ou destruição dos recursos naturais, e de uso direto quando envolvem o uso comercial ou não dos recursos naturais

unidade de tratamento preliminar de esgoto Denominação adotada quando a unidade de tratamento possui apenas gradeamento antes da disposição final do esgoto em corpos de água

unidade de tratamento primário de esgoto Denominação adotada quando além do tratamento preliminar existe também decantador e secagem do lodo antes do lançamento do esgoto em corpos d’ água

unidade fisiográfica Região caracterizada por elementos da estrutura e natureza das rochas, acrescidos das indicações da rede hidrográfica, do clima, do aspecto topográfico e da idade das rochas. A extensão de uma unidade fisiográfica depende da escala adotada como base

unidade geocronológica Divisão de tempo tendo como base o registro das rochas, particularmente quando expressa por unidades cronoestratigráficas. É uma unidade imaterial. As unidades geocronológicas em ordem hierárquica descendente são: Éon, Era, Período, Idade e Crono

unidade geomorfológica Associação de formas de relevo recorrentes, originadas de uma evolução comum.

unidade litodêmica Unidade estabelecida, como as unidades litoestratigráficas, em bases litológicas, destas se distinguindo, porém, tanto por características litoestruturais como pelo fato de não observarem o princípio da superposição

unidade litoestratigráfica Conjunto rochoso caracterizado por um tipo ou combinação de vários tipos litológicos, ou por certas feições litológicas marcantes

pode consistir de rochas sedimentares, ígneas ou metamórficas, separadas ou intercaladas, consolidadas ou não

unidade litoestratigráfica formal Unidade definida e denominada de acordo com um esquema de classificação explicitamente estabelecido e convencionalmente aceito. A classificação adotada para as unidades litoestratigráficas formais é: Supergrupo, Grupo, Subgrupo, Formação, Membro, Camada, Complexo, Suíte, e Corpo

uniformitarianismo Teoria que se opõe à doutrina dos cataclismos ou catástrofes para explicar o aparecimento e as transformações dos diferentes acidentes de relevo. É um princípio fundamental ou doutrina, na qual os processos geológicos e as leis naturais, atuantes no presente, modificam a crosta terrestre de forma regular e, essencialmente com a mesma intensidade que atuaram através do tempo geológico, sendo que os eventos geológicos passados podem ser explicados pelos fenômenos e forças observadas no presente. Atualismo

uralitização Processo através do qual os piroxênios são substituídos por actinolita ou tremolita fibrosas

urânio Elemento de número atômico 92, metálico, branco, pouco duro, denso, radioativo, fissionável, utilizado para a produção de energia nuclear

uranita Denominação comum aos minerais que cristalizam no sistema ortorrômbico do grupo das uranitas, o qual têm como representantes principais a autunita (fosfato de urânio e cálcio hidratado), a torbenita (fosfato de urânio e cobre hidratado) e a zeunorita (arseniato de cobre e urânio hidratado).

urodelos Ver caudata

usina de base Usina hidrelétrica que é normalmente operada para atender à demanda de energia de base, sendo operada essencialmente sob carga constante

usina de compostagem Instalação industrial onde se processa a transformação do lixo orgânico em composto orgânico para uso agrícola

usina de incineração Instalação especializada onde se processa a queima controlada do lixo, com o objetivo de transformá-lo em matéria estável e portanto inofensiva a saúde pública. Pode ainda ser utilizado forno especialmente projetado para tal finalidade

usina de lixo Instalação onde é efetuado o processamento de resíduos sólidos, como a triagem, a prensagem, a incineração, a compostagem etc

usina de ponta Usina de energia que é normalmente operada para fornecer energia elétrica durante os períodos de pique de carga

usina de triagem Instalação onde é efetuada a separação dos materiais presentes no lixo, após sua coleta e transporte

usina de reciclagem Instalação industrial onde materiais misturados ao lixo são separados por triagem manual, tais como papéis, plásticos, vidros, pedaços de pano, ou também através de sistema magnético como no caso de materiais ferrosos

os materiais separados do lixo são encaminhados para a reciclagem.

usina hidrelétrica Denominação utilizada para indicar o conjunto de todas as obras e equipamentos destinados à produção de energia elétrica, e que utilizam um potencial hidráulico

usina reversível Usina em que a energia elétrica é gerada através da utilização de água que foi previamente bombeada para um reservatório de acumulação

uvala Depressão maior do que uma dolina, e que se apresenta com a forma de uma rosácea irregular, resultante da coalescência de várias dolinas ou articulada a um sistema de fraturas do substrato rochoso

uvarovita Mineral do grupo das granadas que cristaliza no sistema isométrico, classe hexaoctaédrica e composição Ca3Cr2(SiO4)3 Apresenta a coloração verde da esmeralda, e diferentemente das demais granadas é praticamente infusível.

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g (Pedologia) Símbolo utilizado com os horizontes A, E, B, e C, para designar desenvolvimento de cores cinzentas, azuladas, esverdeadas ou mosqueamento bem expresso dessas cores, decorrentes da redução do ferro, com ou sem segregação

gabiões Tipo de enrocamento em que as rochas são arrumadas em gaiolas de tela protegida contra a erosão, as quais podem tomar as formas de caixas, sacos ou montes. Com gabiões podem ser construídos muros de arrimo, pequenas barragens, esporões no litoral, dentre outros

gaia Entidade mitológica Grega que representa a Terra. Era a mulher de Urano, mãe dos Titãs e dos Ciclopes. É utilizada atualmente como nome do nosso planeta, por uma corrente holística de filósofos, que o vêem como um único Superorganismo

galbulidae Nome de uma família das aves, representada dentre outras pelos bicos-de-agulha e arirambas-da-mata

galena Mineral que cristaliza no sistema isométrico, classe hexaoctaédrica, composição PbS, brilho metálico reluzente e cor cinza do chumbo. Pode conter pequenas quantidades de zinco, cádmio, antimônio, bismuto e cobre, sendo que o enxofre pode ser substituído pelo selênio, formando uma série completa PbSPbSe pela oxidação é convertida em anglesita, um sulfato, e em cerussita, um carbonato. É a mais importante fonte de chumbo

galeria (Mineração) Passagem horizontal construída no subsolo e que geralmente acompanha o corpo mineralizado. Diferencia-se de uma travessa por esta cortar o corpo

galeria de drenagem Ver galeria de infiltração

galeria de infiltração Conduto fechado (dreno ou galeria) de pequena declividade, escavado em um aqüífero, para recolher as águas subterrâneas que escoam por gravidade. Galeria de drenagem

galliformes Nome de uma ordem da Classe aves, representada dentre outras pelos mutuns e jacus

galvanização Processso de tratamento superficial que consiste em formar uma película protetora do metal-base, resistente a corrosão, por eletrodeposição de íons metálicos (Zn, Ni, Cu, Cr, etc.)

galvanômetro Instrumento que serve para revelar ou medir a intensidade das correntes elétricas fracas, por meio de desvios que se imprimem a uma agulha imantada ou a um quadro condutor colocado no interior de um círculo magnético. É, a rigor, um amperômetro de grande sensibilidade.

gameta Célula haplóide que se funde com outra do sexo oposto durante a fecundação, para formar o zigoto. Nos animais o gameta masculino é chamado esperma e o feminino óvulo

gamopétalo (Botânica) Corola com as pétalas soldadas, ainda que o sejam apenas na extremidade da base, sendo que a corola solta-se como uma peça íntegra

ganga Matéria mineral desprovida de valor econômico ou com valor secundário, associado aos minerais-minério

gânister Rocha detrítica terrígena, que se apresenta endurecida, sendo formada quase que exclusivamente por quartzo cimentado por sílica secundária

garganta Passagem estreita situada em uma crista, serra ou borda de um planalto, resultante do aprofundamento do talvegue de um rio em rochas mais resistentes em seção transversal é menor do que um desfiladeiro e maior e mais profunda do que uma ravina

garimpagem Trabalho individual no qual são utilizados instrumentos rudimentares, aparelhos manuais ou máquinas simples e portáteis, na extração de gemas, minerais metálicos ou não- metálicos, valiosos, em depósitos de eluvião ou aluviões, nos alvéolos de cursos d’água ou nas margens reservadas, bem como nos depósitos secundários ou chapadas (grupiaras), vertentes e alto de morros, depósitos esses genericamente denominados garimpos

garimpeiro Trabalhador que extrai substâncias minerais úteis, utilizando processos rudimentares e individuais de mineração, garimpagem, faiscação ou cata

garnierita Mineral de origem secundária aparentemente amorfo, que se apresenta sob a forma de incrustações e de massas terrosas, com coloração comumente verde-maçã e composição (Ni,Mg) SiO nH O . 2 3 gás de esgoto Gás resultante da decomposição da matéria orgânica dos esgotos sanitários ou que é produzido no decorrer da digestão dos lodos, do sistema de tratamento das águas residuárias, pela ação de microorganismos anaeróbicos. Seus principais constituintes são o metano, o gás sulfídrico e o dióxido de carbono

gasóleo Derivado de petróleo, mais pesado do que a nafta e mais leve que o óleo combustível, sendo obtido através do processo de destilação, sendo utilizado como matéria-prima de processos secundários (craqueamento), para obtenção de GLP e gasolina. Dentro de certos limites, pode ser utilizado como óleo diesel ou como diluente para óleos combustíveis

gastrólitos Pedras (geralmente quartzo) presentes no estômago de muitas aves, alguns répteis e mamíferos, que auxiliam na trituração dos alimentos gastrópoda Classe mais abundante dos moluscos, com cerca de 35 000 espécies viventes e cerca de 15 000 espécies fósseis. Em geral são dotados de uma concha univalve, sendo constituídos por cabeça, pé e saco visceral, este coberto pelo manto. Vivem atualmente nos mares, nas águas doces, salobras e em terra firme, com as formas maiores podendo alcançar até 60cm de comprimento. Inúmeras formas são desprovidas de conchas (Nudibranchia) ou possuem uma concha reduzida, vestigial.

geada Congelamento do orvalho na superfície e que pode atingir diferentes intensidades para ocorrer este congelamento não é necessário que a temperatura no ar esteja igual ou menor que 0°C, isto porque na superfície a temperatura pode ser até 5°C inferior a do ar, dependendo da perda radioativa da superfície. A temperatura na superfície é chamada de temperatura na relva. Portanto, com temperaturas de até +5°C podem ocorrer geadas. Quando se forma apenas um camada de gelo na superfície é chamada de geada branca e quando a seiva das plantas congela, é chamada de geada negra. Esta última, é a mais devastadora para as plantações, mas só ocorre em cidades muito frias, sendo que no Brasil afeta apenas as cidades serranas do sul. A geada negra muitas vezes se forma pelo fato do vento muito gelado congelar as plantas, sendo que muitas vezes nem chega a se formar gelo na superfície, pelo fato de ocorrer a qualquer hora do dia, quando o ar encontra-se mais seco. A geada branca atinge diferentes intensidades, sendo denominada de geada fraca quando a temperatura do ar encontra-se entre +3°C e +5°C, moderada quando a temperatura do ar está entre +1°C e +3°C, e geada forte quando a temperatura do ar é menor ou igual a 0°C. As geadas mais fortes são as geadas negras

gêiser Fonte quente que expele água intermitentemente, sob forma de jatos verticais, havendo grande regularidade nos intervalos de repouso, podendo tal intervalo variar amplamente, desde alguns segundos até mesmo algumas semanas. Ao redor de cada gêiser forma-se geralmente um montículo perfurado por onde escapa o jato d’água, sendo este montículo formado geralmente por sílica (opala ou calcedônia) que recebe a denominação genérica de geiserita

gel Substância formada pela coagulação de uma dispersão coloidal

geleira Grande e duradoura massa de gelo formada nas regiões continentais, onde a precipitação da neve compensa a perda pelo degelo, motivo pelo qual a massa de gelo é conservada. Os dois tipos principais de geleira são as do tipo alpino, ou geleira de vale, e continental, também denominado inlandsis. Um terceiro tipo, intermediário, é o de piemonte

geleira alpina Ver geleira de vale geleira de piemonte Geleira oriunda da coalescência, na base das montanhas, de geleiras de vale

geleira de vale Geleira que se apresenta com a forma de uma língua e desloca-se através de vales e montanhas. Geleira alpina

gelo Água em estado sólido. É de alta importância como fator geológico, por seu caráter destrutivo e construtivo. Presente na natureza como gelo continental proveniente principalmente de precipitação atmosférica sólida e de gelo marinho, oriundo do congelamento da água do mar. No gelo continental podem ser distinguidos : gelo de altitude, formado acima da linha de neve perene; gelo de latitude, formado nas zonas polares, onde o limite das neves atinge nível igual ou próximo e zero. Corresponde a vastas áreas onde o gelo atinge espessuras consideráveis. O gelo marinho forma-se em altas latitudes, por congelamento da água do mar, não excedendo poucos metros de espessura, podendo contudo ter larga distribuição

gelo de profundidade Gelo constituído por partículas de pequenas dimensões, formadas abaixo da superfície do mar, quando este encontra-se agitado por ondas.

gelo deteriorado Gelo flutuante que se encontra em fase de fusão e em adiantado estágio de desagregação

gelo marinho Gelo formado pelo congelamento da água do mar, a uma temperatura de aproximadamente -1,80C, em condições de salinidade normal. Não deve ser confundido com iceberg

gema (Botânica) Complexo de células das quais brotam os ramos, folhas ou flores

gema (Mineralogia) Substância natural ou sintética, lapidada, rara, e que devido as suas propriedades de transparência, cor, brilho, dureza, e certos efeitos óticos especiais, tais como chatoyance, asterismo, labradorescência e aventurinização, pode ser utilizada para fins de adorno pessoal. Atualmente os termos pedra preciosa e semipreciosa encontram-se em desuso

gema adventícia Gema que é produzida irregularmente nas partes antigas de uma planta e não na extremidade do fuste ou de uma folha .Não apresenta ligação com a medula da árvore, sendo geralmente originada de trauma no cambio

gema terminal Gema que se renova constantemente através da multiplicação contínua de suas células, proporcionando um aumento ou alongamento de seu eixo .Geralmente é de grande atividade, produzindo brotos vigorosos

gemagem Operação voltada a extração de resinas ou de látex das árvores

gemífero Vegetal ou parte de um vegetal que apresenta ou produz gemas

geminado (Cristalografia) Intercrescimento de dois ou mais cristais de uma determinada substância, de acordo com uma lei definida, de modo que certas direções dos retículos são paralelas ao passo que outras direções estão em posição reversa

geminado de Baveno Geminado observado no ortoclásio, em que o plano do geminado é um plano paralelo a uma face do prisma de primeira ordem { 021 }

geminado de Carlsbad Geminado de penetração, observado no ortoclásio, em que o eixo cristalográfico C é um eixo do geminado, estando os indivíduos unidos sobre uma superfície mais ou menos paralela a { 010 }

geminado de contato Geminado que apresenta uma superfície de composição definida, separando os dois indivíduos, sendo a lei de geminação definida por um plano de geminação

geminado de penetração Geminado constituído por indivíduos que se interpenetram, mostrando uma superfície irregular de contato, com a lei de geminação definida por um eixo do geminado

geminado múltiplo Geminado formado por três ou mais partes, todas geminadas de acordo com a mesma lei. Caso todas as superfícies sucessivas de composição sejam paralelas, o grupo resultante chama-se geminado polissintético; caso não o sejam, são denominados cíclicos. Geminado repetido

geminado repetido Ver geminado múltiplo

gene Região do DNA que controle uma característica hereditária particular, geralmente corresponde a uma única proteína ou RNA. Esta definição inclui a unidade funcional complete, compreendendo a seqüência de DNA codificante, seqüências reguladoras não codificantes e íntrons.

gene cdc (gene do ciclo de divisão celular) Gene que controle um estágio ou um conjunto de estágios específicos no ciclo celular. Originalmente identificado em leveduras

gene estrutural Região de DNA que codifica para uma proteína ou para uma molécula de RNA, que forma parte de uma estrutura ou possui uma função enzimática; diferente de regiões do DNA que regulam a expressão gênica

gene src Nome do primeiro oncogene retroviral descoberto (v-src) e seu proto-oncogene precursor (c-src)

gene-housekeeping Gene que desempenha uma função necessária a todos os tipos de células de um organismo, apesar da função especializada de cada célula

genes de segmentação “gap” (genes gap) Classe de genes de segmentação em Drosophila caracterizados por fenótipos mutantes que apresentam perda de grupos de segmentos consecutivos. Genes “gap” atuam na subdivisão do embrião no estágio de blastoderma em regiões maiores contendo vários segmentos primordiais

genética Ramo da Biologia que estuda a hereditariedade. Se ocupa das diferenças entres os seres vivos, suas causas e dos mecanismos e leis que regem a transmissão dos caracteres individuais

geobotânica Ciência que estuda a origem e a distribuição dos vegetais sobre a Terra. Inclui a fitogeografia, a fitoecologia e a fitossociologia

geoclinal Depressão estreita, longa e acunhada, desenvolvida em margem continental passiva. Caso contenha ou não rochas vulcânicas associadas aos sedimentos, é denominada eugeoclíneo ou miogeoclíneo

geocrático Denominação aplicada à fase de preenchimento de uma bacia sedimentar na qual predomina a deposição continental sobre a deposição marinha

geocronologia Estudo do tempo em relação à história da Terra, ou a um sistema de datações desenvolvidos para este propósito. A cronologia absoluta (algumas vezes chamada de idade absoluta) envolve a datação de eventos geológicos quantificada em termos de anos, efetivada normalmente com a utilização de isótopos de Rb, Sr, Sm, Nd, Pb, U, na chamada geocronologia isotópica. A cronologia relativa envolve o sistema de eras, períodos e épocas sucessivas, usadas em geologia e paleontologia. Literalmente é a ciência que estuda a idade da Terra

geodésia Ciência voltada a determinar o tamanho e a forma da Terra (Geóide), através de medições como triangulação, nivelamento e observações gravimétricas, e por satélite, que determinam o campo gravitacional externo da Terra, e, até certo limite, a sua estrutura interna

geodo Cavidade revestida por minerais que não chegam a completá-la, e cuja forma externa aproxima-se de uma esfera

geoecologia Ciência que atua na interface entre a Geografia e a Ecologia, através de uma estrutura multi e interdisciplinar. Resulta de uma abordagem holística por todas as áreas das ciências envolvidas, para estabelecer e definir os relacionamentos entre os diversos meios que integram os sistemas da paisagem. Sua importância está diretamente relacionada à capacidade de apoio à gestão ambiental a ao planejamento territorial. Ecologia da paisagem.

geoecossistema Unidade da paisagem que se individualiza por apresentar características a nível biótico, abiótico e humano que lhes conferem uma unidade. É configurado por uma estrutura, função e dinâmica, variáveis no tempo e no espaço, e produzidas historicamente sob a ação de forças naturais e humanas geofácies Setor fisionomicamente homogêneo, onde se desenvolve uma mesma fase de evolução geral do geossistema. Representa uma pequena malha na cadeia de paisagens que se sucedem no tempo e no espaço no interior de um mesmo geossistema

geófitas Plantas herbáceas cujos órgãos de crescimento (gema, xilopódio, rizoma ou bulbo) estão situados no subsolo, e portanto protegidos quando do período desfavorável

geofungos Fungos que não estão adaptados ao ambiente aquático, sendo contudo capazes de completar seu ciclo de vida na água caso existam nutrientes adequados; fungos do solo

geóide Superfície equipotencial do campo gravimétrico da Terra, coincidindo com o nível médio inalterado do mar, e que se estende por todos os continentes, sem interrupção. A direção da gravidade é perpendicular ao geóide em qualquer ponto

geologia Ciência que estuda o globo terrestre desde o momento em que as rochas se formaram até o presente. Divide-se em Geologia Geral e Geologia Histórica, sendo que a primeira dedica-se ao estudo da composição, da estrutura e dos fenômenos genéticos formadores da crosta terrestre, bem como do conjunto geral de fenômenos que atuam não apenas na superfície, mas também no interior do planeta. A Geologia Histórica por sua vez estuda e procura datar cronologicamente a evolução geral, as modificações estruturais, geográficas e biológicas ocorridas ao longo da história da Terra. Do ponto de vista prático a geologia está voltada tanto a indicar os locais favoráveis a encerrarem depósitos minerais úteis ao homem, como também do ponto de vista social, a fornecer informações que permitam prevenir catástrofes, sejam aquelas inerentes às causas naturais, sejam aquelas atribuídas à ação do homem sobre o meio ambiente. É também empregada direta ou indiretamente nas obras de engenharia, na construção de túneis, barragens, estabilização de encostas etc

geomorfologia Ciência que estuda o relevo da superfície terrestre, sua classificação, descrição, natureza, origem e evolução, incluindo a análise dos processos formadores da paisagem. Pode ainda ser inserido o estudo das feições submarinas

geossinclinal Larga depressão, geralmente linear, que sofre profunda subsidência através de longo período de tempo geológico, e que acolhe espessa sucessão de sedimentos, compondo seqüências estratificadas e possivelmente associadas a rochas vulcânicas. Tais camadas podem ser posteriormente dobradas. Divide-se em ortogeossinclinal e parageossinclinal

geossistema Classe peculiar de sistemas dinâmicos, flexíveis, abertos e hierarquicamente organizados, com estágios de evolução temporal, e que apresentam uma mobilidade cada vez maior devido a atuação do homem

geotectônica Ciência que estuda a estrutura e a deformação da crosta terrestre, ocupando-se dos movimentos e processos deformativos que se originaram no interior da Terra, procurando definir as leis que governam o seu desenvolvimento.

geoterma Curva que define a relação entre a temperatura e a profundidade no interior da Terra

geotopo Menor unidade geográfica homogênea, diretamente discernível no terreno

gesso Produto obtido da moagem da gipsita, com posterior aquecimento a uma temperatura compreendida entre 1900C e 2000C, até que cerca de 75% da água tenha sido eliminada

giardíase Infecção intestinal freqüentemente assintomática, mas que pode também apresentar uma diversidade de sintomas, tais como diarréia crônica, esteatorréia, cólicas abdominais, fadiga e perda de peso. Nos casos graves, podem ocorrer lesões e alterações inflamatórias de células de mucosa do duodeno e do jejuno. O agente etiológico é a Giardia lamblia, protozoário flagelado que existe sob as formas de cistos e trofozoíto. A primeira é a forma infectante. A transmissão direta dá-se pela contaminação das mãos, e conseqüente ingestão de cistos existente em dejetos de pessoa infectada; sendo a indireta, através da ingestão de água ou alimento contaminados

giga anos (Ga) Unidade de tempo equivalente a 109 anos

gilgai Microrrelevo típico de solos argilosos esmectíticos (vertissolo), que apresenta um alto coeficiente de expansão e contração com a variação do teor de água no solo. Consiste usualmente em uma sucessão de microdepressões e microelevações paralelas à direção do declive

gimnofionios Ordem dos anfíbios, constituída de animais destituídos de membros, de aspecto vermiforme e vida subterrânea, sendo por vezes cegos, e presentes em regiões quentes. Algumas poucas espécies apresentam escamas. Ápodos

gimnospermas Primeira plantas produtoras de sementes, que não ficam encerradas no interior dos frutos. Seu esporófito consta de raiz, caule, folhas e flores. Não produzem frutos, pois suas flores não apresentam ovário. Após grande desenvolvimento no Mesozóico, com 20 000 espécies no Jurássico, encontram-se atualmente reduzidas a cerca de 600 espécies. As gimnospermas são vegetais vasculares terrestres, onde destacam-se as sequóias, com idades que podem alcançar cerca de 4 600 anos. Atualmente as coníferas são as gimnospermas mais abundantes

ginobásico (Botânica) Estilete que, ao invés de partir do ápice do ovário, se origina na sua porção basal, isto se dando, particularmente, quando o ovário é subdividido em quatro partes, saindo o estilete do centro das mesmas

ginomonóica Planta que apresenta flores femininas e hermafroditas

gipsita Mineral que cristaliza no sistema moniclínico, classe prismática, dureza muito baixa, 2 na escala de Mohs, podendo ser riscado com a unha, transparente a translúcido e composição CaSO42H2O .Reduzido a pó fino, pode ser usado como corretivo do solo, embora seja menos solúvel do que o gesso. Quando nãocalcinado é utilizado como retardador no cimento Portland. Gipso

gipso Ver gipsita

glabro Denominação aplicada a um indivíduo desprovido de pêlos

glacígeno Denominação ampla utilizada para indicar sedimentos transportados pelas geleiras e depositados diretamente pelo gelo, ou indiretamente através das águas de degelo sob ou sobre a geleira, ou no interior da mesma, ou ainda próximo as suas margens.

glaciologia Ciência que trata das propriedades, ocorrência, acumulação e ação do gelo, sob todas as formas, especialmente como geleiras

gleissolo húmico Solo que apresenta drenagem imperfeita ou impedida, e um horizonte turfoso A chernozêmico ou A húmico, com 20cm ou mais de espessura, sobre um horizonte gleizado. Apresenta características morfológicas relativamente desenvolvidas, sofrendo, entretanto, a influência local do relevo que condiciona a drenagem restrita

gleissolo pouco húmico Classe que agrupa solos minerais de deposição recente, mal drenados, pouco profundos e de textura argilosa dominante. Apresentam um horizonte A moderado sobre um horizonte gleizado

gleissolo tiomórfico Solo hidromórfico que apresenta horizonte glei e quantidades consideráveis de sulfetos, desenvolvendo um horizonte sulfúrico, quando drenado arficialmente

gleissolos Solos hidromórficos constituídos por material mineral, que apresentam horizonte glei dentro dos primeiros 50cm da superfície do solo, ou a uma profundidade situada entre 50cm e 125cm, desde que imediatamente abaixo dos horizontes A ou E (gleizados ou não), ou precedidos por horizonte B incipiente, B textural ou horizonte C, com presença de mosqueados abundantes com cores de redução. São excluídos dessa classe, solos com características distintas dos vertissolos, espodossolos, planossolos, plintossolos, ou organossolos

gletschermilch Pó resultante da enérgica fragmentação de detritos e, de tal modo abundante, que confere à água do degelo um aspecto leitoso. Esta poeira em suspensão na água, através do fenômeno de dispersão da luz, é responsável pela cor azulada, observada nos lagos das regiões glaciais

glicerol Pequena molécula orgânica que é o composto - mãe de várias moléculas pequenas na célula inclusive dos fosfolipídios

glicófitas Plantas não halófitas, isto é, plantas que não se desenvolvem bem quando a pressão osmótica da solução do solo encontra-se acima de 1,96 atm são plantas que não toleram solos com alta concentração de sais

glicogênio Polissacarídeo composto exclusivamente por unidades de glicose usados para armazenar energia nas células animais. Grandes grânulos de glicogênio são especialmente abundantes nas células dos músculos e fígado

glint Escarpa de uma mesa estrutural, que surge em função de processo de denudação

gliptogênese Formação do modelado da superfície terrestre, devido à ação dos agentes de intemperismo e erosão que provocam a destruição do relevo preexistente

glomérulo (Botânica) Inflorescência globosa e compacta, de pequenas dimensões trata-se de uma cimeira fortemente contraída

glossopteris Plantas arborescentes decíduas, cujas folhas dispunham-se em grupos de até 16 elementos, inserindo-se diretamente na superfície do tronco, em torno de pequenas áreas subcirculares, distribuídas em largos espaços ou irradiando de galhos delgados e curtos. Distribuíram-se do Carbonífero Superior ao Triássico. Pertenciam ao grupo das pteridospermas e não tem representantes atuais.

golfo Reentrância mais ou menos ampla na costa e que apresenta profundidade suficiente para permitir a atracação de navios de grande calado. É em geral maior, mais fechado e mais profundamente recortado do que uma baía

golpe de ariete (Hidrologia) Aumento ou diminuição brusca do escoamento, da altura ou da pressão da água, que se propaga longitudinalmente em um conduto, como uma onda, pela variação brusca da velocidade. Pode gerar um fenômeno de ondulação ou de ruptura

goma Substância de composição complexa e variada que ocorre em canais especiais existentes geralmente na casca viva de certas plantas, e que exsuda mediante ferimento na mesma. O látex da seringueira é um tipo de goma

gondwana Supercontinente que, até pelo menos o final da Era Paleozóica, reunia as terras situadas no hemisfério sul. Juntamente com a Laurásia, que reunia as terras hemisfério norte, compunha originalmente o Pangea

gossan Corpo resultante da alteração intempérica de rochas sulfetadas, quando situadas próximas à superfície do terreno. É geralmente formado por grande quantidade de oxi-hidróxidos de ferro, que na superfície, quando intactos, constituem verdadeiras carapaças ferruginosas. Chapéu de ferro

graben Bloco abatido que se apresenta com forma relativamente alongada, estreito e limitado por falhas normais

grafita Mineral que apresenta a mesma composição do diamante, isto é, C, diferindo profundamente em virtude de cristalizar no sistema Hexagonal, classe Bipiramidal - dihexagonal, mostrar dureza muito baixa, brilho metálico, cor entre o negro e o cinzento do aço, sendo untosa ao tato

granadas Grupo de minerais que cristalizam no sistema isométrico (cúbico), classe hexaoctaédrica e apresentando fórmula geral A3B2 (SiO4)3,onde A pode ser cálcio, magnésio, ferro ferroso, além do manganês bivalente, e B, o alumínio, ferro férrico, titânio ou cromo. Seus principais membros são: piropo, almandina, espessartita, grossulária, andradita e uvarovita. A melanita é uma variedade de coloração negra, da andradita

granizo Precipitação de pequenas pedras de gelo, com diâmetros variando comumente entre 5mm e 50mm, e por vezes até maiores, transparentes ou translúcidas que caem isoladamente com forma esférica e raramente cônica ou sob a forma de aglomerados em massas irregulares

grão de pólen Elemento fecundante masculino das plantas fanerógamas. É um dos elementos do conjunto pólen contido em um saco polínico de uma antera. Corresponde ao micrósporo dos pteridófitos heterósporos que em conjunto estão contidos nos microsporângios

graptozoários Animais exclusivamente marinhos, que viveram no Paleozóico, em colônias, denominadas rabdossomas. O exosqueleto, constituído de quitina, consistia em uma série de tecas dispostas de modo variado, em um ou mais ramos

grau de carbonificação Posição ocupada por um carvão na série evolutiva, desde o linhito (baixo rank) até o antracito (alto rank), indicando a maturidade em termos de propriedades químicas e físicas

grau de floculação (Pedagogia) Porcentagem de argila dispersa em água, em relação a argila natural de um solo.

grau de isorreação Isógrada baseada em uma reação específica. Ver também isógrada

grau geotérmico Distância vertical, medida na crosta da Terra, para a qual a temperatura varia de 10 C. Seu valor é em média 33m, variando contudo em função da natureza da rocha, estrutura geológica e a presença de fontes secundárias de calor

gray crescent Banda de pigmentação pálida, que aparece no ovo de algumas espécies de anfíbios, oposta ao sítio de entrada do espermatozóide após a fertilização. Causada pela rotação do córtex do ovo e grânulos pigmentados associados; marca o futuro sítio dorsal

grazing Fenômeno que ocorre quando o ângulo de depressão da frente de onda do Radar de Visada Lateral (RVL) é igual ao ângulo da pendente da feição do terreno não voltada para a antena do radar

greda Rocha calcária com granulometria dos lutitos, formada pela acumulação de micro fósseis, sendo que recebe a denominação particular de giz quando apresenta a cor branca

greensand Depósito de natureza sedimentar, que consiste, quando puro, de grânulos de glauconita, com coloração esverdeada-escura. Muitas vezes apresentase misturado com areia ou argila

greisenização Processo de alteração hidrotermal, em que o feldspato e a muscovita são convertidos em um agregado constituído por quartzo, topázio, turmalina e lepidolita, devido à ação do vapor d’água contendo flúor

grês do Pará Denominação aplicada geralmente a um material arenoconglomerático quartzoso, cimentado epigenéticamente por oxi-hidróxidos de ferro. Pedra jacaré

gretas de contração (ing. mud cracks) Feições originadas pela exposição subaérea de sedimentos constituídos por alternância de areia e pelitos, devido a perda de água

grotão Termo regional utilizado para indicar sulcos que aparecem em encostas íngremes, cavados pela erosão fluvial

gruiformes Nome de uma ordem da Classe Aves, representada dentre outros, pelos jacamins e seriemas

grumos (Pedologia) Agregados naturais, pequenos, relativamente arredondados e porosos, de partículas do solo

grupamento indiferenciado de solos Denominação aplicada a duas ou mais unidades taxonômicas similares que não ocorrem em associação geográfica regular como uma unidade de mapeamento, sendo designadas em termos das unidades taxonômicas que as compõem, sendo seus componentes ligados pela letra e e não pelo sinal +

grupiara Denominação que tanto pode ser utilizada para um depósito sedimentar diamantífero, encontrado em cristas de morros, como também para cascalho estratificado e aurífero presente nas fraldas das montanhas

grupo (Estratigrafia) Unidade litoestratigráfica formal, de categoria superior à formação, e constituído necessariamente pela associação de duas ou mais formações, relacionadas por características ou feições litoestratigráficas comuns ou por referenciais litoestratigráficos que o delimitem.

grupo isoestrutural (Mineralogia) Grupo de minerais relacionados entre si por estruturas análogas, tendo geralmente um ânion comum e apresentando freqüentemente substituição iônica ampla

grupos de manejo de solos Grupos de unidades taxonômicas de solo com aptidões ou requerimento de manejo semelhantes, no tocante a um ou mais fins específicos, tais como: culturas adaptadas, práticas de drenagem, fertilização, etc

grupos naturais Denominação adotada pelos taxonomistas da escola cladista para indicar os grupos de organismos que apresentam uma história genealógica comum, a exemplo das aves. Os grupos que não possuem uma ascendência única são designados parafiléticos guano Substância rica em fosfato, com até mais de 30% de P2O5 e compostos nitrogenados, formada por alteração penecontemporânea de depósitos de excrementos de animais, principalmente aves marinhas e mais raramente morcegos pode ser usado como fertilizante agrícola

guilda Denominação utilizada para indicar grupo ou conjunto de espécies que apresentam, na comunidade, um papel semelhante ou mesmo comparável

gusano Molusco marinho vermiforme, de corpo alongado e fino, que penetra na madeira, perfurando-a intensamente e determinando a sua deterioração. Teredo

guta-percha Substância gomosa, análoga à borracha, extensível, mas sem elasticidade, plástica a uma temperatura de 1000 C. Excelente isolante de eletricidade, obtido do látex de várias plantas da família das Sapotáceas, especialmente da Palquium gutta Burck

guyot Montanha submarina de natureza vulcânica que se apresenta na forma de um cone truncado, e situada geralmente a uma profundidade inferior a 180m

gyttja Lama rica em matéria orgânica depositada em lagos ou pântanos sob condições intermediárias entre aquelas de redução e oxidação, ou seja, sem uma ausência muito significativa de oxigênio dissolvido.

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v (Pedologia) Símbolo utilizado com os horizontes B e C para designar material mineral expressamente afetado por propriedades e comportamento mecânico dos constituintes argilosos, que conferem ao material do horizonte ou camada, pronunciadas mudanças em volume e movimentação do material, condicionados por variações de teor de umidade. Indica solos com características vérticas

v (%) Símbolo utilizado para representar a saturação por bases, sendo calculado através da fórmula V(%)=(100 S)/T, onde S é a soma de bases (cátions básicos trocáveis) e T é a capacidade de troca catiônica

vala de filtração Vala provida de material filtrante e tubulações convenientemente instaladas, destinadas a filtrar o efluente da fossa séptica antes de seu lançamento em águas de superfície

vala de infiltração Vala destinada a receber o efluente da fossa séptica, através de tubulação convenientemente instalada, e a permitir sua infiltração em camadas subsuperficiais do terreno

vale Depressão topográfica alongada, aberta, inclinada em uma determinada direção em toda a sua extensão. Pode ser ou não ocupada por água. Os vales podem ser dos tipos : fluvial, glacial, suspenso e de falha

vale cárstico Ver poljé vale encaixado Vale cujo aprofundamento do talvegue foi muito grande, propiciando a existência de margens estreitas e vertentes com fortes declives

vale suspenso Vale cujo fundo encontra-se situado em um nível superior a uma depressão adjacente, que pode ser outro vale, um lago, ou até mesmo o próprio mar

valência eletrostática Medida da intensidade de quaisquer das ligações que alcançam o íon coordenador, provenientes de seus vizinhos mais próximos

valeteamento Prática conservacionista própria para pastagens, consistindo na abertura de valetas, que são sulcos profundos e largos, abertos por uma valetedeira

valo de oxidação Reator biológico aeróbico de formato característico que pode ser utilizado para qualquer variante do processo de lodos ativados, que comporte um reator em mistura completa

valoração ambiental Ato de atribuir valor monetário aos recursos naturais e ao meio ambiente

valva (Botânica) Parte destacável em que se divide uma cápsula ao abrir-se

varvito Sedimento de origem glacial depositado em um lago, formando pares que correspondem ao verão e ao inverno.

vasa Depósito pelágico de granulação fina, contendo normalmente mais de 30% de material de origem orgânica

vasa coralina Lama calcária depositada nas proximidades de recifes de corais, após a faixa de distribuição da areia coralina, rumo ao mar aberto

vasa de globigerina Depósito rico em testa de foraminíferos plantônicos, destacando-

se as de globigerina, estando ainda, associados em menor quantidade, cocólitos, esqueletos de radiolários, frústulas de diatomáceas e outros restos de organismos. O teor de carbonato presente neste tipo de vasa é superior 30%

vasa silicosa Depósito pelágico fino com mais de 30% de material de origem orgânica, grande parte da qual sendo formada por esqueletos silicosos

vazadouro Local onde são depositados os resíduos sólidos, sem que sejam adotadas medidas de proteção ao meio ambiente

vazadouro a céu aberto Disposição final do lixo pelo seu lançamento em bruto sobre o terreno, sem qualquer cuidado ou técnica especial. Lixão

vazadouro em áreas alagadas Disposição final do lixo pelo seu lançamento, em bruto, em corpos de água

vazão (Hidrogeologia) Volume de água, medido em litros por segundo ou metros cúbicos por hora, que é retirado de um poço, por meio de uma bomba ou compressor. A vazão pode ser natural, como no caso de uma fonte ou nascente, ou em poços tubulares com condições de artesianismo

vazão bombeada Volume de água recalcado por unidade de tempo

vazão crítica Vazão à partir da qual ocorre sensível redução da eficiência de um poço

vazão defluente Vazão total que sai de uma estrutura hidráulica. Corresponde a soma das vazões turbinada e vertida em uma usina hidrelétrica

vazão específica Relação da vazão com o rebaixamento do nível d’ água em um poço, expressa em litros por segundo por metro rebaixado, ou metros cúbicos por hora por metro rebaixado. Este valor é que indica a maior ou menor potencialidade de um poço como produtor de água

vazão incremental Vazão proveniente da diferença das vazões naturais entre duas seções determinadas de um curso d’água

vazão turbinada Vazão que passa através das turbinas de uma usina hidrelétrica, utilizada para fins de geração de energia

vegetação relíquia Comunidade que persiste em situações especialíssimas em altitudes superiores a 1 800m

vegetal heterósporo Vegetal que produz esporos femininos (macrósporos ou megásporos) que são maiores que os esporos masculinos (micrósporos)

vegetal isósporo Vegetal que produz esporos masculinos e femininos similares

veículo inanimado (Biologia) Ser inanimado que transporta um agente etiológico. Os veículos inanimados são: água, ar, alimentos, solo e fômites (objetos de uso pessoal de doentes que podem estar contaminados e transmitir agentes infecciosos).

velutino (Botânica) Folha que se apresenta revestida de densa, macia e curta pilosidade, a qual propicia uma sensação aveludada ao tato

ventifacto (al. dreikanter) Seixo que se mostra facetado e polido devido a ação dos ventos, que provocam o choque entre os grãos, em regiões de clima desértico

vento anabático Vento que se movimenta em direção à parte superior de uma elevação, como resultado de um aquecimento superficial local e independente dos feitos da circulação em larga escala. É oposto ao vento catabático

vento catabático Vento produzido em região montanhosa, pela inversão do gradiente de pressão, fazendo com que o ar frio, mais denso, se desloque vertente abaixo em direção as depressões e vales

vento forte Vento que apresenta uma intensidade 8 na escala de Beaufort, e correspondendo a uma velocidade compreendida entre 34 e 40 nós

veranico Período de estiagem durante a estação chuvosa com ocorrência de grande calor. Verão de índio verão de índio Ver veranico

vereda Zona deprimida, com forma que pode ser ovalada, linear ou dirigida dentro de uma área estruturalmente plana ou aplanada pela erosão. Resulta de processos epidérmicos de exsudação do lençol freático, cujas águas geralmente convergem para um talvegue de drenagem concentrada, assinalada por um renque arbustivo e/ou arbóreo, caracterizado por palmeiras de diferentes espécies, particularmente buritis. Pode conter uma área com turfa. Constitui um estágio de evolução de uma dale

vergência (Geologia Estrutural) Sentido do transporte de massas nos cinturões compressivos ou transpressivos, marcado normalmente pela orientação da lineação de estiramento, a qual se desenvolve paralelamente à direção do tensor compressivo

verniz do deserto Fina película ou crosta delgada com 0,5mm a 5mm de espessura, de cor parda a negra brilhante, que recobre rochas do deserto que recebem boa iluminação solar. Consiste de óxidos de ferro e manganês depositados na superfície por soluções capilares ascendentes

verruga (Palinologia) Elemento de ornamentação da exina, não pontiagudo, não constricto na parte basal e cujo diâmetro na base é geralmente maior do que qualquer outro diâmetro transversal vertebrados Um dos três subfilos do filo Chordata constituído por duas superclasses: Pisces e Tetrapoda. Possuem esqueleto interno para sustentar e facilitar os movimentos dos músculos, podendo ocorrer entretanto além do esqueleto interno, outro externo. O esqueleto pode ser ósseo ou cartilaginoso. Os vertebrados mais antigos conhecidos datam do Período Ordoviciano

verticilo Denominação aplicada a cada um dos círculos de peças florais: cálice, corola etc

vértico Termo que qualifica solos intermediários para vertissolo

vertissolo Solo constituído por material mineral apresentando horizonte vértico e pequena variação textural ao longo do perfil. Apresenta pronunciadas mudanças de volume com o aumento do teor de umidade no solo, fendas profundas na

época seca e superfície de fricção. Pode apresentar micro relevo tipo gilgai e estrutura do tipo cuneiforme, consistência muito plástica e muito pegajosa, devido à presença de argilas expansíveis ou mistura destas com outros tipos de argilominerais

vesícula (Geologia) Cavidade deixada em uma rocha após o escapamento de gases e cujas dimensões variam desde milésimos de milímetros até alguns centímetros, e com morfologia esférica ou elipsoidal. Pode ser preenchida por minerais tais como zeólitas, carbonatos, epídoto e quartzo, quando estão é chamada de amígdala

vespertilionidae Nome de uma família de mamíferos voadores, representada por alguns tipos de morcegos

vestíbulo (Palinologia) Pequena câmara situada abaixo de um poro aspídoto e limitada de um lado pela nexina e do outro pela sexina

vetor (Biologia) Animal, usualmente um artrópode, capaz de transmitir um agente patogênico de um organismo para outro

vetor mecânico (Biologia) Vetor que transmite um parasita, sem desenvolvimento ou multiplicação nele do parasita

vicariantes Denominação utilizada para indicar duas espécies intimamente aparentadas sob o aspecto morfológico, mas que habitam áreas ecologicamente distintas

vida média (t) Relação entre o número de átomos de um determinado elemento químico, que se desintegram num certo tempo t, e o número total de átomos iniciais do mesmo elemento

viperidae Nome de uma família dos répteis, representada pelas cobras altamente venenosas

vireonidae Nome de uma família das aves, representada dentre outras pelas juruviaras, pitiguaris e vite-vites

virulência Grau de patogenicidade de um agente infeccioso

vírus Partícula consistindo de ácidos nucleicos (RNA ou DNA) envolvidos por uma carapaça protéica, com capacidade de replicar-se no interior de uma célula hospedeira e disseminar-se de célula a célula. Normalmente causam doenças

visão estereoscópica Efeito tridimensional que é obtido quando o observador olha simultaneamente duas imagens do mesmo objeto tiradas de pontos diferentes, ocorrendo a fusão do mesmo em um só ponto

vivaz (Botânica) Planta que cresce desenvolvendo um caule aéreo, que fenece após a frutificação, brotando novamente de um caule subterrâneo, bulbo ou rizoma

viveiro florestal Denominação aplicada a uma determinada superfície do terreno que é destinada a produzir mudas de árvores sadias e vigorosas, para posterior utilização em plantios florestais ou reflorestamentos. Pode ser provisório ou permanente

viveiro permanente Viveiro destinado a produzir plantas para serem fornecidas a uma ampla região, por tempo indeterminado e ocupando uma grande área.

viveiro provisório Viveiro que é destinado a produzir somente plantas para uma área restrita a ser arborizada, localizando-se portanto na região a ser plantada e apresentando instalações provisórias

voçoroca Escavação mais ou menos profunda, que ocorre geralmente em terreno arenoso, originada pela erosão. É formada devido a ação da erosão superficial ou mais freqüentemente, pela ação combinada da erosão superficial e da erosão subterrânea. A erosão superficial tem como ponto de partida estradas antigas, valetas, ou também pontos topográficos favoráveis. Pode alcançar profundidades de várias dezenas de metros e extensão de centenas de metros. Boçoroca

volúvel (Botânica) Trepadeira que se enrola em algum tipo de suporte, sem contudo apresentar qualquer órgão ou peça de sustentação. Conforme seu crescimento, pode apresentar um movimento dextrogiro ou sinistrogiro

vôo de dispersão. Deslocamento aéreo efetuado pelos reprodutores alados maduros de insetos sociais, com o objetivo de encontrarem seus parceiros sexuais, para copularem, e assim com a fêmea fertilizada formarem uma nova colônia

normalmente no caso dos cupins (Isoptera), macho e fêmea dividem o trabalho da formação da nova colônia e no caso das formigas (Hymenoptera formicidae), normalmente apenas a fêmea executa esta tarefa

vôo nupcial. Deslocamento aéreo efetuado pelos reprodutores alados maduros de insetos sociais, com o objetivo de encontrarem seus parceiros sexuais, para copularem. Este termo é comumente utilizado, para a abelha Apis mellifera, que após copular com alguns machos (zangões), volta a sua colônia de origem, para a enxameação

vug Cavidade freqüentemente preenchida por minerais que apresentam uma composição diferente daqueles da rocha circundante

vulcanismo Termo que abrange todos os processos e eventos que permitem e provocam a ascensão de material magmático, juvenil, do interior da terra à superfície terrestre

vulcano-plutonismo Processo através do qual são formadas, de modo associado, no tempo e seguidamente também no espaço, rochas vulcânicas e plutônicas

vulcão Empilhamento sobre a superfície terrestre, de material ígneo que se acumula em volta de um ou mais condutos, durante erupções sucessivas, podendo crescer até alcançar dimensões de uma montanha

vulcão central Vulcão aproximadamente simétrico, formado pela ejeção de debris flow e fluxo de lava, a partir de um ponto central

vulcão complexo Vulcão que apresenta duas ou mais aberturas (vent), ou ainda, que possui um domo vulcânico na cratera ou em seus flancos, à semelhança do Vesúvio e do Monte Peleé

vulcão composto Vulcão que possui um cone vulcânico íngreme, formado pela alternância de fluxo de lava e erupção piroclástica

vulcão compósito Ver estratovulcão

vulcão de escudo Vulcão formado quase que totalmente pela efusão e solidificação de lavas, mostrando encostas suaves.

vulcão de lama Denominação aplicada a lama formada pela mistura de água e pó, cinza ou outros produtos de erupção vulcânica, em geral inicialmente quente e que flui para baixo através do cone vulcânico à semelhança de um lahar quente

vulcão em domo Vulcão constituído por lavas de caráter tão pastoso que são incapazes de formar derrames, originando então massas bulbosas, cujo topo tem a forma de cúpula. Os flancos mostram forte declive, sendo a base pequena.

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w (Pedologia) Símbolo utilizado exclusivamente com o horizonte B para designar intensa alteração com inexpressiva acumulação de argila, com ou sem concentração de sesquióxidos.

wadi Correntes de água em um ambiente de deserto, caracterizadas por atividade fluvial esporádica e abrupta e por uma relação muito baixa água/sedimentos. A deposição é muito rápida devido à súbita perda de velocidade e absorção de água pelo solo.

willemita Mineral que cristaliza no sistema hexagonal-R, classe romboédrica, com composição Zn2(SiO ), apresentando-se em cristais hexagonais com terminações romboédricas, e cores vermelho-amarela, vermelho-carne, castanho e branco (quando pura). O manganês pode substituir parte considerável do zinco, constituindo a variedade troostita, sendo que o ferro pode também estar presente. ) até a hubnerita (MnWO4).

wolframita Mineral que cristaliza no sistema monoclínico, classe prismática, brilho metálico a resinoso e coloração escura. O ferro ferroso e o manganês bivalente substituem-se mutuamente, existindo uma série completa desde a ferberita (FeWO4

wollastonita Mineral que cristaliza no sistema triclínico, classe pinacoidal, com composição Ca(SiO3) incolor, branca ou cinzenta e brilho vítreo a nacarado. Apresenta duas clivagens perfeitas que formam ângulos de aproximadamente 840 e 960.

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x (Pedologia) Símbolo utilizado com os horizontes B, C e ocasionalmente o E, para designar cimentação aparente e reversível

xantofila Pigmento amarelo que confere cor a diversos órgãos, principalmente às folhas

xaxim Tronco de determinadas samambaias arborescentes, cuja massa fibrosa é utilizada como substrato para cultura de orquídeas e diversas outras plantas ornamentais

xenarthra Nome de uma ordem dos mamíferos desdentados, representada pelas preguiças, tatus e tamanduás

xenobiose. Relação de comensalismo entre formigas, na qual uma colônia de uma espécie vive no ninho de uma colônia de outra espécie, tendo livre trânsito, e obtendo alimento pela regurgitação da espécie anfitriã, mantendo contudo suas ninhadas independentes

xenólito Fragmento da rocha encaixante que foi engolfado pelo magma ao longo de sua ascenção e emplacement, podendo ser classificado como: epixenólito e hipoxenólito

xérico Classe de regime hídrico do solo tipificado em climas mediterrâneos, onde os invernos são úmidos e frios e os verões, secos e quentes

xerófilo Organismo que vive em locais de baixa umidade

xerófito Vegetal que habita ambientes em que o solo apresenta deficiência hídrica durante um certo período de tempo

xeromórfitos Plantas lenhosas e/ou herbáceas que apresentam duplo modo de sobrevivência ao período desfavorável, um dos quais é subterrâneo através de xilopódios, enquanto o outro é aéreo, sendo então as gemas e os brotos de crescimento protegidos por catáfilos

xerossere (Vegetação) Sucessão primária em ambiente seco

xilófago Denominação geral utilizada para indicar animais - alguns insetos, moluscos e crustáceos - que se alimentam das madeiras em que vivem

xilopódio Estrutura lenhosa, tuberosa, geminífera, relacionada com a economia de água e a sobrevivência aos incêndios, característica de plantas de formações abertas, como as savanas

xisto azul Metabasito foliado cuja coloração lilás-acinzentado escuro se deve à presença de abundante anfibólio sódico, tipicamente o glaucofano ou a crossita

raramente mostra-se com a cor azul, em amostra de mão.

xisto verde Metabasito de cor verde, foliado, constituído predominantemente por clorita, epídoto e actinolita

xistosidade Foliação decorrente da orientação paralela de minerais, agregados minerais ou objetos geológicos, tais como seixos, dentre outros, de forma placóide ou achatada, ou da orientação planar de minerais alongados.

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z (Pedologia) Símbolo utilizado com os horizontes O, A, B e C para indicar acumulação de sais mais solúveis em água fria que o sulfato de cálcio

zarcão Denominação comercial do óxido de chumbo vermelho, com teor mínimo de 97% de Pb304

zarcão misto Denominação utilizada para o óxido de chumbo vermelho, com adição de óxido de ferro

zênite Ponto da esfera celeste cortado pela vertical de um lugar

zeólitas.. Família de silicatos hidratados de alumínio, com sódio e cálcio como as bases importantes. São minerais caracteristicamente secundários, destacando-se: analcima, laumontita, thomsonita, escolecita, cabazita, gmelinita, heulandita, estilbita, phillipsita e harmotomo

zero (Geodésia) Superfície de referência a partir da qual são calculadas as altitudes

zigomorfo Denominação aplicada a uma flor que admite somente um plano de simetria, podendo dividir-se em duas metades iguais apenas mediante seção em uma direção única.

zigoto Célula diplóide formada pela união dos gametas masculino e feminino durante a fertilização.

zircão Mineral da família dos ortossilicatos que cristaliza no sistema tetragonal classe bipiramidal-ditetragonal. Apresenta cores marrom, verde, azul, vermelho, amarelo, podendo mesmo ser incolor. Tem composição Zr (SiO ), dureza 7,5 e densidade 4,68. Mostra elevada refratariedade.

zona abissal Intervalo da região bentônica situado, grosso modo, entre as isóbatas de 2 000m e 6 000m, com a temperatura variando entre 40C a 00C. Caracteriza-se pela ausência total de luz e fauna pobre e escassa.

zona abissopelágica Divisão de região pelágica compreendida entre os 2 000m e 6 000m.

zona afótica Parte do corpo de água, situado abaixo da zona fótica, na qual a escuridão é permanente.

zona batial Divisão de região bentônica compreendida entre as profundidades de 180m e 2 000m, com a temperatura da água alcançando 40C. A luz é bastante escassa, podendo contudo alcançar até 600 m de profundidade nas regiões tropicais.

zona batipelágica Divisão de região pelágica compreendida entre as profundidades de 500m e 2 000m.

zona de aeração Faixa compreendida entre o nível freático e a superfície do solo. É dividida desde sua porção inferior até a superior em: franja capilar, zona de retenção e zona de evapotranspiração.

zona de alimentação Local em que há aporte de água para o aqüífero.

zona de amortecimento (Ecologia) Entorno de uma unidade de conservação, onde as atividades humanas estão sujeitas a normas e restrições específicas, com o propósito de minimizar os impactos negativos sobre a unidade.

zona de amplitude (ing .range zone) (Estratigrafia) Corpo de estratos reconhecido pela amplitude total de distribuição vertical e horizontal, de qualquer elemento paleontológico selecionado do conjunto de formas fósseis de uma sucessão estratigráfica. O elemento paleontológico pode ser um táxon de categoria variável (espécie, gênero, família, ordem, etc), agrupamento de taxa, uma linhagem, segmento de linhagem ou qualquer outra característica paleontológica.

zona de associação (Estratigrafia) Unidade bioestratigráfica caracterizada por uma associação de taxa que difere das presentes nas unidades inferior e superior

na sua definição pode ser levada em consideração a associação inteira (orictocenose); os taxa animais ou vegetais, independentemente; apenas um grupo particular de taxa (foraminíferos, corais, etc); ou, ainda, parte de um grupo, como por exemplo os foraminíferos planctônicos.

zona de baixa velocidade Porção superior de Astenosfera situada junto à base da Litosfera, na qual a velocidade das ondas sísmicas diminui, sendo caracterizada pelas altas temperaturas e comportamento reológico dúctil. É um importante limite entre a Litosfera e a Astenosfera e de suma importância para a Tectônica de Placas.

zona de Benioff Zona correspondente ao hipocentro dos terremotos desenvolvidos nas margens convergentes das placas litosféricas. Pode alcançar profundidades de até 700km nas extremidades inferiores das placas subductantes. Representa as faixas sísmicas mais ativas do globo. Zona de Wadati-Benioff.

zona de concorrência (Estratigrafia) Corpo de camadas delimitado pela porção coincidente da distribuição espacial de dois ou mais taxa. Esta variedade de biozona confina-se ao intervalo de coexistência de taxa, ao invés de abranger a distribuição total ou regional de um táxon.

zona de espraiamento Faixa do estirâncio em que a massa de água, que é transportada pelas ondas de translação, flui praia acima e volta para o mar por influência da ação da gravidade.

zona de exudação Local em que ocorre a descarga de água de um aqüífero.

zona de intervalo (Estratigrafia) Intervalo entre dois horizontes bioestratigráficos distintos. Não é uma zona de amplitude de qualquer táxon, nem uma coincidência de vários taxa, e pode carecer de associações fósseis distintas ou de características biostratigráficas peculiares. É mais propriamente chamada de zona-de-biointervalo ou zona-de-interbiohorizonte.

zona de linhagem (Estratigrafia) Tipo de zona de amplitude representada por um conjunto de estratos que contêm exemplares representativos de um segmento de uma linha ou direção de evolução ou de desenvolvimento, limitado acima e abaixo, por mudanças das características da linha ou da direção. Filozona.

zona de retenção Faixa intermediária da zona de aeração do solo, que contém água vadosa intermediária.

zona de saturação Camada do solo em que todos os poros estão preenchidos com água, sob pressão hidrostática, correspondendo à zona de armazenamento da água subterrânea.

zona de surfe Área compreendida entre o limite inferior do refluxo das ondas e a zona de rebentação.

zona de translação Faixa do litoral compreendida entre a zona de rebentação e o limite inferior do estirâncio.

zona de Wadati-Benioff Ver zona de Benioff.

zona epipelágica Divisão da região pelágica compreendida entre 0m e 100m de profundidade, sendo bem iluminada.

zona estéril (Estratigrafia) Intervalo afossilífero entre biozonas sucessivas. É designada informalmente referindo-se às biozonas adjacentes. Intervalos estéreis de espessura suficiente situadas dentro de biozonas podem ser chamados de intrazonas estéreis.

zona fótica Parte do corpo de água que é atravessada pela luz solar. Divide-se nas subzonas eufótica e disfótica.

zona hadal Região bentônica situada entre as profundidades de 6 000m e 11 000m.

zona hadopelágica Divisão da região pelágica compreendida entre as profundidades de 6 000m e 11 000m.

zona infrapelágica Divisão da região pelágica compreendida entre as profundidades de 180m e 500m.

zona intermaré Porção da planície de maré, pouco inclinada, e que se apresenta totalmente exposta na baixa-mar e quase inteiramente coberta na preamar

zona litorânea Área do fundo marinho compreendida entre a preamar e a baixamar, rica em oxigênio dissolvido, com movimentação da água e presença da luz solar.

zona mesopelágica Divisão da região pelágica compreendida entre as profundidades de 100m e 180m, mostrando-se parcialmente iluminada.

zona mesossapróbria Zona fracamente poluída por detritos, em um rio, na qual a matéria orgânica se encontra parcialmente oxidada, contendo, ainda, no curso d’água, regiões aeróbica e anaeróbica. É dividida em zonas mesossapróbria alfa e beta.

zona metalogenética Região metalogenética que se apresenta de forma triangular, com extensão que pode alcançar 1 000km e largura que pode variar desde algumas dezenas até poucas centenas de quilômetros.

zona oligossapróbria Zona não poluída de um curso d’água, na qual a matéria orgânica foi decomposta, oxidada, desaparecendo deste modo o odor séptico, a cor e mesmo a turbidez.

zona polissapróbria Zona fortemente poluída de um curso d’água, que contém uma elevada concentração de substâncias complexas oxidáveis, provocando a escassez ou até mesmo a ausência total de oxigênio.

zonação Reação química contínua, que ocorre entre o mineral e o líqüido. Presente em minerais que são soluções sólidas contínuas, tais como os plagioclásios e as olivinas.

zoneamento ambiental Integração sistemática e interdisciplinar da análise ambiental ao planejamento dos usos do solo, com o objetivo de definir a melhor gestão dos recursos ambientais identificados.

zoneamento ecológico-econômico (ZEE) Instrumento de racionalização da ocupação dos espaços e de redirecionamento das atividades econômicas. O ZEE serve como subsídio a estratégias e ações para a elaboração e execução de planos regionais de busca do desenvolvimento sustentável.

zonocolpado (Palinologia) Grão de pólen que apresenta colpos, geralmente meridionais, em posição equatorial

zonoporado (Palinologia) Grão de pólen que apresenta poros em posição equatorial.

zonotremado (Palinologia) Grão de pólen que apresenta as aberturas em posição

equatorial.

zooantroponose Infecção transmitida aos animais a partir de reservatório humano.

zoocoria (Botânica) Modalidade de dispersão dos diásporos em que o agente de dispersão preponderante são os animais.

zoocórica Planta que tem seus diásporos dispersos por animais.

zoogléia Substância gelatinosa produzida por bactérias, constituindo uma grande parte dos flocos do lodo ativado e do limo do filtro biológico.

zoonose Infecção ou doença infecciosa transmissível, sob condições naturais, de homens a animais e vice-versa.

zoophyco Estrutura constituída de tubos espiralados em forma de rabo-de-galo, sendo mais freqüente em certas rochas sedimentares e em águas relativamente profundas.

zooplâncton Conjunto de animais suspensos (flutuadores) ou que nadam na coluna de água, em geral microscópicos, sendo incapazes de sobrepujar o transporte pelas correntes devido ao seu pequeno tamanho ou à pequena capacidade de locomoção.

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C (Pedologia) Horizonte ou camada mineral constituída por material inconsolidado, de profundidade, relativamente pouco afetado pelos processos pedogenéticos, similar ao material a partir do qual, o solum pode ou não ter se formado.

c (Pedologia) Simbologia utilizada com os horizontes A, E, B e C para designar acumulação significativa de concreções ou nódulos não concrecionários (solidificação variável), cimentados por material outro que não seja sílica. Não é usado caso os nódulos ou concreções sejam de ferro, alumínio, manganês ou titânio ou quando especificamente provenham da consolidação de plintita (petroplintita).

Caatinga Nome genérico dado as formações vegetais típicas do interior semi árido do Nordeste do Brasil. As plantas da caatinga apresentam adaptação à escassez e irregularidade das chuvas. Predominam espécies arbóreas e arbustivas de pequeno porte, espinhosas, que perdem as folhas na estação seca, associadas a cactáceas e bromeliáceas.

Caatinga-amazônica Subgrupo de formação da campinarana florestada que ocorre os pediplanos tabulares dominados por fanerófitos finos e deciduais na época chuvosa, assemelhando-se a uma floresta ripária.

Caatinga-gapó Vegetação típica de alguns rios de água preta, nos quais em algumas partes de seus cursos, a amplitude da área inundada é inteiramente revestida por arbustos e pequenas arvoretas de alturas iguais, na borda das quais a floresta virgem sobe abruptamente elevando-se a até duas vezes a altura dessa vegetação.

Cabeça de corrente de retorno Porção da corrente de retorno que se alarga, rumo ao oceano, ao ultrapassar a zona de arrebentação.

Cabeceira Porção superior de um curso d’água, próximo a sua nascente.

Cabo Porção saliente da linha de costa que avança em direção ao mar. Esta feição tanto pode ser resultante de uma erosão diferencial como também ser devida à ação das ondas e correntes marinhas.

Cabochão (Gemologia) Tipo de talhe com que pode ser lapidada uma gema, sendo que a parte superior da pedra mostra uma superfície convexa, enquanto a parte inferior pode ser convexa, côncava ou mesmo plana.

 

Cacaueiro Árvore da família das Sterculiáceae, originária do Brasil - Região Amazônica, e designada cientificamente como Theobroma cacao. Apresenta altura mediana com até 6 m de altura, sendo muito ramificada. Folhas longas com até 35 cm de comprimento e pendentes. O caule é ereto, de casca lisa e verde durante os primeiros 2 anos, e cor cinza-escuro de superfície irregular na planta adulta. A uma altura variável entre 60cm e 2,0 m o caule emite ramos laterais e, outros que formarão a copa. Quando novas, as folhas são de cor rósea a bronzeescuro, tornando-se posteriormente rígidas e verdes. São alternas e opostas nos ramos laterais, enquanto que nos ramos verticais são alternas, porém em espiral. As flores são hermafroditas, se formam em inflorescências no tronco ou nos ramos lenhosos, nas chamadas almofadas florais, de onde se desenvolvem e formam os frutos. São brancas, amarelas a róseas, reunidas em grupos, surgindo do caule, no período de dezembro a abril. O fruto do cacaueiro é uma cápsula, pentalocular, de cor dourada ou vermelha. A superfície é percorrida por sulcos longitudinais e superficiais, casca dura e coloração desde amarelo-esbranquiçada até vermelho-escura, atingindo cerca de 20cm de comprimento. Contém polpa muscilaginosa, branca ou rósea, envolvendo cinco fileiras de sementes avermelhadas. Frutificam de Abril a Setembro.

Caça predatória Caça em que a proporção de indivíduos abatidos é superior à capacidade de recomposição populacional através da reprodução. É praticada clandestinamente, com fins lucrativos, provocando a aceleração do processo de extermínio de várias espécies de valor econômico.

 

Cachimbo Trincheira profunda, aberta na encosta de uma elevação.

Cacimba (Geologia) Escavação produzida em áreas de rochas cristalinas devido a ação do intemperismo químico, e que foi preenchida com material clástico grosseiro por ocasião de fortes chuvas durante a época de clima árido que abrangeu o final do Pleistoceno e o início do Holoceno.

Cacimba Termo regional utilizado no Nordeste do Brasil para denominar os poços cavados no leito seco dos rios durante a estação seca.

Cactáceas Família de plantas destituídas de folhas e que têm o caule muito engrossado, em virtude de amplas reservas de água. São exclusivas do continente americano. Quase sempre possuem espinhos. Muitas têm flores ornamentais, dotadas de numerosas pétalas e estames, com frutos por vezes comestíveis.

 

Cadeia de barreiras Sucessão de ilhas barreiras, esporões barreiras e praias barreiras, que se estende por considerável distância, às vezes por algumas centenas de quilômetros, ao longo da costa. São formações estreitas e alongadas, formadas pela deposição de areia por correntes marinhas.

 

Cadeia de transmissão (Epidemiologia) Caracterização dos mecanismos de transmissão de um agente infecioso, envolvendo os organismos suscetíveis, os agentes infecciosos e os reservatórios.

Cadeia externa Elevação submersa ampla, que se apresenta em geral com mais de 160km de largura e altura de até 1800m, estendendo-se paralelamente à margem continental, e podendo ser incorporada a uma bacia marginal

Cadeias assísmicas Conjunto de elevações geradas por vulcanismo interplaca relacionado a pontos quentes atualmente inativos. São alinhados em arcos de círculos concêntricos ao polo de rotação da placa. Traços de plumas.

Caducidade Processo de adaptação de um vegetal através do qual as folhas caem antes de brotarem novas folhas, permitindo deste modo que seja conservada água durante a estação desfavorável, seja a fria (hibernação) seja a seca (estivação). Durante a estação desfavorável o vegetal permanece sem folhas.

 

Caducifólio Vegetal que perde as folhas durante o período climático desfavorável.

 

Cairomônio Substância ou mistura química de substâncias usadas em comunicação (infoquímico de ação interespecífica, ou seja um aleloquímico) no meio de indivíduos que pertence a espécies diferentes. Evoca uma resposta que é adaptativa, desfavorável para o emissor mas favorável para o receptor.

 

Cal viva Produto que ocorre como CaO, proveniente da queima do calcário à uma temperatura de cerca de 900oC, com a conseqüente perda de CO . Quando misturada com água forma hidrato de cálcio, denominada cal extinta, que incha, liberando muito calor e tornando-se dura.

 

Calagem Processo através do qual é aplicado calcário ao solo objetivando neutralizar a acidez, proporcionando com isso melhores condições para o desenvolvimento das plantas. Nos solos ácidos o desenvolvimento dos microrganismos é bastante reduzido, principalmente das bactérias fixadoras do nitrogênio atmosférico, além de ser o fósforo do solo de difícil aproveitamento pelos vegetais.

Calcarenito Arenito carbonático produzido freqüentemente por precipitação química seguida de retrabalhamento no interior da própria bacia, ou sendo ainda resultante da erosão de calcários mais antigos situados fora da bacia de deposição.

Calcário litográfico Denominação geral utilizada para indicar um calcário principalmente de origem marinha, afanítico, equigranular e praticamente puro.

Calcedônia Denominação genética aplicada às variedades criptocristalinas fibrosas do quartzo (SiO ). Mais especificamente é tida como uma variedade que apresenta coloração desde parda a cinzenta, com brilho vítreo e translúcida. A cor e a disposição em faixas dão origem às variedades conhecidas como cornalina, sardo, crisoprásio, ágata, heliotrópio e ônix.

Calcícola Denominação aplicada à plantas que vivem em solos calcários.

Calcífuga Planta que não se adapta à solos calcários.

Calcilutito Calcário constituído por lama calcária litificada.

Calcimperme Camada endurecida, cimentada por carbonato de cálcio (CaCO3).

Calcita Mineral da família dos carbonatos, que cristaliza no sistema hexagonal-R, classe escalenoédrica-hexagonal e composição CaCO . Seus hábitos mais importantes são o prismático, o romboédrico e o escalenoédrico. Apresenta dureza 3 na escala de Mohs, clivagem perfeita segundo { 1011 } e intensa dupla refração. Usualmente branca a incolor pode contudo mostrar cores cinza, vermelho, verde, azul e amarelo.

Calcófilos Elementos que mostram forte afinidade pelo enxofre (S) e são solúveis em uma fusão de Fe S.

Calcopirita Mineral metálico que cristaliza no sistema tetragonal, classe escalenoédrica, composição CuFeS , e de coloração amarela. É um dos principais minérios de cobre.

Calcinação Processo de aquecimento de corpos sólidos para provocar a sua decomposição, porém sem oxidação pelo ar atmosférico. O calcário ao ser calcinado produz cal viva (CaO) e gás carbônico (CO2).

Calcrete Depósito superficial constituído de materiais que podem ter granulação de conglomerado ou areia, e cimentados por carbonato de cálcio, resultante da sua concentração por evaporação em clima seco.

Calda bordaleza Mistura de sulfato de cobre e cal, utilizada na agricultura para combater parasitas, especialmente fungos, sendo também empregada na caiação das paredes internas de decantador de ETA (Estação de Tratamento de Água), para prevenir o desenvolvimento de algas.

Caldeira Cratera muito ampla, resultante do colapso ou subsidência durante a atividade vulcânica, ou de posterior erosão quando cessada a atividade ígnea, ou ainda em situações especiais, devido a explosões violentas.

 

Calgon Denominação comercial de um sal, o hexametafosfato de sódio, utilizado como dispersante, na análise granulométrica do solo.

 

Calha de onda Porção mais baixa de uma onda situada entre duas cristas sucessivas.

 

Cálice (Botânica) Conjunto mais externo de peças florais idênticas. Cada peça separada constitui uma sépala. Ver sépala.

 

Caliche Solo desértico endurecido devido a cristalização da calcita e outros minerais, em seus interstícios. Forma-se em regiões de clima semi-árido a árido, onde o sentido predominante da movimentação da umidade no solo é ascendente, devido ao excesso de evaporação e à ação da capilaridade. As águas carbonatadas ao se evaporarem propiciam a precipitação da calcita entre as partículas do solo.

 

Californita Variedade da vesuvianita- mineral que cristaliza no sistema tetragonal, classe bipiramidal-ditetragonal, de composição complexa, sendo contudo um silicato de alumínio e cálcio hidratado com magnésio e ferro, podendo também conter boro ou flúor, de cor verde, compacta e que se assemelha ao jade. Utilizada em pequena escala como gema.

Calhaus (Pedologia) Fragmentos grossos do solo, com diâmetro compreendido entre 2cm e 20cm.

Callitrichidae Nome de uma família dos mamíferos primatas, representada pelos saguis e micos.

Calmaria Ausência perceptível dos ventos, sendo que em tais condições a velocidade é inferior a 1 nó (força 0 na Escala de Beaufort) ou mesmo nula.

 

Calmodulina Proteína ligadora de Ca2+, amplamente distribuída, cuja ligação a outras proteínas é governada por alterações na concentração intracelular de Ca2+. Sua ligação modifica a atividade de várias enzimas - alvo e proteínas de transporte de membrana.

Calo (Botânica) Protuberância suculenta que se forma sobre o tecido vegetal ferido.

Calor de umedecimento Quantidade de calor liberado durante adsorção de água pelos colóides do solo seco, quando este é umedecido.

Calor específico Quantidade de calor que é preciso fornecer a 1 g de uma substância qualquer para elevar a sua temperatura em 1ºC.

Calor molar de combustão Energia liberada quando um mol de uma determinada substância é completamente oxidada.

Calor molar de cristalização Energia liberada quando um mol de uma dada substância cristaliza a partir de uma solução saturada da mesma substância.

Calor molar de dissolução Energia liberada ou absorvida quando um mol de uma determinada substância é completamente dissolvida em um grande volume de solvente.

Calor molar de formação Energia liberada ou absorvida quando um mol de um composto se forma a partir dos seus componentes.

Calor molar de fusão Energia expressa em kilojoules, necessária para fundir um mol de um sólido.

Calor molar de neutralização Energia liberada na neutralização de um ácido ou de uma base.

Calor molar de sublimação Energia expressa em kilojoules, necessária para sublimar um mol de um sólido.

Calor molar de vaporização Energia expressa em kilojoules, necessária para evaporar um mol de um líquido.

Camada (Estratigrafia) Unidade formal de menor hierarquia na classificação litoestratigráfica, apresentando-se como um corpo rochoso aproximadamente tabular, relativamente delgado e litologicamente diferenciável das rochas sobre e sotopostas.

Camada (Pedologia) Seção à superfície ou paralela a esta, de constituição, mineral ou orgânica, pouco diferenciada e pouco ou nada influenciada pelos processos pedogenéticos.

Camada (Sedimentologia) Corpo tabular de rocha que se encontra em posição essencialmente paralela à superfície sobre a qual foi formada.

Camada bilipídica Fina camada bimolecular composta principalmente por moléculas de fosfolipídios, que formam a base estrutural de todas as membranas celulares. As duas camadas de moléculas de lipídios são condensadas com suas caudas hidrofóbicas direcionadas para dentro, e suas cabeças hidrofílicas para fora, expostas a água.

Camada de inversão Camada da atmosfera, particularmente da troposfera, que, por circunstâncias especiais e locais, em um determinado momento apresenta perfil de temperatura invertido em relação ao normal, isto é, com a temperatura aumentando com a altitude. Pode começar no nível do solo ou a partir de uma certa altitude. A base da camada de inversão bloqueia a dispersão de poluentes para cima e por esta razão é um amplificador da poluição atmosférica em grandes cidades com características topográficas de depressão, como São Paulo (Brasil), Los Angeles (EUA) e Santiago (Chile). Eventualmente estas cidades têm que recorrer até ao bloqueio do tráfego de veículos para que o ar não se torne irrespirável. É um fenômeno mais freqüente no inverno.

Camada de ozônio Parte da atmosfera superior, situada entre 20km e 35km de altitude, na camada estratosférica, com elevada concentração de ozônio e que absorve grandes proporções da radiação solar na faixa do ultravioleta, evitando que a mesma alcance a Terra em quantidades consideradas perigosas. Ozonosfera.

Camada de valência (Química) Camada eletrônica externa de um átomo que contém os elétrons que participam geralmente nas ligações químicas.

Camada impermeável Camada formada por processos outros que não pedogenéticos e que se mostra resistente à penetração de fluidos e/ou raízes. É caracterizada pela acentuada redução da condutividade hidráulica em relação à das camadas ou horizontes adjacentes.

Camada mista Camada superficial de água oceânica, situada acima da termoclina e homogeneizada pela ação do vento. Eqüivale ao epilímnio dos lagos.

Camada nefelóide Camada constituída por matéria particulada em suspensão, situada próxima ao substrato das áreas oceânicas, que apresentam profundidades superiores a 4500m. Esta zona de sedimentos em suspensão pode também ser encontrada em águas mais rasas, próximas ao continente, quando estão presentes fortes correntes de fundo.

Camada protetora Ver mulch.

Camada saturada Porção da camada aqüífera que apresenta seus espaços (poros, interstícios, fendas etc.) completamente preenchidos por água. É considerada apenas nos aqüíferos livres.

Camalhão Monte ou dique de solo que é amontoado in loco e em linha, como prática de controle à erosão para conservação do solo, através da utilização de implemento agrícola. Concomitantemente é construída, paralelamente ao camalhão, uma valeta ou canal que é utilizado para reter ou canalizar a água de superfície. A este conjunto é dado o nome de terraço em camalhão.

Câmara de aeração Unidade em que ocorre a oxidação bioquímica dos esgotos domésticos, através do contato íntimo entre o ar e o líquido, provocado por intensa aeração.

Câmara de decantação Compartimento da fossa séptica onde se processa o fenômeno de decantação da matéria em suspensão nos despejos.

Câmara de digestão Local da fossa séptica destinado à acumulação e digestão do material decantado.

Câmara multiespectral Câmara que permite o registro proveniente da radiação de uma mesma cena em um filme preto e branco, de tal forma que esta radiação pode ser decomposta em diferentes faixas do espectro através da utilização de filtros interpostos entre o filme e a objetiva.

Câmbico Qualificação utilizada para unidades de solos com características intermediárias para cambissolo.

Câmbio (Botânica) Camada de meristema situada entre o lenho e o líber (floema), e da qual resultam os tecidos vegetais que conduzem a seiva. É o tecido responsável pelo crescimento do diâmetro dos troncos.

Cambissolo Classe de solo constituída por material mineral, não hidromórfico, com horizonte B incipiente, subjacente a qualquer tipo de horizonte superficial.

Cambriano Período primitivo da Era Paleozóica e com duração de tempo compreendida entre aproximadamente 540 e 500 milhões de anos. Sua denominação é devida ao geólogo inglês Adam Sedgwick em homenagem a Cambria, antiga denominação do País de Gales. É subdivido em Cambriano Inferior, Médio e Superior. É o período em que a maioria dos grupos principais de animais apareceram no registro fóssil. Este evento é chamado as vezes de a explosão cambriana, devido do tempo relativamente curto em que esta diversidade de espécies aparece. Neste período surgiram os primeiros foraminíferos e graptólitos, além de representantes dos invertebrados. No Cambriano Superior as placas Laurentia e Báltica se moviam em rota de colisão, começando a consumir o Oceano Iapetus, localizado entre ambas dando início à Orogenia Caledoniana.

Caméfitos Plantas sublenhosas e/ou ervas cujas gemas e brotos de crescimento estão situados acima do solo, podendo alcançar até 1 m de altura. As gemas e brotos são protegidos durante o período desfavorável, ora por catáfilos, ora pelas folhas verticiladas ao nível do solo.

Campinarana Vegetação restrita a algumas áreas da Amazônia, com clímax edáfico arbóreo, arbustivo ou gramíneo – lenhoso, que ocorre em áreas deprimidas com solos arenosos e hidromórficos (espodossolos hidromórficos e neossolos quartzarênicos hidromórficos) com formas biológicas adaptadas a esses solos quase sempre encharcados. Ver caatinga – amazônica.

Campinarana gaúcha Vegetação campestre que ocorre ao centro a ao sul do Rio Grande do Sul. É uma extensão do pampa argentino e uruguaio.

Campo Terras planas ou quase planas, em regiões temperadas, tropicais ou subtropicais, de clima semi-árido ou subúmido, cobertas de vegetação em que predominam as gramíneas, às vezes com a presença de arbustos e de espécies arbóreas esparsas, habitadas por animais corredores e pássaros de visão apurada e coloração protetora.

Campo aberto Ecossistema caracterizado por uma vegetação na qual predominam gramíneas com no máximo 30 cm de altura.

Campo de altitude Tipo de vegetação campestre descontínua, associada a afloramentos rochosos em serras do Brasil Central e Oriental. É vegetação típica dos ambientes montano e alto-montano, com estrutura arbustiva e/ou herbácea que ocorre no cume das serras com altitudes elevadas, predominando os climas subtropical e temperado. As comunidades florísticas próprias desse tipo de vegetação são caracterizadas por grande número de endemismos. Campo rupestre.

Campo de inundação Terreno que margeia um rio, formado por sedimentos provenientes do transbordamento e sujeito a inundação no período de cheia.


Campo limpo Área de vegetação campestre, com revestimento de gramíneas e raros grupos de arbustos.

Campo limpo de cerrado Fitofisionomia do Cerrado caracterizada por apresentar essencialmente vegetação herbácea, com um ou outro indivíduo arbóreo. Ver cerrado.

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B (Pedologia) Horizonte da máxima iluviação do solo, formado sob um horizonte E, A ou O, bastante afetado por transformações pedogenéticas, em que pouco ou nada restou da estrutura original da rocha.

b (Pedologia) Símbolo que indica a presença de horizonte soterrado.

Bacia com soleira Bacia submarina que apresenta deposição separada do corpo principal por uma crista submersa estreita. A água mais profunda permanece mais ou menos estagnada, mostrando deste modo características redutoras.

Bacia experimental Bacia hidrográfica na qual as condições naturais são deliberadamente alteradas objetivando estudar os efeitos dessas modificações no ciclo hidrológico.

Bacia hidrogeológica Região geográfica cujas águas subterrâneas escoam para um só exutório. Pode não coincidir com a bacia hidrográfica.

Bacia hidrográfica Região compreendida entre divisores de água, na qual toda a água aí precipitada escoa por um único exutório.

Bacia marginal Bacia do tipo mar epicontinental, adjacente a um continente, sendo que seu fundo é constituído de massa continental submersa.

Bacia oceânica Bacia tectonicamente estável, formada essencialmente por basaltos e coberta por uma fina camada de sedimentos pelágicos.

Bacia sedimentar Entidade geológica que se refere ao conjunto de rochas sedimentares que guardam uma relação geométrica e/ou histórica mútua, e cuja superfície atual não necessariamente se comporta como uma bacia de sedimentação.

Bacia sob controle Parte da bacia de drenagem cuja contribuição é medida diretamente através de postos pluviométricos

Background Termo utilizado em geoquímica e geofísica para relacionar um valor, teor ou porcentagem mineral, ou ainda uma propriedade física (radiométrica, magnetométrica etc.) a um padrão regional para efeito de comparação. Os valores podem ser apresentados sob a forma de ppm, ppb, cps etc.

Bactérias Microrganismos unicelulares procariotas, pertencente ao Reino Monera, geralmente sem clorofila, e que utiliza alimentos solúveis, normalmente orgânicos, apesar de algumas bactérias serem quimiossintetizantes, e outras fotossintetizantes. Apresentam ampla distribuição na natureza, sendo que algumas bactérias formam esporos resistentes, que podem ficar inativos em condições desfavoráveis do meio ambiente, e serem reativadas com o retorno de condições mais favoráveis.

Bactérias anaeróbicas facultativas Bactérias que conseguem se desenvolver tanto na presença quanto na ausência de oxigênio.

Bactérias clorifiladas Bactérias que obtém energia para o seu desenvolvimento através da fotossíntese.

Bactérias criófilas Bactérias que são mais ativas em uma temperatura igual ou inferior a 100ºC.

Bactérias entéricas Bactérias que se desenvolvem no trato intestinal, sendo deste modo utilizadas como indicadoras de contaminação fecal. Os coliformes fecais fazem parte desse grupo.

Bactérias de nódulo Bactérias capazes de formar nódulos, ou seja, estruturas organizadas, em raízes ou caules de plantas (leguminosas) onde ocorre o processo de fixação biológica do N2.

Bactérias do ferro Bactérias que pertencem a ordem Chlamydobacteriales, e que apresentam a propriedade de retirar o íon ferroso do meio aquoso e precipitá-lo em sua bainha, na forma de íon férrico. Algumas bactérias do ferro, como Crenothrix, Gallionella e Leptothrix, são capazes de oxidar metabolicamente o íon ferroso para o íon férrico autotroficamente . Em outras, como no caso da Sphaerotillos, esta oxidação é puramente química, e processada em sua bainha.

Bactérias do metano Bactérias metanogênicas que, na ausência de oxigênio, realizam a fermentação alcalina da matéria orgânica putrescível, com a produção de gás metano.

Bactérias do solo Bactérias existentes nos solos, principalmente naqueles menos densos, mais aerados e mais férteis, que vivem livres ou em simbiose com as plantas. Algumas espécies realizam importantes reações metabólicas no solo (fixação do nitrogênio atmosférico), outras são capazes de degradar quase todo tipo de material orgânico, liberando para o ar, a água e o solo as substâncias e elementos químicos nele existentes, e que serão aproveitadas mais tarde por outros seres vivos.

Bactérias heterotróficas Bactérias que requerem um ou mais compostos orgânicos que não apenas o dióxido de carbono para a síntese do seu conteúdo plasmático celular.

Bactérias mesófilas Bactérias que apresentam maior atividade em uma temperatura compreendida entre 200ºC e 400ºC.

Bactérias psicrófilas Bactérias que apresentam o ótimo de crescimento em temperaturas inferiores a 150ºC.

Bactérias termófilas Bactérias que se apresentam mais ativas quando a temperatura está compreendida entre 400ºC e 550ºC.

Bacteriostase Substância que inibe a mutiplicação bacteriana.

Bacteróide Forma alterada de células de certas bactérias, particularmente às células intumecidas e vacuoladas irregulares de rizóbio em nódulos de leguminosas.

Bacteriófagos Vírus capazes de infectar e destruir bactérias. São freqüentemente usados pela engenharia genética como vetores para a introdução de novos genes no DNA das bactérias.

Badland Terreno geralmente desprovido de vegetação e entrecortado por um intrincado padrão de ravinas estreitas, cristas agudas e pináculos, resultados de uma erosão severa em materiais não muito resistentes.

Baga (Botânica) Fruto simples, carnoso, indeiscente, freqüentemente com várias sementes, que se origina de um ovário simples ou composto.

Bagueta Amostra de madeira extraída com trado, visando conhecer a espessura do alburno ou então a penetração de preservativos.

Baía Porção do oceano, mar ou lago que adentra pelo continente, caracterizando-se por apresentar uma linha de costa com a concavidade voltada para o exterior. Pode ser do tipo aberta ou fechada.

Baía aberta Baía delimitada por dois pontões rochosos, com uma distância suficiente de modo a permitir que as ondas no seu interior tenham as mesma características das observadas em mar aberto.

Baía fechada Baía que se comunica indiretamente com o mar aberto através de passagens estreitas.

Bainha (Biologia) Revestimento externo, mucilaginoso, cilíndrico, que envolve os filamentos de certos gêneros de algas e bactérias. A bainha pode ser formada de várias camadas ou lâminas superpostas, incolores, amareladas ou pardas e constituída de substâncias sépticas.

Bainha (Botânica) Parte basal achatada da folha que a prende ao caule, envolvendo-a total ou parcialmente. De ocorrência comum em monocotiledôneas.

Baixa (Meteorologia) Região da atmosfera que apresenta pressão barométrica baixa à superfície e valor ainda mais baixo em seu centro. Quanto mais elevada a diferença de pressão entre o centro e as suas vizinhanças, maior será a intensidade do vento em uma baixa. No hemisfério sul os ventos sopram no sentido dos ponteiros do relógio, enquanto no hemisfério norte ocorre o contrário.

Baixa equatorial Faixa de baixa pressão localizada bem ao norte do equador, principalmente no hemisfério norte.

Baixa extratropical Depressão barométrica que se forma fora dos trópicos.

Baixa-mar Elevação mínima alcançada por cada maré vazante.

Baixa tropical Depressão barométrica formada nos trópicos.

Baixada Plaino extenso, normalmente situado na área litorânea pouco acima do nível das marés.

Baixio Elevação do fundo submarino formada por material inconsolidado, geralmente arenoso, podendo contudo ser argiloso ou conchífero, e situado a menos de 20m de profundidade.

Bajada Área plana situada na porção terminal de um conjunto de pedimentos, na qual acumulam-se os sedimentos provenientes das partes mais elevadas. Pode comportar depressões do tipo playa.

Balaenidae Nome de uma família dos mamíferos aquáticos, representada por algumas espécies de baleias, tais como as baleias-francas.

Balancins (Biologia) Denominação das asas posteriores dos dípteros, transformadas em dispositivos estabilizadores de vôo.

Balanço de geleira Diferença entre a acumulação e a ablação de uma geleira, sendo expressa geralmente, em termos de volume de água equivalente por unidade de área.

Balanço de radiação Diferença entre a quantidade de radiação que é absorvida e emitida por um dado corpo ou superfície. Em geral, o balanço de radiação na superfície terrestre é positivo de dia e negativo à noite.

Balanço fisiológico (Agronomia) Equilíbrio relativo das concentrações de nutrientes em soluções do solo que, além de suprir os vegetais com os elementos nutritivos essenciais, mantêm a proporção ideal entre os nutrientes. Por exemplo, magnésio e potássio são necessários as plantas em baixas concentrações, pois em altas doses são tóxicos. Além disto, é necessária a presença na solução do solo de outros sais em concentrações mais altas, especialmente cálcio.

Balanço hídrico Método de quantificação dos fluxos de água no ambiente fundamentado na constatação empírica do funcionamento do ciclo hidrológico. A precipitação atmosférica é a fonte original da água que penetra e escoa sobre a superfície terrestre. Parte dessa água é utilizada pelas plantas, outra infiltra no solo para, em seguida, evaporar-se, ser armazenada pelo sistema do solo (lençol freático) ou ser absorvida pelas plantas. A água que penetra no solo (infiltração) é armazenada em aqüíferos subterrâneos ou drenada pelos rios para lagos, mares e oceanos, de onde evapora, reiniciando o ciclo. Sua forma de aplicação mais simples consiste em comparar a quantidade de água recebida pelo ambiente através das chuvas com a quantidade perdida pela evapotranspiração.

Balata Produto intermediário entre a borracha e a guta-percha, sendo a verdadeira produzida pela árvore Mimusops bidentata D.C.

Balceiro Pequena ilha flutuante, formada por vegetação, que é transportada pela correnteza em um curso d’água.

Baldio Denominação aplicada a um terreno ou campo não cultivado, abandonado e coberto por vegetação pobre.

Balenopteridae Nome de uma família dos mamíferos aquáticos, representada por algumas espécies de baleias, tais como a baleia-azul, baleia–jubarte.

Ball clay Argila na qual predomina caulinita acompanhada de outros argilominerais como a ilita, a esmectita e a clorita, além de conter quantidades subordinadas de quartzo, plagioclásio, feldspato potássico e calcita. Apresenta elevada plasticidade, sendo por vezes refratária e comumente caracterizada pela associação com matéria orgânica e apresentando tonalidades que variam do levemente amarelado até matizes de cinza.

Bálsamo Substância secretada por plantas, em que um dos ácidos em estado livre é o ácido benzóico.

Banco de genes Base física onde o germoplasma (informação genética) vegetal ou animal é conservado. Geralmente são centros ou instituições públicas e privadas que conservam as coleções de germoplasma sob a forma de sementes, explantes, plantas a campo, sêmen, óvulos, embriões, rebanhos, etc. É também a área reservada para a conservação e a multiplicação de plantas, animais e outros seres vivos, a partir de uma reserva de sementes, de mudas, de tecidos, de embriões, de pequenas populações em cativeiro ou um laboratório onde se conservam os genes de diferentes plantas e animais. Informalmente, banco de genes e banco de germoplasma são considerados como sinônimos. Banco genético.B

Banco de neve Zona isolada de neve situada acima ou abaixo da linha de neve regional, e que pode durar por todo o verão.

Banco genético Ver banco de genes.

Banda de absorção da atmosfera Região do espectro eletromagnético para a qual a atmosfera comporta-se de maneira opaca, não permitindo a passagem da radiação eletromagnética.

Banda do visível Faixa do espectro eletromagnético que pode ser percebido a olho nu, e compreendida aproximadamente entre 7800 e 4000 Angstrons, os limites do infravermelho e do ultravioleta, respectivamente.

Banda ripícola Faixa de proteção marginal, de largura variável, criada ao redor de corpos d’água com o objetivo de protegê-los, reduzindo os efeitos nocivos da agricultura. Nesta faixa, a vegetação arbórea é protegida.

Bandamento composicional (Geologia) Foliação definida por faixas paralelas de composição mineralógica ou texturas diferentes. Pode corresponder a um acamamento relíquiar ou ser originado por segregação metamórfica, migmatização, cisalhamento e dissolução por pressão.

Banhado Denominação utilizada no sul do Brasil para indicar extensões de terras baixas inundadas pelos rios.

Bar Unidade de pressão, aproximadamente equivalente a 1 000 000 dinas/cm2.

Barbeiro Nome vulgar aplicado à vários insetos, vetores do Trypanosoma cruzi, que é o agente etiológico causador da Doença de Chagas, especialmente as espécies Triatoma infestans, T. sordida, Panstrongylus megistus e Rodnius prolixus, este último introduzido acidentalmente no Brasil, devido ao fato de ser muito resistente e utilizado para estudos científicos. Têm por hábito sugar o sangue humano e de outros animais, tais como mamíferos e aves. Existem espécies que vivem fora das habitações humanas, mas a grande maioria vive, principalmente, nas casas de pau-a-pique, nas frestas das paredes que se formam após o ressecamento da argamassa, de onde saem à noite, para picar as pessoas, geralmente na face, fato que dá origem a seu nome.

Barbilhões Apêndices carnosos, longos e finos, apresentando muitas terminações nervosas, presentes principalmente na região bucal de muitos peixes, e que servem para a percepção de estímulos químicos.

Barcana Duna que apresenta forma de meia-lua, mostrando sua face convexa voltada para barlavento, e a face côncava para sotavento.

Barita Mineral que cristaliza no sistema ortorrômbico, classe bipiramidal e tem composição BaSO , sendo que sua densidade de 4,5 é considerada elevada para um mineral não-metálico. Quando o estrôncio substitui ao bário o mineral passa a ser denominado celestina, quando o chumbo substitui ao bário, passa a ser chamado anglesita.

Barlavento Face de qualquer elemento voltada para o lado que sopra o vento.

Barocoria Modalidade de dispersão em que os diásporos, por serem pesados e não possuírem estruturas adaptativas ao transporte por outros meios, caem ao redor da planta mãe e espalham-se lentamente, pela reprodução dos indivíduos deles resultantes.

Barra Banco de areia formado pelo transporte dos sedimentos do fundo marinho até a costa, ou pela diminuição da capacidade de carga de sedimentos em sistemas fluviais, formando as chamadas “praias” fluviais e estuarinas. Pode ser submarina, insular e litorânea.

Barra cuspidada Barra que se apresenta em forma de crescente, unida à praia por ambas as extremidades.

Barra de arrebentação Barra que apresenta sedimentos mais grosseiros do que aqueles das áreas adjacentes. É formada no local onde ocorre a arrebentação das ondas.

Barra de Bitterlich Instrumento utilizado na contagem angular de árvores, em um giro de 3600, quando então é calculada a área basal através da multiplicação do número contado pelo seu fator de numeração. Constitui-se de uma peça de madeira tipo bengala, dotada de um orifício de visada em um extremo, e uma chapa de metal ou plástico na extremidade oposta.

Barra de canal Forma de leito de ocorrência não periódica, e que se desenvolve sob condições de profundidade rasa, nas quais pequenas mudanças no fluxo podem ser responsáveis por considerável variação na sua morfologia. Resulta então de simples feições deposicionais e formas complexas, devido a atuação de múltiplos eventos erosivos e deposicionais. Levando-se em consideração o fluxo e o padrão de crescimento pode ser longitudinal, transversal, em pontal e diagonal.

Barra de costa afora (ing. offshore bar) Acumulação subaquática de areia que se apresenta em forma de crista, situada a alguma distância da praia, e resultante principalmente da ação das ondas.

Barra digitada Corpo arenoso estreito e longo, de seção transversal lenticular, subjacente a um canal distributário em um delta pé-de-pássaro. O corpo arenoso, muito mais largo do que o canal distributário é formado pelo avanço progradante da barra em meia lua, junto à desembocadura do distributário.

Barra em meia lua Barra que se apresenta em forma de crescente, sendo encontrada nas saídas de braços de maré entre ilhas-barreiras, na entrada de uma baía, na foz de um rio ou de um distributário deltaico.

Barra longitudinal Barra formada após o sulco longitudinal e disposta de modo aproximadamente paralelo à linha de costa ou ao canal do rio.

Barragem Barreira dotada de uma série de comportas ou outros mecanismos de controle, construída transversalmente a um curso d’água para controlar o nível das águas de montante, regular o escoamento ou derivar suas águas para canais. Represa.

Barragem de acumulação Barragem que se destina a represar água para utilização no abastecimento de cidades, em irrigação ou em produção de energia.

Barragem de derivação Barragem que se destina a desviar um curso de água.

Barragem de regularização Barragem que se destina a evitar grandes variações no volume de um curso de água, para controle de inundação ou para melhoria das condições de navegação.

Barragem subterrânea Barreira construída de material impermeável ou de baixa permeabilidade, colocada no subsolo, em uma posição tal que impede o escoamento das águas subterrâneas.

Barreira (Ecologia) Qualquer obstáculo de ordem física, química ou biológica que impeça à dispersão dos seres vivos.

Barreira (ing. barrier) Massa arenosa, disposta paralelamente à costa, e que permanece elevada acima da maré mais alta. Restinga.

Barreira de água doce Frente de água doce subterrânea que apresenta uma altura de carga suficiente par impedir a intrusão de água salgada ou salobra.

Barreiro Denominação utilizada para as porções de terreno situado em áreas de várzea próximas ao litoral, onde ocorre eflorescência salina.

Barril Unidade de volume equivalente a 158,98 litros.

Barrilete Parte da sonda destinada a recolher, proteger e recuperar o material a ser amostrado.

Barrilha Denominação aplicada ao carbonato de sódio (NaCO3) e que é utilizada no preparo de sabões, de vidros e no amolecimento de água dura.

Base de Arrhenius Substância que libera íon hidroxila (OH-) quando dissolvida em água.

Base de Bronsted Substância capaz de aceitar um próton (H+).

Base de Lewis Substância que pode doar um ou mais pares de elétrons.

Batente da praia Faixa quase horizontal da praia, que vai do limite da ação direta das vagas até o limite em que se faz sentir, de algum modo, a ação do mar.

Bateria (Química) Denominação aplicada a uma ou a um conjunto de celas eletroquímicas conectadas em série, e que podem ser utilizadas como fonte de energia elétrica direta com voltagem constante.

Bateria de poços Conjunto de três ou mais poços, tubulares ou amazonas, perfurados em uma mesma área e explorando o mesmo aqüífero, voltados ao atendimento de uma determinada demanda.

Batólito Grande massa plutônica que apresenta uma exposição com mais de 100 km2 e constituída por rochas com granulação média a grosseira e composição granítica, granodiorítica, e quartzo monzonítica. Quando inferior a 100 km2 denomina-se stock e bossa quando circular.2 3

Bauxita Mistura de hidróxidos de alumínio, tendo como constituintes principais a gibbsita - Al (OH3), a boehmita- AlO (OH) e o diásporo- AlO (OH) - qualquer um deles podendo ser o dominante. É o mais importante minério de alumínio.

Bayou Drenagem estuarina, tributária ou ligando outros canais ou corpos de água, que se desenvolve através de zonas pantanosas.

Beach rock Denominação utilizada para indicar uma praia arenosa que foi cimentada por carbonato de cálcio. Ocorre comumente em regiões de clima tropical.

Bentônicos Animais aquáticos que vivem junto ao substrato (fundo), podendo ser fixos (sedentários), ou apenas pousados (vágeis) e locomovendo-se de formas diversas.

Bergschrund Fenda que se apresenta orientada segundo o contato entre o gelo e a rocha, caracterizando a porção superior de uma geleira. Sua origem está ligada ao movimento da geleira, que faz com que o gelo se afaste lentamente da rocha.

Berilo Mineral que cristaliza no sistema hexagonal, classe bipiramidaldihexagonal,de cor verde, algumas vezes amarelo ou verde azulado, de composição Be3Al2 (Si6O18), geralmente bem cristalizado e com hábito fortemente prismático. Ocorre principalmente em pegmatitos.

Berma Terraço formado acima do limite dos fluxos da maré alta .É construída principalmente durante as ressacas, sendo que quanto maior for a tempestade, mais alto e distinto se apresenta.

Bioacumulação Aumento da concentração de elementos e substâncias tóxicas nos organismos ao longo dos níveis tróficos de uma cadeia alimentar, podendo chegar a teores letais nas espécies do topo da cadeia alimentar. Ocorre preferencialmente com substâncias lipossolúveis, de difícil excreção pelos organismos. Uma vez ingeridas estas substâncias se acumulam nos tecidos ricos em gordura, tendendo a aumentar a sua concentração ao longo da vida do organismo, e a medida que se “sobe” na cadeia alimentar, cresce o nível trófico do organismo. O Homem, como topo da cadeia alimentar, é um dos organismos mais afetados pela bioacumulação.

Biesfenóide (Cristalografia) Forma que apresenta quatro faces, na qual as duas faces do esfenóide superior se alternam com as duas do esfenóide inferior.

Biocenose Grupo de organismos que vivem intimamente associados, formando uma unidade ecológica natural.

Biocida Substância química de origem natural ou sintética que é utilizada para controlar ou mesmo eliminar organismos vivos considerados nocivos à atividade ou saúde humanas.

Bioclasto Resíduo de organismo carbonatado, fragmentado, transportado e depois depositado, por exemplo, restos de conchas, ...

Bbiócoro Meio geográfico básico, caracterizado por certa vegetação adaptada a determinadas condições ecológicas.

Biodegradação Decomposição parcial ou completa de um composto orgânico, através da ação de microrganismos. O grau de biodegradabilidade é a porcentagem de substância ativa, biodegradada em um período de tempo definido, e avaliada segundo a técnica oficialmente adotada.

Biodegradável Denominação aplicada a qualquer produto que pode ser decomposto através da ação de microrganismos.

Biodigestor Equipamento constituído por um tanque subterrâneo, na maioria das vezes destinado a recolher gás metano (também chamado biogás) produzido a partir de decomposição anaeróbica do lixo orgânico, produzindo ainda, uma carga de nutrientes agrícolas sob a forma de resíduos sólidos chamados biofertilizantes. Os biofertilizantes contém nitrogênio, fósforo e potássio dentre outros.

Biodiversidade Total de genes, espécies e ecossistemas de uma região. A biodiversidade genética refere-se à variação dos genes dentro das espécies, cobrindo diferentes populações da mesma espécie ou a variação genética dentro de uma população. A diversidade de espécies refere-se à variedade de espécies existentes dentro de uma região. A diversidade de ecossistemas refere-se à variedade de ecossistemas de uma dada região. A diversidade cultural humana também pode ser considerada parte da biodiversidade, pois alguns atributos das culturas humanas representam soluções aos problemas de sobrevivência em determinados ambientes. A diversidade cultural manifesta-se pela diversidade de linguagem, crenças religiosas, práticas de manejo da terra, arte, música, estrutura social e seleção de cultivos agrícolas, dentre outros.

Bioestratigrafia Ramo da Estratigrafia voltado, primariamente, ao estudo da distribuição dos fósseis e das rochas que os contém, no espaço e no tempo.

Biofiltro Filtro provido de microrganismos aeróbios (que precisam de oxigênio para viver), usado para eliminar o odor de gases e de misturas que exalam mau cheiro.

Biogás Gás produzido na fase de gaseificação do processo de digestão - degradação anaeróbica da matéria orgânica.

Biogênese Teoria que postula que os seres vivos somente se originam a partir de outros seres vivos.

Biogenia Ramo da Biologia voltado ao estudo das etapas do desenvolvimento e das modificações das formas e funções dos organismos vivos através dos tempos.

Biogeocenose (Ecologia) Sistema dinâmico que inclui todas as interações entre o ambiente e as populações ali existentes.

Biogeografia Ciência voltada ao estudo da distribuição geográfica dos seres vivos no globo terrestre.

Bioherme Estrutura que se assemelha a recifes, e que se apresenta em forma de elevações, lentes ou outras estruturas maciças, sendo constituída unicamente de material de origem orgânica, e presente em rochas de diferentes litologias.

Bioindicador Animal ou vegetal cuja presença em um determinado ambiente indica a existência de modificações de natureza biológica, física ou química. Alguns bioindicadores são bioacumuladores, pois denunciam a presença de substâncias tóxicas, acumulando-as.

Biolitito Rocha calcária cuja estrutura é mantida por um arcabouço orgânico como as rochas de recife (corais e algas).

Biologia Ciência natural voltada ao estudo dos seres vivos, através da morfologia,da fisiologia, da ecologia e da sistemática, dentre outros. Inclui a botânica e a zoologia.

Biolose Degradação ou destruição da matéria orgânica viva.

Bioluminescência Emissão de luz (luminescência) produzida por um ser vivo, como por exemplo o vaga-lume.

Bioma Conjunto de vida (vegetal e animal) definida pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história compartilhada de mudanças, resultando em uma diversidade biológica própria.

Biomicrito Rocha calcária constituída de porções variáveis de detritos esqueletais e lama carbonática.

Biomineralização Produção de esqueletos duros internos ou externos, pelos organismos, sendo que tais esqueletos são constituídos de substâncias minerais e de uma matriz orgânica.

Biomonitoramento Monitoramento ambiental realizado através da utilização de organismos vivos, como por exemplo o uso de peixes para avaliar a qualidade de águas e o de líquens para avaliar a qualidade do ar.

Bionte Denominação utilizada para indicar um ser vivo e independente.

Bioporo Poro existente no solo, cuja origem é devida a ação de raízes e também da fauna endopedônica, que propicia a entrada e a percolação da água e do ar no solo.

Biosfera Região da Terra onde existe vida. Compreende a porção inferior da atmosfera, a hidrosfera e a porção superior da litosfera.

Biosparito Esparito contendo fragmentos aloquímicos derivados de fósseis carbonáticos, tais como f

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A (Pedologia) Horizonte superficial do solo, mineral, caracterizado por uma acumulação de matéria orgânica decomposta, intimamente associada com a fração mineral.

a (Pedologia) Anotação utilizada para indicar que o horizonte A, ou o B, ou o C tem propriedades ândicas.

aa (Geologia) Termo utilizado pelos nativos do Havaí. Indica lavas de natureza básica cuja superfície é áspera, fendilhada, e que mostra no campo um aspecto geral composto por um amontoado de blocos, fragmentos agudos e lascas. Ver também lava em blocos.

Abalo Vibração do solo devido a um sismo (terremoto) ou explosão.

Aberração cromática Fenômeno devido ao fato de uma lente apresentar índices de refração diferentes para os distintos comprimentos de onda da luz.

Ablação Fenômeno de degelo que ocorre na parte superficial de uma geleira, devido à ação da radiação solar (insolação) e também ao ar quente e à chuva.

Abrolho Acidente do relevo submarino constituindo um rochedo que por vezes aflora próximo ao litoral, formando ilhas.

Absorção Processo físico no qual um material coleta e retém outro, com a formação de uma mistura, podendo ser acompanhada de uma reação química.

Absorção ativa Movimento de íons e água para o interior da raiz da planta como resultado de processos metabólicos da raiz, freqüentemente contra um gradiente de potencial eletroquímico.

Absorção passiva Movimento de íons e água para o interior da raiz da planta, como resultado de difusão ao longo de um gradiente de atividade.

Absortância Propriedade apresentada por um objeto de absorver a energia radiante. É uma grandeza adimensional, com valor variando de 0 a 1.

Abundância (Botânica) Denominação aplicada para indicar o montante de indivíduos de cada espécie, na composição florística de uma dada área.

Acamadamento (Estratigrafia) Uma das feições mais típicas das rochas sedimentares, uma vez que consiste na disposição em corpos tabulares (camadas), com espessura e extensão variáveis, porém com características físicas próprias no que tange a sua granulometria, grau de esfericidade, arredondamento, tipo de cimento e seleção, como também, algumas vezes, por sua coloração. Reflete as condições do ambiente deposicional em que se formaram as rochas sedimentares.

Acápua Lenha seca, que não deixa fumo.

Acaule Denominação aplicada a uma planta que não apresenta caule visível.

Accipitridae Nome de uma família das aves, representada dentre outras, pelas águias e gaviões.

Aceiro Faixa de terreno que é mantida livre de vegetação em torno de uma área, com o objetivo de evitar a propagação do fogo.

Acetato Sal derivado do ácido acético, sendo em geral um sólido cristalino.

Acetil colina Substância presente em várias partes do corpo dos animais; sendo de grande importância para o funcionamento das células nervosas, atuando como mediador químico.

Acidez Presença de ácido, isto é, de um composto hidrogenado que, em estado líquido ou dissolvido, se comporta como um eletrólito. A concentração de íons H+ é expressa pelo valor do pH.

Acidez ativa (Pedologia) Atividade do íon hidrogênio na fase líquida do solo. É medida e expressa como um valor de pH.

Acidez da água Quantidade de ácido, expressa em miliequivalentes de uma base forte por litro de água, necessária para titular uma mostra a um determinado valor do pH.

Acidez livre Quantidade de ácidos fortes contida na água, geralmente expressa em miliequivalentes de base forte necessária para neutralizar um litro dessa água, utilizando-se, por exemplo, o vermelho de metila como indicador.

Acidez não trocável (Pedologia) Quantidade de íons hidrogênio que o solo é capaz de liberar pela extração com uma solução de sal tamponada, geralmente a pH 7,0, sendo obtida pela diferença entre a acidez potencial e a trocável.

Acidez potencial (Pedologia) Quantidade de íons hidrogênio e alumínio que um solo (fase sólida) é capaz de liberar pela extração com uma solução tamponada, geralmente de acetato de cálcio 1N a pH 7,0.

Acidez total Quantidade de ácidos fracos e fortes, expressa em miliequivalentes de uma base forte necessária para neutralizar esses ácidos, utilizando-se, por exemplo, a fenolftaleína como indicador.

Acidez trocável (Pedologia) Quantidade de íons alumínio extraída de um solo com solução de sal neutro não tamponado (geralmente KCl 1N). Em solos orgânicos além do íon alumínio pode ser extraída quantidade apreciável de íon hidrogênio.

Acidimetria Volumetria de neutralização em que se determina a concentração de uma solução ácida por meio de titulação com uma solução básica de concentração conhecida.

Ácido acético Líqüido claro, viscoso, de cheiro picante e solúvel em água, sendo que quando resfriado em uma temperatura abaixo de 16,70C, solidifica-se formando cristais brilhantes, incolores e transparentes com aspecto de gelo. É utilizado na preparação de perfumes, corantes, acetona etc, sendo ainda encontrado como principal constituinte do vinagre.

Ácido de Arrhenius Substância que libera íons hidrogênio (H+) quando se dissolve em água.

Ácido fúlvico (Pedologia) Mistura de substâncias orgânicas que permanecem em solução após acidificação de um extrato do solo, usando um álcali diluído.

Ácido húmico (Pedologia) Fração do húmus do solo de cor escura, que pode ser extraída com solução diluída de álcali e após, precipitada por acidificação.

Ácidos de Lewis Substâncias que podem receber um ou mais pares de elétrons.

Ácidos graxos Compostos que contêm uma cadeia com 14, 16 ou 18 átomos de carbono, não ramificada, saturada ou insaturada, com um grupo carboxílico em uma ponta da molécula. Quase todos os ácidos graxos encontrados na natureza encerram um número par de átomos de carbono, incluindo o carbono no grupo carboxílico.

Acidulante Substância capaz de comunicar ou intensificar o gosto ácido (azedo) dos alimentos e bebidas.

Aclimatação (Ecologia) Designação aplicada ao processo de adaptação de uma planta a um local diverso do de sua origem.

Acréscimo crustal Aumento da crosta por adição sucessiva de material provindo do manto.

Acritacos Microfósseis unicelulares ou aparentemente unicelulares que consistem em uma testa constituída de substâncias orgânicas de forma e ornamentação variadas. Ocorreram do Pré-cambriano até o Terciário.

Acródromo Tipo de nervação foliar no qual duas ou mais nervuras primárias, ou secundárias bem desenvolvidas, partindo da folha, dirigem-se em arcos convergentes ao ápice da mesma.

Acrófita Planta que vive nas regiões alpinas.

Acrografia Arte de gravar em relevo, através da utilização da água-forte.

Ácron Parte anterior não segmentada do corpo de um animal metamérico.

Actinódroma Tipo de nervação foliar no qual três ou mais nervuras primárias divergem radialmente a partir de um ponto único, geralmente basal, da folha.

Actinolita Mineral do grupo dos anfibólios monoclínicos e que se diferencia da tremolita - Ca Mg (Si8 022) (0H)2- pela presença de ferro em quantidades superiores a 2%.

Actinomicetos Bactérias filamentosas, geralmente ramificadas, e que formam micélios semelhantes aos dos fungos . Vivem, principalmente, no solo e quando proliferam na água causam problemas de sabor e odor.

Actinomorfa Flor que exibe vários planos de simetria, podendo ser dividida em duas metades iguais mediante seções longitudinais em diferentes direções.

Aculeado Provido de acúleos.

Acúleo Estrutura de origem epidérmica, com aspecto de espinho, encontrada em caules, como por exemplo, na roseira, e nas folhas.

Acunhamento Denominação aplicada ao aspecto apresentado por uma camada quando ela se adelgaça lateralmente até o seu desaparecimento, passando a outra de natureza diferente.

Açafrão Corante de origem vegetal extraído dos estigmas dissecados das flores do Crocus sativus L.

Ação antrópica Qualquer atividade desenvolvida pelo homem sobre o meio ambiente, independentemente de ser maléfica ou benéfica.

Ação bioquímica Modificação química resultante do metabolismo de organismos vivos.

Ação de limpeza Remoção de substâncias indesejáveis através da utilização de processos físico-químicos.

Ação fumigante Penetração de uma substância química volátil no organismo, através das vias respiratórias.

Ação mutagênica Ação capaz de provocar uma alteração cromossômica não detectável, conhecida como mutação genética, a qual é transmitida às gerações sucessivas de células.

Açúcar Qualquer elemento do grupo dos carboidratos solúveis em água, com peso molecular relativamente baixo e que apresenta um típico sabor doce. É um sacarídeo.

Adaptação Capacidade que possuem os seres vivos de adquirir meios que os habilitem a viver em um novo ambiente.

Adenosina difosfato (ADP). Composto que intervém no transporte da energia nos organismos vivos.

Adenosina trifosfato (ATP) Composto que fornece a energia necessária para as diversas atividades desenvolvidas pelas células, além de intervir em numerosas reações químicas dos organismos vivos. É o transportador universal de energia das células dos seres vivos.

Adensador de lodo Unidade onde é realizado o adensamento do lodo de esgoto.

Adensamento (Pedologia) Redução natural do espaço poroso e o conseqüente aumento da densidade de camadas ou horizontes do solo, por dissecação, iluviação ou precipitação química. Quando resultante da ação antrópica é denominado compactação.

Adensamento do lodo Aumento da concentração de sólidos do lodo de estações de tratamento de esgotos nos tanques de sedimentação e digestão. Geralmente a redução do teor excessivo de umidade dos lodos não digeridos, com diminuição do seu volume, é efetuada em tanques especiais (adensadores), através de uma agitação conveniente, sem que haja adição de reagentes químicos, ocorrendo então uma liberação de parte da água, em conseqüência da floculação pela aglomeração dos sólidos.

Adiabático Processo termodinâmico em que não há troca de calor entre o sistema considerado e o ambiente externo a ele. Nos processos adiabáticos o aquecimento e o arrefecimento do ar ocorrem apenas por efeito da pressão, expansão ou compressão. Na atmosfera tais variações de pressão ocorrem pela ascensão do ar (expansão) que produz resfriamento, ou descida do ar (compressão) que produz aquecimento. Aquecimento e resfriamento adiabático são também denominados aquecimento e resfriamento dinâmicos.

Adiabático úmido Processo adiabático em que ocorre a diminuição da temperatura na razão de 0,60C para cada 100m de altura.

Adiafático (Geologia) Ver fusão por descompressão adiabática.

Adição eletrofílica Reação de adição na qual a primeira etapa é o ataque de uma parte da molécula com excesso de elétrons por um íon positivo (eletrófilo).

Adição nucleofílica Reação de adição na qual a primeira etapa é a ligação de um nucleófilo (substância com elétrons disponíveis) a uma parte positiva (deficiente em elétrons) da molécula.

Adição (Pedologia) Acréscimo ao solo de materiais adicionados pela água, pelo ar ou por organismos.

Ádito Termo empregado em lavra subterrânea representando uma galeria sensivelmente horizontal, que apresenta uma extremidade na superfície destinada exclusivamente a ventilação ou drenagem, ou servindo a uma função secundária no tocante ao transporte e acesso.

Adsorção Processo através do qual átomos, moléculas e íons são retidos na superfície de sólidos por intermédio de ligações físicas ou químicas.

Adubação Processo de adição ao solo de substâncias, produtos ou organismos, que contenham elementos essenciais ao desenvolvimento de plantas que são cultivadas.

Adubação de manutenção Prática de adubação utilizada para atender as exigências nutricionais da planta sem afetar o seu nível de produção.

Adubação verde Técnica agrícola utilizada para elevar o conteúdo de matéria orgânica no solo. As plantas que apresentam crescimento rápido são cortadas jovens, ainda verdes e incorporadas ao solo, promovendo seu enriquecimento através da ação de microorganismos decompositores, aumentando a capacidade de reter fertilizantes e manter a umidade do solo. Devem ser preferidas aquelas da família das leguminosas, que além da matéria orgânica, incorporam ainda nitrogênio ao solo.

Adubo Ver fertilizante

Adubo mineral Material inorgânico, geralmente de origem industrial, que é adicionado ao meio em que a planta é cultivada para fornecer determinados nutrientes.

Adubo orgânico Adubo constituído essencialmente por elementos naturais (matéria orgânica decomposta, resíduos vegetais, esterco, dentre outros), isto é, sem o acréscimo de produtos químicos de origem industrial.

Adulária Variedade incolor, translúcida e transparente do ortoclásio (K Al Si3 08) que se apresenta habitualmente em cristais pseudo-ortorrômbicos, apesar de pertencer ao sistema monoclínico.

Adutora de água não potável Denominação aplicada as canalizações dos serviços de abastecimento público, destinadas a conduzir água não potável dos mananciais às estações de tratamento. Podem ser por recalque e/ ou gravidade e, neste último caso, em conduto forçado ou livre.

Adutora de água potável Denominação aplicada as canalizações dos serviços de abastecimento público destinadas a conduzir água potável, geralmente das estações de tratamento aos sistemas de distribuição, podendo, em alguns casos, conduzir água bruta potável do manancial aos sistemas de distribuição. Podem ser por recalque ou gravidade e sempre em conduto fechado.

Advecção Processo de transferência de calor por movimento horizontal do ar atmosférico mediante fluxos ou massas de ar. A transferência de calor das latitudes baixas para as latitudes altas é um típico exemplo de advecção.

Aeração Oxigenação da água com a ajuda do ar. A taxa de oxigênio dissolvido, expressa em porcentagem de saturação, é uma característica representativa de certa massa de água e de seu grau de poluição.

Aeração do solo Processo através do qual é efetuada a troca de gases entre o ar do solo e o ar atmosférico. Solos bem arejados apresentam ar de composição semelhante ao da atmosfera logo acima da superfície, sendo que solos com arejamento deficiente, geralmente apresentam taxa muito elevada de CO e em conseqüência uma baixa percentagem de oxigênio, em relação à atmosfera. A velocidade de aeração depende em muito do volume e da continuidade dos poros do solo.

Aeração prolongada Modificação do processo de tratamento de esgotos por lodo ativado, em que a digestão do lodo é realizada no interior do sistema de aeração.

Aerênquima Parênquima que apresenta espaços intercelulares grandes, aeríferos, com célula de fina membrana, encontrado em algumas partes de plantas flutuantes.

Aeróbio Organismo para o qual o oxigênio livre do ar é imprescindível à vida.

Aerobiose Vida em um meio onde ocorre oxigênio livre.

Aerófito Vegetal que apenas se ampara em outro, sem contudo parasita-lo.

Aerógrafo Instrumento que projeta a tinta por meio de ar comprimido, sendo utilizado para colorir mapas, cartazes, etc. É igualmente empregado no preparo de originais destinados à reprodução por via fotomecânica.

Aeroplancton Conjunto de microorganismos que flutuam no ar.

Aerossol Conjunto de finíssimas partículas em suspensão no ar ou em outro gás, podendo ser sólidas(poeira, gelo, fumo, pólen e alguns minúsculos animais) ou líquidas(nevoeiros, vapores, nuvens, etc.).Geralmente os aerossóis estão carregados eletricamente e formam a base dos núcleos de condensação. Podem afetar os raios de luz provocando reflexão, refração e difusão.

Afanítica (Geologia) Denominação utilizada para indicar uma textura, na qual os constituintes minerais não são visíveis à vista desarmada.

Áfilo Vegetal desprovido de folhas, tal como a Euphorbia tirucalli, conhecida na região nordeste com o nome vulgar de avelós, ou que apresenta folhas muito reduzidas, quase imperceptíveis, como a cuscuta.

Afinidade eletrônica Troca de energia que ocorre quando um átomo ou um íon em estado gasoso recebe um elétron.

Afloramento Exposição natural em superfície, de rocha ou mineral, bem como, quaisquer outras exposições acessíveis à observação humana, tais como: corte de estradas, túneis, galerias subterrâneas, poços, etc.

Afluente Denominação aplicada a qualquer curso d’água, cujo volume ou descarga contribui para aumentar outro, no qual desemboca. Tributário.

Agâmico Reprodução de forma partenogênica, isto é, sem que haja acasalamento.

Agar-agar Substância de natureza gelatinosa obtida de algas marinhas vermelhas e que é largamente utilizada em microbiologia como base sólida dos meios de cultura. É utilizada por alguns povos como condimento.

Ágata Agregado bandado de calcedônia disposta em camadas concêntricas e/ou paralelas, submilimétricas a milimétricas e como tal, constituídas de fibras de quartzo orientadas de modo aproximadamente radial, separadas uma das outras por camadas igualmente orientadas de fibras mais espessas ou com elongação contrária às anteriores.

Agenda 21 Protocolo contendo uma lista de compromissos e ações, entre os quais os de reestruturar a economia, assegurando a sobrevivência humana digna, preservando a saúde e os recursos naturais do planeta, objetivando o Desenvolvimento Sustentável. O protocolo foi assinado por mais de uma centena de países, incluindo o Brasil, durante a Conferência de Cúpula da Organização das Nações Unidas(ONU), ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1992 - a Rio 92. agente (Epidemiologia) Entidade biológica, física ou química capaz de causar doença.

Agente anestésico sistêmico Substância que deprime o sistema nervoso central.

Agente biológico de controle Organismo vivo, natural ou produzido através de manipulação genética, que é introduzido no ambiente para promover o controle de uma determinada população, ou das atividades biológicas de outro organismo considerado como nocivo.

Agente de floculação Substância que, quando adicionada à água residuária, forma um agregado em flocos das partículas em suspensão, podendo provocar a sua sedimentação.

Agente dispersante Substância química que reduz a atração entre as partículas.

Agente fitotóxico Substância capaz de produzir danos aos vegetais.

Agente infeccioso Agente biológico capaz de produzir infecção ou doença infecciosa.

Agente oxidante Substância que pode aceitar elétrons provenientes de outra substância ou aumentar o número de oxidação da outra.

Agente redutor Substância que pode ceder elétrons a uma outra substância ou diminuir o número de oxidação da outra.

Agônica Linha ao longo da qual a declinação é zero.

Agradação Processo que leva a construção de uma superfície devido a fenômenos deposicionais.

Agregação (Pedologia) União de partículas primárias do solo (areia, silte e argila) para formar partículas secundárias ou agregadas. Tal união é realizada por forças naturais e substâncias derivadas da atividade microbiana e exsudadas pelas raízes.

Agregação a seco (Pedologia) Agregação do solo que não é quebrada por determinadas condições de peneiramento a seco, efetuada em laboratório.

Agregado (Pedologia) Conjunto coerente de partículas primárias do solo com forma e tamanhos definidos. Comporta-se, mecanicamente, como uma unidade estrutural. Quando formado artificialmente é denominado torrão.

Agreste Denominação aplicada a vegetação semi-árida, fisiologicamente seca, com plantas providas de proteção contra déficit hídrico.

Agreste (Geografia): Nome dado a região de transição entre a costa úmida e o interior semi árido do Nordeste brasileiro. Originalmente a região era recoberta por florestas estacionais.

Agricultura ecológica Conjunto de técnicas agrícolas baseadas em conceitos de conservação de energia e matéria, reproduzindo processos ecológicos naturais e aproveitando a economia da natureza, inclusive de organismos vivos do ambiente, como decompositores, parasitas e predadores existentes. Trata-se de prática grícola que dispensa o uso de insumos químicos e mecanização.

Agriférrico Denominação aplicada a solos que apresentam caráter ácrico e com teores de Fe2O3 (obtida pelo H2SO4)compreendidos entre 18% e 36%.

Agroecossistema Sistema ecológico natural, transformado em espaço agrário, utilizado para produção agrícola ou pecuária, segundo diferentes tipos e níveis de manejo. Em muitos casos funciona como sistema monoespecífico (monoculturas), provocando diversos problemas ambientais.

Agroflorestas Povoamentos permanentes, de aspecto florestal, biodiversificados, manejados pelo homem de forma sustentada e intensiva, constituídas de espécies perenes (madeiráveis, frutíferas, condimentares, medicinais etc.), para gerar um conjunto de produtos úteis para fins de subsistência e/ou comercialização.

Agrotóxico Substância química, geralmente artificial, destinada a combater as pragas da lavoura, tais como insetos, fungos, etc. Muitas são danosas aos animais e também ao homem.

Água Substância mineral encontrada na natureza em estado líquido, sólido ou em forma de vapor, formada por duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio (H O), sendo responsável pela existência e pela manutenção de toda a vida na Terra.

Água adsorvida Água fixada na superfície dos sólidos por forças moleculares de adesão. Forma uma película de uma ou mais camadas de moléculas de água. Ocorre tanto na zona saturada como na não - saturada. Normalmente é de baixa qualidade química.

Água agressiva Água naturalmente ácida e que apresenta uma ação corrosiva, devido principalmente ao conteúdo de anidrido carbônico dissolvido.

Água alcalina Água que apresenta pH superior a 7 (sete).

Água boricada Solução límpida, incolor e inodora, com 3% de ácido bórico.

Água branda Água predominantemente livre de íons de cálcio (Ca++) e magnésio (Mg++).

Água bruta Água que se encontra em fonte de abastecimento, antes de receber qualquer tipo de tratamento.

Água capilar Água fixada entre superfícies sólidas pouco distanciadas (mm), devido ao balanço entre as forças de coesão/tensão superficial das moléculas do líquido, adesão entre líquido e sólido, e peso do líquido. Ocorre tanto na zona saturada como na não - saturada. No topo do aqüífero livre forma a zona capilar.

Água conata Água retida nos interstícios de uma rocha, quando no momento de sua formação. Água congênita.

Água congênita Ver água conata.

Água de barita Solução aquosa de hidróxido de bário - Ba(OH) - que apresenta caráter alcalino, sendo utilizada em análises qualitativas para identificação de gás carbônico e carbonatos.

Água de constituição Água que faz parte da composição química de um mineral, tal como a água dos minerais hidratados.

Água de desidratação Água que estava em combinação química com certos minerais e que, posteriormente, ficou livre devido a ações químicas.

Água de fundo Água presente na parte mais profunda de uma coluna de água, sendo caracterizada geralmente por uma densidade mais elevada do que a água de superfície, principalmente devido a sua temperatura mais baixa.

Água de retenção Água contida nos interstícios de um meio poroso, e não mobilizável pela ação da gravidade.

Água do solo Água contida no meio poroso situado próximo à superfície topográfica;ocorre como água pelicular.

Água destilada Água purificada por aquecimento, vaporização e posterior condensação (destilação simples) de modo a eliminar os sais dissolvidos e outros compostos.

Água diagenética Água que foi expulsa das rochas em função de compressão, por processos litogenéticos ou metamórficos Normalmente apresenta baixa qualidade química.

Água disponível Teor de umidade que se encontra retido no solo disponível para ser utilizado pelas plantas. É delimitada pela quantidade de água armazenada entre a capacidade de campo e o ponto de murcha.

Água doce Água que possui baixas concentrações de matéria dissolvida (salinidade inferior a 2 000 ppm) principalmente cloreto de sódio (NaCl).

Água dura Água que apresenta concentrações de Ca e Mg (poucas centenas de miligramas por litro - mg/l) capazes de provocar o aparecimento de um resíduo insolúvel ao contato com sabão ou ao ser fervida.

Água estrutural (Pedologia) Água que permanece em amostra de solo após secagem deste em forno a uma temperatura de 1050ºC.

Água-forte Processo de gravação química que transforma em cavo os traços da imagem por mordedura por um ácido em uma chapa de metal.

Água fóssil Água contida em um aqüífero e que se infiltrou em uma época geológica com condições climáticas e morfológicas diferentes das atuais.

Água funicular Água presente nos poros maiores que cercam as partículas sólidas do solo e que forma, nos pontos de contato com essas partículas, anéis coalescentes.

Água gravitacional Água que foi retirada de uma massa rochosa ou de solo, na zona de saturação, pela ação direta da gravidade, sem que haja alimentação.

Água higroscópica Água do solo que encontra-se em equilíbrio com o vapor d’água atmosférico. É, essencialmente, a água que a atração molecular pode reter, contrariando a evaporação.

Água incrustante Água saturada em material dissolvido, normalmente bicarbonato, e que gera precipitados.

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D (Pedologia) Denominação utilizada para indicar nos horizontes O e H, uma acentuada decomposição do material orgânico, do qual, pouco ou nada resta de reconhecível da estrutura dos resíduos das plantas, acumulados conforme descrito nos horizontes O e H.

dalla Depressão periférica às cadeias dobradas e situadas entre estas e a região continental intraplaca.

dasypodidae Nome de uma família dos mamíferos desdentados, representada pelos tatus.

dealado Inseto que se privou das próprias asas, após o vôo de dispersão.

debris flow Deslocamento encosta abaixo, de material encharcado de água, constituído por fragmentos de rocha e solo, presentes em regiões de clima úmido.

debrum Tira, geralmente de pano, que é aplicada nas margens de uma mapa, para melhor protegê-lo.

decaimento radioativo Processo de diminuição da atividade de um nuclídeo radioativo pela transmutação que sofre ao se desintegrar (desintegração radioativa).

decalcificação Remoção por lixiviação, do carbonato de cálcio ou de íons de cálcio, do solo.

decantação Processo de separação dos componentes de um sistema heterogêneo sólido-líqüido, sólido-gasoso ou líqüido-líqüido, onde o componente mais denso, sob a ação da gravidade, se deposita naturalmente.

decantador secundário Unidade de tratamento de esgotos que recebe os efluentes da unidade de aeração e onde ocorre a deposição dos sólidos orgânicos e inorgânicos, e sua posterior transferência para o leito de secagem.

decapitado (Pedologia) Denominação aplicada a um solo que perdeu, no total ou em parte, o horizonte superficial.

decídua Qualidade apresentada por uma comunidade vegetal, em que 50% ou mais de seus indivíduos, perdem todas as suas folhas ou parte delas, por um determinado período de tempo, em resposta a condições climáticas desfavoráveis, em geral períodos secos ou frios.

declinação magnética Ângulo formado entre o norte geográfico e o norte magnético.

declive (Mineração) Ângulo formado entre o eixo de uma jazida e seu plano horizontal.

decompositor Organismo heterótrofo que decompõe os componentes dos organismos mortos em substâncias mais simples, a exemplo dos fungos e bactérias.

decumbente Vegetal que cresce com os caules deitados no solo, mantendo apenas o ápice dos ramos voltado para cima.

déficit de água Diferenças acumuladas entre a evapotranspiração potencial e a precipitação durante determinado período, sendo que a precipitação apresenta o menor valor.

deflação Remoção e transporte, pela ação do vento, das partículas mais finas (areia e argila), principalmente em regiões desérticas.

deflexão (Geologia) Mudança abrupta na direção de uma determinada feição geológica, em geral obedecendo a um condicionamento, tectônico.

deflúvio Volume total de água que passa, em um determinado espaço de tempo, em uma seção transversal de um curso d’ água.

deflúvio superficial Processo pelo qual a água de chuva, precipitada na superfície da Terra, flui, pela ação da gravidade, das partes mais altas para as mais baixas, nos leitos dos rios e riachos.

deformação (ing. strain) Conjunto de mudanças ocorridas em um corpo devido à ação de tensão, e resultando em um ou mais dos seguintes processos: distorção, rotação, translação e dilatação.

deiscente Fruto que se abre, deixando a semente em liberdade.

delaminação Fenômeno de desacoplamento entre a crosta litosférica e o manto superior ou entre a crosta superior e a inferior, sendo característico de zonas de colisão de placas continentais.

deliqüescência Absorção de água da atmosfera por um sal higroscópico em tais quantidades que acaba por se formar uma solução concentrada do sal.

delta Sistema deposicional, alimentado por um rio, causando uma progradação irregular da linha de costa. De acordo com o fornecimento de sedimentos, da energia das ondas e das correntes marinhas, pode ser classificado como alongado, lobado, cuspidado e estuarino.

delta alongado Delta formado pelo crescimento das barras de desembocadura, acompanhadas de diques marginais, resultando em um padrão denominado pé-de- pássaro, na sua porção emersa. É considerado um delta construtivo

delta construtivo Delta formado pela dominância dos processos fluviais sobre os processos dinâmicos costeiros, ligados principalmente as marés e ondas.

delta cuspidado Delta que apresenta uma forma triangular, sendo originado predominantemente em locais com forte atuação de ondas e correntes litorâneas. É considerado um delta destrutivo.

delta de baía Delta formado na foz de um curso d’água que desemboca em uma baía ou vale afogado, preenchendo-o parcial ou totalmente com sedimentos.

delta de contato glacial Delta formado por água de degelo que flui por entre o flanco de um vale e a borda de uma geleira. Delta morênico.

delta destrutivo Delta formado pela predominância dos processos da dinâmica costeira sobre os processos fluviais.

delta intralagunar Delta do tipo construtivo, formado no interior de uma laguna costeira.

delta lacustre Delta do tipo construtivo que apresenta uma estrutura relativamente simples, e formado na desembocadura fluvial em um lago. As camadas de topo mostram características essencialmente fluviais e as basais, lacustres

delta lobado Delta que apresenta um crescimento mais moderado das barras de desembocadura e dos diques marginais, do que aquele apresentado pelo delta alongado. É um delta considerado como construtivo.

delta morênico Ver delta de contato glacial.

demanda bioquímica de oxigênio (DBO) Quantidade de oxigênio utilizada por microrganismos quando da degradação bioquímica da matéria orgânica. É o parâmetro mais utilizado para medir a poluição

demantóide Denominação aplicada a uma variedade de coloração verde da granada andradita, que apresenta brilho reluzente, sendo usada como gema.

dendrito estrutura formada pela precipitação de óxidos de ferro ou de manganês, sobre as paredes de diáclases ou camadas, com aspectos que lembram fósseis.

dendrocolaptidae Nome de uma família das aves, representada pelos arapaçus.

dendrocronologia Ciência que trata da reconstituição e datação de eventos climáticos pretéritos através do estudo do crescimento anual dos anéis dos troncos das árvores.

dendrograma Qualquer diagrama ramificado (um sistema parcialmente ordenado) em que elementos terminais são reunidos entre si, em vários níveis, por algum critério. Em sistemática, os critérios mais comuns de reunião são semelhança geral, média numérica de semelhança, e parentesco filogenético.

dendrohidrologia Técnica que utiliza os anéis de crescimento dos troncos das árvores para o estudo de fenômenos hidrológicos.

denitrificação Processo biológico relacionado ao ciclo do nitrogênio, em que bactérias específicas do solo se utilizam de nitratos e nitritos resultando na devolução de gás nitrogênio (N ) à atmosfera. 2 densidade aparente do solo Massa do solo seco por unidade de volume, incluídos os poros.

densidade da rede hidrográfica Número de segmentos de cursos d’água, de todas as ordens, em uma dada bacia, dividido pela área da mesma.

densidade de drenagem Comprimento total dos segmentos dos cursos d’água, de todas as ordens, de uma bacia de drenagem, dividido pela área da mesma.

densidade de uma solução Relação entre a massa de uma solução e o seu volume.

densidade eletrônica Concentração de carga negativa de elétrons ao redor do núcleo de um átomo. Na região onde a probabilidade de serem encontrados elétrons é alta, a densidade eletrônica é elevada.

densidade real do solo Massa do solo seco por unidade de volume, excluídos os poros. É a densidade das partículas do solo. O mesmo que densidade de partículas.

densidade relativa Comparação entre a massa específica de uma substância com a de outra substância. No caso dos sólidos e líqüidos, a densidade relativa é tomada em relação a água, enquanto no caso dos gases é tomada em relação ao ar ou hidrogênio.

depleção Extração contínua de água de lençol subterrâneo, reservatório ou bacia, a uma taxa maior do que a de realimentação.

depocentro Sítio em que ocorre a máxima subsidência e/ou sedimentação em uma bacia sedimentar.

depósito correlativo Depósito originado pela erosão de formas de relevo, tais como as montanhas, propiciando a acumulação dos sedimentos em suas margens.

depósito de barra em pontal (ing. point-bar-deposit) Acumulação de sedimentos devido à migração lateral do canal de rios meandrantes. Esta migração provoca erosão na margem côncava (externa) do meandro e deposição na margem convexa (interna), na forma de um corpo sedimentar envolvido pela curva do meandro.

depósito de corte e preenchimento Produto da sedimentação no canal de drenagem que foi abandonado por processo de corte ou avulsão do meandro, ou seja, pelo súbito abandono de uma parte ou da totalidade de um canal, ou pelo preenchimento devido a um grande acúmulo na taxa de sedimentação e redução na profundidade.

depósito de lag Acumulação de material grosseiro resultante da erosão do material mais fino associado, sendo que o material remanescente é devido à incompetência da corrente em transporta-lo.

depósito de playa Depósito constituído de material detrítico, principalmente silte e argila, ou mais grossos (leg gravel), transportado através da zona de bajada, até alcançar a parte mais baixa da bacia de deposição. Em associação com o material detrítico, ocorrem alternadamente sedimentos químicos que foram transportados pela enxurrada.

depósito de serir Conjunto de sedimentos de granulação grossa- cascalho e areia grossa- que concentrados constituem jazimentos protetores das camadas inferiores, sendo que muitos seixos mostram marcas de impacto. A concentração é residual devido a deflação sofrida pelo material de granulação mais fina.

depósito de sieve Conjunto de sedimentos gerados por escoamento fluvial, e deixados no canal devido à infiltração da água em camadas permeáveis subjacentes. Estes depósitos provocam geralmente obstrução do canal, resultando na formação de um talude constituído de conglomerado organizado que mergulha corrente acima.

depósito de tálus Depósito constituído predominantemente de fragmentos rochosos grandes e angulosos originados da fragmentação de rochas situadas em zonas escarpadas com fortes declives.

depósito de transbordamento Depósito formado por sedimentos transportados pelas águas das enchentes dos rios, e levados por sobre os diques naturais, inclusive dando origem a estes, bem como preenchendo depressões nas barras em pontal, nos canais abandonados, e, principalmente, formando os depósitos de várzeas através do acréscimo lateral

depósito hidrotermal Depósito originado a partir de fluidos mineralizantes de constituição aquosa, oriundos de corpos plutônicos intrusivos, básicos ou ácidos, bem como o originado em decorrência da participação de fluidos secrecionais, advindos das rochas encaixantes do depósito, mobilizados pela excitação térmica de intrusões ou de núcleos de metamorfismo. Existe uma estreita ligação entre as temperaturas de formação dos depósitos hidrotermais e suas profundidades de formação, daí serem classificados em hipotermais, mesotermais e epitermais, conforme tenham se originado de uma maior para uma menor profundidade e temperatura. Não obstante, a profundidade de um depósito hidrotermal depende da posição do corpo ígneo ao qual se relaciona. Deste modo, uma jazida epitermal de baixa temperatura pode estar situada em uma profundidade maior do que uma outra do tipo hipotermal, de mais alta temperatura de origem.

depósito pneumatolítico Depósito mineral formado pela ação de gases magmáticos.

depósito singenético Depósito formado por processos similares e em geral simultâneos aos que originaram a rocha encaixante.

depósito vulcanogênico Depósito mineral cuja gênese está relacionada diretamente a qualquer tipo de manifestação vulcânica, entendendo-se esta como, além do vulcanismo comum, explosivo e efusivo, qualquer outra ação natural profunda que resulte no aparecimento, em superfície, de produtos de temperatura superior à das condições do ambiente. Desta maneira, os géiseres, as fumarolas e as fontes hidrotermais seriam manifestações vulcânicas atenuadas.

depósito xenotermal Depósito hidrotermal formado em alta temperatura (acima de 3000C), porém em pouca ou moderada profundidade.

depressão interplanáltica Área que apresenta altitude mais baixa em relação aos planaltos que lhes são circundantes.

deriva continental Ver drift.

dermochelyidae Nome de uma família dos répteis, representada por alguns tipos de tartarugas marinhas.

desagregação (Pedologia) Quebra de agregados do solo como resultado da adição de água ou através da ação mecânica de máquinas agrícolas.

desaprumo (Mineração) Ângulo formado entre o plano médio da jazida e uma vertical, no ponto considerado. Corresponde, portanto, ao complemento do mergulho.

desbaste Técnica de manejo de plantios florestais que consiste na derrubada de árvores adultas, em geral as menos desenvolvidas, com o sentido de proporcionar maior espaço às que ficam, permitindo que se desenvolvam e adquiram maior porte. Esta prática deve ser efetuada em épocas distintas, em função da espécie, da idade e do desenvolvimento.

descarga crítica (Hidrologia) Descarga que, em uma dada seção do canal e para uma determinada profundidade, mantém o escoamento crítico da água.

descontinuidade de Conrad Limite entre a crosta continental superior e a crosta continental inferior, onde a V aumenta de 6km/s para 6,4km/s. Sua profundidade varia de 10-25km nos continentes, podendo alcançar 50km sob os cinturões orogênicos.

descontinuidade de Gutenberg-Wiechert Descontinuidade sísmica que se encontra a uma profundidade de 2 900km, onde a velocidade das ondas longitudinais diminui bruscamente de 14km/s para 8km/s, enquanto as ondas transversais tornam-se fraquíssimas, não conseguindo atravessar a camada que ali se inicia representa o limite entre o Manto inferior e o Núcleo externo.

descontinuidade de Mohorovicic Descontinuidade sísmica situada na base da Crosta (continental e oceânica), onde as ondas longitudinais diminuem sua velocidade de 7,8km/s para 6,3km/s e as ondas transversais, de 4,4km/s para 3,7km/s sua profundidade é variável sendo de 30km-40km nos continentes, de até 75km sob os cinturões orogênicos, de 10km-12km nos oceanos, e de até 25km-30km nas dorsais.

desenvolvimento sustentável Paradigma de desenvolvimento surgido a partir das discussões das décadas de 70 e 80 do século XX sobre os limites ao crescimento da população humana, da economia e da utilização dos recursos naturais. O desenvolvimento sustentável procura integrar e harmonizar as idéias e conceitos relacionados ao crescimento econômico, a justiça e ao bem estar social, a conservação ambiental e a utilização racional dos recursos naturais. Para tanto considera as dimensões social, ambiental, econômica e institucional do desenvolvimento. O termo Desenvolvimento Sustentável surgiu em 1980 na publicação World Conservation Strategy: living resource conservation for sustainable development, elaborado pela International Union for Conservation of Nature and Natural Resources (IUCN), em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e outras instituições internacionais. Ainda não foi alcançado um consenso sobre seu conceito, que tem se modificado muito rapidamente, estando em construção. Em termos sociais o desenvolvimento sustentável propõe a repartição mais justa das riquezas produzidas (justiça social), a universalização do acesso à educação e à saúde, e a eqüidade entre sexos, grupos étnicos, sociais e religiosos, entre outros aspectos. Para ser sustentável o desenvolvimento tem de significar melhoria na qualidade de vida de toda a população, assegurando condições de vida dignas a todos e justiça social. Do ponto de vista ambiental, o desenvolvimento sustentável propõe a utilização parcimoniosa dos recursos naturais, de forma a garantir o seu uso pelas gerações futuras. Para tal, propõe que os recursos naturais renováveis sejam usados aquém de sua capacidade de renovação, e os não renováveis de forma parcimoniosa, permitindo o seu uso pelo máximo de tempo e de gerações. Propõe, ainda, a preservação de amostras significativas do ambiente natural, de forma a garantir a manutenção dos serviços ambientais que estas áreas propiciam e a qualidade de vida da população do entorno. Uma das características deste novo paradigma de desenvolvimento é o compromisso e a preocupação com as condições de vida das próximas gerações. Quanto a economia, o desenvolvimento sustentável postula o crescimento baseado no aumento da eficiência de uso da energia e dos recursos naturais. O desenvolvimento sustentável postula também mudanças nos padrões de consumo da sociedade e nos padrões de produção, com a redução do desperdício e maior consciência dos impactos causados pelo uso dos recursos naturais. Em termos institucionais, o desenvolvimento sustentável avalia o grau de participação e controle da sociedade sobre as instituições públicas e privadas, o aparelhamento do estado para lidar com as questões ambientais, o envolvimento em acordos internacionais, o montante de investimento em proteção ao meio ambiente, ciência e tecnologia e o acesso a novas tecnologias. A dimensão institucional trata da orientação política, da capacidade e do esforço despendido pela sociedade para que sejam realizadas as mudanças necessárias a efetiva implementação deste novo paradigma de desenvolvimento. Neste novo paradigma, a palavra desenvolvimento leva em conta não apenas o crescimento da atividade econômica, mas também as melhorias sociais, institucionais e a sustentabilidade ambiental, buscando, em última análise, garantir o bem estar da população a longo prazo, assegurando um meio ambiente saudável para as futuras gerações. Ver também Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, Serviços Ambientais, Sustentabilidade.

desertificação Degradação da terra nas regiões áridas, semi-áridas e subúmidas secas, resultante de vários fatores, entre eles as variações climáticas e as atividades humanas. A degradação da terra compreende a degradação dos solos, dos recursos hídricos, da vegetação e a redução da qualidade de vida das populações afetadas.

deserto Região na qual as precipitações pluviais são menores do que 100mm anuais, a vegetação é ausente ou escassa e a oscilação térmica é ampla. De acordo com as condições predominantes, em função da situação geográfica, o deserto pode ser frio, temperado ou quente.

deserto de pedra Ver hamada.

desidratação de lodo Termo geral utilizado quando é removida parte da água presente no lodo, por qualquer operação, tal como: drenagem, pressão, centrifugação, com ou sem presença de calor.

desintegração radioativa Ver decaimento radioativo.

desmisturação Ver exsolução despejo industrial Qualquer despejo onde predominam agentes químicos e substâncias tóxicas com potencialidade para causar poluição ou contaminação.

desrama Poda que consiste em suprimir os rebentos ou vergôneas, tanto ao longo do tronco quanto da raízes.

desvio de características (Ecologia) Processo evolutivo que se manifesta nas espécies alopátricas e simpátricas e que se baseia em convergência ou semelhança entre as primeiras e em divergência ou desigualdade entre as segundas.

determinação da infiltração Processo para calcular o movimento descendente da água pela camada não saturada, levando em consideração o avanço progressivo da frente úmida e as variações de armazenamento da água, em cada horizonte do solo.

devitrificação Transformação de vidro em material cristalino através de difusão sólida.

devoniano Período da Era Paleozóica situado após o Período Siluriano, e com duração aproximada entre 410 Ma e 355 Ma. É subdividido nos andares - do mais antigo para o mais novo –Lochkoviano, Pragiano, Emsiano, Eifeliano, Givetiano, Frasniano e Famenniano. Sua denominação provém do Condado de Devon, na Inglaterra sendo devida a Adam Sedgwick e Roderick I. Murchison. As esponjas e os corais são abundantes, começa o declínio dos trilobitas e graptólitos e surgem os primeiros anfíbios. A maioria dos ostracodermos e placodermos primitivos se encontram, quase exclusivamente, no Devoniano. Sua relativamente curta história é, sem dúvida, devida ao aparecimento de peixes mais avançados, pois todos os grupos mais modernos surgiram ao término deste período.

dextrana Polímero de glicose sintetizado extracelularmente por ação enzimática de certos microrganismos.

dextrina Mistura de substâncias formada pela degradação do amido.

diáclase Ver junta diacronismo Transgressão através de cronohorizontes por um corpo de sedimentos.

díade (Palinologia) Grupo de dois grãos de pólens unidos.

diadoquia Substituição de um átomo ou íon, numa estrutura cristalina, por outro.

diagênese Conjunto de fenômenos físicos e químicos que ocorrem durante a litificação, incluindo a compactação, a cimentação, a recristalização e a substituição.

diagrama de fases Diagrama que mostra as condições em que uma substância existe como sólido, líqüido ou vapor.

dialicarpelar Gineceu com carpelos separados.

dialipétalo (Botânica) Flor que apresenta as pétalas completamente livres entre si.

diálise Separação de uma substância, em uma solução verdadeira, da matéria coloidal pela difusão seletiva, através de uma membrana semipermeável.

diamagnética Substância que é repelida por um imã, devido ao fato de conter todos os seus elétrons emparelhados em seus orbitais.

diamante Uma das gemas mais apreciadas, sendo constituída por C, e cristalizando no sistema Isométrico, classe hexaoctaédrica, podendo apresentar faces curvas. É o mineral conhecido que apresenta a maior dureza na escala de Mohs, 10. Seu índice de refração muito elevado, aliado a forte dispersão da luz, são os responsáveis pelo brilho e o aspecto de fogo, mostrados pelo diamante quando cortado. Mostra cores que variam desde incolor até o amarelo- pálido com matizes avermelhadas, alaranjadas, esverdeadas, azuladas e acastanhadas.

diâmetro à altura do peito (DAP) Diâmetro de uma árvore obtido a uma altura entre 1,30m e 1,50m tendo como base o nível médio do terreno.

diamictito Ver paraconglomerado.

diamina Classe das aminas resultantes da substituição de um ou mais hidrogênios, de duas moléculas de amoníaco através de radicais alcoólicos

diapausa Interrupção temporária no desenvolvimento dos ovos ou mesmo das larvas de organismos, normalmente insetos, devido a um período de dormência.

diápiro (Geologia) Estrutura dômica originada por injeção, de baixo para cima, de materiais menos densos e mais plásticos sotopostos a materiais mais densos e menos plásticos.

diapositivo Cópia positiva efetuada em material transparente, do negativo de uma imagem, podendo ser obtida por contato.

diápside Denominação aplicada ao crânio dos répteis em que ocorrem dois orifícios temporais de cada lado.

diásporo (Botânica) Unidade de dispersão das plantas superiores, que consiste de embrião, acompanhado de estruturas acessórias. As sementes são diásporos.

diasquisto Rocha magmática diferenciada que ocorre na forma de dique. Os diasquistos incluem membros leucocráticos e melanocráticos de uma série magmática.

diastema Interrupção relativamente pequena da sedimentação.

diastrofismo Termo geral que engloba todos os movimentos da crosta devidos a processos tectônicos.

diatomáceas Algas unicelulares, eucariontes, pertencentes ao Reino Protista,dotadas de um envoltório silicoso (frústula) constituído de duas valvas que se ajustam perfeitamente. Vivem solitariamente ou em colônias, integrando o plâncton das águas doces, salobras ou salgadas. Ocorrem em abundância, especialmente nas águas frias.

diatomito Depósito que encerra elevada concentração de diatomáceas fósseis, podendo alcançar algumas centenas de metros de espessura e contendo mais de 90% de frústulas fósseis.

diatrema Chaminé vulcânica circular, que perfura rochas encaixantes de natureza sedimentar ou metassedimentar, devido a energia explosiva de magmas sobrecarregados de gases.

diclamídea Flor periantada, isto é, com um anel de sépalas e outro de pétalas.

díclina (Botânica) Flor que apresenta sexos separados, isto é, unissexuada.

dicogamia (Botânica) Fenômeno ocorrente em certas flores, que consiste na maturação do androceu e do gineceu em épocas distintas, de modo que a flor, conquanto morfologicamente hermafrodita, é funcionalmente unissexual.

dicotiledônea Planta fanerogâmica pertencente ao grupo das angiospermas, cujas sementes possuem dois cotilédones.

difração de ondas Fenômeno de transmissão lateral da energia de uma onda, ao longo de sua crista, manifestando-se quando existe propagação de ondas em um setor restrito, ou quando um trem de ondas é interceptado por um obstáculo, como por exemplo, um quebra-mar.

difusão Mecanismo que causa o desvio ou bloqueio do feixe de energia solar, provocado pelas partículas e gases na atmosfera antes de atingir a Terra, para serem utilizados pelo sensoriamento remoto. A difusão se processa durante a interação entre o feixe da energia solar incidente e as partículas ou as grandes moléculas de gás presentes na atmosfera, desviando o feixe de energia de sua trajetória inicial. O nível de difusão depende de vários fatores tais como o comprimento de onda, a densidade das partículas e das moléculas, e da espessura da atmosfera que o feixe de energia deve atravessar.

difusão (Química) Processo segundo o qual diferentes substâncias (sólidos, líqüidos e gases) se misturam como resultado do movimento aleatório dos seus componentes : átomos, moléculas ou íons.

digestão (Saneamento) Processo pelo qual a matéria orgânica ou volátil do lodo é gaseificada, liqüefeita, mineralizada ou convertida em matéria orgânica mais estável, através da atividade aeróbica ou anaeróbica de microrganismos.

digestão Transformação dos alimentos que ocorre ao longo do tubo digestivo dos animais pela ação de fenômenos físicos e químicos. O material digerido é absorvido e utilizado pelo organismo.

digestão anaeróbica Degradação da matéria orgânica em condições anaeróbias pelas bactérias não metânicas, para ácidos graxos de baixo peso molecular. Posteriormente ocorrerá uma decomposição destes produtos pelas bactérias metânicas, produzindo metano, dióxido de carbono e outras substâncias. O resíduo constituirá na fração mais estável da matéria orgânica degradável.

digestão biológica Processo pelo qual a matéria orgânica ou volátil do lodo é gaseificada, liqüefeita, mineralizada ou convertida em matéria orgânica mais estável, através da atividade aeróbica ou anaeróbica de microrganismos.

digitada (Botânica) Folha composta, cujos folíolos estão inseridos na extremidade da raque, lembrando os dedos na mão.

dímero Molécula constituída pela união de duas moléculas idênticas.

dineína Membrana de uma grande família de proteínas motoras, que executam movimentos dependentes de ATP ao longo dos microtúbulos. No axonema ciliar, a dineína forma os braços laterais que promovem o deslizamento dos pares de microtúbulos adjacentes entre si.

dióica (Botânica) Espécie que produz flores díclinas em indivíduos diferentes.São vegetais com setos separados, como por exemplo a araucárias.

dióis Álcoois que contém dois grupos hidroxilas em suas estruturas

diomedeidae Nome de uma família das aves, representada pelos albatrozes.

diopsídio Mineral da família dos clinopiroxênios que cristaliza no sistema monoclínico, classe prismática e com clivagem formando ângulos de 870 e 930 mostra coloração que varia desde o branco ao verde claro. Existe uma série completa entre o diopsídio- CaMg (Si2O6)- e a hedenbergita- CaFe (Si2O6).

dioxina Ultra veneno de alta toxidez . As dibenzo-para-dioxinas policloradas (PCDD) e os furanos, são duas séries de compostos com ligações tricíclicas aromatizadas, involuntariamente sintetizadas, de forma plana com características físicas, biológicas, químicas e tóxicas semelhantes. Os átomos de cloro se ligam nestes compostos criando possibilidades de um grande número de isômeros: 75 para a dioxina e 135 para os furanos. A dioxina tem uma dose letal a 50 % de 0,001 mg/kg.

dique Corpo magmático intrusivo e discordante com as estruturas das rochas encaixantes.

dique clástico Estrutura singenética de deformação, em que sedimentos liqüefeitos ou fluidificados se mobilizam indo alojar-se em fraturas presentes em rochas adjacentes.

dique de arenito Corpo tabular constituído por areia, presente no interior de material argiloso que, após compactação, mostra-se com formas sinuosas.

dique marginal Dique natural de pequena altura, formado nas margens dos canais fluviais, e que mostra melhor desenvolvimento nos bancos côncavos dos rios. Sua deposição ocorre quando do transbordamento do rio.

direção (ing. strike) Orientação em relação ao norte, de uma linha resultante da interseção da superfície ou plano de uma camada com um plano horizontal imaginário.

direito ambiental Conjunto de técnicas, regras e instrumentos jurídicos sistematizados e informados por princípios apropriados, que tenham por fim a disciplina do comportamento relacionado ao meio ambiente.

disco de Secchi Disco metálico com cerca de 30cm de diâmetro utilizado para medir o grau de transparência da água, sendo geralmente pintado de branco. É abaixado na água, preso por um fio, sendo anotadas as profundidades de desaparecimento quando da descida e o aparecimento quando da subida.

discordância (Geologia) Superfície que separa estratos ao longo da qual existe evidência de truncamentos erosivos ou exposições subaéreas, implicando em um hiato significativo. Em termos de estratigrafia de seqüências, as discordâncias paralelas sem superfície de erosão são chamadas concordâncias. As discordâncias são classificadas em quatro tipos básicos: angular, litológica, erosiva e paralela.

discordância angular (ing. angular unconformity) Discordância caracterizada por duas sucessões de estratos que apresentam mergulhos diferentes.

discordância erosiva (ing. disconformity) Discordância que separa dois conjuntos de rochas estratificadas paralelas, caracterizando-se por uma antiga superfície de erosão de relevo considerável discordância litológica (ing. nonconformity) Discordância que separa uma seqüência de rochas estratificadas, que repousam de modo discordante sobre rochas não estratificadas, ígneas ou metamórficas.

discordância paralela (ing. paraconformity) Discordância caracterizada por uma superfície de estratificação que separa dois conjuntos de rochas estratificadas, paralelas entre si e a esta superfície, mas que apresentam idades bem distintas.

disfótica Lâmina d’água compreendida entre os 80m e os 200m, e que recebe menos luz que a zona eufótica. A penetração da luz é maior no equador e nas regiões tropicais, do que nas regiões polares.

disjunção (Vegetação) Comunidade de plantas que se apresenta isolada de sua região fitoecológica natural, ocupando espaços intermediários entre os locais do seu presente core.

dispermo (Botânica) Fruto dotado de duas sementes.

dispersão (Biologia) Processo pelo qual os seres vivos se disseminam (se espalham) pelo espaço.

dispersão (Cristalografia) Expressão relacionada ao fato de que os índices refrativos das substâncias não-opacas variam com o comprimento de onda da luz, e que a passagem desta através dos cristais conforma-se, rigorosamente, às exigências da simetria do cristal.

dissacarídeo Substância constituída por duas unidades de monossacarídeos interligadas por um átomo de oxigênio dissociação iônica Fenômeno em que ocorre a separação de íons. Pode ocorrer com bases e sais, principalmente em solução aquosa.

dissolução intra-estratal (Geologia) Processo de solubilização que ocorre dentro de uma camada sedimentar, após sua deposição. Pode ocorrer logo após o início da sedimentação ou muito tempo depois.

distância de atenuação Distância percorrida por uma onda após deixar sua área de geração.

distribuição agrupada Padrão de distribuição de espécies sésseis no qual os indivíduos ocorrem em grupos, tal como uma touceira de plantas cespitosas ou como aquelas espécies arbóreas em que as sementes não são dispersas para muito longe da planta mãe.

distribuição ao acaso Padrão de distribuição de espécies sésseis no qual a probabilidade do indivíduo ocorrer em um ponto é a mesma que a probabilidade de ocorrer em qualquer outro ponto.

distribuição uniforme Padrão de distribuição de espécies sésseis no qual os indivíduos se distribuem de forma uniforme pelo terreno.

distrito metalogenético Área mineralizada com o desenvolvimento característico de mineralizações de um determinado quimismo, associado a um especial grupo de formações. Mostra forma irregular e dimensões que envolvem áreas de milhares a dezenas de milhares de quilômetros quadrados.

distroférrico Denominação aplicada a solos que apresentam saturação por bases < 50% e teores de Fe2O3 (obtido pelo H2SO4) compreendida entre 18% e 36%.

distrófico Solo que apresenta saturação por bases e saturação por alumínio inferiores a 50%.

divergência (Meteorologia) Condição que existe quando a distribuição dos ventos dentro de uma dada área é tal que há um fluxo horizontal líqüido de ar para fora da região.

divisor freático Linha de separação das águas subterrâneas a partir da qual o escoamento se processa em direções opostas.

doblete (Gemologia) Pedra constituída por duas partes, que se encontram unidas por um cimento. Pedra dupla.

dobra (Geologia) Curva ou arqueamento de uma estrutura planar tal como estratos rochosos, planos de acamadamento, foliação ou clivagem.

dobra angular Dobra que possui flancos retilíneos muito inclinados, de tal maneira que suas zonas axiais formam ângulos agudos.

dobra apertada Ver dobra comprimida dobra concêntrica Ver dobra isópaca.

dobra comprimida Dobra cuja deformação foi suficientemente intensa, causando o fluxo das camadas mais plásticas, de tal modo que estas se espessam e se adelgaçam, sendo que, via de regra, tal espessamento ocorre nas curvaturas e o adelgaçamento nos flancos.

dobra conjugada Dobra formada quando os monoclinais das kink bands estão dispostos em dois jogos nas superfícies axiais, que se inclinam uma contra a outra.

dobra convoluta Dobra do tipo desarmônica, conjugada ou policlinal, mas que possui superfície axial encurvada, suavemente ramificada, verticilada ou espiralada, apresentando charneiras complexas, retorcidas ou convolutas.

dobra de achatamento Dobra anisópaca na qual a espessura é maior no ápice do que nos flancos.

dobra de arrasto (ing. drag fold) Dobra formada em uma seqüência sedimentar, quando uma camada mais competente desliza sobre uma menos competente ou incompetente. Mostra planos axiais inclinados em relação aos planos de acamamento da camada competente.

dobra deitada Ver dobra invertida dobra desarmônica Dobra cujas sucessivas superfícies dobradas apresentam formas marcadamente diferentes, sem que desapareça, contudo, a identidade da dobra, através da seção litológica. Caso contrário é dita harmônica.

dobra em concertina (fr. chevron) Dobra angular repetida, simétrica, e cujos flancos mostram igual comprimento. Dobra em sanfona.

dobra em cúspide Dobra cujos flancos mostram-se suavemente curvados como arcos, mas que se fecham na zona axial formando cúspides.

dobra em leque Dobra em que ambos os flancos estão invertidos.

dobra em sanfona Ver dobra em concertina dobra flexural Ver dobra isópaca.

dobra intrafolial Dobra individual, plana, que se mostra fortemente comprimida denominada intrafolial sem raiz quando presente um fechamento isolado único, ou um par de fechamentos opostos, em uma porção rompida de uma camada que flutua como uma inclusão tectônica, em uma rocha de foliação relativamente não dobrada.

dobra inversa Ver dobra invertida.

dobra invertida (ing. overturned fold) Dobra que apresenta a superfície axial mergulhando com um ângulo inferior a 900, e cujos flancos mergulham no mesmo sentido mas com valores angulares distintos. O flanco inverso ou invertido é aquele que girou mais de 900 para adquirir a atual posição. Dobra inversa ou deitada.

dobra isoclinal Dobra cujos flancos são essencialmente paralelos, isto é, mergulham no mesmo sentido e com ângulos iguais.

dobra isópaca Dobra que não apresenta variação na espessura das camadas ou bandas dobradas, nem no ápice e nem nos flancos. Quando apresenta variação na espessura é denominada anisópaca. Dobra concêntrica, paralela ou flexural

dobra paralela Ver dobra isópaca.

dobra ptigmática Dobra que apresenta formato em geral lobular, com flancos atenuados e charneiras que mostram uma configuração sensivelmente concêntrica.

dobra recumbente Dobra na qual a superfície axial tende à horizontalidade.

dobra supratênue Dobra anisópaca na qual a espessura dos flancos é maior do que no ápice.

dodecaedro (Cristalografia) Forma composta de doze faces rômbicas, sendo que cada face corta em partes iguais dois dos eixos cristalográficos e sendo paralela ao terceiro. Rombododecaedro.

doença de chagas Doença infecciosa e parasitária provocada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida pelo inseto Triatoma infestans, e vulgarmente conhecido por barbeiro. O nome da doença é uma homenagem ao cientista e médico brasileiro Carlos Chagas, descobridor do agente causador e da sua forma de transmissão. Endemia rural, infesta grande parte da América Central e do Sul. Ao picar uma pessoa infectada pelo parasita, geralmente à noite e na região da face, o barbeiro torna-se portador dos tripanossomos, que se reproduzem em seu intestino. Ao picar outro indivíduo sadio, o inseto defeca e elimina suas fezes contaminadas. A vítima, ao coçar o local da picada, espalha as fezes do mosquito sobre o ferimento. Dessa maneira, os parasitas penetram nas células da pele, atingindo a circulação sangüínea. Nessa etapa, chamada de fase aguda, não há manifestação de sintomas, na maioria dos casos. Quando ocorrem, a vítima apresenta forte reação local à picada e febre alta. Caso não seja diagnosticada na fase aguda, quando ainda apresenta cura, a doença evolui para a forma crônica. Os tripanossomos instalam-se nos músculos humanos, especialmente no coração. Ao atingir e destruir fibras musculares, provocam insuficiência e arritmia cardíaca, que podem levar à morte. O sistema digestivo também pode ser afetado.

doença transmissível Doença causada por agente infeccioso específico, ou pela toxina por ele produzida, na qual a transmissão do agente, ou de seu produto tóxico, se dá a partir de pessoa ou animal infectado, ou ainda, de um reservatório para um hospedeiro suscetível, direta ou indiretamente intermediado por vetor ou ambiente.

doenças quarentenárias Doenças de grande transmissibilidade, em geral graves, que requerem notificação internacional imediata à organização mundial de saúde, isolamento rigoroso de casos clínicos e quarentena dos comunicantes, além de outras medidas de profilaxia, com o intuito de evitar a sua introdução em regiões até então não atingidas (indenes). Entre as doenças quarentenárias, encontram-se a cólera, a febre amarela e o tifo exantemático.

dogleg Mudança angular abrupta na direção de um determinado elemento estrutural.

dolabiforme Fruto arredondado na ponta, estreitado na direção da base e um pouco desviado para um dos lados, de modo a recordar uma machadinha, como o da maioria das espécies do gênero Aspidosperma (Apocynaceae) dolina Depressão presente em regiões dominadas por rochas calcíferas, e que apresenta forma arredondada ou ovalada, com bordas íngremes e fundo chato pode conter uma lagoa com argilas de descalcificação ou outros materiais de preenchimento, provenientes da dissolução da rocha.

dolomita Mineral da família dos carbonatos, de composição Ca Mg (CO3)2, e que cristaliza no sistema hexagonal-R, classe romboédrica, diferenciando-se da calcita por não efervescer em H Cl diluído. O magnésio pode ser substituído pelo ferro ferroso, por pequenas quantidades de manganês e zinco, e o cálcio por pequenas quantidades de chumbo. 3 3 dolomitização Processo natural através do qual o calcário transforma-se em dolomito através da substituição parcial do carbonato de cálcio (CaCO ) original pelo carbonato de magnésio (MgCO ). Processo que parece progredir com o tempo, já que nos depósitos mais antigos os carbonatos dolomitizados são mais freqüentes.

domácia Tufo de pêlos que ocorre na junção das nervuras maiores das folhas de algumas espécies de plantas.

dominado (Vegetação) Estrato inferior do dossel florestal, no qual as árvores componentes não recebem luz direta, quer vertical quer lateral.

dominância (Vegetação) Soma das áreas basais, no estudo da estrutura da floresta, dos indivíduos pertencentes a cada espécie. Seu valor relativo é a % de cada espécie na soma total das dominâncias absolutas.

dominante (Vegetação) Denominação aplicada ao estrato superior de um maciço florestal, onde se localizam as árvores do dossel e as emergentes.

domínio morfoestrutural Grandes conjuntos estruturais, que geram arranjos regionais de relevo, guardando relação de causa entre si.

domo (Geologia) Estrutura positiva que apresenta as camadas rochosas mergulhando de maneira divergente em todas as direções.

domo (Cristalografia) Forma que apresenta duas faces não paralelas, porém simétricas em relação a um plano de simetria.

domo de areia Estrutura dômica da ordem de milímetros que aparece na areia de praia, sendo formada pelo espraiamento das águas aprisionando ar.

domo salino Estrutura resultante do movimento ascendente de uma massa salina, constituída essencialmente por halita (NaCl), com forma aproximadamente cilíndrica, diâmetro pequeno em relação à altura que pode alcançar desde várias centenas de metros até milhares de metros. Os domos salinos propiciam acumulações importantes de hidrocarbonetos.

dormência Estado da semente que, mesmo viva e em condições consideradas favoráveis a germinação, não germina.

dorsifixa Antera inserida ao filete através do dorso.

dossel Estrato mais alto das árvores de uma floresta.

drenagem Feição linear negativa, produzida por água superficial de escorrência, e que modela a topografia de uma região.

drenagem anastomosada Tipo de drenagem que consiste em vários canais distributários que se ramificam e se juntam formando um conjunto de canais interligados e separados por inúmeras ilhas que se apresentam de forma alongada.

dreno (Hidrologia) Conduto ou pequeno canal através do qual a água é removida do solo ou de um aqüífero, por gravidade, objetivando controlar o nível da água.

drift Processo geotectônico de afastamento gradual de massas continentais, correspondente à fase evolutiva de uma bacia oceânica que sucede aos estágios iniciais de rifteamento crustal. Deriva continental.

drumlim Depósito de till, que mostra uma geometria alongada segundo o fluxo do gelo.

drupa (Botânica) Fruto meio-sêco e meio-carnoso, provido de mesocarpo carnoso (como na baga) que envolve o endocarpo lenhoso e pétreo, dito putámen, sendo que este por sua vez, encerra a semente única, como por exemplo, a manga e o pêssego.

dúctil (Geologia Estrutural) Deformação em que há escoamento plástico e cujos elementos estruturais são distorcidos basicamente em função do encurtamento segundo o eixo Z, estiramento segundo X e encurtamento e estiramento segundo Y.

duna Corpo de areia acumulada pelo vento, que se eleva formando um cume único .Pode ocorrer isoladamente ou em associação, e ser formada independentemente da presença de qualquer acidente topográfico, sendo que, de fato alcança seu mais perfeito desenvolvimento quando o terreno é plano e monótono.

duna ativa Duna que se apresenta quase sempre desprovida de vegetação, e que se desloca incessantemente pela ação do vento.

duna de deflação Denominação aplicada as acumulações de areia derivadas de bacias de deflação, principalmente quando as acumulações apresentam grandes dimensões e erguem-se acima da cota da área-fonte.

duna equidimensional Duna que apresenta pelo menos três faces de deslizamento e três cristas radiais.

duna marginal Primeiro cordão contínuo de dunas, adjacente e paralelo à praia, e situado ao longo da linha limite das mais altas marés.

duna morta Duna permanente, que se encontra coberta por vegetação.

dupla refração Propriedade que apresentam os minerais, com exceção daqueles que pertencem ao sistema isométrico, de, ao serem atravessados por um raio de luz, desdobrarem-no em dois, cada um se deslocando através do mineral com uma velocidade característica e tendo seu índice de refração próprio.

durâmen Ver cerne.

dureza (Mineralogia) Resistência que a superfície de um mineral oferece ao ser riscada. Uma escala de dureza relativa é conhecida como Escala de Mohs, que estabelece os seguintes graus de dureza : 1- talco, 2- gipsita, 3- calcita, 4- fluorita, 5- apatita, 6-ortoclásio, 7-quartzo, 8-topázio, 9- córindon e 10-diamante.

durinódulos Nódulos que se apresentam fracamente cimentados por sílica, sob forma de opala ou de outros estados microcristalinos de sílica.

duripã Horizonte mineral subsuperficial do solo, com 10 cm ou mais de espessura, que apresenta grau variável de cimentação por sílica, podendo ainda conter óxido de ferro e carbonato de cálcio. Como resultado disto, os duripans variam de aparência, apresentando todos contudo, uma consistência muito firme ou extremamente firme, quando úmidos, sendo sempre quebradiços, mesmo após prolongado umedecimento.

durófago Denominação aplicada a animal predador de conchas.